terça-feira, 14 de agosto de 2018

Colapso da ponte Morandi em Génova

Pelo menos 22 pessoas morreram na sequência da queda de parte da ponte Morandi, em Génova, Itália. Um vídeo mostra o momento final da queda da estrutura. Segundo um membro da Proteção Civil, Angelo Borrelli estavam entre 30 a 35 veículos ligeiros e três pesados na parte do tabuleiro da ponte que colapsou. As operações de socorro começaram de imediato, sendo que “o número de vítimas pode aumentar bastante”, pois “ainda há muitas pessoas por socorrer”, disse o membro da proteção civil italiana.

Segundo afirmou o secretário de Estado italiano das Infraestruturas e Transportes, Edoardo Rixi, à estação Rainews 24, os carros que estavam na ponte na altura do colapso “caíram a 70 metros de altitude. É uma tragédia, um verdadeiro desastre”.

A empresa Autostrade per l’Italia, que não construiu a ponte Morandi mas assegurava a sua manutenção, confirma numa nota escrita (citada pela agência Reuters) que “estava em curso trabalho de consolidação do pavimento do viaduto” e que, “como planeado”, tinha sido “instalada uma ponte suspensa” para permitir que as “atividades de manutenção fossem realizadas”.

Veja de seguida as imagens que documentam a queda da ponte Morandi.

Nesta imagem pode-se ver o troço da ponte que viria a cair.

Veja de seguida um vídeo com o momento da queda da ponte Morandi.

Uma ponte gémea da ponte Morandi, também desenhada pelo arquiteto Riccardo Morandi e construída sobre o Lago Maracaibo, na Venezuela, colapsou parcialmente em abril de 1964. A ponte General Rafael Urdaneta, construída com a mesma lógica de betão armado e um tabuleiro suspenso por cabos, cedeu depois de uma colisão com um petroleiro. O acidente provocou sete vítimas mortais.

Para um acompanhamento detalhado dos trabalhos e para mais informações sobre a queda da ponte Morandi, em Génova, recomendamos a reportagem em directo do Observador.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Perguntas e respostas sobre a falta de mão-de-obra no setor da construção em Portugal

A falta de mão-de-obra no setor da construção em Portugal voltou à ordem do dia e parece não ter fim à vista. Há muitas pessoas a apontar os problemas atuais no que diz respeito à falta de operários, mas é evidente a dificuldade em referir soluções para o problema. A que se tem repetido mais vezes é a de permitir a mobilidade de mão-de-obra estrangeira nas empresas portuguesas que também trabalham noutros mercados. De seguida apresentamos algumas perguntas e respostas sobre a falta de mão-de-obra no setor da construção em Portugal.

COMO SE PODE ATRAIR JOVENS PARA O SETOR DA CONSTRUÇÃO?
Sendo o setor da construção pela sua natureza pouco atrativo comparativamente a outros, e havendo no presente alternativas para a potencial mão-de-obra, a resposta parece óbvia: oferecendo melhores salários / condições.

MAS OS SALÁRIOS / CONDIÇÕES PRECISAM DE SER MUITO MELHORES?
Não é possível saber antecipadamente até quanto devem melhorar. Mas é óbvio que chegando a determinado ponto começam a atrair pessoas para o setor.

É SUSTENTÁVEL PARA AS EMPRESAS OFERECER MELHORES SALÁRIOS / CONDIÇÕES?
A capacidade de gestão em cada empresa será decisiva para esta questão. No entanto naturalmente os preços de venda das empresas teriam que aumentar. Eventualmente os clientes estranhariam inicialmente, mas depois a ideia entranhava-se. Esses ajustes nos preços ocorrem em diversas áreas e todos nós convivemos com elas, mesmo quando não gostamos da ideia de pagar mais por algo.

APOSTAR NA FORMAÇÃO PODE AJUDAR?
Claro que sim, os profissionais movem-se pelos salários, mas não só. Se as empresas derem condições aos seus funcionários para evoluírem e se atualizarem com formações, isso é um ponto que atrai sempre. Pode não ser decisivo, mas ajuda.

A IDEIA DE FACILITAR A MOBILIDADE DE MÃO-DE-OBRA ESTRANGEIRA DAS EMPRESAS RESOLVE O PROBLEMA?
Não. Apenas resolve, ou ajuda a resolver, a uma parte das empresas, nomeadamente as de maior dimensão que marcam presença em mercados internacionais. Mas esta é uma solução que serve essas empresas de maior dimensão a curto prazo, deixando as empresas que não marcam presença em mercados internacionais em situação ainda pior. Resumindo, uma solução que serve apenas uma parte das empresas quando o setor quase todo está com o mesmo problema é uma solução bastante discutível e que pode ser vista como algum tipo de cedência às empresas maiores. É dever das associações do setor defender todas as empresas e não só as maiores.

VAI CONTINUAR A FALTAR MÃO-DE-OBRA?
Tudo aponta para que sim, inclusive para um agravamento da situação. Se não houver alterações de fundo, a tendência será para piorar, pois com o envelhecimento geral dos profissionais ativos e a insuficiente renovação, o número de profissionais ativos irá necessariamente diminuir. Para mitigar este problema é necessário que os responsáveis envolvidos procurem soluções transversais e que não facilitem a vida apenas a "meia dúzia" de empresas.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Ramos Catarino reabilita residência oficial do primeiro-ministro

A construtora Ramos Catarino anunciou ontem que venceu o concurso para as obras de reabilitação da residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, uma empreitada que tem um valor global de 719 mil euros.

Em comunicado, o Conselho de Administração da Ramos Catarino diz que "esta obra foi atribuída após convite para um concurso muito participado que obedeceu a todas as regras e obrigações constantes do Código dos Contratos Públicos (CCP)".

"O Conselho de Administração da Ramos Catarino congratula-se pelo facto de as obras de reabilitação e pinturas na residência oficial do primeiro-ministro estarem a decorrer de acordo com o previsto no caderno de encargos, ou seja, está em dia em termos de programa de trabalhos", refere o comunicado.
A obra tem conclusão prevista para o final do mês de Setembro.

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Faltam milhares de operários de construção em Portugal (e vão continuar a faltar)

Em Portugal, estima-se que faltem mais de 60 mil operários da construção: pedreiros, carpinteiros, pintores, trolhas, entre outros. Segundo informação veiculada pelo Diário de Notícias, durante dez anos de crise, 37 mil empresas fecharam e mais de 260 mil trabalhadores abandonaram a construção civil em Portugal. Com a retoma e o aumento do investimento, há falta de mão-de-obra.

Reis Campos, presidente da AICCOPN, afirma que a emigração não explica tudo e deixa mesmo uma questão no ar: "com a procura actual da construção, o nível de desempregados deveria ser tendencialmente nulo... Para que serve estarem inscritos no IEFP se depois, quando pedimos trabalhadores, não nos fornecem? Ou será que estão é a trabalhar clandestinamente?"

Os sindicatos asseguram até que há "milhares de reformados a trabalharem clandestinamente" na reabilitação urbana.

Para muitos empresários a solução está na criação de um regime excecional de mobilidade transnacional que permita às construtoras trazerem para Portugal operários seus de outros países.
Curiosamente não há consenso quanto ao número de operários que faltam. O presidente do Sindicato da Construção fala em mais de 60 mil a curto prazo, a AICCOPN admite que possam ser 70 mil ou até mais.

Não se prevê uma inversão desta situação de falta de mão-de-obra nos próximos anos, a não ser que venha outra crise e as empresas de construção deixem de ter trabalho. Mas aí deixam de ter o problema da falta de mão-de-obra e passam a ter outros problemas mais complicados.

O CASO DA CASAIS
Segundo o DN, a Casais garante ter 100 vagas em aberto para operários, a que se juntam mais 40 para técnicos intermédios, e que não consegue preencher.

António Carlos Rodrigues, CEO do grupo Casais, defende que é preciso tornar a construção mais atrativa para os jovens. "O problema da falta de trabalhadores não é um exclusivo nosso, mas nós somos o parente pobre, porque os jovens preferem trabalhar em indústrias menos sujas, já para não falar que a recuperação económica, designadamente com o crescimento do turismo, nos está a drenar, ainda mais, a mão-de-obra disponível".

O CEO da Casais é um dos que acredita que deveria ser implementado um regime de imigração semelhante ao americano, dando abertura às empresas para trazerem trabalhadores seus noutros países para trabalhar em Portugal.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Concurso da construção de troço da nova linha de Évora recebeu 13 propostas

O concurso para a construção do subtroço da nova Linha de Évora, entre Évora Norte e Freixo (Redondo), que terá 20,5 quilómetros de via férrea totalmente nova, recebeu um total de 13 propostas, segundo a Infraestruturas de Portugal. Os concorrentes que apresentaram propostas sozinhos são: Mota-Engil, Zagope, Teixeira Duarte e Ilhaugusto Construções. Os 9 consórcios concorrentes são liderados pelas empresas: Conduril, Casais, Comsa, Gabriel Couto, Tecnovia, Somague, Opway, Ferrovial Agroman e Acciona. Este concurso foi lançado a 5 de março e tinha um preço base de 65 milhões de euros.

A Infraestruturas de Portugal revelou que todos os concorrentes apresentaram propostas abaixo do valor base, decorrendo agora a fase de avaliação das propostas.

O subtroço Évora Norte–Freixo, da Linha de Évora, integrará o futuro corredor internacional Sul que a Infraestruturas de Portugal está a desenvolver no âmbito do Ferrovia 2020.
A Infraestruturas de Portugal afirmou que este subtroço será complementado com a construção da ligação entre Freixo e Alandroal, com 20,5 quilómetros, cujo concurso foi lançado a 29 de Março com um valor base de 105 milhões de euros, e com a construção do subtroço entre Alandroal e a Linha do Leste, numa extensão de 38,5 quilómetros, cujo concurso foi publicado a 30 de Abril com um valor base de 195 milhões de euros.

O novo troço da Linha de Évora terá, no total, uma extensão de cerca de 100 quilómetros, sendo 80 quilómetros de construção nova.

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Projecto da Fidelidade vence prémio internacional de arquitectura

O Grupo Fidelidade, através da Fidelidade Property, é um dos grandes vencedores dos "Óscares" da arquitetura mundial, atribuídos pelo Architizer A+Awards, sendo distinguido na categoria Architecture + Workspace / Escritórios Corporativos com o trabalho desenvolvido na nova sede da Vieira de Almeida Advogados.

O projeto, que foi coordenado pela Openbook Architecture e desenvolvido em co-autoria com a PMC Arquitectos, reforça a estratégia de investimento da Fidelidade Property na reconstrução de edifícios situados, especialmente, em zonas históricas da capital e ainda em consolidação, numa fase em que não se registava qualquer procura de espaços para escritórios na zona ribeirinha.
Para Miguel Santana, Administrador da Fidelidade Property “É muito gratificante ver um trabalho de Equipa reconhecido a nível mundial, depois de o ter já sido também em Portugal. Reforça a nossa confiança e motivação para prosseguimos com o processo de requalificação e otimização da carteira de investimentos imobiliários, num mercado nacional que cresce e se fortifica diariamente”.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Sonae Indústria de Revestimentos muda nome para Surforma

A Sonae Indústria de Revestimentos, empresa detida pela Sonae Indústria, passa a chamar-se Surforma® e é com esta nova designação que vai começar a ser comercializada a gama de laminados e compactos da empresa.

A partir de agosto, todos os produtos da Sonae Indústria de Revestimentos passam a estar disponíveis através da Surforma®. A marca assume a superfície e a forma como pilares fundamentais para o seu desenvolvimento tendo sempre como referencial o design.

Será já com a nova designação que a Surforma® estará presente na Feira IWF 2018, a International Woodworking Fair é um dos mais importantes eventos da área de marcenaria do mundo e terá lugar em Atlanta, nos Estados Unidos, entre 22 e 25 de agosto.

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Obra de consolidação da escarpa da Serra do Pilar confirmada para a Construtora da Huíla - Irmãos Neves

O Tribunal Central Administrativo Norte negou provimento ao recurso da Soares da Costa, mantendo como válida a decisão da Câmara de Gaia, que lhe tinha retirado a obra de consolidação da escarpa da Serra do Pilar e entregue à Construtora da Huíla - Irmãos Neves, a empresa classificada em segundo lugar no concurso.

Em declarações ao Negócios, o presidente do Município de Gaia afirmou que "o contrato já foi assinado, o financiamento está garantido e já seguiu para o visto do Tribunal de Contas (...) a Soares da Costa já não pode recorrer mais, esgotou todos os recursos, tendo perdido todos (...) a decisão veio num momento decisivo, ao fim de dois anos, porque estávamos no limite de perder o financiamento".

A empreitada tinha sido adjudicada à Soares da Costa no final de 2016, tendo esta falhado na entrega dos documentos de habilitação e da caução legalmente exigida dentro dos prazos previstos. Nesse sentido o Município de Gaia decidiu pela caducidade da adjudicação e entregou a empreitada ao segundo classificado no concurso, a Construtora da Huíla - Irmãos Neves, de Marco de Canaveses, sendo a proposta desta empresa de 2,91 milhões de euros, mais 250 mil euros do que a da Soares da Costa.
A empreitada de consolidação da escarpa da Serra do Pilar em Gaia tem um prazo previsto de 240 dias.

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Arquitecto Marcelo Dantas venceu Concurso para o Centro de Acolhimento de Crianças do Funchal

O arquitecto Marcelo Dantas venceu o Concurso do Centro de Acolhimento de Crianças no Funchal, promovido pela Fundação Cecília Zino, com a assessoria técnica da OASRS. O segundo classificado foi o Pencilmen Associados e Carolina Mendonça Ferreira, tendo o terceiro lugar sido atribuído aos arquitectos Paulo Ricardo dos Santos Sousa, Fátima Nilza Rodrigues Abreu e Sónia Daniela de Castro Alves.

O júri deliberou ainda atribuir uma menção honrosa, de valor não pecuniário, à proposta dos PONTOatelier pela forma imaginativa como resolve a vivência do espaço através da “criação de um jardim central” gerando “um universo que parece bastar-se a si próprio numa intimidade claramente adequada à comunidade que habitará o Centro.”

O júri, composto por Michael Paul Zino, representante da Fundação Cecília Zino (que presidiu), o arquitecto Rui Campos Matos (pela Fundação Cecília Zino) e a arquitecta Rita de Almada Negreiros (pela OASRS), considerou, por unanimidade, que das 16 propostas apreciadas, a vencedora se destaca pela «clareza do tema da 'casa' como elemento gerador e
identitário do projeto.»

«Fundindo-se com o terreno, as fachadas dos espaços sociais do Centro de Acolhimento assumem a forma dos tradicionais muros de contenção em cantaria basáltica que caracterizam, ainda, a paisagem do trecho urbano onde o projeto se insere (...)”, considerou o Júri, assinalando o “protagonismo contido e discreto que remete para a escala da arquitetura doméstica madeirense, ainda hoje disseminada nas vertentes periurbanas da ilha.»
Quanto ao segundo prémio, atribuído à proposta da autoria de Pencilmen associados e Carolina Mendonça Ferreira, o Júri evidenciou duas qualidades relevantes: “a virtuosa capacidade de síntese com que acomoda um programa funcionalmente complexo num só volume de grande economia plástica e tectónica” e a “preocupação com a componente paisagística do projeto e todo o cuidado posto no arranjo exterior dos espaços que envolvem a construção.”

A proposta dos arquitectos Paulo Ricardo dos Santos Sousa, Fátima Nilza Rodrigues Abreu e Sónia Daniela de Castro Alves, terceira classificada, resolve o programa, segundo o Júri, “quase exclusivamente num só piso que parece prolongar-se terreno acima num espaço muito amplo e com um alçado Norte que, ao abrigo do sol, se abre ao panorama da encosta iluminada”.

O Concurso para o Centro de Acolhimento de Crianças no Funchal foi o primeiro promovido por uma entidade privada a que o serviço de encomenda da OASRS prestou assessoria.

A Exposição dos 16 trabalhos concorrentes ao Concurso pode ser visitada até ao próximo dia 14 de Setembro nas instalações da Delegação da Madeira da Ordem dos Arquitectos (Rua dos Netos, 24, Funchal). A entrada é livre.

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Mota-Engil ganha contrato de construção e concessão do Corredor Sur em Buenos Aires

A Mota-Engil confirmou a adjudicação, a um consórcio por si detido em 33%, de um contrato de construção e de concessão do Corredor Sur na Província de Buenos Aires, Argentina. A Mota-Engil ganhou este contrato no âmbito do concurso de PPP Vias Seguras patrocinado pelo Governo da Argentina.

A concessão tem uma extensão de 247 km, incluindo a ligação ao aeroporto de Buenos Aires, um tráfego médio diário de cerca de 250.000 veículos e um período de vigência de 15 anos. O Concessionário terá de assegurar trabalhos de construção em 20 km de área urbana e em 227 km de área rural num valor que excede os USD 900 milhões, sendo mais de 95% daquele montante correspondente a alargamentos de vias e/ou a reabilitações. Os trabalhos de construção mais significativos terão uma duração de 5 anos.
O perfil financeiro da concessão inclui pagamentos por disponibilidade, os quais asseguram o valor das obras de reabilitação e de alargamento em 80% do investimento total, sendo o restante investimento e os gastos de operação cobertos pela cobrança de portagens.

O pagamento por disponibilidade é assegurado por um trust, propriedade do Governo da Argentina, o qual irá receber os impostossobre combustíveis, bem como o recebimento parcial de algumas portagens com a obrigação contingente do Governo de suprir qualquer insuficiência verificada. Este tipo de concessões Público-Privadas foi acordado recentemente nas negociações mantidas entre o Governo da Argentina e o Fundo Monetário Europeu.

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