quinta-feira, 2 de abril de 2020

Greenyard Logistics Portugal reforça presença a norte. Garcia Garcia foi a responsável pela construção do novo centro logístico

Com o objetivo de potenciar a operação na zona norte do país, a Greenyard Logistics Portugal, um dos principais operadores logísticos em temperatura controlada, que presta serviços especializados de armazenagem, transporte e operações de valor acrescentado, em especial na área dos produtos alimentares perecíveis, entregou à Garcia Garcia a construção do seu novo centro logístico, em Modivas, Vila de Conde. A construtora especializada em design and build de edifícios industriais e logísticos interveio em todo o processo, tendo sido responsável pela seleção e localização, pelos projetos de arquitetura e engenharia, assim como pela execução da obra, agora concluída.

Com uma localização privilegiada, o novo edifício logístico beneficia de excelentes acessibilidades e vias rodoviárias para um acesso fluido e rápido aos principais centros urbanos da região, bem como às principais infraestruturas aeroportuárias. Todo o processo logístico da Greenyard Logistics Portugal será assim potenciado, através de uma resposta mais rápida e eficaz, permitindo uma otimização na eficiência da operação, por forma alavancar crescimento no negócio.

“O nosso reconhecido know-how na área industrial e logística justificou a confiança da Greenyard Logistics Portugal, à qual procurámos responder com um projeto que, acreditamos, está alinhado com a sua inovação e capacidade técnica e que garante as melhores soluções para que a empresa se mantenha na linha da frente da sua área de negócio”, explica Carlos Garcia, administrador da construtora.

Já Vítor Figueiredo, CEO da Greenyard Logistics Portugal, refere que “A nova instalação de Modivas vai alargar significativamente a presença da Greenyard Logistics Portugal na zona Norte do país e permitir maior flexibilidade, quer em termos de serviços de armazém, quer em termos de serviços de transporte. Trata-se de uma instalação moderna, com elevadas preocupações de eficiência e sustentabilidade e em linha com as tendências mais atuais de desenvolvimento do mercado dos produtos alimentares perecíveis. A plataforma apresenta ainda uma capacidade significativa de expansão. O layout fluído irá permitir dar resposta à procura de serviços de logística em fluxos tensos, tendo sempre em mente o compromisso com um nível de serviço irrepreensível. Especialmente nos tempos incertos que atravessamos, este reforço de capacidade será fundamental para melhor responder às necessidades do mercado.”

Aposta na inovação para ganhos de eficiência e poupança energética
Projetado de raiz, o novo centro logístico beneficia de instalações concebidas e desenvolvidas à medida das necessidades do tipo de negócio e que incorporam soluções de última geração. Acresce ainda o facto de as novas instalações irem de encontro aos exigentes normativos de qualidade e segurança aplicáveis.

Dividido funcionalmente em três áreas principais, armazém de frio negativo; armazém de frio positivo e áreas administrativas e sociais, o edifício foi concebido em função da sua utilização final, que se centra na logística de frio para produtos alimentares.

O edifício encontra-se equipado com dez cais de carga exteriores ao edifício, por forma a minimizar as perdas de temperatura e maximizar a eficiência energética do edifício. Ainda para impulsionar a poupança de energia, foram definidas soluções avançadas de isolamento, quer ao nível da cobertura e revestimentos, quer ao nível de todas as entradas e saídas do edifício, assim como um sistema avançado de climatização e refrigeração, controlado por um eficiente sistema de Gestão Técnica Centralizada.

A Greenyard Logistics Portugal opera com duas plataformas logísticas multi-temperatura, em Riachos, na região centro, e no norte do país, onde aposta agora na expansão da sua capacidade. É especialista na prestação de serviços logísticos para a indústria e retalho alimentar, com especial enfoque na área dos produtos alimentares perecíveis (Frescos, Congelados e Preparados). Assegura o transporte desses produtos, disponibilizando serviços de armazém, preparação de encomendas e serviços de valor acrescentado, como a pesagem, etiquetagem e co-packing.

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Ceetrus e Merlata Sviluppo investem 3 M€ para construir em 60 dias a nova unidade de cuidados intensivos do Hospital Sacco em Milão

Uma inovadora unidade de cuidados intensivos com tecnologia de ponta e novos critérios de construção para edifícios na área da saúde: a Ceetrus Itália com a ImmobiliarEuropea e Sal Service - através da joint venture Merlata Development – unem-se na luta contra o coronavírus e doam três milhões de euros para renovar totalmente o antigo pavilhão do Hospital Sacco em Milão. Os trabalhos de construção já arrancaram.

O acordo, assinado entre Marco Balducci, Diretor Geral da Ceetrus Itália e Alessandro Visconti, Diretor Geral da ASST Fatebenefratelli Sacco, prevê uma duração de 60 dias para a conclusão dos trabalhos, de modo a assegurar o acesso à nova unidade de cuidados intensivos em tempo recorde. Esta unidade está a ser construída de acordo com os padrões de arquitetura mais atuais, de modo a lidar com a emergência ditada pela pandemia que se vive. Este projeto vem responder à atual crise da falta de camas disponíveis e visa equipar o Hospital de Sacco com uma ala dotada de recursos de última geração, capaz de responder hoje e nos próximos anos a todas as emergências sanitárias em Milão.

Graças à intervenção da Ceetrus e de um grupo de empresas do setor imobiliário, a unidade de cuidados intensivos do ASST Fatebenefratelli Sacco - Hospital Luigi Sacco, estrutura especializada no tratamento de doenças infeciosas e local de referência para o atendimento dos pacientes mais críticos do COVID-19, será completamente reestruturada e equipada com as mais inovadoras tecnologias médicas.

A Ceetrus Itália e os parceiros neste projeto disponibilizarão não apenas os recursos económicos, mas, sobretudo, a sua força de trabalho com a intervenção de especialistas qualificados do setor da gestão hospitalar. A nova unidade de cuidados intensivos será uma referência nacional e internacional graças à sua tecnologia de ponta.

O projeto como um todo prevê a renovação de mais de 1.000 m² no Pavilhão 51 do Hospital Sacco, em Milão. Existirá uma reestruturação interna parcial, com o objetivo de criar uma área para 10 camas de cuidados intensivos projetados para o tratamento de pacientes com doenças infeciosas muito virais e perigosas e/ou imunocomprometidas. Seis salas hospitalares, isoladas, vão garantir o nível máximo de bio contenção graças a um sofisticado sistema de renovação do ar para manter constantemente o ambiente a uma pressão negativa ou positiva de acordo com as necessidades de saúde, protegendo pacientes e profissionais de saúde. Existirão outras camas instaladas em áreas equipadas com um teto de fluxo laminar para renovação do ar e instalados em espaço aberto, de acordo com os conceitos de construção mais avançados.

Dentro da unidade de cuidados intensivos, será criada uma sala de urgência, devidamente protegida, para permitir o uso do intensificador de imagem, onde será possível realizar manobras invasivas, intervenções de rotina e procedimentos de diagnóstico, sem ter de transferir um paciente infetado para fora da unidade de cuidados intensivos e, assim, evitar contaminar outras áreas do hospital.

Será uma unidade de excelência em cuidados intensivos, construída com os mais altos padrões internacionais, capaz de responder às situações mais graves, agora e no futuro. Os quartos serão equipados com todos os instrumentos e equipamentos tecnológicos necessários, nas versões mais avançadas disponíveis no mercado.

Ao lado desta área protegida, todas as instalações adicionais (vestiários e casas de banho) serão também redefinidas para permitir a presença de mais de 80 profissionais entre médicos, enfermeiros e profissionais em formação.

"Decidimos enfrentar este importante desafio numa emergência tão dramática para os cidadãos da Lombardia - explica Marco Balducci - Diretor Geral da Ceetrus Itália. Quisemos dar um sinal e uma contribuição importante para a cidade onde temos a nossa sede, pois é um momento único para dar um significado concreto à nossa missão, que é construir locais que atendam às necessidades e exigências dos cidadãos. É precisamente graças à nossa experiência e competências internas, que conseguiremos concluir uma unidade de cuidados intensivos em tempo recorde, uma contribuição permanente para Milão, mesmo que de acordo com as previsões mais otimistas, como esperamos, o Coronavírus seja derrotado antes da conclusão do projeto”.

“Estamos muito gratos à Ceetrus por nos oferecer a possibilidade de melhorar e otimizar, em tão pouco tempo, a estrutura e o equipamento dos serviços hospitalares atualmente mais expostos - declara Alessandro Visconti, Diretor Geral da ASST Fatebenefratelli Sacco. Este projeto de extraordinária importância permitirá expandir a nossa unidade de cuidados intensivos e lidar com a emergência atual, graças a um pavilhão na vanguarda da tecnologia, capaz de enfrentar hoje e nos próximos anos todas as situações mais graves e, assim, promover o cuidado com a saúde de nossos concidadãos, graças a uma excelência única no panorama italiano”.

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terça-feira, 31 de março de 2020

Oli produz 20 mil suportes de viseiras por semana para doar a hospitais

A Oli dá o seu contributo industrial no combate nacional à pandemia da Covid-19, produzindo um suporte de viseira que auxiliará a proteção dos profissionais de saúde no tratamento dos doentes com o novo coronavírus. Na fábrica sediada em Aveiro, que se encontra a laborar 24 horas por dia e sete dias por semana, serão fabricadas 20 mil unidades por semana e 80 mil por mês. Este material de proteção individual será entregue, gratuitamente, aos hospitais do Norte, do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo a partir de 6 de abril.

Para o desenvolvimento deste projeto foi determinante as competências de engenharia da Oli Moldes, uma moderna unidade industrial que a Oli inaugurou há dois anos no seu complexo industrial, com o objetivo fabricar moldes complexos para as indústrias automóvel e hidro-sanitária de todo o mundo.

“A Oli foi desafiada pela empresa Erising e pelo INEGI para produzir, em condições e quantidades industriais, um suporte de viseira para entregar aos hospitais. Rapidamente, adaptámos para a tecnologia de injeção de plástico o design de um suporte da viseira individual de proteção, desenvolvido pelo projeto colaborativo humanitário Covid-19 que envolve ISEP, FEUP, INEGI e LAETA. Este modelo de viseira tem a particularidade de dispor de duas versões, com ou sem cobertura superior, consoante a sua utilização hospitalar, em combinação com outros equipamentos de proteção como cogulas e fatos. Este é um dos equipamentos de que os profissionais de saúde mais precisam para lutar contra a pandemia, por isso, aceitamos este desafio no primeiro momento”, explica o Presidente da Oli, António Oliveira.
“Se a procura o justificar, poderemos avançar com um novo molde com maior capacidade de produção. Pensamos ainda informar os nossos parceiros de Espanha e de Itália para a possibilidade de oferecermos estas viseiras para serem distribuídas nas unidades hospitalares das suas regiões”, acrescenta.

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Etex é a nova marca corporativa que agrega as soluções Euronit, Equitone e Cedral

Com o objetivo de se consolidar na oferta de soluções construtivas de maior rentabilidade e eficiência, o fabricante de materiais de construção belga Etex deu mais um passo no processo de integração das suas marcas Euronit, Equitone e Cedral sob uma marca corporativa única.

Com presença mundial, mais de 12.500 colaboradores e uma centena de fábricas em 42 países, o grupo Etex é a nova marca corporativa sob a qual vão operar as três marcas comerciais, especialistas nas soluções em fibrocimento mais inovadoras. Na sequência desta estratégia de integração, a Euronit, que antes operava em Portugal através de uma empresa participada, passa a atuar no mercado português de forma direta. O grupo Etex passa, assim, também em Portugal a disponibilizar diretamente as três marcas, em parceria com uma rede de distribuidores nacionais de materiais de construção.

“O grupo Etex quer entrar na nova década com uma marca corporativa consistente e sólida, algo que é vital para enfrentar um mercado global cada vez mais competitivo e atrair os melhores talentos”, comenta Vanessa Marcos, Diretora de Marketing para a Península Ibérica da Etex Valladolid (Euronit, Equitone e Cedral).

Esta estratégia tem também como objetivo conquistar ganhos com a economia de escala conseguida com a unificação corporativa, garantindo, ao mesmo tempo, que as diferentes marcas comerciais não perdem a sua força, e mantêm uma identidade sólida, a sua ampla tradição e implantação no mercado da construção.

“As nossas marcas comerciais são os primeiros pontos de contacto com os nossos clientes. É importante consolidá-las e estabelecer a sua ligação com a marca corporativa Etex para as tornar mais fortes. As equipas globais do grupo Etex irão certamente contribuir para reforçar a liderança das nossas marcas comerciais”, acrescenta a responsável.


A identidade desta empresa familiar de grande dimensão e de origem belga, fornecedora mundial de soluções para construção, permitirá agilizar processos e melhorar a eficiência na desafiante indústria de construção, contribuindo para fazer nascer espaços mais sustentáveis, seguros e
inteligentes.

Esta reestruturação, que abrange ainda a integração de sistemas informáticos, recursos e equipas de gestão, afetará também todas as empresas subsidiárias do grupo para maximizar os recursos.

“A nossa indústria enfrenta múltiplos desafios e oportunidades e este é o melhor momento para maximizar os nossos recursos, uma vez que o mundo vive alterações que vão exigir espaços cada vez mais sustentáveis para viver e trabalhar. Esta nova estruturação vai dar-nos o impulso de pertencer a um projeto muito maior”, termina.

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segunda-feira, 30 de março de 2020

Keller Williams lança Consultor Digital para superar o impacto do Covid-19 no mercado imobiliário

A Keller Williams, empresa global de formação e tecnologia especializada no ramo de Mediação Imobiliária, numa rápida reação ao impacto do Covid-19 no mercado imobiliário lança hoje o Consultor Digital. Uma abordagem estruturada apoiada em tecnologia, formação e marketing e que é potenciada pelos desenvolvimentos efetuados no mercado norte-americano durante os últimos 4 anos e que permite a proximidade digital dos Consultores Imobiliários com os seus clientes no mercado imobiliário português.

Para Nuno Ascensão e Eduardo Garcia e Costa, líderes da Keller Williams “o Consultor Digital é uma abordagem estruturada (apoiada em tecnologia, formação e marketing) que vamos proporcionar aos nossos Consultores e que lhes vai permitir que sejam os mais bem preparados do mercado neste contexto de distanciamento social, ou seja, vamos digitalizar os passos desde o primeiro contacto até ao fecho do negócio.

Neste momento, já é possível efetuar angariações, visitas e open houses virtuais e temos em curso um plano intenso de formação assim como uma abordagem de marketing diferenciadora. Somos uma empresa centrada nos Consultores logo nunca iríamos desenhar uma solução tecnológica que os substituísse nem os poderíamos deixar sozinhos a adaptarem-se a esta nova realidade. O Consultor Digital é a forma de manter o Consultor no centro da transação imobiliária. É o conceito vencedor no presente e futuro deste mercado”

“Durante as próximas semanas vamos ter um intenso programa de formação para formar os nossos mais de 1700 consultores e iremos progressivamente acrescentar mais serviços de proximidade digital” acrescentam os líderes da KW em Portugal.
O imperativo de distância social que vai afetar Portugal durante os próximos tempos veio acelerar a adoção de todo o modelo digital por parte da KW em Portugal que está a ser desenvolvido há mais de 4 anos nos Estados Unidos. A empresa, desde que foi decretado o estado de emergência, tem estado desde há duas semanas a testar protótipos de funcionamento virtuais para oferecer aos seus colaboradores novas ferramentas de trabalho.

Neste sentido, a Keller Williams em conjunto com os seus 26 Market Centers desenvolveram ferramentas para organizar angariações de imóveis não físicas assim como visitas e open houses virtuais aos imóveis.

Para os líderes da KW em Portugal, “as soluções tecnológicas são essenciais para maximizar a digitalização do serviço desde o primeiro contacto até à conclusão do negócio, bem como o intenso plano de formação às equipas de consultores e aos nossos Market Centers. Este é o caminho para os nossos Consultores regressarem à “normalidade” e poderem rapidamente atingir os mesmos níveis de produtividade que tinham antes da crise do COVID-19”.

Tudo isto é possível porque, a Keller Williams tem estado a preparar-se nos últimos quatro anos para basear o seu modelo de negócio numa plataforma essencialmente digital tendo vindo a desenvolver os conceitos de Consumidor Digital, Consultor Digital e Market Center Digital com um investimento global de mais de mil milhões de dólares no mundo inteiro.

“Apesar da crise do Covid-19, o mercado imobiliário não está parado, mas está “adormecido” por causa do imperativo do distanciamento social. Os clientes que pretendem comprar ou vender estão na expetativa sem saber o que fazer. Isto é consequência da perspetiva atual dos clientes de que o processo de compra e venda de casa requer um elevado número de contactos pessoais com todas as pessoas envolvidas no processo e, isso está a tornar-se um fator inibidor de atuação por parte destes.

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Vanguard Properties garante manutenção dos postos de trabalho e das regalias dos seus trabalhadores

A Vanguard Properties garante que irá manter todos os postos de trabalho em Portugal, bem como todas as regalias de que beneficiam os seus colaboradores. A empresa imobiliária do milionário francês Claude Berda, que é uma das que mais investe no setor imobiliário em Portugal, assume assim esta posição em plena pandemia do Covid-19 (coronavírus).

A Vanguard Properties tem neste momento várias obras em Portugal e afirma que todas as obras em curso têm assegurados os capitais necessários à sua prossecução e conclusão, sendo investimentos financeiramente sustentáveis. A Vanguard garante ainda que será mantida a política de pagamentos, nomeadamente fornecimentos contratados e demais obrigações contratuais.

Recorde-se que, entre outros projetos de relevo, a Vanguard Properties é a promotora das White Shell Beach Villas em Lagoa, no Algarve.

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sábado, 28 de março de 2020

Testemunho de duas engenheiras civis em tempo de Covid-19

Zoavam rumores de que a crise na construção estaria para breve. Nunca pensávamos que fosse JÁ. Enquanto tudo fecha e muitos ficam em casa, outros saem para que a curva aplane, sem mais baixas. Saem para que, quem fique em casa, volte um dia a sair também. São profissões essenciais a todos nós. Alimentos, medicamentos, limpeza. E a construção? Por que é que as obras não param? A resposta, sabemos todos. Economia. A construção é o sector que puxa a economia do país para cima e nos últimos tempos, deu as mãos ao turismo e cresciam juntos, felizes. Mas, e agora sem o turismo, vai sobreviver? Valerá a pena insistir e por em risco os trabalhadores nesta fase pandémica que enfrentamos?

É complicado ter uma resposta, porque não há, ninguém a tem, é tão invisível como este vírus.

Nas últimas duas semanas trabalhei em regime de teletrabalho. Voluntariamente devido a uma situação de contato direto com o meu marido. Felizmente, nós estamos bem, sem sintomas, assim como os colegas dele.

Mas infelizmente há quem não possa estar a trabalhar a partir de casa nesta nossa área, é o caso de uma amiga, Engenheira Civil, a qual dá o seu testemunho neste artigo. Para ela o medo está presente a cada minuto do seu dia. É um desgaste psicológico avassalador.

“Eu tenho sempre comigo uma garrafa de gel desinfetante, que uso constantemente. Mas também isso está difícil de encontrar. Falo longe das pessoas e tento não tocar em nada. Não tenho só um cliente, são vários. Tenho que visitar todos os dias, quatro obras a acontecer em simultâneo, quatro famílias diferentes. Eu tento não tocar em nada. Para tocar à campainha toco com o cotovelo. Levo uma caneta que só eu uso e desinfeto-a sempre. Antes e depois de usá-la.

É uma dor de cabeça. Acho que chego mais cansada agora com esta situação do que antes, porque tenho sempre aquela dúvida se, com quem estive, está doente. Apesar de não ter sintomas nunca se sabe, até pode estar infetado. É um stress. Mas é como tudo, se não trabalhas, não recebes.

Por um lado dou graças a Deus por ter trabalho e um ordenado mas por outro lado é tentar não ficar doente para não parar as obras, senão somos despedidos. Não há obra. Não há contrato.

A minha empresa faz subempreitada de obras públicas, por isso é complicado parar. Em questões de prevenção, todos os trabalhadores têm que usar luvas. Mas as máscaras já não há, por isso, temos feito artesanalmente com panos grossos. É difícil encontrar luvas, máscaras, está tudo esgotado. É muito complicado.

Conseguimos ter equipas de 2 ou 3 pessoas. Respeitam o trajeto casa-trabalho e vice-versa e pedimos que, caso não se sintam bem, fiquem em casa e nos avisem dos sintomas, para ficarmos atentos. Na obra, digo sempre para ficarem no espaço da intervenção e não deixarem que os moradores se aproximem deles. Há sempre um mais curioso que quer ver e saber e se isso já era desconfortável antes, agora então.

Aos proprietários perguntamos se está tudo bem com eles, se permitem fazer o trabalho e pedimos para não se aproximarem dos trabalhadores. Por exemplo, havia uma família que recusou o trabalho pois tinham um caso de risco em casa e pediram-nos para fazer o trabalho mais tarde, quando tudo isto passar. Basicamente é confiar nas pessoas e pensar que vai ser suficiente para a prevenção.

Até nem podemos ser infetados no trabalho, podemos ir ao supermercado e acontecer o contágio. Fui a uma superfície comercial de materiais de construção e estava cheio de pessoas, não havia limite de entrada.
É muito complicado. É tentarmos estar o mais protegido possível.”

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quinta-feira, 26 de março de 2020

A Cultura e a Economia em tempo de Covid-19 - O exemplo assinalável da DST

José Teixeira, presidente do conselho de administração do dstgroup, assina um comunicado onde aborda o estado da economia devido à pandemia do Covid-19 e onde explica como o dstgroup começou o a desenhar o seu plano para esta situação antes mesmo de haver infetados em Portugal. Atualmente tem já 364 trabalhadores em teletrabalho, garantindo assim que todos os que que podem cumprir a sua função dessa forma o fazem. Fica mais uma vez demonstrada a grande capacidade de reação rápida e adaptação do dstgroup, que assim deu cumprimento ao Decreto n.º2-A/2020 desde o momento da sua entrada em vigor, Decreto esse que torna o teletrabalho obrigatório para todas as funções de natureza técnica, comercial ou administrativa desempenhadas num escritório. Um exemplo assinalável de liderança num setor que no nosso país ainda tem muita resistência à evolução e inovação.

Mas este comunicado tem muitos outros pontos de interesse. Em março contratou já 49 trabalhadores, 3 no dia de hoje. Compromete-se ainda a não despedir ninguém nesta fase, nem mesmo os que estão à experiência, e assume o compromisso com os seus trabalhadores que quer chegar ao fim da batalha com todos eles. Mais ainda, o dstgroup vai assegurar os salários dos 14 trabalhadores da Companhia de Teatro de Braga nos próximos três meses. Recomendamos a leitura na íntegra deste comunicado que apresentamos de seguida.

"As frentes abertas pelo demónio, covid-19, que exigem responsabilidade dos empresários são inúmeras. O dstgroup entende que depende dos seus “soldados” e desde a primeira hora, ainda não existia ainda um único infetado em Portugal, elaborou o seu plano de contingência que tem sido permanentemente atualizado.

Não nos passaria pela cabeça que teríamos 364 trabalhadores em teletrabalho e, com a implementação de ferramentas de gestão, e a monotorização diária, numa espécie de Kaizen às 8,59 horas, conseguíssemos trabalhar.

Independentemente dos recursos colocados à nossa indústria pelo Governo da República e pela banca estamos em condições de garantir os salários dos nossos trabalhadores, os compromissos com fornecedores e parceiros sem exaurir o Estado.

Somos quase 1800 trabalhadores e, com o tal demónio a espernear em fevereiro, admitimos 66 trabalhadores e no presente mês de março, até hoje, 49 novos trabalhadores. Hoje aprovamos a admissão de mais três trabalhadores.

Não, não despedimos ninguém, nem os que estão à experiência serão dispensados a não ser por razões de desfasamento com a nossa psique e de mau desempenho. Até hoje isso ainda não aconteceu a nenhum.

Neste tempo devastador e imprevisível que atravessamos, assumimos um compromisso com os nossos trabalhadores: queremos chegar ao final da batalha com todos os “soldados” de pé. Como lhes escrevemos: se cairmos, e Deus nos ajude para que isso não aconteça, cairemos todos.

Se neste tsunami perderemos dinheiro? Sim perderemos uma parte, mas ficaremos com a restante parte e outra, a principal, aumentada: a confiança dos nossos trabalhadores, dos nossos fornecedores e dos nossos parceiros e isso é valor que não tem preço e nos permitirá surfar as ondas do futuro.

Com isto resolvido precisávamos de dar mais um sinal à Economia.

Nada resistirá, com todos os esforços levados ao seu limite, com todos os recursos utilizados, sem cultura e sem os profissionais da cultura, sem aqueles que, com a sua produção artística, nos permitem ser mais competitivos.

Um país sem cultura não sobrevive.

Assim, e não podendo acorrer a tudo, independentemente de outros apoios sociais do grupo, em curso, decidimos assegurar os salários dos 14 trabalhadores da Companhia de Teatro de Braga nos próximos três meses, fora do subsídio plurianual e apoio que lhe atribuímos há quase 40 anos.

Tornamos público este comunicado na esperança que outros encontrem uma entidade de produção de cultura para apoiar neste momento, para todos desesperado, mas muito mais desesperado para os que vão perder o que não têm.

Pela nossa salvação coletiva: apoiem a cultura."

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quarta-feira, 25 de março de 2020

O teletrabalho é obrigatório por lei? Sim... E a lei não deixa margem para dúvidas.

O teletrabalho é neste momento obrigatório por lei em todas as funções no qual seja aplicável, e a lei não deixa espaço a dúvidas nem a interpretações diferentes. Porque estamos a escrever isto? Porque temos sido contatados por várias pessoas com esta dúvida que trabalham em empresas de construção. Segundo algumas pessoas os seus patrões afirmam que a decisão do teletrabalho compete à entidade empregadora, o que não é verdade. Outro argumento usado é que o teletrabalho não se aplica a empresas de construção, o que também não é verdade. Vamos por partes.

Na sequência de ter sido decretado o estado de emergência em Portugal devido à pandemia do Covid-19 (coronavírus), o governo publicou o Decreto n.º 2-A/2020 que estabelece várias para o período do estado de emergência desde a meia-noite do dia 20 de março.

O QUE DIZ A LEI SOBRE O TELETRABALHO?

O artigo 6.º diz o seguinte: "É obrigatória a adoção do regime de teletrabalho, independentemente do vínculo laboral, sempre que as funções em causa o permitam."

É assim claro que a decisão de um trabalhador ficar ou não em teletrabalho não compete à entidade empregadora, mas apenas depende se as funções em causa o permitem ou não, e no caso de permitir então o teletrabalho é obrigatório (sem 'ses' nem 'mas').

O argumento que o teletrabalho não se aplica às empresas de construção também não colhe. Claro que as funções de produção (nomeadamente obra e outras de natureza semelhante) não se enquadram nas funções que permitem teletrabalho. Mas todos aqueles cuja função é desempenhada em escritório, seja de natureza técnica, comercial ou administrativa, enquadram-se sem qualquer dúvida e como tal o teletrabalho é obrigatório. Ou seja, não é por uma parte da empresa não se enquadrar que isso deixa de obrigar todos os outros que o podem fazer a ficarem em teletrabalho.

Por vezes as leis são compostas por artigos dúbios, mas este não é o caso, o artigo referente ao teletrabalho é explícito e não deixa qualquer margem para dúvidas. Até o sistema rotativo que algumas empresas estão a adotar é ilegal. Esse sistema consiste em ter metade dos trabalhadores em teletrabalho, enquanto a outra metade está a trabalhar no escritório, e de 14 em 14 dias alternar. Até à meia-noite do dia 20 de março era legal usar o sistema rotativo, a partir da publicação do Decreto n.º 2-A/2020 deixou de ser. Todos os trabalhadores cujas funções se enquadrem no teletrabalho, têm que estar nesse regime. Todos, sem excepções nem rotatividades.

É CRIME UMA EMPRESA OBRIGAR UM TRABALHADOR A IR PARA O ESCRITÓRIO QUANDO A SUA FUNÇÃO PERMITE O TELETRABALHO?

Sim, é crime. Antes de mais é crime de desobediência, o que pode levar a uma pena de prisão até 1 ano ou a multas. É especialmente grave numa altura destas em que está em causa a saúde pública praticar um crime de desobediência, e é expectável que o estado tenha a mão pesada para quem incorra nesse tipo de crimes.

Não só a empresa se sujeita a ser penalizada por isso, como também os responsáveis pela situação, nomeadamente quem dá a ordem para os trabalhadores irem para o escritório trabalhar, quando na realidade podem desempenhar a sua função em teletrabalho.

Numa altura em que a saúde pública tem que ser a principal preocupação, é recomendável que todas as violações da lei que se enquadrem no crime de desobediência sejam denunciadas às entidades competentes para que não se ponha em risco o esforço (e saúde) de muitos pela ganância de alguns.

Para finalizar sublinha-se que o teletrabalho não põe em risco a sobrevivência das empresas. Pelo contrário, nesta altura até garante que o funcionamento da empresa não é interrompido por os seus trabalhadores serem infetados com o Covid-19 (e mesmo que um seja através da sua família, não irá contaminar os outros colegas), situação que no escritório tem, obviamente, probabilidade de acontecer.

Recomendamos também a leitura dos outros artigos que publicamos relacionados com a situação do Covid-19:

- As empresas de construção estão preparadas para o Covid-19?

- Quantas vidas vale a sua empresa?

- Impacte ambiental do Covid-19

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domingo, 22 de março de 2020

Quantas vidas vale a sua empresa?

Quantas vidas vale a sua empresa? é o título de uma carta aberta que Eugénio Santos, dono e CEO da Colunex, publicou no Jornal de Negócios e da qual recomendamos a sua leitura. O líder da Colunex, que emprega 140 pessoas, deixa nesta carta uma mensagem forte: “os empresários e as empresas têm de ter uma atitude urgente e que ponha a sobrevivência das pessoas à frente das questões materiais". De seguida deixamos algumas passagens desta carta que deve ler na íntegra no artigo do Jornal de Negócios.

"O momento atual é extremamente sério. Não é preciso ser muito inteligente para perceber o que se passa e o que nos espera em termos de mortalidade e destruição de valor. (...) A verdade é que, o crescimento exponencial desta pandemia é muito por força de uma perfeita irresponsabilidade coletiva. (...) Felizmente, estão a existir alguns governantes e autarcas, institutos e serviços públicos, que sabem desempenhar a sua função, dirigindo e agindo rápida e assertivamente, sem medo e com determinação. Esses são os que estão a fazer a diferença! Quem são uns, quem são outros? Qualquer português o consegue perceber. (...)

Este não é um momento para que os empresários e as empresas coloquem, como prioridade principal, as quebras de produtividade, as quebras de rentabilidade, as perdas de eficiência, as perdas competitividade ou mesmo, no extremo, a sobrevivência empresarial! É um momento para pensar na sobrevivência das pessoas. Depois… ser líder e liderar é ter a capacidade de parar, refletir e reorganizarmo-nos para tratarmos do que é material.

Felizmente, muitos empresários e empresas já assumiram o seu papel e agiram. Uns micro, uns pequenos, uns médios, uns grandes e mesmo uns gigantes, cada um ao seu nível percebeu o quão importante é o valor humano. Infelizmente, ainda milhares de empresários e empresas continuam a laborar - umas produtivas, outras comerciais -, colocando em risco os seus colaboradores, as famílias e, enfim, a sociedade como um todo. Não falo, claro, de todas aquelas empresas e instituições que continuam a laborar porque são fundamentais para garantir os serviços imprescindíveis de abastecimento alimentar, de equipamentos, segurança e saúde. (...)

Para as empresas e empresários que, infelizmente, não têm capacidade ética para, genuinamente, perceber isto e agirem conforme deveriam, por favor, sejam novamente egoístas e, quanto mais não seja, pensem que, no futuro, vão precisar das pessoas que convosco trabalham e de uma sociedade capaz e saudável. (...)

Caso insistam em permanecer egoisticamente no ato de colocarem em risco as vossas pessoas, lamento! Sinceramente, lamento e espero que tenham equipas capazes de vos mostrar o que significa a dignidade humana e abandonem eles mesmos os respetivos postos de trabalho. (...)

É nestas alturas que sermos pessoas, empresários e empresas com valores éticos, marca a diferença. (...)

Os próximos tempos vão ser muito duros. Duros em termos de perdas de vidas humanas, duros pelas pessoas que vierem a ficar com problemas de saúde para o resto da vida, duros pelos tempos dramáticos que as economias vão viver.

Para as empresas e para as pessoas, financeiramente vai ser complicado? Claro que sim! Vai ser mau, muito mau, mas tenho a certeza de que com arte, engenho, empenho de todos e seriedade das lideranças, teremos enquanto sociedade capacidade para sobreviver e sairmos mais maduros e preparados para voltarmos a vencer.

Nos últimos dias, a prioridade foi que cada um dos nossos colaboradores estivesse em casa resguardado o mais depressa possível. (...)

Os meus parabéns a todos as empresas, instituições e pessoas que têm agido com firmeza e sem medo, colocando o interesse coletivo à frente do bem-estar material.

Para todos os outros, por favor, parem e perguntem a vocês mesmos: Quantas vidas vale a sua empresa?"


Para finalizar recomendamos mais uma vez a leitura na íntegra desta carta publicada no Jornal de Negócios.

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