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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Tribunal confirma insolvência da Opway

O Tribunal de Comércio de Lisboa voltou a declarar a insolvência da Opway Engenharia. A insolvência da empresa tinha sido anulada em maio, depois desta recorrer de uma decisão de abril em que era declarada a insolvência pelo Tribunal. Os argumentos da empresa para reverter essa decisão foram que a administração não fora ouvida e a carteira de obras que estava em curso. A Opway é mais uma empresa a juntar-se ao rol das que nos últimos anos se viram envolvidas em notícias de insolvências e falências de grandes construtoras.

Uma nova sentença datada de 6 de agosto dá conta de que a Opway tem a extinção como destino, após cinco anos na incerteza da continuidade. A construtora não conseguiu atingir as metas do plano de recuperação que os credores aprovaram há quatro anos. Segundo o anúncio publicado no Citius, os credores têm 30 dias para reclamar os créditos.

Nos últimos anos a Opway tem tido presença nas notícias por motivos negativos. Os exemplos vão desde a suspeita de "negócio viciado" no leilão da empresa, até aos sucessivos despedimentos (aqui e aqui).
Na década passada a Opway, resultante da fusão da OPCA com a Sopol, era uma das maiores construtoras portuguesas, marcando presença assídua no ranking das 10 maiores empresas de construção de Portugal. A empresa, que já foi liderada por Filipe Soares Franco, ex-presidente do Sporting, foi sempre associada ao universo do Grupo Espírito Santo.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Mota-Engil, Sacyr e Comsa ganham corredor Évora-Elvas

A ligação ferroviária Évora-Elvas, a maior obra ferroviária dos últimos 100 anos em Portugal, será adjudicada brevemente. O concurso foi segmentado em três troços e a Mota-Engil e as espanholas Sacyr e Comsa surgem em primeiro lugar no relatório preliminar, vencendo um troço cada. No entanto este não é um processo concluído uma vez que houve concorrentes que reclamaram da classificação dos concorrentes no relatório preliminar. No total os três troços representam um investimento de quase 300 milhões de euros. Três quartos do investimento segue para a carteira de duas construtoras de capital espanhol. Os fundos comunitários financiam 56% da empreitada.

A classificação final deste concurso pondera dois factores: o preço com 60% de ponderação e a valia técnica da proposta com 40% de ponderação. Em nenhum dos troços a proposta vencedora foi a que apresentou o preço mais baixo.

A Mota-Engil venceu no troço Freixo-Alandroal, com uma proposta de 75 milhões de euros - o preço base era 105 milhões. A Ferrovial, uma construtora espanhola, ficou em segundo lugar e terá contestado a classificação das propostas.

A Sacyr, dona da Somague, venceu no troço mais caro (195 milhões de preço base), correspondente à ligação entre Alandroal e a Linha do Leste. Recorde-se que recentemente demos conta que a Sacyr Neopul ganhou uma obra ferroviária de 822 milhões de euros no Uruguai.

No troço Évora-Freixo a vencedora foi a Comsa, multinacional catalã que opera em Portugal através do Fergrupo, com uma proposta de 45 milhões de euros - o preço base era de 65 milhões de euros. Neste troço, havia duas propostas de preço inferior à da Comsa, a da Opway/Elevo e a da Gabriel Couto.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Concurso da construção de troço da nova linha de Évora recebeu 13 propostas

O concurso para a construção do subtroço da nova Linha de Évora, entre Évora Norte e Freixo (Redondo), que terá 20,5 quilómetros de via férrea totalmente nova, recebeu um total de 13 propostas, segundo a Infraestruturas de Portugal. Os concorrentes que apresentaram propostas sozinhos são: Mota-Engil, Zagope, Teixeira Duarte e Ilhaugusto Construções. Os 9 consórcios concorrentes são liderados pelas empresas: Conduril, Casais, Comsa, Gabriel Couto, Tecnovia, Somague, Opway, Ferrovial Agroman e Acciona. Este concurso foi lançado a 5 de março e tinha um preço base de 65 milhões de euros.

A Infraestruturas de Portugal revelou que todos os concorrentes apresentaram propostas abaixo do valor base, decorrendo agora a fase de avaliação das propostas.

O subtroço Évora Norte–Freixo, da Linha de Évora, integrará o futuro corredor internacional Sul que a Infraestruturas de Portugal está a desenvolver no âmbito do Ferrovia 2020.
A Infraestruturas de Portugal afirmou que este subtroço será complementado com a construção da ligação entre Freixo e Alandroal, com 20,5 quilómetros, cujo concurso foi lançado a 29 de Março com um valor base de 105 milhões de euros, e com a construção do subtroço entre Alandroal e a Linha do Leste, numa extensão de 38,5 quilómetros, cujo concurso foi publicado a 30 de Abril com um valor base de 195 milhões de euros.

O novo troço da Linha de Évora terá, no total, uma extensão de cerca de 100 quilómetros, sendo 80 quilómetros de construção nova.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Suspeita de "negócio viciado" no leilão da Opway

A venda da Opway em leilão continua a dar que falar depois das licitações terem tido um desfecho surpreendente. Os 4 concorrentes admitidos eram o Fundo Vallis, a Prebuild, a Nadhari e a Management Buy Out (MBO). O Fundo Vallis desistiu à partida do leilão pelo que ficaram apenas os outros 3 concorrentes, tendo cada um apresentado uma proposta em carta fechada, servindo o valor mais elevado apresentado como base de licitação ao leilão, podendo depois os licitadores oferecer aumentos sucessivos mínimos de 50 mil euros.

O despique no leilão surgiu entre a MBO (empresa de Almerindo Marques, que se havia dimitido da administração da Opway), e a Prebuild. As licitações começaram em 1 milhão de euros e quando a MBO liderava com 1,25 milhões de euros a Nadhari ofereceu 5 milhões de euros. No momento de elaborar a ata, o representante a Prebuild disse que subirá a proposta para 1,3 milhões no caso do vencedor falhar o pagamento. Mas a MBO garantiu também que então subirá para 1,35 milhões. Foi esta situação e o fato de as propostas da Nadhari e do MBO usarem o mesmo papel que fez a Prebuild concluir que as duas propostas estarão concertadas.

A Nadhari tem agora até o dia 9 de fevereiro para apresentar a garantia bancária do pagamento, caso contrário é excluída, ficando a MBO como vencedora do leilão.

A Nadhari é uma empresa moçambicana com sede em Maputo, mas curiosamente pouco conhecida no seu próprio país. No passado existiram parcerias em Moçambique entre a Nadhari e a Opway após a sucursal local ter ficado sem alvará por alegadas irregularidades detetadas pelas autoridades moçambicanas.
Espera-se agora pelas cenas dos próximos capítulos...

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Opway vai ser vendida em leilão com urgência

A venda em leilão da Opway vai-se efectuar hoje com definição de urgência devido à falta de dinheiro para pagar salários, para renovar o alvará, e para prestar a caução na obra adjudicada pela Refer. Os concorrentes à compra da Opway classificam este processo como "uma trapalhada". O processo de venda da Opway é polémico e os potenciais compradores questionam a mudança das regras a meio do processo.

A venda assume caráter de urgência, perante a necessidade de nomear uma nova administração na construtora - Almerindo Marques e a sua equipa renunciaram aos cargos em dezembro e deixaram formalmente de ser administradores desde ontem, tentando pressionar a ESI a acelerar o negócio, já que a "falta de liquidez" da Opway e a "ausência total de crédito" estava a "estrangular a capacidade operacional" da empresa.
Saiba mais detalhes sobre esta situação na notícia do Dinheiro Vivo.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Opway vai despedir mais 30 trabalhadores

A Opway vai despedir mais 30 trabalhadores justificando essa decisão com a redução do número de obras. "É um pequeno ajustamento aos quadros em função da redução significativa do número de obras. Trata-se de um despedimento colectivo de 30 trabalhadores, está tudo dentro da lei e é um despedimento civilizado", afirmou fonte da empresa.

Albano Ribeiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Portugal, afirmou que já foi contactado por alguns trabalhadores da Opway e que estes estão a ser chamados à empresa para serem informados sobre o procedimento.

Actualmente a Opway tem cerca de 260 trabalhadores, sendo que no final de 2011 tinha cerca de 300. Números que são bem inferiores aos registados no final de 2010 quando a empresa ainda tinha cerca de 800 trabalhadores.

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domingo, 20 de maio de 2012

Serriforja reclama dívidas da OPWAY

A Serriforja, Serralharia Civil, Lda., empresa com sede em Sever do Vouga, reclama uma dívida que actualmente tem o valor de 160 mil euros referente a trabalhos realizados para a Pontave - Construções S.A., empresa do grupo OPWAY. A dívida chegou a atingir os 200 mil euros, e isso deu origem a uma acção em tribunal movida pela Serriforja há cerca de seis meses atrás. Durante este tempo tem sido feitas diversas tentativas de acordo, tendo mesmo sido suspendida a acção em tribunal no passado dia 27, mas até ao momento, segundo declarações de um responsável da Serriforja ao nosso site, o problema mantém-se e a realidade é que a Serriforja enfrenta sérias dificuldades para aguentar o seu negócio.

Entre outras, a Serriforja trabalhou para a Pontave em obras como a concessão do Douro Interior e da A32. A Serriforja é uma empresa com vinte e cinco anos de experiência no mercado da construção, apesar de apenas ter este nome há cinco anos. Por seu lado a Pontave tem 29 anos de experiência, tendo a OPWAY entrado na estrutura accionista em 2006. Recorde-se que no ano passado demos conta de dificuldades na OPWAY que decidiu despedir 200 trabalhadores.

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domingo, 4 de setembro de 2011

Despedimentos na OPWAY

A decisão da OPWAY de despedir 200 colaboradores da empresa tem causado algum impacto junto da comunicação social e vem na sequência de muitas outras sobre insolvências e falências que têm aparecido com alguma regularidade este ano. A empresa presidida por Almerindo Marques afirmou que esta decisão vem na sequência da contracção do mercado da construção em Portugal, assim como do atraso nos prazos para receber os pagamentos. Actualmente a OPWAY tem cerca de 650 colaboradores, representando por isso este despedimento colectivo um corte de quase 30% dos recursos humanos da empresa de construção.

Afirmando que esta decisão é vital para manter a viabilidade da empresa, é garantido ainda em comunicado que vão ser cumpridas todas as formalidades legais, assim como será pago tudo o que os trabalhadores abrangidos por este despedimento têm direito. Almerindo Marques afirmou que este despedimento visa ajustar os recursos humanos da empresa à realidade da mesma e modernizar o seu funcionamento.

HISTÓRIA DA OPWAY

A OPWAY nasceu em Janeiro de 2008, resultando da aquisição que a OPCA fez da SOPOL. A OPCA afirmou-se como uma das grandes empresas de construção de Portugal, estando em actividade desde 1932. No seu currículo encontram-se obras como: Cristo Rei, Ampliação do Aeroporto do Funchal, Hospital da Universidade de Coimbra e o Hospital Distrital de Matosinhos. A SOPOL também realizou obras importantes, destacando-se a Barragem do Carrapatelo e a Barragem de Porto Novo.

Apesar da ainda breve existência, a OPWAY conta já com algumas obras relevantes no seu historial: Subconcessão do Douro Interior, Fórum Barreiro, Variante Norte de Loulé, Variante da Trofa e o Edifício Parque Palácio do Estoril. A OPWAY Engenharia integra também a Pavicentro (em 2006 a OPCA tornou-se accionista da empresa de pré-fabricação).

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