quinta-feira, 31 de maio de 2012

A internacionalização é a solução para a crise do sector da construção?

O sector da construção em Portugal atravessa uma crise sem precedentes, com centenas de empresas a entrar em insolvência ou falência todos os dias, e as que se aguentam só a muito custo o conseguem fazer. O panorama futuro não augura melhoras visíveis. Perante isto o que dizem os responsáveis do nosso país e de grande parte das associações profissionais e empresariais? Internacionalização, internacionalização e mais internacionalização! Será esta a solução? Parece óbvio, mas se pensarmos bem, não é.

Primeiro porque se pensarmos bem, se todo, ou quase todo, o sector da construção fosse para fora, e se de caminho fossem os familiares próximos correspondentes também, o país levaria um rombo descomunal no número de população.

Segundo porque as empresas portuguesas, actualmente fortemente internacionalizadas, apesar de terem muito trabalho no estrangeiro, nunca teriam trabalho para absorver o sector todo que está a ruir em Portugal.

Terceiro porque muitos países colocam entraves à presença de mão-de-obra estrangeira, pelo que muitas vezes a actividade internacional das nossas empresas se resume ao abrir de oportunidades para os quadros técnicos e superiores, não mais que isso.

Quarto porque apesar de tudo, não se pode exigir ou esperar que toda gente esteja disponível para emigrar e deixar uma vida para trás.

Claro que se as oportunidades não existem, muitas vezes é preciso ir atrás delas. O que aqui se quer dizer é que não é aceitável que pessoas de responsabilidade passem a vida a apontar a internacionalização como solução para a crise na construção, sem nunca esboçarem soluções para a crise "dentro de portas". Parece que querem ignorar que a internacionalização das empresas só resolve o problema de uma pequena parte do sector da construção.

A ideia que fica no ar é que pensar em soluções viáveis dá muito trabalho e então é preferível servir de papagaio e repetir o que já toda gente ouviu da boca dos outros. De "responsáveis" assim o sector da construção em Portugal não precisa… Mais valia internacionaliza-los!

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terça-feira, 29 de maio de 2012

A ponte Golden Gate

Fez no dia 27 de Maio 75 anos que a Golden Gate Bridge, localizada em São Francisco, foi aberta ao público. Inicialmente, em 1937, apenas para pedestres, no ano seguinte para veículos. Nessa altura, a ponte Golden Gate era a ponte suspensa mais longa do mundo. A ponte tem 2737 metros de comprimento, 27 metros de largura, e as duas torres da ponte chegam à altura de 230 metros de altura. O tabuleiro fica cerca de 65 metros acima da água. A ponte Golden Gate, hoje em dia considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis, foi projectada pelo engenheiro Joseph Strauss e a sua construção teve um custo de cerca de 20 milhões de dólares.

O comprimento suspenso da ponte Golden Gate é de 1966 metros, sendo a distância entre as duas torres da ponte 1280 metros. É destas torres que saem os cabos que suportam o tabuleiro suspenso da ponte. Cada cabo destes tem 92cm de diâmetro, sendo formado por 27572 cabos menores.
É importante ainda referir mais algumas curiosidades. Todos os dias passam sobre a ponte Golden Gate mais de 100 mil carros. Contudo o número desta ponte que mais impressiona é o número de suicídios, sendo que não há uma contagem exacta, mas os dados apontam para mais de 1200 suicídios desde a sua inauguração... a queda demora 4 segundos, e quando se atinge a água a velocidade do corpo é de cerca de 120 km/h, o que torna quase sempre o impacto mortal.
Para finalizar destacamos que depois de ser construída a Golden Gate, outras pontes foram construídas à sua imagem. Por exemplo a ponte 25 de Abril em Lisboa, que tem a mesma cor (característica da Golden Gate) e a mesma arquitectura de ponte suspensa.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Londres 2012 - Resíduos e Jogos Olímpicos (III)

Vamos ver um pouco mais este assunto sério dos resíduos, o qual a maioria das vezes não é tido em conta pelos arquitetos e engenheiros no canteiro de obra, um puxão de orelha para eles. Tão importante é, que existem diversos cursos pós-graduação nas faculdades de engenharia sobre o particular. Mas este sério assunto deve ser focado com criatividade, como neste anúncio de uma empresa fabricante de diversos tipos de recipiente, para coleta seletiva de resíduos. Ou ainda pode ser focado com humor para educar ao público, como vemos nesta imagem de uma campanha, para as pessoas jogar a pastilha elástica nos recipientes para resíduos na rua.

É muito encorajador, o fato de que o pessoal do Comité Organizador leva a sério as práticas de gestão dos resíduos. Há estudos sobre tipos e volumes destes nos Jogos. Sendo atingidas metas como o 98% do material de demolição foi reciclado ou reusado. Como já vimos o 80% do solo do Olympic Park foi limpo e reusado. Foi escolhida uma empresa, para fazer possível que o 90% dos resíduos da construção não foram para o aterro sanitário e sim pelo contrário, foram para o reuso ou para a recuperação. Esta meta está sendo atingida, e obviamente significa melhores práticas industriais num Mega-evento como este. Temos o Waste Consolidation Centre WCC, que faz a seleção dos resíduos vindos de 17 empreiteiros no parque tudo. Estes materiais incluem madeira, tijolos, concreto, plástico, metais, resíduos de escritórios. Importante é o fato de como os empreiteiros participam das auditorias, para mostrar como elas estão minimizando seu lixo.
Adicionalmente os empreiteiros estão trabalhando com os fornecedores, para lhes retornar os pellets e outras embalagens. Para reduzir os deslocamentos dos camiões e as emissões de CO², foi instalada no local uma máquina de produção de aparas (chips)de madeira para ser usado como combustível. Também há outra para moer e compactar betão e tijolos de demolição. Na imagem abaixo vemos as diversas etapas de construção do Olympic Stadium.

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Artigo escrito por Roberto Steneri, Arquitecto e Urbanista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-Brasil. Por convite escreveu um book review para o Journal of Latin American Geography da Universidade do Texas.

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sócio-gerente da Presdouro assassinado nas instalações da empresa

O sócio-gerente da Presdouro (empresa de pré-fabricados de betão), David Costa, foi assassinado nas instalações da fábrica da empresa em Santa Maria da Feira, tendo falecido junto ao portão quando tentava escapar aos agressores. Segundo testemunhas, David Costa ainda terá corrido para tentar escapar dos agressores mas acabaria por cair junto ao portão. Foi nessa altura que foi vista a sair das instalações da empresa uma viatura comercial de dois lugares de cor branca, havendo a suspeita que fosse o carro dos agressores.

O crime ocorreu por volta das 18.45h, hora em que o sócio-gerente da Presdouro já estaria sozinho nos escritórios da empresa e terá sido surpreendido pelos agressores. Segundo as primeiras observações dos seus ferimentos, supõe-se que ele terá resistido pois apresentava ferimentos defensivos nos braços e nas mãos. O golpe que terá sido fatal foi no pescoço. A PJ está já a investigar este crime.
Fábrica da Presdouro
(fábrica da Presdouro em Santa Maria da Feira)

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Antarte vende mobiliário com 50% de desconto

A Antarte lança amanhã uma campanha promocional que oferece um desconto de 50 por cento em todos os artigos da colecção, válida até ao próximo dia 3 de Junho. “10 dias a preços excepcionais” é o mote desta campanha, que, para além da redução de preço, oferece ainda um desconto adicional de 1% por cada mil euros de compras. A decorrer nas lojas aderentes, esta acção promocional permitirá aos clientes e apreciadores da marca adquirirem peças a preço de fábrica.

"A actual conjuntura económica obriga-nos a olhar em permanência para o mercado, ajustando cada momento às reais necessidades dos nossos clientes. Daí termos decidido avançar com esta promoção, colocando ao alcance de todos os produtos da Antarte, onde qualidade e design se juntam na criação de peças exclusivas”, justifica Mário Rocha, administrador da Antarte. "Com esta redução de 50% nos preços em todo o mobiliário Antarte, reforçamos a nossa posição como líderes de mercado, ao mesmo tempo que damos a oportunidade para que, numa situação adversa em termos económicos, os portugueses possam aceder ao melhor que o mobiliário nacional tem para oferecer", sublinha. Trata-se de uma oportunidade excepcional para que os portugueses possam comprar as últimas novidades de um “produto nacional, concebido, desenvolvido e produzido exclusivamente em Portugal", conclui Mário Rocha.
A campanha será divulgada na imprensa, em outdoors e na frota de carrinhas da ANTARTE, sendo ainda suportada por acções de rua, onde uma brigada de dez elementos em bicicleta distribuirá, durante o fim-de-semana, folhetos promocionais em todo o país.

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Inauguração do Pavilhão Desportivo de Fermentões em Guimarães

No próximo Sábado, dia 26 de Maio, será inaugurado na freguesia de Fermentões, Guimarães, mais um equipamento desportivo executado pela NVE engenharias, S.A. A empreitada de construção do Pavilhão Desportivo de Fermentões dispõe de uma área de aproximadamente 2694m2 e contemplou a execução de um edifício de r/chão e 1 piso com 9,56 metros livres de altura encerrando em si um campo de jogos que permite a prática de todas as modalidades indoor. Este edifício inclui ainda um salão polivalente, um átrio de espetadores com bancada retrátil para 304 lugares, balneários femininos, masculinos e para árbitros, sala de 1ºs socorros, arrecadações e receção.

A estrutura do edifício foi executada em estrutura mista de betão armado e estrutura metálica, o revestimento de fachada é constituído por sistema ETICS, painéis translúcidos e betão aparente. As paredes interiores foram rebocadas nas áreas secas sendo utilizado material cerâmico nos pavimentos e nas paredes suscetíveis a humidades.

A construção deste Pavilhão Desportivo "foi realizada dentro dos prazos estabelecidos e cumprindo todos os requisitos de projeto com a qualidade a que a NVE já habituou os seus clientes", segundo declarações de um responsável da empresa ao nosso site.

Tratou-se de um investimento na ordem dos 1.257.000 Euros que foi adjudicado á NVE engenharias e teve um prazo de execução de 300 dias.

Recorde-se que há umas semanas demos conta da inauguração do Quartel dos Bombeiros Voluntários das Taipas, obra também realizada pela NVE engenharias, S.A.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ensul Meci entra em insolvência

A Ensul Meci, empresa sedeada no Monte da Caparica, atravessa momentos complicados, tendo os salários dos seus trabalhadores em atraso desde Março e não pagando os subsídios de alimentação desde Fevereiro. A somar a esta situação muito grave, há agora um pedido de insolvência por parte da Shelk, empresa de telecomunicações, que exige o pagamento de uma dívida de 300 mil euros por parte da Ensul Meci. Neste momento há mais empresas com a intenção de também pedir a insolvência da Ensul Meci.

A administração demitiu-se e não fez ainda qualquer comentário à situação da Ensul Meci. Os trabalhadores estão desde quinta-feira à porta da empresa a reclamar o pagamento dos salários em atraso e a defender o património da empresa.

A Ensul Meci é assim o caso mais recente das empresas de construção em sérias dificuldades de viabilidade a vir a público, e vem na sequência da crise que o sector da construção atravessa.

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terça-feira, 22 de maio de 2012

O ensino e a investigação no domínio das coberturas planas

A Associação Portuguesa de Impermeabilizadores realiza amanhã uma conferência sobre o ensino e a investigação no domínio das coberturas planas. O orador convidado é Raimundo Mendes da Silva, professor associado do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. As coberturas planas são elementos construtivos complexos que desempenham múltiplas funções (estabilidade estrutural, estanquidade, protecção térmica, etc.) e podem ser constituídas por um significativo leque de materiais, entre os quais se exige compatibilidade. O que se ensina como formação genérica sobre esta matéria nas Universidades? E há investigação científica? É suficientemente conhecida e divulgada?

Esta comunicação recolhe e comenta o exemplo do ensino na Universidade de Coimbra neste contexto e apresenta uma resenha dos trabalhos científicos sobre coberturas planas – e, em particular, sobre impermeabilização destas coberturas – em mais de uma dezena de congressos de relevo no domínio da tecnologia da construção e da patologia e reabilitação não estrutural.
PROGRAMA
15h00 - 15h10 – Cerimónia de Abertura | José Luís Castro, Presidente da Direcção da ASPIM
15h10 - 15h20 – Apresentação do orador convidado | Pedro Gonçalves, Director da ASPIM
15h20 - 16h00 – “O ensino e a investigação no domínio das coberturas planas” | Raimundo Mendes da Silva, Universidade de Coimbra
16h00 - 16h30 – Debate
16h30 - 17h00 – Entrega dos diplomas aos sócios honorários
17h00 – Sessão de encerramento - Porto de Honra

LOCAL
Auditório do Alto dos Moinhos (Estação de metro “Alto dos Moinhos”), Lisboa – Sala 1 | 23 de Maio de 2012 | 15h00 – 17h00

A entrada é gratuita, mas a inscrição é obrigatória (inscrições são realizadas através do email geral@aspim.org).

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Projetos Portugueses em operação de charme em Oslo

As oportunidades de investir em Portugal chegam aos empresários escandinavos, numa ação estratégica a ter lugar na embaixada portuguesa de Oslo, dia 24 de maio, com a participação do Entreposto Gestão Imobiliário (EGI) e da Invest Lisboa. Evidenciar o papel do imobiliário enquanto fator impulsionador do desenvolvimento sustentado da economia é um dos objetivos a atingir em Oslo.

A representar a região do Algarve estará o Lux Tavira Residence, um empreendimento localizado em Luz de Tavira e composto por 48 moradias e 12 apartamentos, que desde 2010, ano da sua conclusão, tem captado o interesse de ingleses, belgas, espanhóis e escandinavos. Entre os motivos desta procura está a sua proximidade ao parque natural da Ria Formosa, a 12 km de praias quase inexploradas e a 6 campos de golfe. Encontra-se igualmente a menos de 25 minutos do Aeroporto de Faro.
Será igualmente apresentado o Convento das Bernardas localizado na cidade de Tavira. Este convento da ordem de cister foi fundado em 1509 e recentemente reabilitado para fins habitacionais pelo Arq. Souto Moura, prémio Pritzker 2011. O empreendimento recebeu a semana passada o prémio da melhor reabilitação de 2011 no âmbito dos óscares do imobiliário.
Segundo Duarte Guerreiro Diretor Geral do Entreposto Imobiliário, “existe uma comunidade importante de Noruegueses, com elevado poder de compra, a residir ou com segunda habitação na zona de Tavira, sendo um destino muito procurado por ainda ser pouco explorado e com enorme potencial em termos de beleza natural.”

A Invest Lisboa, agência de promoção e captação de investimentos, um projeto da Câmara Municipal de Lisboa e da ACL / Câmara do Comércio e Industria Portuguesa, que conta com o apoio da AICEP, participa na ação para promover a instalação de novas empresas em Lisboa. “A disponibilidade de recursos humanos especializados e infraestruturas e escritórios de grande qualidade a custos muito competitivos, bem como a possibilidade de as empresas norueguesas utilizarem Lisboa como plataforma para os mercados emergentes da língua portuguesa serão alguns dos argumentos a utilizar”, sublinha Rui Ramos Pinto Coelho, diretor executivo da Invest Lisboa.
O evento de Oslo conta com a participação especial do embaixador Dr. João de Lima Pimentel. A iniciativa intitulada “Innovate in Portugal” é organizada pela PSO - Comunicação Estratégica, agência sediada em Lisboa, cujo principal objetivo é envolver investidores internacionais num ambiente de negócios favorável para Portugal e dar a conhecer o melhor do imobiliário português em mercados como o de Oslo, Bruxelas e Macau (ações a realizar em Maio e Junho).

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Casa Rietveld Schröder - Utrecht

A Casa Rietveld Schröder é o único verdadeiro exemplo construído conhecido de arquitectura De Stijl e um dos mais emblemáticos ícones da arquitectura da primeira metade do século XX. Construída em 1924, este projecto do holandês Gerrit Rietveld, rompeu radicalmente com os pressupostos da arquitectura tradicional, concebendo uma habitação que procura levar os conceitos de flexibilidade ao limite.

A encomenda destinava-se a Truus Schröder-Schräder e os seus três filhos, que depois da morte do marido, optou por trocar o seu espaçoso apartamento em Utrecht por uma casa feita à sua medida - mas este acabou por tornar-se um projecto de vida a dois e o grande ponto de partida da carreira de Rietveld enquanto arquitecto, até aí essencialmente designer de móveis - e bem conhecido por sinal, como se comprova pela fama das cadeiras Reb Blue ou Zig-Zag.

Schröder, mulher moderna e independente, sabia bem o que queria do seu novo lar e participou activamente com Rietveld na criação daquela que viria a ser a casa dos dois.
A Casa Rietveld Schröder é, mais do que um espaço habitável, um manifesto. Situada nos arredores de Utrecht, a servir de remate a um conjunto de casas tradicionais de dois pisos, não tem problemas em demarcar-se do que a rodeia, tanto pelas linhas arquitectónicas como pelos materiais utilizados.

As cores do movimento De Stijl estão patentes tanto no exterior como no interior, acentuando o carácter plástico do volume e lembrando um quadro de Mondrian em 3D. Os princípios de organização do espaço apostam na liberdade e na capacidade de adaptação.

Se o piso térreo, destinado ao escritório de Rietveld, sala de estudo, cozinha e sala de jantar, pode ser ainda considerado organizado de modo convencional, o piso superior revela o carácter único da obra. Aqui, onde encontramos os quartos e a área de estar, podemos ler o espaço de uma série de diferentes modos... um espaço aberto pode ser transformado num espaço semi ou totalmente compartimentado pelo movimento sucessivo dos painéis deslizantes e giratórios que acabam por funcionar como portas ou biombos que mostram ou escondem aquilo que queremos, permitindo adaptar o espaço às diversas funções a que este vai respondendo ao longo do dia - ou ao longo da vida. É aqui que vive o coração da casa.
Durante a visita guiada, um guia de luvas e pantufas vai movimentando os painéis, enquanto os visitantes, algo confusos e surpreendidos, exploram o espaço de audio-guia colado ao ouvido. É difícil perceber o sentido prático de todas estas possíveis alternativas de transformação do espaço, mas é fascinante imaginar o sem fim de possibilidades de vivência de um espaço tão flexível.

O mobiliário tem que ser reduzido e cuidadosamente fabricado à medida, a privacidade é relativa e os truques para melhor aproveitar o espaço sem comprometer a unidade arquitectónica são muitos: as portadas amovíveis que se escondem embutidas nas paredes, os apoios rebatíveis ao longo das janelas, os móveis que acumulam mais do que uma função, escondendo muitas vezes a sua função principal.

Mas ainda que o interior da Casa nos dê a sensação de estar a viver noutro mundo, a sua intensa relação com o exterior é outro dos pontos fortes do projecto. Todas as divisões têm contacto directo com o exterior - no caso do piso superior, através de varandas - e a janela de canto da zona de estar, que parece desafiar a gravidade estrutural, é provavelmente um dos pormenores mais conhecidos da história da arquitectura.
Truus Schröder viveu aqui com o seus filhos, com Rietveld e depois da morte deste, sozinha, até ela própria falecer, em 1985. Ao longo de praticamente 60 anos esta Casa evoluiu, respondendo às diferentes funções que dela exigiam, até se transformar num Museu, depois da reabilitação levada a cabo por Bertus Mulder.

Vale bem a pena a visita - imperdível para qualquer arquitecto ou apaixonado por arquitectura - e vale a pena também ficar a conhecer melhor a história por trás da obra. É sempre interessante quando um arquitecto com ideias tão radicais para o seu tempo desenha a sua própria casa, usando-a como expressão, não só dos seus princípios arquitectónicos, como do seu estilo de vida, não concordam?

[crédito das imagens: Ana Pina]

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Artigo escrito por Ana Pina, nascida no Porto em 1980. Formada em arquitectura pela FAUP desde 2004, divide agora as suas paixões entre a ilustração e a joalharia contemporânea. Colabora com o Engenharia e Construção desde Setembro de 2011.

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Centro Logístico da Garland na Maia distinguido como “Melhor Empreendimento industrial e Logístico” do Ano

O novo Centro Logístico da Garland na Maia acaba de ser galardoado com o Óscar do Imobiliário na categoria de “Melhor Empreendimento Industrial e Logístico”, na Gala do Prémio Nacional do Imobiliário, promovida pela revista Imobiliária, uma iniciativa que visa premiar projetos de excelência nesta área. O projeto, inaugurado em janeiro deste ano pelo Presidente da República, e que representou um investimento global de 8 milhões de euros, dispõe das mais avançadas soluções tecnológicas utilizadas neste setor, de forma a suprir a lacuna de infraestruturas com esta dimensão no norte do País.

Para Bruce Dawson, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Garland: “este Galardão é o reconhecimento de um projeto ambicioso e de enorme qualidade, rigorosamente concebido a pensar na satisfação dos nossos clientes e na dinamização do seu negócio, através de uma maior eficiência de custos. É também o símbolo da capacidade da Garland de, em tempos de adversidade, mostrar sinais de confiança no futuro.”
Da responsabilidade da construtora Garcia & Garcia, e com projeto de arquitetura da responsabilidade de Sandra Ferreira Garcia Arqt.ª, a construção deste novo centro utilizou 81% de materiais e de mão-de-obra nacional, respeitando desta forma o compromisso da Garland com a causa “Compro o que é nosso”, de que a Garland é subscritora.
Da esquerda para direita: Sandra Garcia (Arquiteta, Multiprojectos); Ricardo Sousa Costa (Administrador, Garland), Peter Dawson (Administrador, Garland) e Miguel Garcia (Construtor, Garcia & Garcia).

Implantado num terreno de 25 mil m2, o edifício possui uma área bruta de armazenagem de 12 mil m2, com uma altura de 12,5 metros e 23 cais de carga e descarga (19 para pesados e 4 para ligeiros).

Pretendendo dar resposta às crescentes necessidades em termos de operações logísticas o novo Centro possui os mais avançados sistemas de informação de gestão de armazéns, de deteção e combate a incêndios, bem como sofisticados sistemas de intrusão e de controlo de acessos, e de videovigilância.

Tendo em vista a sua máxima flexibilização, esta infraestrutura foi dotada de todas as funcionalidades necessárias ao processamento logístico de qualquer tipo de produto, à temperatura ambiente.

Para muitas empresas, especialmente da zona Norte, a sua localização, na zona de envolvência do Aeroporto e do Porto de Leixões permite uma otimização, a nível económico e de tempo de resposta, dos transportes que são necessários realizar para aceder aos terminais de carga aérea e portuária, onde são recebidas e expedidas as cargas dos agentes económicos que operam no norte do País.

Ficha técnica
Localização – Zona Industrial da Maia
Promoção – Garland Logística, S.A.
Arquitetura – Sandra Maria Machado Ferreira Garcia Arqtª.
Construção – Garcia & Garcia, S.A.
Área Bruta Construção – 13 509,02 m2

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Londres 2012 - Resíduos e Jogos Olímpicos (II)

Seguindo com o Programa de Gestão dos Resíduos nos Jogos Olímpicos, temos seis níveis de hierarquia desde o melhor para o meio ambiente até o pior:

- Redução do consumo, o que significa que se você tem 20 pares de sapatos não é uma pessoa sustentável.
- Reutilização das coisas, por exemplo, essas campanhas de doação de roupa de abrigo no inverno.
- Reciclagem e compostos... é o adubo orgânico, como vemos na imagem.
- Uso de novas tecnologias para poupar energia.
- Queima de lixo para produzir energia.
- O lixo vai para o aterro sanitário: vade retro, satanás!
Enterrar lixo no aterro sanitário não é de jeito nenhum uma opção sustentável no longo prazo, pois é criado ali gás metano, o mais potente gás de efeito estufa, mais ainda que o CO². E temos os resíduos perigosos como o lixo-electrónico e as lâmpadas de baixo consumo que tem mercúrio! Mas também há emissões de CO² com o transporte do lixo até o aterro. Sem falar que quando enterramos resíduos, também enterramos a energia embutida neles; é a energia usada na fabricação dos produtos. Enterrar energia é enterrar dinheiro, e você não vai fazer isso, não é?
Os resíduos -e não o lixo- são um nobre negócio, por isso o desenvolvimento deste Mega-Evento mundial providencia a oportunidade de criar a micro-economia do resíduo eficiente, instalando a infra-estrutura e os processos para minimizá-los, e maximizar seu o reuso e a sua reciclagem. Neste caminho o Londres 2012 almeja atingir novos padrões de redução de resíduos e aproveitamento dos recursos.
As áreas prioritárias para a acção incluem o desenho das edificações olímpicas, e a da herança das instalações para operar com eficiência, tanto como possível. Também a redução dos resíduos durante a construção, operação, demolição, ou reconversão (esta última é a melhor) de ambas instalações: as permanentes e as temporárias. Nas fundações do Acquatic Centre, Handball Arena e Olympic Stadium foi usado betão com 30% de materiais reciclados.
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Artigo escrito por Roberto Steneri, Arquitecto e Urbanista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-Brasil. Por convite escreveu um book review para o Journal of Latin American Geography da Universidade do Texas.

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domingo, 20 de maio de 2012

Serriforja reclama dívidas da OPWAY

A Serriforja, Serralharia Civil, Lda., empresa com sede em Sever do Vouga, reclama uma dívida que actualmente tem o valor de 160 mil euros referente a trabalhos realizados para a Pontave - Construções S.A., empresa do grupo OPWAY. A dívida chegou a atingir os 200 mil euros, e isso deu origem a uma acção em tribunal movida pela Serriforja há cerca de seis meses atrás. Durante este tempo tem sido feitas diversas tentativas de acordo, tendo mesmo sido suspendida a acção em tribunal no passado dia 27, mas até ao momento, segundo declarações de um responsável da Serriforja ao nosso site, o problema mantém-se e a realidade é que a Serriforja enfrenta sérias dificuldades para aguentar o seu negócio.

Entre outras, a Serriforja trabalhou para a Pontave em obras como a concessão do Douro Interior e da A32. A Serriforja é uma empresa com vinte e cinco anos de experiência no mercado da construção, apesar de apenas ter este nome há cinco anos. Por seu lado a Pontave tem 29 anos de experiência, tendo a OPWAY entrado na estrutura accionista em 2006. Recorde-se que no ano passado demos conta de dificuldades na OPWAY que decidiu despedir 200 trabalhadores.

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Secretário de estado do empreendedorismo preside à abertura do CIJE'12

O Theatro Circo é o palco do 1º Congresso Ibérico de Jovens Engenheiros (CIJE'12), que se realiza este fim-de-semana, em Braga. O congresso, que conta com a presença do presidente da autarquia, Mesquita Machado, terá como oradores Daniel Bessa, director-geral da Cotec, Miguel Gonçalves, responsável pela SparkAgency, António Murta, managing director e co-fundador da Pathena, e de Rui Paiva, da WE DO. Também com presença assegurada está António Saraiva, presidente da CIP, que irá moderar o painel em que serão apresentadas as comunicações temáticas de jovens engenheiros, previamente seleccionadas, seguidas de debate.

Fernando de Almeida Santos, presidente do Conselho Directivo da Região Norte da Ordem dos Engenheiros, considera que esta iniciativa representa a preocupação da instituição em exteriorizar aquilo que tem sido desenvolvido pelos jovens engenheiros e promover a elevada qualidade da Engenharia portuguesa. "O CIJE'12 é uma oportunidade para marcar uma nova era da Engenharia e uma nova forma de pensar da sociedade sobre a importância dos engenheiros no seu dia-a-dia", adianta.

Deixamos de seguida o programa do CIJE'12:


SÁBADO, 19 MAIO
9h
Recepção dos participantes
9h30
Sessão de Abertura

Rosa Maria Costa - Delegada Distrital de Braga OE-Região Norte
Bento Aires - Presidente da Comissão Executiva do CIJE'12
Carlos Nardiz - Decano do CICCP
Fernando de Almeida Santos - Presidente do Conselho Directivo da OE-Região Norte
José Vieira - Presidente do Conselho Directivo da OE
Francisco Mesquita Machado - Presidente da Câmara de Braga
Carlos Oliveira - Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação
10h00
Orador convidado

Daniel Bessa - COTEC
10h45
Coffee break
11h15
Primeiro painel – Empreendedorismo

Miguel Gonçalves - SparkAgency
12h15
Segundo painel - Internacionalização + Relações Transfronteiriças

Rui Paiva - WeDo
13h
Almoço Livre
14h30
Terceiro painel – Empregabilidade

Maria de los Ángeles Martín - CICCP
15h15
Quarto painel – Inovação e Sustentabilidade

António Murta - Pathena
16h00
Coffee Break - Prova de Cerveja Artesanal do Minho
16h30
Apresentação de Comunicações Temáticas de Casos de Sucesso de Jovens Engenheiros e Debate

António Saraiva - CIP
Luís de Matos - Projecto Wi-Go
Luís Rabaça - Projecto Ambiental, Educação Ambiental
André Ferreira - Reabilitação Sustentável
Alexandra Sepúlveda - Empregabilidade - Novos paradigmas projectam um futuro diferente aos Engenheiros
Diogo Coutinho - Arrebita!Porto - Um projecto de empreendedorismo social
18h30
Sessão de Encerramento

Rosa Maria Costa - Delegada Distrital de Braga OE-Região Norte
Hugo Pires - Presidente da Fundação Bracara Augusta / Braga CEJ2012
Fernando de Almeida Santos - Presidente do Conselho Directivo da OE-Região Norte
José Vieira - Vice-Presidente do Conselho Directivo da OE
Bento Aires - Presidente da Comissão Executiva do CIJE'12
20h
Jantar
00h00
Animação

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terça-feira, 15 de maio de 2012

Daniel Bessa será orador convidado do CIJE'12

O CIJE'12 - 1º Congresso Ibérico de Jovens Engenheiros - realiza-se este fim-de-semana, de 18 a 20 de Maio, no Theatro Circo, em Braga. Esta iniciativa, da Ordem dos Engenheiros e do Colégio de Caminos Canales e Puertos (CICCP), tem como grandes objectivos promover a participação dos jovens em todos os domínios da vida profissional e reforçar o estreitamento de relações entre os jovens engenheiros e a sociedade, desafios que se impõem numa altura em que são evidentes as dificuldades da economia ibérica. Durante os três dias do congresso, serão apresentados projectos de sucesso de jovens engenheiros, com enfoque em áreas como o empreendorismo, a internacionalização e as relações transfronteiriças, a empregabilidade, a inovação e a sustentabilidade.

Daniel Bessa, director-geral da COTEC, é um dos oradores convidados do CIJE'12. Profundo conhecedor da actividade económica, onde a Engenharia assume um papel transversal, aquele responsável vê com alguma apreensão os caminhos que a formação tem tomado no nosso país. “Portugal tem revelado maior capacidade de formação de recursos humanos qualificados do que capacidade em absorvê-los no mercado trabalho, que tem levado a que se assista a uma emigração de mão-de-obra qualificada numa escala nunca vista”, sustenta Daniel Bessa, para quem a única solução para o aproveitamento desta riqueza passa pela “dinamização da actividade económica, esperando que um dia, não sei quando, ela venha a ocorrer”.

No entanto, a inovação assume contornos cada vez mais decisivos para se competir num mundo globalizado e aí a Engenharia, diz o ex-ministro, “é uma componente essencial, tanto na indústria, como nos serviços”, frisando que foi por esta área que passou “uma boa parte do processo de modernização da nossa economia nos últimos anos e assim terá que acontecer no futuro próximo”.

Assim sendo, o caminho a seguir no sentido de promover a empregabilidade dos jovens engenheiros é, segundo Daniel Bessa, “dotá-los da melhor qualificação possível, alinhando-a com as novas tendências do mercado de trabalho”, ou seja, “bem preparados, estes engenheiros acabarão por encontrar emprego, se não dentro do País, em qualquer outro lugar do mundo”. Para o director-geral da COTEC, esta é “uma verdade insofismável, por mais que o politicamente correcto se empenhe em menorizá-la”.

A verdade, continua Daniel Bessa, é que Portugal é hoje “um país demasiado caro para se impor nos mercados globais apenas com base em argumentos de preço”, sendo fundamental “inovar e diferenciar a nossa produção, fazendo-a subir nas cadeias de valor globais”.
Daí que eventos como o I Congresso Ibérico de Jovens Engenheiros assumam um papel de capital importância em manter este debate no radar público. “Eventos como o CIJE'12 são sempre impactantes”, adianta Daniel Bessa, para quem uma realização deste género “pode revestir-se de consequências práticas relevantes”, registando ainda com “satisfação” o carácter internacional do congresso “numa tentativa de alinhamento de orientações com os jovens engenheiros da vizinha Espanha”.

O CIJE'12 contará ainda com as participações de Miguel Gonçalves, responsável pela SparkAgency, António Murta, managing director e co-fundador da Pathena, e de Rui Paiva, da WE DO. Também com presença assegurada está António Saraiva, presidente da CIP, que irá moderar o painel em que serão apresentadas as comunicações temáticas de jovens engenheiros, previamente seleccionadas, seguidas de debate. O Programa do CIJE'12 integrará ainda actividades de vertente lúdica, como visitas turísticas à cidade de Braga e animação nocturna.

Nova forma de pensar a sociedade
Fernando de Almeida Santos, presidente do Conselho Directivo da Região Norte da Ordem dos Engenheiros, considera que esta iniciativa representa a preocupação da instituição em exteriorizar aquilo que tem sido desenvolvido pelos jovens engenheiros e promover a elevada qualidade da Engenharia portuguesa. “O CIJE’12 é uma oportunidade para marcar uma nova era da Engenharia e uma nova forma de pensar da sociedade sobre a importância dos engenheiros no seu dia-a-dia”, adianta.

Bento Aires, presidente da Comissão Executiva do CIJE´12, lembra que o congresso será uma oportunidade única para que os jovens engenheiros de Portugal e Espanha promovam a sua excelência. “Vivemos num mundo global de oportunidades, que passa muito além da fronteira ibérica. Os jovens engenheiros têm provado que são capazes de responder afirmativamente, e com qualidade, aos desafios que lhe são colocados, onde quer que seja”.

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Reportagem Facturas de Betão

Portugal vai ter nove barragens novas até ao fim da década, num investimento que ultrapassará os dois mil milhões de euros. Justifica-se o investimento? Quem vai pagar, e quanto vai pagar? A TVI fez uma reportagem sobre o assunto onde se abordam as nove novas barragens de Portugal, e as consequências que a sua construção tem, a opinião de diversas pessoas, ligadas aos mais variados interesses, entre outros assuntos. Uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas. Veja de seguida o vídeo da reportagem completa...

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Gasoduto que ligará Portugal a Espanha vai ser construído pela Soares da Costa

A REN, gestora portuguesa das redes de transporte de electricidade e gás natural, seleccionou a Soares da Costa para construir o gasoduto Mangualde - Celorico - Guarda que vai unir Portugal a Espanha, através de Zamora. O gasoduto terá diâmetros de 0,7 e 0,3 metros distribuídos ao longo de 75 quilómetros de extensão. A adjudicação feita pela REN à Soares da Costa ascende a 16,8 milhões de euros, segundo o comunicado da construtora. O ex-secretário de estado da energia, Henrique Gomes, afirmou este projecto como essencial para a segurança do abastecimento nacional de gás natural. Também a REN tem defendido firmemente este projecto.

Uma parte do gás natural que Portugal importa, vem da Argélia, de Magrebe, entrando na Península Ibérica através do Sul de Espanha e daí atravessando a fronteira para Portugal. Outra parte relevante do gás natural que Portugal importa vem da Nigéria e chega a Portugal através do terminal de gás liquefeito do porto de Sines.
Na XXV Cimeira Luso-Espanhola, que se realizou na semana passada, no Porto, os governos de Portugal e Espanha «decidiram avaliar, técnica e economicamente, e calendarizar a execução da terceira interligação de gás entre Portugal e Espanha, analisando a previsão da procura, e trabalhar em conjunto no quadro do debate sobre o pacote europeu de ajudar financeira às grandes infraestruturas de electricidade e gás».

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Londres 2012 - Resíduos e Jogos Olímpicos

Hoje vamos tocar um daqueles cinco temas-eixo dos Jogos Olímpicos: os resíduos. A visão do Comité Organizador é: “Fazer entrega de uns Jogos Zero Resíduos, demonstrando exemplares práticas de gestão deste recurso e promover mudanças de comportamento permanentes.” Mas tudo isto para honrar o compromisso de “Jogos Zero Resíduos”, feito na apresentação da candidatura para sediar os Jogos Olímpicos na cidade de Londres. Mas o que significa Zero Resíduo? Zero Resíduo é definido como zero lixo indo directo ao aterro sanitário no período dos Jogos. É uma meta ambiciosa, pois os Jogos Olímpicos e os Jogos Para-Olímpicos têm em conjunto uma duração de 77 dias. Achei interessante o facto que eles falam de resíduos como recurso, e isso significa dinheiro!

Se as pessoas não tivessem essa miopia, enxergaria o lixo jogado alegremente nas ruas, ou ainda nas caçambas dos canteiros de obra - atenção arquitectos e engenheiros - como dinheiro! E acho maravilhoso fazer a promoção de mudanças de conduta duradouras, isto referido aos nossos hábitos de consumo.
Os Jogos estão apelando à sua capacidade de liderança, pois quantos milhões de telespectadores vão assistir eles no mundo todo? A sonhada meta é ir criando um estilo de vida “baixo-resíduo”, muito diferente ao existente hoje, já deu para pensar como às vezes no embrulho para um presente quantos diversos papéis e fitas têm? E claro que é boa coisa começar isso já na infância, como vemos na imagem.
Com orgulho britânico os organizadores dizem: “um dos mais visíveis elementos de sustentabilidade dos Jogos Olímpicos vai ser com certeza a gestão dos resíduos”. O Comité Organizador e os parceiros (Coca-Cola, Cadbury, Mc Donalds), estão focados em que o lixo seja minimizado já desde o programa dos Jogos. E também desde o planeamento da herança pós-Jogos, mostrando como a redução dos resíduos e a reciclagem faz sentido económico e meio ambiental. No fim não é um bom negócio cuidar dos nossos recursos naturais?

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Artigo escrito por Roberto Steneri, Arquitecto e Urbanista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-Brasil. Por convite escreveu um book review para o Journal of Latin American Geography da Universidade do Texas.

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

S.C. José Coutinho suspende trabalhos de obra em Beja

A Sociedade de Construções José Coutinho suspendeu os trabalhos de execução de um edifício sustentável que está previsto para albergar os serviços técnicos da Câmara Municipal de Beja. Esta suspensão foi levada a cabo sem consentimento da Câmara Municipal de Beja, o que levou a que esta anulasse a adjudicação. Jorge Pulido Valente afirmou que este acto da Sociedade de Construções José Coutinho permite à Câmara anular a adjudicação, parar a obra, e proceder a nova adjudicação se assim o entender.

Num momento delicado para a construção em Portugal, este é mais um caso que não vem ajudar ao panorama geral. Até porque, provavelmente, no centro da questão estarão problemas de dinheiro.

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Alterações às regras dos ajustes directos

O Conselho de Ministros emitiu hoje um comunicado onde revelou que foram aprovadas alterações ao CCP, ajustando assim o CCP ao previsto no Memorando de Entendimento com a Troika. As alterações aprovadas hoje eliminam excepções à aplicação integral do regime de contratação pública de que beneficiavam as instituições públicas de ensino superior constituídas sob a forma de fundação, os hospitais constituídos sob a forma de entidade pública empresarial, as associações de direito privado que prossigam finalidades, a título principal, de natureza científica e tecnológica e os laboratórios do Estado. Assim, todas estas entidades ficam sujeitas ao regime de contratação pública regulado pelo CCP.

Uma  fonte oficial do Ministério da Economia disse ainda que as modificações aprovadas hoje incluem também alterações ao regime jurídico do ajuste direto, nomeadamente nos limites para os ajustes directos, sem adiantar os valores.

Em Julho de 2008, com a entrada em vigor do CCP, o limite para o ajuste direto nas empreitadas de obras públicas passou para 150 mil euros. Anteriormente era de 5 mil sem consulta e de 25 mil com consulta a três fornecedores.

Longe de ser consensual entre os profissionais do sector da construção, o CCP define as regras para as empreitadas de obras públicas e as aquisições de bens e serviços da administração pública, mas também das empresas de capitais públicos, à exceção das que operem em mercados abertos à concorrência.

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

CIJE'12 debate empregabilidade dos engenheiros

O 1º Congresso Ibérico de Jovens Engenheiros (CIJE), que se realiza no Theatro Circo, em Braga, entre 18 e 20 de Maio, tem como objectivos promover a participação dos jovens em todos os domínios da vida profissional e reforçar o estreitamento de relações entre os jovens engenheiros e a sociedade. Para isso, conta com um painel de oradores de créditos firmados, que possibilitarão uma reflexão profunda sobre os desafios que, numa conjuntura económica difícil, urge enfrentar e ultrapassar.

Um dos convidados é Rui Paiva, da WE DO, para quem a questão da formação é central. “O desafio é conseguirmos formar mais pessoas na área e manter a qualidade, que é reconhecida”, sustenta, salientando que “Portugal e muitos países do mundo necessitam de mais engenheiros, mesmo tendo em conta o contexto específico e difícil da Engenharia Civil”. No entender do responsável da WE DO, “quem é formado em engenharia depende apenas da sua ambição, da sua disponibilidade para viajar e da sua auto-exigência”.

António Murta, managing director e co-fundador da Pathena, é outro dos oradores convidados do CIJE’12, manifestando uma opinião muito particular no que diz respeito ao aproveitamento da mão-de-obra qualificada na área. “ O caminho faz-se criando empresas mais centradas no conhecimento e adicionando-o às empresas tradicionais existentes ou investindo mais em R&D nas empresas, seja transferindo ideias inovadoras das universidades, seja produzindo novas ideias”, frisa.

Esta questão da formação desemboca, obrigatoriamente, na empregabilidade dos jovens engenheiros, e quer Rui Paiva, quer António Murta, apontam caminhos claros. “Com muito poucas excepções, confesso que não vejo onde haja problemas de empregabilidade dos jovens engenheiros”, afirma Rui Paiva, que aponta a internacionalização profissional como saída de futuro. “O que acabou foi a vida fácil ou garantida à saída das universidades”, remata. Para António Murta, é o empreendedorismo que pode ajudar de forma definitiva a contornar a situação. “Criando empresas inovadoras e focadas de raiz na exportação ou a atracção de trabalho qualificado para Portugal, nem que seja como centro de produção para grandes multinacionais do sector, parecem ser soluções lógicas”, diz o responsável da Pathena.

Mas o momento é de crise e exige-se um esforço conjunto por toda a sociedade para ultrapassar esta com conjuntura. De que forma pode a engenharia contribuir? António Murta acredita que uma das chaves para Portugal sair de onde está “é utilizar as indústrias de conhecimento para produzir e vender capital intelectual”, frisando que “temos a geração mais bem-educada do ponto de vista técnico e científico de que há memória em Portugal”. A inovação é também a receita prescrita por Rui Paiva. “Temos que inovar, diferenciar, criar, correr riscos. Precisamos de engenheiros que gostem mesmo de desenhar, criar e desenvolver máquinas, estruturas ou sistemas. Precisamos de engenheiros que gostem mesmo de sujar as mãos, nos sectores primário e secundário”, afirma.

Daí que o CIJE’12 surja como uma excelente oportunidade para uma discussão aberta sobre todas estas temáticas. Segundo António Murta, a realização deste congresso “é muito importante, até porque já não estamos num mundo em que os engenheiros se empregam e trabalham localmente”. Já para Rui Paiva, o CIJE’12 trará muitos benefícios “se a tónica for colocada na responsabilidade individual, no empreendedorismo e numa visão global do mundo”.

Nova era na engenharia
Para Fernando de Almeida Santos, presidente do Conselho Directivo da Região Norte da Ordem dos Engenheiros, entidade que organiza o CIJE’12 em conjunto com o espanhol Colegio de Caminos Canales y Puertos (CICCP), este congresso é uma oportunidade “para marcar uma nova era da engenharia e uma nova forma de pensar da sociedade sobre a importância dos engenheiros no seu dia-a-dia”, lembrando que a iniciativa representa a preocupação da Ordem em exteriorizar aquilo que tem sido desenvolvido pelos jovens engenheiros, promovendo, ao mesmo tempo, a elevada qualidade da Engenharia Portuguesa.

Durante três dias, o Theatro Circo, em Braga, recebe a apresentação de projectos de sucesso de jovens engenheiros, centrando-se em áreas como o empreendedorismo, a internacionalização e as relações transfronteiriças, a empregabilidade, a inovação e a sustentabilidade. O CIJE contará com a presença de profissionais consagrados, tais como António Saraiva, presidente da CIP, Daniel Bessa, presidente da COTEC, Miguel Gonçalves, responsável pela SparkAgency, António Murta, co-fundador da Pathena e Rui Paiva, da WE DO. O programa o CIJE integrará ainda actividades de vertente lúdica, como visitas turísticas à cidade de Braga e animação nocturna.

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Dívidas da Eusébios provocam ameaça de greve de fome

Os trabalhadores da Divibérica, empresa de Viana do Castelo que actua com sistemas de gesso cartonado, ameaçam fazer greve de fome à porta da construtora Eusébios, de Braga, caso esta não pague as dívidas que contraiu com a empresa vianense. Neste momento a dívida ascende a cerca de 150 mil euros, valor dos cheques que foram devolvidos pelo banco. Segundo Sérgio Silva, um dos gerentes da Divibérica, este valor duplicará no final do mês, altura em que serão depositados mais cheques da Eusébios. Em causa estarão trabalhos efectuados em subempreitadas num hospital em Coimbra, numa escola em Vale de Cambra e num lar de idosos em Santo Tirso.

Recorde-se que a Eusébios é uma empresa com muita história no mercado da construção, tendo sido fundada em 1942 e estando actualmente em diversos mercados estrangeiros.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Évora Shopping nomeado para os Óscares do Imobiliário 2012

O Évora Retail Park é um dos empreendimentos nomeados para o Prémio Nacional do Imobiliário 2012, um evento organizado pela revista Imobiliária, que se destina a premiar a qualidade e a inovação da promoção imobiliária. O Évora Retail Park foi inaugurado em Outubro de 2011, e a sua construção foi da responsabilidade da Domingos da Silva Teixeira, que envolveu na obra diversas empresas do seu grupo empresarial: DTE, BySteel, entre outras.

Nomeado para Melhor Empreendimento do Ano, na categoria de “comércio”, o projecto integra o complexo comercial Évora Shopping, um conceito comercial de nova geração, que associa no mesmo empreendimento um “Retail Park” e um centro comercial. Com uma área bruta locável de aproximadamente 5.866 m2, o Évora Retail Park inclui as insígnias Moviflor - que ocupa uma área de cerca de 3.995 m2 - e Worten, com cerca de 1.745 m2, e um café/restaurante com 126 m2.

Inaugurado em Novembro de 2011 pela EVRET, o Évora Retail Park corresponde à primeira fase de um empreendimento global de maior dimensão que irá abrir ao público na Primavera de 2013 e que tem assinatura da Broadway Malyan. Apesar de serem projectos independentes e fisicamente distintos, tanto o retail park como o shopping beneficiarão da sinergia gerada pelo outro, formando um circuito de visita contínuo, obtendo assim uma oferta comercial diversificada e complementar. Também o Évora Shopping está a ser construído pela Domingos da Silva Teixeira.
A resposta dos operadores a este conceito foi positiva e imediata, traduzida no claro sucesso de um projecto de relevante impacto na região.

Situado na zona de expansão de Évora a Sul do centro histórico da cidade, junto ao Parque Industrial de Almeirim, o complexo comercial Évora Shopping resulta de um investimento de 60 milhões de euros e apresenta 16.400 m2 de área bruta. Prevê atingir um universo de aproximadamente 300 mil pessoas, constituindo-se como pólo de atracção para todo o Alentejo. O projeto disponibiliza ainda 1.200 lugares de estacionamento, 500 dos quais subterrâneos.

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Londres 2012 - Energia nos Jogos Olímpicos

Vamos falar do uso eficiente da energia nos Jogos Olímpicos e Jogos Para-Olímpicos. Para providenciar a força necessária temos o Olympic Park Energy Centre, o qual foi inaugurado no ano 2010, dois anos antes dos Jogos. É uma das maiores usinas de cogeração do Reino Unido, mas o que é cogeração? Cogeração ou CCHP - combined cooling, heat & power - significa que vai fornecer a força, o aquecimento, e a refrigeração, necessários para os Jogos. Acontece que muitas vezes ao gerar energia só um 35% do combustível é transformado em força, há um subproduto que é o calor, o qual é desperdiçado, pois é emitido ao meio ambiente, ainda que você não acredite.
Ao invés estes CCHP fornecem eletricidade, calor e refrigeração para diversos usos, sua eficiência pode ser bem maior: 86%. Este Energy Centre já é sustentável desde o pique, pois além da nova construção foi aproveitado um antigo moinho da época Victoriana, os Kings Yard Industrial Buildings, que podem ver na imagem seguinte.
Mas também é sustentável, pois é flexível, para permitir no futuro as novas tecnologias da energia ser empregadas no momento que surgirem. Esta usina inclui boilers que usam biomassa, neste caso são aparas de madeira (woodchip), e gás natural para gerar calor. Também há uma rede de linhas de 16 km saindo deste Energy Centre para fornecer água quente doméstica, e também aquecimento para as piscinas do Aquatics Centre e outras instalações.
Mas também temos outro Energy Centre, este construído em Stratford City, é também um CCHP. As duas usinas, vão servir ao futuro desenvolvimento urbano no Leste de Londres após os Jogos de 2012, pois estão já sendo planeados cinco novos bairros. Algo a salientar é a capacidade dos britânicos para planear seu futuro: na Segunda Guerra Mundial enquanto as bombas caiam sobre Londres, nos subterrâneos os técnicos estavam já desenvolvendo os planos para a reconstrução da cidade. E há poucos anos, assumindo que o nível do mar vai subir, eles estão planeando o deslocamento das povoações à beira-mar.

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Artigo escrito por Roberto Steneri, Arquitecto e Urbanista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-Brasil. Por convite escreveu um book review para o Journal of Latin American Geography da Universidade do Texas.

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Casas Cubo (Kubuswoningen) de Piet Blom

Kubuswoningen ou Casas Cubo, são um projecto do arquitecto Holandês Piet Blom, desenhadas em 1978 e construídas em 1984 na cidade de Roterdão. Poucos anos antes um conjunto de protótipos havia sido testado em Helmond. O conceito: casas que são árvores habitadas, compondo no seu conjunto uma floresta urbana que aglomera várias funções (habitação, serviços, lojas), numa tentativa de afastar o espaço habitado do chão e criar a sensação de telhado urbano habitado.

No tronco de formato hexagonal distribuem-se as escadas de acesso, na copa a habitação é dividida em 3 pisos, estranhamente distribuídos num cubo elevado, girado a 45 graus. A estrutura foi realizada em betão no local e o esqueleto do cubo é feito em madeira.
Esta floresta, para além de ser um complexo habitacional composto por 38 casas cubo e outros espaços públicos e comerciais (incluindo dois cubos maiores, actualmente ocupados por um hostel), é também uma espécie de ponte urbana pedonal, que permite atravessar uma área de tráfego intenso no sossego de um percurso semi-privado.

É questionável a funcionalidade e o sentido prático de viver numa casa com esta configuração, onde nenhuma parede faz com o chão os tradicionais 90 graus... mas talvez uma visita ao seu interior se revele mais surpreendente do que decepcionante.
A mobília tem que ser feita à medida e o espaço tem que ser engenhosamente bem aproveitado se queremos fazer destes 100 m2 um espaço minimamente prático e confortável. O espaço é aberto e flexível, os vãos exteriores permitem ter vistas desafogadas de ângulos inesperados.

Estas casas não se destinam, definitivamente, a um estilo de vida convencional - mas será que é estritamente necessário viver em espaços regulares?

Será um toque de génio ou a visão de um louco? Será apenas uma experiência arquitectónica que pretende testar os limites humanos da ocupação de um espaço habitável não-convencional ou um manifesto pós-modernista que deseja provar que o funcionalismo não é a solução para todos os problemas?

Não é certamente um exemplo a seguir ou um conceito a aplicar noutros contextos... mas é verdade que Roterdão é em grande medida uma espécie de recreio para muitos arquitectos contemporâneos testarem as suas teorias (e práticas) mais excêntricas.

É-me difícil defender a beleza ou o sentido prático das Casas Cubo, mas a visita à Casa-Museu - mobilada e habitada - deixou-me com vontade de transformar-me em cobaia e experimentar também viver num espaço que, não sendo convencional, sem dúvida apela à imaginação dos seus habitantes.
[crédito das imagens: Ana Pina]

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Artigo escrito por Ana Pina, nascida no Porto em 1980. Formada em arquitectura pela FAUP desde 2004, divide agora as suas paixões entre a ilustração e a joalharia contemporânea. Colabora com o Engenharia e Construção desde Setembro de 2011.

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Quartel dos Bombeiros das Taipas foi inaugurado

A NVE deu por concluídos os trabalhos de ampliação do quartel dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas, numa intervenção que comporta um investimento global de aproximadamente 620 mil euros e que contemplou atividades de construção e reabilitação. A sessão solene de inauguração das obras de ampliação das instalações dos Bombeiros das Caldas das Taipas decorreu no passado dia 1 de Maio. Na cerimónia estiveram presentes os representantes de diversas instituições do concelho e da proteção civil, bem como o Secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D´Ávila.

Marinho Gomes, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Braga, destacou a obra do novo edifício do quartel, “simples mas digna e operacional”, ao contrário “de muitas obras feitas neste distrito e por esse país fora” que “não tiveram em conta o trabalho deste voluntariado, mas sim uma parte mais social”.

Este novo edifício acolherá toda parte operacional da corporação e alguns projetos inovadores para a saúde, serviços sociais e humanitários. Possui uma central telefónica de última geração, balneário para cerca de 50 Bombeiros, zona administrativa e camaratas.

Iniciadas em Julho de 2011, as obras incidiram, sobretudo, na construção de um edifício com 2 andares. A estrutura do edifício foi executada em laje aligeirada e cobertura plana, caixilharia com rotura térmica e vidro duplo, fachada em sistema ETICS e revestimento de pavimento em autonivelante. Foram, adicionalmente realizadas obras de reabilitação nas fachadas da garagem de viaturas e do pavilhão desportivo. Os arranjos exteriores contemplaram a execução de piso em betuminoso e cubo na periferia do edifício.

“O edifício era uma necessidade que se impunha porque me doía a alma quando passava por aquelas camaratas onde os nossos bombeiros passaram muitas noites suportando o rigor do Inverno com o vento e a chuva que lá entravam”, revelou o pároco.

“A situação, até à sua construção, era insustentável”, considerou José Machado, que se manifestou “feliz” por poder “cumprir uma promessa” feita aquando da sua candidatura a este mandato.

Este ato deu inicio ao programa evocativo das comemorações do 125º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas e integrou a bênção de dois novos veículos, a assinatura do Contrato Programa do QREN, a entrega de três desfibrilhadores, promoções de categoria, condecoração de alguns elementos da corporação, atribuídos pela Liga dos Bombeiros Portugueses. Também no decorrer da cerimónia foi entregue a distinção da Associação Humanitária dos Bombeiros das Taipas com a Medalha de Mérito, Proteção e Socorro, grau de ouro, distintivo azul, atribuída pelo Ministro da Administração Interna.

Fonte da NVE afirmou ainda que "ao construir/reabilitar equipamentos sociais, como o Quartel dos Bombeiros Voluntários das Taipas, a empresa contribui para beneficiar não só os colaboradores que aí trabalham, e que vêem substancialmente melhorada a sua qualidade de vida, mas também a própria região, que assiste progressivamente ao investimento na qualidade dos serviços públicos".

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Antarte abre loja na Suiça

A Antarte - empresa nacional líder em mobiliário e decoração – reforça a sua rede de lojas com a abertura de um espaço em Aubonne, na Suíça. A nova loja Antarte arranca em regime de franchising e resulta de um investimento de 50.000 euros realizado por Fernando Camilo, um empresário português a residir na Suíça há mais de 30 anos, num acordo de exclusividade para todo o território da Suíça francesa.

Com uma área de 120 m2, a nova superfície da marca vai partilhar, a partir de Junho, o mesmo espaço com a Argecom, uma empresa da área da arquitectura e construção, que contará também com mobiliário de assinatura Antarte no seu portfólio. Em território helvético, a marca apresenta-se com a nova colecção Primavera-Verão e aposta nas peças mais emblemáticas que fazem parte da história da marca.
A Antarte internacionalizou-se em 2009 e está consciente que a presença em novos mercados é o caminho a seguir no actual contexto económico. “Queremos aprofundar a nossa estratégia de expansão internacional, com a abertura da primeira loja na Suíça, um mercado exigente e onde a qualidade e o design são condições obrigatórias para o sucesso na área do mobiliário. Acresce a presença de uma forte comunidade portuguesa, conhecedora do que de melhor se faz em Portugal nesta área e onde a Antarte ocupa um lugar cimeiro”, sublinha Mário Rocha, CEO da empresa.

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