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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Oli investe meio milhão de euros em energia limpa

A Oli concluiu um investimento de 500 mil euros, no âmbito da energia solar fotovoltaica, para produzir energia limpa e reforçar a sua competitividade. A empresa, líder ibérica na produção de autoclismos, equipou a cobertura do seu complexo industrial, em Aveiro, com 2.700 painéis solares fotovoltaicos, numa área total de 5.400 metros quadrados, que representa uma potência global de mil Kwp (quilowattpico), visando o autoconsumo fotovoltaico.

Com uma atividade industrial intensa - a fábrica trabalha ininterruptamente 24 horas por dia, sete dias por semana -, estima-se que este investimento resulte na poupança anual de energia na ordem dos 16% e na redução da fatura em 150 mil euros.

Anualmente, o consumo de energia da Oli situa-se nos 8.5 milhões Kwh (quilowatt-hora). Destaque-se que em 2016, a empresa tinha já dado um passo importante, no domínio da sustentabilidade energética, com a conversão de toda a iluminação exterior e interior para lâmpadas LED.
Para António Oliveira, Presidente da Oli, esta aposta na eficiência, através da energia solar fotovoltaica, “é mais um investimento estratégico ao nível da sustentabilidade ambiental e da competitividade da empresa, que concorre cada vez mais com grandes ‘players’ mundiais. A inovação e a sustentabilidade orientam não só o desenvolvimento dos nossos produtos, mas também as práticas diárias, os processos e as infraestruturas, por isso estamos já a trabalhar em novos projetos para apresentar em 2020”.

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Produção eólica em Portugal volta a atingir recordes

O sistema elétrico nacional registou um novo record de produção eólica diária. De acordo com informação divulgada pela REN, a 1 de fevereiro foram produzidos 102,8 GWh, que ultrapassam o anterior valor máximo de 101,9 GWh, registado apenas nove dias antes. Destaque ainda para a potência máxima de 4.594 MW, que representa também um valor histórico.

Na data referida, 63% da eletricidade em Portugal foi produzida a partir de fontes eólicas, e “à hora de ponta eólica”, a produção eólica correspondeu a 90% do consumo nacional. Do total da produção de 180 gigawatts hora (GWh), foi exportada cerca de 3,7% (6,7 MWh).

Estes valores foram destacados pela associação internacional WindEurope, que no seu website referiu Portugal como o país europeu com maior incorporação de eólica na produção no dia 1 de fevereiro.
A APREN congratulou-se com este feito "na medida em que demonstra a capacidade dos nossos recursos endógenos e técnicos para uma produção de energia mais sustentável, enquadrada nos objetivos recentemente divulgados no Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) 2030".

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

DST Solar ganha concurso para construção de central fotovoltaica flutuante em Cuba

O dstgroup, através das participadas dst,sa e dstsolar, ganhou o concurso público para a construção de uma Central Fotovoltaica em Cuba, no distrito de Beja, lançado pela EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva. Para além do projeto de execução e da empreitada de construção, o dstgroup ficará ainda responsável pela operação e manutenção da central pelo prazo de três anos, após a entrada em exploração.

Avaliada em 1.055.646 euros, a empreitada contempla a instalação de 3024 painéis fotovoltaicos, numa área de 10200 m2, que permitirá a produção de 1.735.981kWh . Será a primeira instalação de 1MW em estrutura flutuante numa estação elevatória a ser construída em Portugal.
Foto retirada do site BelgaImage: exemplo de instalação em estrutura flutuante, na Bélgica

Para José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do grupo dst, a obra assume particular relevância por ser, entre outras razões, o primeiro projeto fotovoltaico de grande dimensão a ser implementado numa estrutura flutuante em Portugal. “Estamos muito entusiasmados com este projeto, porque se trata de uma empreitada com um enquadramento de construção muito particular, que assenta pela primeira vez em território nacional a execução de uma central fotovoltaica de grande dimensão num piso flutuante. Está no nosso ADN sermos pioneiros e sermos primeiros, daí o entusiasmo”, refere José Teixeira. Por outro lado, adianta, “trata-se também de um projeto ambientalmente responsável, que permitirá a redução da emissão de 816 toneladas de dióxido de carbono, por ano. No nosso grupo abraçamos com particular afinco esta área da sustentabilidade ambiental, na qual temos, de resto, investido nos últimos anos, e acredito, por isso, que a execução deste projeto por parte do consórcio dstsolar/dst sa é o resultado do empenho e do esforço diário no desenvolvimento de soluções competitivas e que acrescentam valor ao mercado”, conclui.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Finerge instala-se em Matosinhos

Na sequência do seu crescimento no mercado e numa altura em que integra mais de 889 MW de energia eólica, a Finerge prepara-se para transferir as suas instalações para um edifício localizado na nova Rotunda da Avenida D. Afonso Henriques e Rua Sousa Aroso, em Matosinhos Sul, onde contará com uma área de 1600 m2. O imóvel, atualmente em reabilitação e com uma área total de 4.000 m2, está a ser comercializado pela Predibisa que, já no primeiro semestre deste ano, colocou no Grande Porto uma área de escritórios de 25mil m2.

A Geo Investimentos, promotor deste edifício, destinado a escritórios moduláveis entre 600 m2 a 4.000 m2, entregará o espaço de acordo com o fitout previamente analisado e estudado com a Finerge adaptando o seu layout e otimizando o mesmo relativamente aos requisitos específicos desta empresa. Localizado a escassos metros da Estação de Metro da Câmara de Matosinhos e com acessos rápidos a vias centrais como Estrada da Circunvalação, Via de Cintura Interna, A4 e A28, além de muito próximo do Porto de Leixões e do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, goza assim, de grande visibilidade e de acessibilidades privilegiadas, requisitos essências na decisão e escolha atualmente de escritórios.

Fundada em 1996, altura em que começou a desenvolver atividades de cogeração elétrica em Portugal, a Finerge, com sede atualmente no Porto, é uma das empresas líderes no setor da produção de energia eólica. Anualmente, através dos seus cerca de 500 aerogeradores instalados nas 40 Centrais Eólicas que explora, a Finerge tem neste momento 889 MW em funcionamento, produzindo cerca de 1,77 TW/h por ano e evitando a emissão de cerca de 800.000 toneladas de CO2. A par das atividades de construção e exploração de centrais eólicas, a Finerge possui, desde 2007, um Centro de Despacho no Porto que faz a monitorização de todas as centrais eólicas em atividade, 24 horas por dia, todos os dias do ano.
A empresa que ainda recentemente adquiriu o projeto Âncora Wind, justifica a mudança para instalações maiores e com mais condições para a prossecução do seu trajeto de crescimento. Numa fase em que o departamento de escritórios da Predibisa assume um grande dinamismo, com a procura a exceder a oferta, a consultora imobiliária mantém-se atenta à disponibilização de imóveis apropriados para colocação sobretudo de grandes empresas que procuram instalar-se ou expandir a sua atividade na área do Grande Porto.

“O Porto continua a consolidar a sua atratividade neste mercado. Porém, a escassez de produto compatível com o perfil atual da procura, obriga-nos a uma maior atenção e leva as empresas a ajustarem a procura a locais onde a sua instalação seja mais rápida e que conjuguem boas acessibilidades, estacionamento, infraestruturas de qualidade, estações de metro nas proximidades, enquadramento urbano e área para expansão”, sublinha Graça Cunha, responsável pelo Departamento de Escritórios da Predibisa.

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quinta-feira, 15 de março de 2018

Durante 3 dias o consumo de eletricidade foi assegurado por fontes renováveis

O consumo de eletricidade em Portugal Continental foi assegurado integralmente por fontes renováveis durante quase 3 dias seguidos - entre as 16h da tarde de sexta-feira, dia 9 de março, e as 13h de segunda-feira, dia 12 de março. Esta informação está a ser divulgada pela APREN - Associação Portuguesa de Energias Renováveis.

De acordo com dados da REN (Redes Energéticas Nacionais), a eletricidade de origem renovável produzida naquele período foi de 521 GWh, enquanto o consumo elétrico nacional foi de 408 GWh. O grande destaque vai para as centrais eólicas nacionais, que só por si abasteceram o consumo elétrico em 65 % do período. Estes dados reforçam o papel das fontes renováveis no abastecimento fiável e seguro das necessidades elétricas de Portugal.

Se chuva e vento permitem estes recordes no Inverno, torna-se imperioso fomentar e avaliar as mais‑valias do aproveitamento da energia solar fotovoltaica. Só assim se conseguirá assegurar que no Verão também se alcancem contribuições significativas de fontes de energia não emissoras de gases de efeito de estufa.
Em Portugal, as centrais renováveis (hídricas, eólicas, solares, geotérmicas e de biomassa) produzem anualmente, em média, 54 % das necessidades elétricas nacionais, o que permite reduzir as importações de combustíveis fósseis em perto de 750 M€ por ano. Adicionalmente, é importante destacar que o setor renovável nacional permitiu criar um cluster industrial responsável por mais de 56 mil empregos (diretos e indiretos) e por uma exportação de equipamentos (aerogeradores, painéis fotovoltaicos e componentes elétricas e eletromecânicas) que ascende a 400 M€ por ano.

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terça-feira, 13 de março de 2018

Renováveis representaram 49% da produção nacional nos dois primeiros meses do ano

A APREN revela que até ao final de fevereiro a eletricidade de origem em fontes renováveis foi equivalente a perto de metade da produção elétrica de Portugal Continental. No mesmo período, o consumo elétrico registou um aumento de 5,4 %, em comparação com o mês homólogo de 2017. Adicionalmente, o preço do mercado spot diário de eletricidade nos dois primeiros meses do ano foi de 53,2 €/MWh, um aumento face a meses anteriores, para o qual terá contribuído a maior percentagem de produção elétrica a carvão e gás natural.

O destaque de maior importância refere-se ao dia 26 de fevereiro, entre as 7h e as 8h45, quando as centrais renováveis de Portugal Continental geraram, em média, 6.612 MW (107 % do consumo elétrico de Portugal Continental). No mesmo período é ainda de destacar um novo marco do setor quando a exportação de energia elétrica atingiu os 4.042 MW.

O segundo relevo diz respeito ao dia 5 de fevereiro, em que houve, às 17h45, um pico de produção elétrica de origem fóssil de 4963 MW (80 % do consumo elétrico), que contribuiu para uma situação de exportação significativa (2.107 MW).
O boletim das energias renováveis do mês de fevereiro está disponível aqui.

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terça-feira, 6 de março de 2018

IKEA compra parque eólico do Pisco

A Ikea Portugal comprou o Parque Eólico do Pisco no final de Fevereiro. Este parque eólico localiza-se no interior de Portugal, entre as vilas de Aguiar da Beira, Trancoso, Sernancelhe e Fornos de Algodres. O comunicado da empresa afirma que “em funcionamento há cerca de 1 ano, este Parque Eólico tem uma capacidade de 50 MW, 25 turbinas e estima-se que gere uma produção anual de 156 GWh, equivalente à energia necessária para alimentar 30 lojas Ikea”.

Em Portugal a IKEA instalou mais de 11.000 painéis solares fotovoltaicos na cobertura das suas lojas em edifício próprio – Ikea Alfragide, Ikea Matosinhos, Ikea Loures, Ikea Loulé. Com este projeto, 98% da energia produzida pelos painéis solares é incorporada pelas unidades de retalho, representando 25% do total da energia consumida por cada loja.

“O Parque Eólico do Pisco faz parte de um investimento alargado que apoia os negócios e objetivos estratégicos do Grupo Ikea, através de empresas e iniciativas que promovam o combate às alterações climáticas”, diz o comunicado.

A coordenadora de sustentabilidade da Ikea, Ana Barbosa, diz que “com a aquisição do Parque Eólico do Pisco superamos o objetivo de produzir tanta energia renovável quanto a consumida pelas nossas operações em Portugal e contribuímos para aumentar a percentagem de produção de energia renovável do Grupo a nível global, que em agosto de 2017 se encontrava nos 73%”.
O comunicado diz ainda que desde 2009, a IKEA já investiu cerca de 1,7 mil milhões de euros em produção de energia eólica e solar. No final de 2017, o Grupo Ikea detinha 416 turbinas eólicas em 12 países e 750.000 painéis solares instalados, em 22 mercados.

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

4ª edição do Prémio APREN 2018

A APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis anuncia a quarta edição do Prémio APREN 2018, uma iniciativa que pretende divulgar e premiar dissertações académicas realizadas em instituições de Ensino Superior portuguesas, relacionadas com a eletricidade de origem renovável. As candidaturas estão abertas até ao dia 15 de julho.

A edição deste ano, que conta com o apoio da EDP Produção e EDP Renováveis, destina-se a teses de mestrado e de doutoramento e atribuirá, pela primeira vez, prémios monetários também aos segundos melhores classificados de cada categoria.

Todos os trabalhos aceites a concurso serão expostos ao público no âmbito da Conferência anual da Associação, que terá lugar a 9 de outubro, na Fundação Oriente, em Lisboa.
Para mais informações, clique aqui.

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Quadrante elabora estudos ambientais em 4 centrais solares no Alentejo

A Procesl-Quadrante, empresa que pertence ao grupo Quadrante, foi responsável pela elaboração dos Estudos de Incidências Ambientais de quatro centrais solares no Alentejo. As centrais em causa, localizadas em Barrancos, Vila Nova de Milfontes e Castro Verde vão produzir eletricidade com recurso a energia solar.

Os quatro parques, em conjunto, representam o aumento em cerca de 36 MW de potência instalada, com a implantação de 126 700 painéis fotovoltaicos e ocupação de uma área de cerca de 20 hectares, estimando-se que a produção total anual ascenda a 65 GWh.

Os estudos incluíram, para além da avaliação ambiental das centrais, a avaliação das respetivas ligações à rede pública de média tensão, incluindo alternativas, com extensões entre 1km e 12 km. A Procesl-Quadrante analisou e caracterizou a área afetada pela construção das infraestruturas ao nível do clima, hidrologia e qualidade da água, biodiversidade, enquadramento socioeconómico, qualidade do ar, ambiente sonoro, património arquitetónico e arqueológico, ocupação do solo, ordenamento do território e paisagem.

Após a identificação e avaliação dos impactes ambientais e sociais, foram ainda propostas medidas de mitigação e compensação, bem como a implementação de programas de monitorização, nas várias vertentes ambientais analisadas.
Para Ana Ferraz, responsável pela área de Ambiente do grupo Quadrante, “para o nosso Grupo é muito importante contribuir de forma direta para o reforço da capacidade de produção de energia de origem renovável no nosso país, em projetos que desempenham um papel preponderante para a descarbonização da economia e cumprimento das metas a que nos propusemos, rumo a um futuro mais sustentável!”.

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Renováveis representaram 47,7% da produção de eletricidade nacional em janeiro

A APREN revela que no primeiro mês de 2018, as centrais renováveis representaram 47,7 % do total da produção de eletricidade de Portugal Continental e destaca a eólica (27,6%) como a tecnologia renovável que mais eletricidade gerou neste período. O pico de produção renovável ocorreu no dia 28 de janeiro, às 20:15, quando as centrais renováveis de Portugal Continental produziram 6.566 MW (94 % do consumo elétrico de Portugal Continental).

Em janeiro é ainda de destacar um ligeiro aumento, em termos homólogos, do consumo elétrico de Portugal Continental de 0,3 % (1,2 % com a correção da temperatura e de dias úteis). Em relação às trocas de eletricidade com Espanha o saldo do mês foi exportador de 25 GWh, resultante da exportação de 365 GWh e da importação de 340 GWh, um dado que revela a existência de vários períodos de exportação elétrica, o que demonstra que as ofertas das centrais nacionais, em mercado, foram mais competitivas que as congéneres espanholas. O pico de exportação ocorreu no dia 8 de janeiro pelas 6:15, e atingiu o valor de 3.384 MW.

No período analisado, verificou-se ainda que o valor médio do mercado da eletricidade foi de 51,63 €/MWh, para uma representação de 47,7 % de renováveis no total da produção de Portugal Continental. Por oposição, em janeiro de 2016, tinha-se verificado um valor médio do mercado da eletricidade de 36,39 €/MWh, para uma maior quota de renováveis que atingiu 70,2 % no total da produção de janeiro de 2017.

Os números agora revelados pela Associação que representa o setor da eletricidade renovável colocam em evidência a correlação entre o preço da eletricidade e a produção elétrica de origem renovável. Isto é, quanto maior for o peso da produção renovável, menor será o preço da eletricidade em mercado.

Em janeiro, continuou a verificar-se a predominância das fontes fósseis, no abastecimento das necessidades elétricas nacionais, à semelhança do que se passou em grande parte de 2017. Porém, é de destacar pela positiva a elevada taxa de produção elétrica das centrais eólicas, que atingiram um fator de carga que ronda os 35 %. É ainda relevante mencionar que neste mês as centrais eólicas de Portugal Continental geraram, por si só, mais eletricidade do que o global das centrais a gás natural.

REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES
Na região autónoma dos Açores, o mix elétrico de 2017 foi marcado por uma predominância das fontes fósseis (63,4 % da produção, equivalente a 509 GWh). A eletricidade de origem renovável correspondeu a 36,6 % ( 281 GWh) da produção, sendo que a tecnologia dominante foi a geotermia, gerando 24 % do total do mix açoriano, o que representa um acréscimo de 41 GWh em relação a 2016.

Tal acréscimo da produção elétrica gerada nas centrais geotérmicas deveu-se, principalmente, à entrada em funcionamento da central geotérmica do Pico Alto, em agosto, localizada na ilha Terceira. Esta central tem uma potência de 4,5 MW e prevê-se que venha a suprir, só por si, 10 % das necessidades elétricas da ilha Terceira em 2018.

Em 2017, no sistema electroprodutor açoriano, ainda se destaca a continuação da fase de testes do projeto Younicos, que ambiciona reduzir a produção elétrica de origem fóssil da ilha Graciosa. Este projeto envolve uma gestão otimizada da energia elétrica gerada por uma central eólica de 4,5 MW e uma central fotovoltaica com 1 MW por via de um sistema de baterias ião-lítio de 4 MW. Atualmente o consumo elétrico da ilha Graciosa é abastecido na sua totalidade por uma central térmica a gasóleo de 4,7 MW.

REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA
No mix de produção elétrico da Região Autónoma da Madeira, de 2017, as tecnologias fósseis contribuíram com 71% (624 GWh) e as renováveis 29 % (254 GWh), destacando-se nesta última a eólica que representou 10,1%, seguida da hídrica. A tecnologia solar fotovoltaica e os resíduos sólidos urbanos tiveram um peso de 5,4 % e 3,8 %, respetivamente, na produção de eletricidade da região.

Os dados revelados pela APREN traduzem uma ligeira redução do recurso renovável, perto de 2%, em relação a 2016, tendo a maior redução ocorrido na tecnologia hídrica, cerca de 19%, entre 2016 e 2017. Em 2016 as centrais hídricas do arquipélago geraram 105 GWh, enquanto em 2017 a hídrica gerou apenas 85 GWh.

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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

APREN e ZERO reclamam uma mais forte expansão das renováveis para 2018

A APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis e a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável fazem um balanço do setor em 2017 e apelam à aposta consistente nas energias endógenas e renováveis como forma de aumentar a autonomia energética do país, em linha com os objetivos de descarbonização do Acordo de Paris, que passam por limitar o aumento da temperatura no planeta a 2,0 ºC.

2017 foi um ano cheio de desafios para o setor eletroprodutor, pois a condição de seca extrema que se fez sentir na grande maioria do ano, veio demonstrar a importância e a necessidade de um mix energético diversificado, no qual as interligações com o exterior e a bombagem hidroelétrica tiveram um papel fundamental de regularização de preços e de segurança de abastecimento.

A produção de eletricidade a partir de fontes renováveis em Portugal Continental representou apenas 44 % do consumo de eletricidade, tendo, porém, acrescentado importantes ganhos para a economia do setor, dos quais sobressaem:

- A redução do preço médio da eletricidade transacionada no mercado grossista da ordem dos 18,3 €/MWh, o que representa um benefício para o consumidor em 2017 de 727 M€[1];
- Poupanças na importação de 770 M€ de combustíveis fósseis, e consequentemente aumento da autossuficiência energética;
- O evitar da emissão de 8,5 milhões de toneladas de CO2, 82,5 mil toneladas de CH4 e 8,25 toneladas de N2O, entre outros componentes gasosos.

A eólica foi a tecnologia renovável que gerou mais eletricidade - 11,9 TWh, seguida da eletricidade de origem hídrica (7,3 TWh), da bioenergia (2,8 TWh) e da solar fotovoltaica (0,8 TWh).
António Sá da Costa, Presidente da APREN, afirma que: “Os benefícios das renováveis superaram largamente, mais uma vez, os seus custos colocando-as como a solução mais custo-eficaz para o sistema elétrico nacional. Contudo, em 2017, os acréscimos de nova potência foram residuais, especialmente no caso da solar, que só cresceu 3%”.

“Assinalo o ano histórico da bombagem hidroelétrica resultante da plena exploração dos novos aproveitamentos de V. Nova III e de Foz Tua, o que permitiu nivelar preços de mercado e evitar situações de eventual rutura de abastecimento”, conclui António Sá da Costa.

Por seu lado, Francisco Ferreira, Presidente da ZERO, considera que: “Portugal tem de investir muito mais na eficiência energética e nas energias renováveis para ser neutro em carbono em 2050 e esse investimento tem de ser fortemente acelerado. O aproveitamento da energia solar é crucial e é preciso informar, simplificar e ultrapassar os obstáculos que impedem termos muito mais edifícios com telhados preenchidos com painéis fotovoltaicos ou no caso de grandes parques solares dando preferência a áreas sem outra utilização significativa”.

“É fundamental assegurar que os investimentos sejam feitos de forma sustentável do ponto de vista ambiental, não explorando a biomassa com qualidade para outras utilizações industriais mais relevantes no contexto da economia circular ou destruindo floresta importante na retenção do carbono”, reforça Francisco Ferreira.

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Conceitos (e desafios) para aplicar em 2018

Na primeira semana de 2018 tive alguns desafios que gostava de partilhar ou mesmo de ter contribuições…
O primeiro foi da Ordem dos Engenheiros que definiu que 2018 será o ano das alterações climáticas. Considero uma ótima iniciativa, bem como considero que os engenheiros podem contribuir, e muito. É um tema que abrange qualquer colégio ou especialidade, ou seja, pode definir-se grupos de trabalho multidisciplinares de engenharia para o efeito.

O segundo foi o conceito de regeneração. O que se começa a considerar é que ser sustentável já não é suficiente, temos que contribuir para a reposição de recursos no planeta. Também deve ser tido em conta, na minha perspetiva, deve ser iniciado a nível local. Cada vez mais existe pouca ligação entre as pessoas, nas aldeias, vilas ou bairros. Tem que se regenerar o conceito de comunidade e criar valor. Para mim as pessoas são o recurso mais relevante podendo o mesmo ser regenerado.

Por fim um desafio que vos coloco, talvez com base nos dois anteriores. Gostava que em 2018 aqui no site Engenharia e Construção existisse uma mobilização para refletirmos sobre os processos construtivos tradicionais e a sua pertinência para os dias de hoje. Vou dar uns exemplos.

Podemos ter as habitações, por exemplo na zona da Serra da Estrela, em que a zona habitacional é usualmente no primeiro piso e a zona da loja, era para os animais. Será que quando se começou a efetuar tiveram em atenção o rádon?
Ou então existiam aldeias que se mobilizavam para efetuar a nova casa para uma família.

Temos as casas tradicionais do Algarve com diversas zonas de sombreamento e de drenagem para poços de água pluvial. Porque se deixou de considerar?

São exemplos destes que gostava que partilhássemos de forma a refletirmos se a nossa construção tradicional não teria um contributo para as Alterações Climáticas, bem como podia ser uma forma de Regeneração da nossa forma de construir habitações.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Novo máximo histórico de energia eólica na União Europeia

De acordo com dados da WindEurope (Associação Europeia de Energia Eólica), a eletricidade eólica produzida de 23 a 26 de Dezembro foi suficiente para abastecer 21 % do consumo médio diário da UE (cerca de 2150 GWh), o que equivale a cerca de 17 vezes o consumo de Portugal. Esta produção permitiu alimentar o equivalente a 218 milhões de habitações, ou 77 % das necessidades da indústria europeia.

Estes dados reforçam o papel da energia eólica no abastecimento fiável e seguro das necessidades elétricas dos vários estados europeus. Estima-se que, em 2017, a potência eólica instalada na UE tenha aumentado perto de 9 % (14 GW), em relação a 2016, atingindo atualmente 165 GW.

Até 2020 prevê-se que, a nível europeu, as centrais eólicas onshore e offshore, sejam a tecnologia renovável com o maior acréscimo de potência (50 GW), seguido das centrais fotovoltaicas, (35 GW).

Em Portugal, as centrais eólicas produzem anualmente perto de 1/4 das necessidades elétricas nacionais, o que permite reduzir as importações de combustíveis fósseis em mais de 350 M€ por ano.
Adicionalmente, é importante destacar que o setor eólico nacional permitiu criar um cluster industrial responsável por mais de 22 mil empregos (diretos e indiretos) e por uma exportação de equipamentos que ascende a quase 400 M€ por ano.

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Workshop sobre o futuro do setor eólico

A APREN, em parceria com a Ordem dos Engenheiros (OE), irá organizar no dia 7 de dezembro um workshop dedicado ao tema "O Futuro do Setor Eólico - Extensão de Vida e Repowering das Centrais Eólicas". O evento, que conta com a colaboração da EDP Renováveis, Enercon, DNV-GL, ISQ, Senvion e SGS, terá lugar no Auditório da OE em Lisboa, pelas 09h30.

As primeiras centrais electroprodutoras eólicas já ultrapassaram os 15 anos, urgindo a necessidade de uma análise de decisão técnica e financeira da melhor solução para manter operacionais os parques existentes nos anos vindouros. Ao juntar os diferentes stakeholders do setor eólico, pretende-se fomentar o debate e definir quais os caminhos a seguir.
Em discussão estarão temas como a “avaliação de condição das estruturas como auxiliar de decisão” ou a “engenharia e tecnologia nos novos aerogeradores para assegurar períodos de vida além IEC”.

Para consultar o programa do evento, clique aqui.

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Diminuiu a produção de energia renovável em Portugal

A APREN, Associação de Energias Renováveis, revela que nos primeiros nove meses de 2017, a diminuição da produção de eletricidade renovável em Portugal Continental fez aumentar em 28% o preço de mercado da eletricidade que se cifrou em 50,4 €/MWh, em contraste com o preço homólogo de 2016 que foi de 39,4 €/MWh.

Até setembro de 2017, a quota da produção de eletricidade renovável em Portugal Continental centrou-se nos 42.3% (17.666 GWh), um valor que contrasta com as quotas dos últimos anos em que as renováveis corresponderam a mais de 50 % da produção elétrica nacional. Esta inversão da tendência está a ser motivada pelas condições de grande sequia verificadas este ano e que têm consequências na baixa produção hidroelétrica.

Os números agora revelados pela Associação que representa o setor da eletricidade renovável, colocam em evidência o impacto da eletricidade de origem renovável na redução do preço da eletricidade no mercado spot do MIBEL (Mercado Ibérico de Eletricidade).
A APREN revela ainda que a fonte renovável que teve maior contribuição, nos primeiros nove meses do ano foi a eólica com 21,3 %, seguida da hídrica 14,3 %, da bioenergia com 5,1 % e da solar fotovoltaica (PV) com 1,6 %. No mesmo período, a produção de origem fóssil, 57,7 % do mix, teve origem nas centrais convencionais (49,7 %) e na cogeração (8 %).

Relativamente ao mês de setembro, a APREN destaca o valor alcançado pela produção eólica, 28% superior ao mesmo mês do ano anterior, o que vem reforçar a estabilidade e fiabilidade do fornecimento elétrico das centrais eólicas nacionais.

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Os painéis solares fotovoltaicos são um bom investimento?

A instalação de painéis solares fotovoltaicos numa habitação é um bom investimento? Esta pergunta é feita por muitas pessoas que equacionam a instalação de painéis solares fotovoltaicos na cobertura da sua casa para aproveitar a energia solar. Normalmente as pessoas querem saber quantos são os anos de retorno do investimento, isto é, ao fim de quantos anos o que pouparam em eletricidade supera o valor gasto na compra dos painéis.

Não há uma quantificação exata dos anos de retorno do investimento pois o aproveitamento dos painéis solares fotovoltaicos é variável (ninguém consegue prever com exatidão as horas de sol que iremos ter). No entanto há médias que se podem ter em conta, ainda que com as devidas cautelas que um investimento deste tipo obriga.

Tendo em conta o que dissemos, nada melhor do que observar um caso prático de alguém que se dispôs a experimentar o investimento num painel solar fotovoltaico e a divulgar os resultados mensalmente. Falamos do jornalista da SIC Pedro Andersen, autor do Contas-Poupança, que no seu blogue apresenta todos os meses o balanço da utilização do painel solar fotovoltaico que instalou na cobertura da sua habitação.
Um pormenor interessante da experiência que Pedro Andersen está a levar a cabo, é o cálculo do período de retorno do investimento, que apresenta resultados diferentes de mês para mês, pelo que acima mencionamos.

Recomendamos que comece a leitura pelo artigo Compensa comprar um painel solar fotovoltaico? onde pode ler algumas das considerações que levaram Pedro Andersen a avançar para a compra de um painel solar fotovoltaico. De seguida leia os dois artigos sobre a instalação do painel solar fotovoltaico: parte 1 e parte 2. Para finalizar acompanhe os balanços mensais que Pedro Andersen faz sobre o desempenho do painel solar fotovoltaico e dê especial atenção aos gráficos que apresenta.

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

dst solar assina parceria com líder mundial do mercado das energias renováveis

A dst solar, empresa do grupo dst que opera no setor do solar fotovoltaico, prevê atingir uma faturação de um volume de negócios superior a sete milhões de euros em 2017. A previsão assenta no crescimento significativo que a empresa tem vindo a registar aos longos dos últimos meses, em resultado do desenvolvimento de dezenas de projetos no âmbito do novo enquadramento legal que regula o setor do autoconsumo e que corresponde já a mais de 8 MW instalados.

A dst solar continua assim no seu caminho de afirmação no mercado do solar fotovoltaico, onde conta com um importante portfólio de clientes, entre os quais se destacam grandes unidades industriais de diversas áreas de atuação, tais como a Polopique, a Endutex, a Intermolde, a Carvitin, a Urcaplás, o Feliz e a Bramp, entre outras.

O futuro da competitividade da produção de energia com base em fontes renováveis, devido à sua natureza intermitente, está no armazenamento de energia, pelo que a dst solar entrou nesta agenda.
Face à evolução tecnológica dos sistemas de armazenamento de energia e as vantagens associadas à sua complementaridade com a produção de energia para autoconsumo, com base na energia fotovoltaica, a dst solar estabeleceu uma parceria com a centenária suíça Leclanché, uma das empresas líderes mundiais no fornecimento de soluções de armazenamento de energia para casas, escritórios, indústria e redes de eletricidade. Com este acordo, a dst solar passou a deter a exclusividade na distribuição e instalação de equipamento da Leclanché no mercado português, o que lhe permitirá reforçar a sua posição no mercado industrial e apresentar opções inovadoras para o mercado residencial, com soluções de sistemas de produção de energia com armazenamento, proporcionando a independência energética aos seus clientes.
Segundo José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do grupo dst, “a recente parceria firmada com esta prestigiada empresa, fornecedora de soluções de armazenamento de energia de confiança ao longo dos últimos cem anos, é para nós um passo decisivo na consolidação da nossa posição no mercado nacional, uma vez que reforçamos a nossa capacidade de apresentar soluções integradas aos nossos clientes. Por outro lado, o crescimento sustentado do portfólio registado ao longo deste ano consolida a posição da dst solar no mercado nacional, reiterando a aposta que tem vindo a ser feita pelo grupo há vários anos, na economia do ambiente, assente no desenvolvimento sustentável e num futuro mais ecológico.”
Importa ainda referir que, no âmbito da potência fotovoltaica certificada pela DGEG no primeiro semestre deste ano, correspondeu à dst solar uma quota de mercado de, aproximadamente, 30%.

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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Apoio a pellets criticado

A Assembleia Geral da Federação Europeia do Setor dos Painéis Derivados de Madeira (EPF) que terminou esta sexta-feira, no Porto, lançou um apelo para que se acabem os apoios dados ao fabrico de pellets. De acordo com aquela federação, é urgente parar com as distorções do mercado geradas direta e indiretamente pelos apoios dados à queima de madeira.

Estima-se que sejam exportadas de Portugal, anualmente, entre 700 e 800 mil toneladas de pellets para serem usadas como combustível na Europa, desperdiçando a oportunidade de utilizar este recurso natural em aplicações de maior valor acrescentado e que geram mais empregos para a economia portuguesa.

A federação assinalou também que a capacidade de produção de painéis de aglomerado de partículas (PB) e de fibras de madeira (MDF) permite armazenar o equivalente a 1.2 milhões de toneladas de CO2 por ano em painéis que podem ser utilizados em aplicações para mobiliário e construção.

Numa economia circular, que se tem vindo a desenvolver e a aprofundar, verifica-se já hoje a incorporação anual de mais de 280 mil m3 de madeira reciclada como matéria-prima dos painéis derivados de madeira evitando a deposição de resíduos de madeira em aterro, e estendendo o valor desta importante matéria-prima.

A Federação Europeia do Setor dos Painéis Derivados da Madeira (EPF) representa empresas de 25 países europeus e um volume de negócios agregado de 22 mil milhões de euros anuais e mais de 100 mil empregos.

Esta Assembleia Geral teve como parceiro organizador a Sonae Arauco, que é membro da sua direção.

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terça-feira, 30 de maio de 2017

Adega Cooperativa de Monção investe no Solar Fotovoltaico

A Adega Cooperativa de Monção arranca este mês com a implementação de um sistema de produção de energia fotovoltaica destinado a autoconsumo e de um sistema solar térmico, um investimento de 160 mil euros que pretende minimizar a pegada ecológica e estimular comportamentos ambientalmente responsáveis.

Serão instalados, na cobertura de edifício de produto acabado, 307 painéis solares fotovoltaicos de 265 W cada para auto-consumo, o que se reflecte numa poupança anual de energia de 117 mil kWh e uma redução de 15 mil euros na factura anual. Com este projecto, a Adega Cooperativa de Monção evitará ainda a emissão de 60 toneladas de CO2 por ano.

No que se refere ao sistema solar térmico, está prevista a instalação de 30 painéis solares e três depósitos com uma capacidade total de sete mil litros, o que permitirá uma poupança adicional estimada em sete mil euros por ano.
Segundo Armando Fontainhas, presidente da Adega Cooperativa de Monção, “a nossa preocupação com a sustentabilidade, assenta não só numa boa rentabilidade económica mas também numa redução significativa dos impactos ambientais. A instalação de um sistema solar fotovoltaico inscreve-se na nossa preocupação ambiental e de proteção do ecossistema e vai permitir ainda uma redução na factura energética.”

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

A importância da fotossíntese artificial na produção de energia

Uma equipa de pesquisadores liderada pelo professor de química da University of Central Florida, Fernando Uribe-Romo, encontrou uma maneira eficiente de desencadear o processo de fotossíntese em um material sintético chamado estruturas metal-orgânicas (MOF), que possui a função de quebrar o dióxido de carbono em materiais orgânicos inofensivos, ou seja, transforma gases do efeito estufa em ar limpo e energia.

O processo de fotossíntese artificial é semelhante ao das plantas, mas invés de produzir o alimento necessário produz combustível solar através do método Uribe-Romo. Há anos os cientistas de todo o mundo vem tentando encontrar uma maneira de a luz visível desencadear a transformação química. Raios ultravioletas têm energia suficiente para permitir a reação em materiais comuns como é o caso do dióxido de titânio, porém os UVs representam apenas cerca de 4% da luz que a Terra recebe do sol, enquanto que a faixa visível representa a maioria dos raios solares.

Pesquisadores têm testado uma série de materiais a fim de descobrir quais possuem a capacidade de absorver a luz visível, uma vez que, a maioria deles são raros e onerosos, tais como a platina, o rênio e o irídio. O processo Uribe-Romo utilizou o titânio, que é um material comum e não tóxico e adicionou moléculas orgânicas que agem como antenas na coleta da luz. As moléculas que colhem a luz são chamadas de N-alquil-aminotereftalatos e são projetas para absorver cores específicas de luz quando incorporadas ao MOF, que no caso desta pesquisa coletou a cor azul.
A equipa de Fernando Uribe-Romo montou um fotoreator LED de cor azul para testar o processo, onde quantidades medidas de dióxido de carbono foram lentamente alimentadas pelo fotoreator, um cilindro azul de incandescência para saber qual seria a reação. A luz azul brilhante veio por meio das tiras de luzes LED dentro da câmara do cilindro e imitaram o comprimento de onda azul do sol, ou seja, o experimento funcionou fazendo com que a reação química transformasse o CO2 em dois tipos de combustível solar, o formiato e a formanidas, que ajudam na limpeza do ar.

Segundo Fernando Uribe-Romo, o objetivo é continuar aperfeiçoando este processo para criar maiores quantidades de carbono reduzido, a fim de ser mais eficiente, e verificar se os outros comprimentos de onda da luz visível podem desencadear a reação com ajustes no material sintético. Caso funcione, o processo poderá ajudar a reduzir os gases de efeito estufa de maneira mais significativa.

Esta nova tecnologia no futuro próximo poderá ser acoplada as telhas residenciais, onde ajudará a limpar o ar enquanto produz energia. Outra possibilidade seria a montagem de estações próximas as usinas de energia, onde capturariam grandes quantidades de CO2 que passariam pelo processo, reciclando os gases do efeito estufa ao mesmo tempo em que estiverem produzindo energia limpa em grande quantidade.

Que o futuro esteja mais perto do que imaginamos, pois há uma necessidade infinita de novas formas de produção de energia limpa, melhor ainda quando o processo auxilia na limpeza do ar, que anda saturado por gases tóxicos. Na construção civil a aplicação deste processo será ideal, pois colaborará muito na infra-estrutura das cidades.

Sua equipa montou um fotorreactor LED azul para testar a hipótese. As quantidades medidas de dióxido de carbono foram alimentadas lentamente no photoreactor - um cilindro azul de incandescência que olhe como uma cama tanning - para ver se a reação ocorreria. A luz azul brilhante veio de tiras de luzes LED dentro da câmara do cilindro e imitar o comprimento de onda azul do sol.

Funcionou e a reação química transformou o CO2 em duas formas reduzidas de carbono, formiato e formamidas (dois tipos de combustível solar) e no processo de limpeza do ar.

"O objetivo é continuar a aperfeiçoar a abordagem para que possamos criar maiores quantidades de carbono reduzido para que seja mais eficiente", disse Uribe-Romo.

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Artigo escrito por Marisa Fonseca Diniz.

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