A internacionalização é a solução para a crise do sector da construção?
Primeiro porque se pensarmos bem, se todo, ou quase todo, o sector da construção fosse para fora, e se de caminho fossem os familiares próximos correspondentes também, o país levaria um rombo descomunal no número de população.
Segundo porque as empresas portuguesas, actualmente fortemente internacionalizadas, apesar de terem muito trabalho no estrangeiro, nunca teriam trabalho para absorver o sector todo que está a ruir em Portugal.
Terceiro porque muitos países colocam entraves à presença de mão-de-obra estrangeira, pelo que muitas vezes a actividade internacional das nossas empresas se resume ao abrir de oportunidades para os quadros técnicos e superiores, não mais que isso.
Quarto porque apesar de tudo, não se pode exigir ou esperar que toda gente esteja disponível para emigrar e deixar uma vida para trás.
Claro que se as oportunidades não existem, muitas vezes é preciso ir atrás delas. O que aqui se quer dizer é que não é aceitável que pessoas de responsabilidade passem a vida a apontar a internacionalização como solução para a crise na construção, sem nunca esboçarem soluções para a crise "dentro de portas". Parece que querem ignorar que a internacionalização das empresas só resolve o problema de uma pequena parte do sector da construção.
A ideia que fica no ar é que pensar em soluções viáveis dá muito trabalho e então é preferível servir de papagaio e repetir o que já toda gente ouviu da boca dos outros. De "responsáveis" assim o sector da construção em Portugal não precisa… Mais valia internacionaliza-los!







































