segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Inovação da Oli com a Vista Alegre ganha prémio internacional de design

A “Moon Black”, uma placa de comando de autoclismos interiores da Oli, fabricada com a porcelana da Vista Alegre, foi distinguida com o “Iconic Awards 2019”, um prémio internacional de referência que homenageia desenvolvimentos importantes na área do design e arquitetura de interiores, pelo seu design de excelência.

Para além do design inovador, que a torna na primeira placa em cerâmica do mercado, a “Moon Black” destaca-se por ser uma solução auto-sustentável com tecnologia “Hydroboost” e acionamento “no touch”. A ativação da descarga da água do autoclismo dispensa uma fonte de energia elétrica, ou de pilhas, sendo realizada por aproximação, isto é, sem necessidade de toque, graças à utilização de sensores capacitivos.

O júri internacional reconheceu que, a Oli, em parceria com a marca centenária de porcelanas, desafiou os limites do design, da sustentabilidade e da higiene no espaço de banho, oferecendo ao mercado uma solução com valor, ao nível da estética e do desenvolvimento sustentável.
Os “Iconic Awards 2019: Innovative Interior” são promovidos pelo German Design Council, entidade fundada em 1953 com o objetivo de apoiar o conhecimento em design da indústria alemã.

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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Gabriel Couto constrói escola em Loulé

A construtora Gabriel Couto, que concluiu no final do ano transato o Centro de Alto Rendimento “The Campus”, localizado na Quinta do Lago, no concelho de Loulé, e depois de ter estado envolvida nas recentes obras do “Mar Shopping Algarve”, o segundo centro comercial da IKEA Centre em Portugal, e no “Longevity Health & Wellness Hotel”, uma unidade hoteleira de luxo localizada no Alvor, vê agora ainda mais reforçada a sua posição como empresa construtora de referência no mercado algarvio, ao ser selecionada pela Câmara Municipal de Loulé para a Requalificação da Escola EB 23 D. Dinis, localizada em Quarteira, concelho de Loulé.

Com um valor de adjudicação de 6.200.000,00 €, no local de intervenção funcionam atualmente 5 edifícios interligados através de passagens exteriores cobertas. Trata-se de um conjunto de edifícios de carácter pavilhonar, cuja tipologia foi repetida um pouco por todo o pais nas décadas de 80 e 90. As lógicas funcionais e construtivas destes encontram-se desadequadas às necessidades atuais.

Esta empreitada tem a assinatura do arquiteto Pedro Mendonça, do atelier de arquitetura beAbstract. Este projeto de requalificação prevê adequar o número de salas de aula à atual população escolar, resultando num total de 33 espaços, repartidos por: 24 salas de aula; 2 salas de E.V.T.; 1 sala de E.T.; 2 Laboratórios; 2 salas de T.I.C.; 2 salas de música.

A obra, com um prazo global de 630 dias, prevê a demolição integral de todos os edifícios escolares existentes, substituindo-os por uma nova estrutura unificada e adaptada aos critérios funcionais e de conforto contemporâneos.
Para além dos espaços de ensino acima referenciados, a escola albergará a seguinte compartimentação complementar à atividade escolar: um centro de recursos; sala de convívio de alunos; bar e refeitório; cozinha e espaços anexos, espaços administrativos, espaços de trabalho e convívio de docentes, reprografia/papelaria, gabinete médico, gabinete de psicologia; sala de funcionários; instalações sanitárias/balneários/vestiários.

No final desta empreitada de requalificação, a nova escola terá uma área bruta de construção total de quase 7.000 m2, e uma área total de arranjos exteriores 12.000 m2.
Convictos da importância do presente projeto, cabe-nos, ainda, referir que a sua viabilização reflete uma postura de excelência de todo um Município e de toda uma Região com o intuito de promover o desenvolvimento e consolidação de saberes, permitindo uma maior motivação aos profissionais e aos alunos», diz Pedro Mendonça, citação que é também corroborada por Carlos Couto, CEO do grupo Gabriel Couto.

Possuidora de uma vasta experiência na área da reabilitação e requalificação urbanas, a Gabriel Couto vê, assim, com este projeto, o seu portfólio de obras reforçado nesta área da construção de edifícios escolares, tendo a mesma construído ao longo dos seus 70 anos de atividade mais de uma centena de edifícios escolares de relevo, entre escolas do ciclo preparatório, secundário e universitário.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Uma casa flutuante para duas pessoas no Mar Mediterrâneo

O escritório de arquitetura Mano de Santo e KMZero, Open Innovation Hub, parte do Martinez Group, escolheram a Guardian Glass ao conceber ‘Punta de Mar’, a primeira casa flutuante, dinâmica e inovadora em Espanha. Este projeto inovador, promovido pela startup Punta de Mar, pretende levar o conceito de turismo de experiência a um outro nível, encontrando-se já o seu primeiro protótipo colocado no Club Náutico de Denia, no Mar Mediterrâneo.

Punta de Mar é uma plataforma flutuante, resultado de um projeto arquitetónico rigoroso e minimalista, sendo simultaneamente funcional e respeitador do meio ambiente. Ao ajudar a promover uma experiência sensorial com tudo o que o rodeia, o projeto promove uma profunda integração no ambiente natural, juntando intimidade, conforto, relaxamento e sensação de bem-estar nos seus ocupantes. Isto, em parte, só é possível graças à estrutura de vidro da Guardian Glass, um dos parceiros estratégicos do projeto, que selecionou e disponibilizou o vidro, bem como o suporte técnico necessário no que se refere às possibilidades de aplicação de vidro neste novo e pioneiro projeto empresarial localizado na costa do Mar Mediterrâneo e no qual já todos falam.
“Escolhemos a Guardian Glass para este projeto”, afirma Frances de Paula García, arquiteto do escritório Mano de Santo, “porque a empresa disponibiliza o vidro mais eficiente. Tendo em conta as características deste projeto, onde foi necessário dar resposta a exigências extremas, procurámos a excelência. Um outro fator importante foi poder contar com o seu suporte técnico”.
A estrutura flutuante utilizou uma estrutura envidraçada com vidros triplos Guardian que garantem uma maior poupança energética, segurança e isolamento acústico. Na superfície exterior optou-se pela instalação do vidro seletivo Guardian SunGuard® SN 70/35 HT; para as chapas de vidro intermédio optou-se pelo Guardian ExtraClear®; e na superfície interior o vidro laminado Guardian ClimaGuard® Premium2 é utilizado para reforçar a segurança geral e a eficiência energética. Esta unidade de vidro permite 61% de transmissão de luz e 32% de fator solar. Isto significa que o vidro favorece uma abundante entrada de luz solar, bloqueando a maior parte do calor, proporcionando a Punta de Mar um excelente isolamento térmico, controlo solar e um elevado nível de segurança e isolamento acústico, resultando daqui um espaço nuclear com elevado desempenho e eficiência energética. Não só o vidro facilita uma visualização muito mais transparente, vívida e não obstruída da envolvente a partir do interior - como o mar e todo o ambiente natural – como também atenua a fronteira interior-exterior e permite que os hóspedes experienciem uma profunda conexão com a sua localização em constante alteração.
No âmbito do design de interiores do projeto, foi especificado o Guardian SunGuard® HD Silver 20 (nas áreas do guarda-roupa, cabeceiras de cama e casa de banho), querendo jogar com os diferentes reflexos. Devido aos vários efeitos espelhados, a privacidade pode ser potenciada nas áreas mais íntimas, criando efeitos interessantes e divertidos noutros espaços, promovendo uma sensação de maior largueza espacial e imersão do exterior com o interior.
Nesse sentido, o arquiteto reforça: “A importância do vidro, e dos outros materiais que escolhemos, tem sido fundamental. Com eles, procuramos uma relação plena com a envolvente. Em particular, o vidro deve ter um desempenho em termos de transparência que permita isso (aparte o isolamento), assim como assegurar vãos de grandes dimensões para resolver também a questão do conforto. A isto junta-se o facto de o vidro utilizado na sala de estar da casa permitir uma experiência de 360 graus. Os hóspedes sentem-se parte integrante da paisagem envolvente. É uma experiência de integração total e o vidro torna-se fundamental para conseguir isso”.

Do mesmo modo, e como complemento ideal ao vidro, destacam-se os vãos de correr utilizados no projeto, permitindo a máxima abertura de portas e janelas com recurso ao uso de perfis reduzidos de alumínio, que oferecem vistas desobstruídas e garantem a máxima entrada de luz natural”.

Layout e tecnologia concebidos para o hóspede
Com uma área total de 74m2, o pavilhão foi concebido para duas pessoas e está dividido em dois pisos, com um design e equipamento minimalistas. Os 40m2 do primeiro piso dividem-se num camarote em suíte e um terraço privado que serve como extensão do espaço interior. Os 34m2 do segundo piso são um convés para relaxamento, uma área idealizada para a descontração. Todos os espaços têm boa iluminação e garantem a possibilidade de música ambiente.

O Punta de Mar destaca-se ainda pelo controlo que os hóspedes têm sobre a sua experiência, através de uma app de controlo automático da casa que lhes permite tomar decisões relativamente a aspetos específicos da estadia. A inovadora solução tecnológica deste projeto, permite que os hóspedes escolham a luz, o som, as fragrâncias e o nível de segurança. Este controlo pode ser feito diretamente no pavilhão ou remotamente.
Vale a pena notar que a iluminação em Punta de Mar é biodinâmica, o que significa que reproduz a luz natural do exterior para o interior, ou seja, à medida que o dia avança, a luz varia o seu tom para se assemelhar às variações da luz natural.

Compromisso com a sustentabilidade
Punta de Mar é uma iniciativa turística sustentável que não produz resíduos porque é uma estrutura modular com um sistema baseado no “Plus & Go”. Além disso, integra-se com a envolvente e usa materiais com um baixo impacto ambiental. Outro benefício refere-se ao facto de a estrutura poder ser rebocada por água bem como facilmente transportada por estrada. O que significa que a Punta de Mar pode ser deslocada para diferentes paisagens naturais e cenários que tenham ligações a abastecimento de energia elétrica (como marinas ou praias privadas de hotéis) de forma a oferecer experiências únicas e exclusivas aos hóspedes.

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Cushman & Wakefield assessora Microsoft na renegociação da sua sede em Lisboa

A Cushman & Wakefield anunciou recentemente que renegociou a permanência da Microsoft na sua sede de Lisboa, em representação da empresa americana de tecnologia. A Microsoft ocupa desde 2012 a totalidade do antigo Pavilhão Virtual no Parque das Nações, que totaliza 6.300 m2. Da renegociação faz parte um novo contrato de arrendamento que inclui um significativo investimento no imóvel por parte do proprietário do mesmo, a RED Investments.

A Cushman & Wakefield apoiou a Microsoft em todo o processo, analisando todos os possíveis cenários estratégicos a longo-prazo e tendo levado a cabo uma pesquisa exaustiva do mercado de escritórios para identificar soluções alternativas disponíveis. Pela localização estratégica, visibilidade, qualidade e eficiência, o edifício sede acabou por ser a melhor opção para a Microsoft.
Segundo Francisco Vasconcellos, Associate e responsável pelos clientes internacionais da Cushman & Wakefield em Portugal, “Estamos muito satisfeitos por representar uma multinacional como a Microsoft na sua estratégia imobiliária em Portugal, quer na renegociação da sua sede em Lisboa, quer noutras colocações de espaços de escritórios da empresa no nosso país”.

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Carlos Mineiro Aires reeleito Bastonário da Ordem dos Engenheiros

Carlos Mineiro Aires foi reeleito Bastonário da Ordem dos Engenheiros para o triénio 2019-2022, com 79,1% dos votos. Paulo Bispo Vargas, candidato da Lista B, somou 20,9% dos votos. A abstenção acabou por ser o facto mais marcante das eleições na Ordem dos Engenheiros, tendo atingido os 88%. A tomada de posse oficial será no dia 25 de março.

A acompanhar o Bastonário, eleito pela primeira vez em 2016, estão Fernando de Almeida Santos e Lídia Santiago, na qualidade de vice-presidentes nacionais. No que diz respeito às secções regionais a vitória foi também da Lista A. Na Região Norte da Ordem dos Engenheiros foi eleito Joaquim Poças Martins para presidente do Conselho Diretivo Regional. O centro do país elegeu Armando da Silva Afonso, enquanto os engenheiros do Sul votaram em Jorge Grade Mendes. Os presidentes eleitos na Madeira e nos Açores são, respetivamente, José Brazão da Silva Branco e Paulo Botelho Moniz.

A Assembleia de Representantes é presidida por Fernando Santo, bastonário da Ordem entre 2004 e 2010, e candidato ao cargo pela Lista A.
A Ordem dos Engenheiros apurou 6.312 votos, dos quais 5.934 foram exercidos por votação eletrónica, seguidos dos votos presenciais e só depois a votação por correspondência.

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Impressão 3D em cortiça desenvolvida por estudante da Universidade de Aveiro

Já é possível fazer impressões 3D com material 100 por cento biodegradável à base de cortiça. Desenvolvido na Universidade de Aveiro (UA) a partir de resíduos de cortiça resultantes do fabrico de rolhas, o novo material quer ser não só uma alternativa ecológica para qualquer impressora 3D como também dar aos objetos impressos o toque, o odor e a cor que só a cortiça pode dar. Em alternativa aos filamentos sintéticos disponíveis no mercado, cujos ingredientes plásticos não são amigos do ambiente, este material desenvolvido pela estudante Tatiana Antunes para a tese de Mestrado em Engenharia de Materiais “é uma solução totalmente nova”.

A estudante desvenda que se trata de “um filamento compósito que foi desenvolvido recorrendo a uma matriz plástica biodegradável e que incorpora partículas de cortiça que são parte de um resíduo resultante do processo de fabrico de rolhas”.
Biodegradável e solução para a reutilização de desperdícios de cortiça, o filamento apresenta tonalidades castanhas, tem um toque levemente rugoso e, durante o processo de impressão, emite um leve odor a cortiça.

“Temos, assim, um filamento para impressão 3D, com personalidade e amigo do ambiente que pode ser usado para as mais diversas impressões, pois permite a impressão de objetos com uma excelente estética e qualidade, com uma cor característica associada”, aponta Tatiana Antunes.
Este projeto foi desenvolvido na Escola Superior Aveiro-Norte (ESAN) e no Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica, sob orientação dos professores Martinho Oliveira e Elisabete Costa. O trabalho teve ainda o acompanhamento da investigadora Sara Silva, da ESAN, e da Amorim Cork Composites.

>> Recorde o artigo A utilização da cortiça na construção.

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Produção eólica em Portugal volta a atingir recordes

O sistema elétrico nacional registou um novo record de produção eólica diária. De acordo com informação divulgada pela REN, a 1 de fevereiro foram produzidos 102,8 GWh, que ultrapassam o anterior valor máximo de 101,9 GWh, registado apenas nove dias antes. Destaque ainda para a potência máxima de 4.594 MW, que representa também um valor histórico.

Na data referida, 63% da eletricidade em Portugal foi produzida a partir de fontes eólicas, e “à hora de ponta eólica”, a produção eólica correspondeu a 90% do consumo nacional. Do total da produção de 180 gigawatts hora (GWh), foi exportada cerca de 3,7% (6,7 MWh).

Estes valores foram destacados pela associação internacional WindEurope, que no seu website referiu Portugal como o país europeu com maior incorporação de eólica na produção no dia 1 de fevereiro.
A APREN congratulou-se com este feito "na medida em que demonstra a capacidade dos nossos recursos endógenos e técnicos para uma produção de energia mais sustentável, enquadrada nos objetivos recentemente divulgados no Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) 2030".

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Antarte lança coleção Oslo, uma linha de inspiração nórdica

A Antarte acaba de lançar a coleção Oslo, de inspiração nórdica, que privilegia o equilíbrio e a harmonia dos ambientes, através de peças com design simples e funcional. Disponível em toda a rede de lojas e também na loja online, Oslo oferece soluções de ambientes para todos os espaços da casa, seguindo um estilo minimalista, moderno e funcional, que facilita a arrumação e, consequentemente, reduz as fontes de stress muitas vezes associadas à desorganização.

Com esta coleção é possível criar ambientes que inspiram calma e paz e estimulam o equilíbrio perfeito entre o lado prático da vida e as vivências que todos os dias vão construindo a história de cada um. As linhas rectas e simples do mobiliário, concebido com madeiras naturais, convivem harmoniosamente com apontamentos de decoração que contagiam pelos padrões vibrantes inspirados na natureza e que projetam espaços aconchegantes e acolhedores para serem vividos em pleno. Os acabamentos privilegiam a utilização da madeira em nogueira e a palete de cores oscila entre o castanho escuro, o pérola e o verde, num apelo claro e directo aos tons da natureza.

Com um compromisso da sustentabilidade cada vez mais vincado, a Antarte continua a sua missão de reduzir a pegada ecológica em todo o processo de fabrico da coleção Oslo e projeta também esta visão de vida sustentável nos ambientes que propõe, procurando o equilíbrio entre as necessidades de cada um e as do meio ambiente.

Neutralidade do design minimalista, ambientes luminosos inspirados na natureza, padrões marcantes e vida sustentável são as quatro faces da linha Oslo, a mais recente aposta de mobiliário da Antarte.

Veja de seguida imagens da linha Oslo da Antarte.

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Concurso da construção do Hospital de Lisboa Oriental tem propostas de 8 empresas

Oito grupos apresentaram propostas no concurso público para a construção do futuro Hospital de Lisboa Oriental. O ponto de situação foi feito pelo Ministério da Saúde, afirmando que o número de interessados "atesta a boa recetividade do projeto junto dos proponentes". Na corrida estão as empresas portuguesas Alberto Couto Alves, a Tejo Infraestruturas Hospitalares (TIH), a Bastos, Amorim & Araújo – Consultoria e Trading, Lda e a Teixeira Duarte. Houve ainda propostas do grupo madrileno Servicios Hospitalarios CHUT, do agrupamento Hygeia e de duas firmas do grupo espanhol Ferrovial - a Ferrovial Agroman e a Ferrovial Serviços, com sucursais em Portugal.

"A fase seguinte será de análise e avaliação das propostas. À fase de negociação do concurso poderão passar um máximo de três finalistas e de entre estes será escolhida a proposta a adjudicar", disse esta segunda-feira o Ministério da Saúde numa nota divulgada online.

"O concurso público internacional em curso visa a conceção, construção e manutenção do Hospital de Lisboa Oriental, em regime de Parceria Público-Privada. A instalar em Marvila numa área total de 180.000 m2, o novo hospital de Lisboa deverá estar construído em 2023 e terá uma capacidade mínima de 875 camas. O HLO vai representar para o operador privado um investimento total de cerca de 330 milhões de euros e, para o Estado, estima-se uma renda anual que poderá rondar os 16 milhões de euros durante 27 anos do contrato", acrescentou o Ministério.

O preço terá uma ponderação de 40% na avaliação das propostas e a qualidade técnica do projeto uma ponderação de 60%.

Um primeiro concurso lançado em 2008, no governo de José Sócrates, tinha atribuído a construção ao agrupamento Salveo (composto por Soares da Costa, MSF e Alves Ribeiro), mas esse contrato foi anulado por decisão do governo que sucedeu, o de Pedro Passos Coelho.

O Hospital de Lisboa Oriental, que entrará em funcionamento em 2023, deverá integrar os serviços do Centro Hospitalar de Lisboa Central, nomeadamente de unidades hoje instaladas em edifícios antigos como o Hospital de S. José ou a Maternidade Alfredo da Costa.

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Projeto de requalificação do antigo matadouro do Porto foi chumbado pelo Tribunal de Contas

O Tribunal de Contas recusou visto ao projeto para a requalificação do antigo matadouro do Porto por considerar a "qualificação do contrato como concessão de obra pública". Entendeu, ainda, que o modelo que se pretende "deve ser enquadrado como parceria público-privada". A requalificação do antigo Matadouro Industrial de Campanhã, desativado há aproximadamente duas décadas, é referida pelo Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, como um projeto “essencial” e um “game changer” para o município. “Mata este projeto e mata qualquer outro que a vontade popular sufragada quisesse implementar” neste mandato, afirmou o autarca sobre o chumbo do Tribunal de Contas.

No procedimento que originou o contrato celebrado entre a empresa municipal Go Porto e a Mota-Engil, segundo o acórdão proferido em sessão da 1.ª Secção do Tribunal de Contas, houve "vários motivos" para a recusa de visto. O Tribunal de Contas menciona os seguintes motivos: "violação de normas imperativas do regime jurídico das PPP, da Diretiva 2014/23/UE, do Código dos Contratos Públicos, em particular sobre efetividade da transferência do risco para o concessionário e publicidade internacional do procedimento, bem como os princípios da lealdade e concorrência consagrados no Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia".

Numa nota enviada pelo Tribunal de Contas, é referido que o acórdão se limitou a apreciar, no exercício das competências daquele tribunal, "a legalidade do procedimento e a violação de normas e princípios legais" e que esse julgamento não compreendeu "quaisquer juízos sobre conveniência ou oportunidade da decisão de contratação ou do modelo organizativo adotado".

Para Rui Moreira, trata-se de uma “intromissão inadmissível que põe em causa a soberania dos municípios”, acusando o TC de se “assumir como uma troika interna, com poderes arbitrários para permitir ou não permitir a seu bel-prazer que os executivos municipais decidam de acordo com o que entendem ser as suas opções políticas”.

Rui Moreira salienta igualmente que o chumbo “tem um impacto direto na credibilidade dos concursos e contratos públicos”, lançando a pergunta: “Quantas vezes mais uma Mota-Engil estará disponível para se ocupar de um concurso, apresentar um projeto contratado ao arquiteto que assina o Estádio Olímpico de Tóquio, criar uma empresa própria, prestar caução e arriscar?”.
As obras de reconversão - avaliadas em 40 milhões de euros e entregues à empresa Mota-Engil, com desenho arquitetónico do japonês Kengo Kuma - deveriam arrancar em abril, recuperando integralmente o edifício e criando espaços empresariais e culturais.

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