sexta-feira, 26 de maio de 2017

Consórcio da Mota-Engil ganha obra de 430 milhões de euros na Colômbia

O consórcio Alternativas Viales, participado em 25% pela Mota-Engil Engenharia e Construção, na Colômbia, venceu a concessão de cerca de 256 quilómetros de estradas com portagem, num investimento total de 430 milhões euros, segundo o comunicado da Mota-Engil à CMVM. Recorde-se que a aposta nos países latino-americanos não é de agora, e que em 2014 a Mota-Engil conquistou contratos de 520 milhões de euros no México e na Colômbia.

Nesse comunicado a Mota-Engil informa que a concessão abrange o financiamento, construção, reabilitação, melhoramento, operação e manutenção dos corredores viários Ibagué-Mariquita-Honda e Cambao-Armero-Líbano-Murillo-La Esperanza-Manizales, com cerca de 256 quilómetros, correspondentes a cinco troços de estradas com portagem.

A construção destas estradas tem um prazo de 4 anos, e a concessão das mesmas uma duração de 30 anos, num investimento total de 430 milhões de euros. No contrato está incluída a construção e a manutenção das estradas.
O consórcio Alternativas Viales é constituído por mais quatro empresas locais, nomeadamente Gaico Ingenieros Constructores S.A.S., ICEIN Ingenieros Constructores S.A.S. e ALCA Ingeniería S.A.S/Fortress S.A.S.

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Oli melhora desempenho da gama Azor

A Oli, especialista em soluções de banho sustentáveis, melhorou a solução “Azor”, que permite reduzir o consumo de água nos autoclismos até 300 litros mensais, tornando-a mais silenciosa e eficiente. Cinco anos após o lançamento desta gama de torneiras de bóia, já exportada para 70 mercados internacionais, o Gabinete de Investigação e Desenvolvimento da Oli, em Aveiro, estudou novas possibilidades de melhoria, ao longo dos últimos seis meses.

O resultado é uma solução mais silenciosa e com um maior caudal de funcionamento que permite encher o tanque do autoclismo até 10 segundos mais rápido. Com a introdução de uma nova membrana interior, a “Azor” obtém também uma performance hidráulica superior, assim como uma versatilidade maior nas regulações da gestão de água. Paralelamente, a incorporação de uma nova geometria interna aumenta a sua eficácia com a utilização de águas impuras.

As torneiras de bóia “Azor” podem ser incorporadas em qualquer autoclismo, assegurando de imediato a redução do consumo de água. Trata-se de um equipamento de dimensões reduzidas, de fácil instalação e manutenção, com sistema de fecho contra pressão e sem necessidade de desligar à rede.

Esta inovação resulta do compromisso da Oli com a sustentabilidade hídrica e a preservação do ambiente, assim como o conforto e a segurança nos espaços de banho.

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Gabriel Couto finaliza projeto emblemático na Suazilândia

A Gabriel Couto concluiu a empreitada de melhoramento das infraestruturas viárias na região entre Siphofaneni, Big Bend e St. Phillips, num investimento superior a 17 milhões de euros. O reino da Suazilândia ficou em festa no dia da inauguração destas infraestruturas que serão de enorme importância económica para a população. A presidir às festividades esteve o Rei Mswati III e o embaixador da União Europeia, Nicola Bellomo.

Esta empreitada deixou os responsáveis da Gabriel Couto, os do Governo da Suazilândia e a União Europeia, enquanto investidor, realizada, não só pela obra executada, mas também pela conclusão dos trabalhos rodoviários em tempo útil, tal como ficara protocolado. Reabilitar 12,5 quilómetros de uma antiga estrada em terra «natural gravel surfacing», elevando-a para os níveis de qualidade atualmente exigidos a uma infraestrutura rodoviária deste tipo, e executar duas novas pontes - a ponte de Mhlathuzane e a ponte de Siphofaneni - foi uma empreitada exigente, mas concretizada com êxito pela construtora portuguesa.
A Suazilândia que tem na cana-de-açúcar um dos seus principais pilares da economia, sendo mesmo o quarto maior exportador de açúcar para a União Europeia, conseguiu, através de acordos bilaterais com a UE, o financiamento para se proceder a estes melhoramentos infraestruturais, agora concluídos, de forma a maximizar a produção e em simultâneo reduzir os seus custos.

A melhoria da rede viária de transportes neste montanhoso país da África austral, com cerca de um milhão de habitantes e com uma área de 17.000 km2, foi uma das prioridades para Bruxelas. Pretendeu-se, desta forma, apoiar os pequenos produtores, permitindo escoar mais facilmente a cana-de-açúcar para as fábricas mais próximas, o que irá viabilizar o aumento da quantidade cultivada, bem como a diminuição do respetivo custo de produção.

Esta empreitada, financiada a 100% pela UE, teve como entidade contratante o Governo da Suazilândia, através do seu Ministério da Economia, Planeamento e Desenvolvimento, que também chamou a si a responsabilidade da autoria da obra.

Com um valor de contrato superior a 17 milhões de euros e com um prazo de execução contratual de 18 meses, a obra, situada numa das zonas mais pobres da Suazilândia, constitui uma evolução para as populações locais. Esta empreitada, considerada basilar para toda a região, encurtou distâncias ao desenvolver-se ao longo de 1,1 km da MR14 sobre o rio Lusutfu, derivando de seguida para a D50, ao longo de 11,3 km.

Os trabalhos rodoviários desenvolvidos numa rede viária precária e em terra compreenderam o restabelecimento de serviços afetados, a desmatação e a decapagem, a construção e a manutenção de desvios de trânsito, a terraplenagem e a pavimentação, a drenagem profunda e superficial, a vedação, a hidro sementeira, a sinalização horizontal e vertical e as guardas de segurança.
Já no que concerne aos trabalhos executados na construção das pontes, as exigências foram muito diversas. A ponte de Mhlathuzane é uma obra de arte corrente, com quatro vãos e extensão total de 80 metros, com um tabuleiro constituído por vigas pré-fabricadas em “T” invertido, justapostas e que se ligam a uma laje superior colaborante, betonada “in situ”, enquanto a ponte Siphofaneni foi executada por processos construtivos tradicionais até ao tabuleiro. A parte peculiar e claramente distintiva nesta obra de arte especial esteve na construção do tabuleiro e foi, para o efeito, utilizado o designado “Sistema de Lançamento Incremental do Tabuleiro”, um processo que suscitou o interesse de diversas entidades públicas e privadas locais, uma vez que nunca tinha sido utilizado na Suazilândia. Este método consistiu, resumidamente, em construir junto a um dos encontros uma zona de betonagem do tabuleiro por segmentos (neste caso de 30 metros cada), que foram sendo sequencialmente puxados dessa posição inicial, passando sobre os pilares, até atingirem a sua posição definitiva.

«A Gabriel Couto honra-se, mais uma vez, de ter cumprido na Suazilândia os objetivos estabelecidos, graças ao empenho de todos os colaboradores nesta empreitada, em particular aos expatriados, que assim contribuíram com o seu esforço diário para o sucesso deste projeto e a promoção da boa imagem e da capacidade empreendedora da construtora no mundo», observa Carlos Couto, o CEO da empresa.

Desta forma, a Gabriel Couto vê, com esta empreitada, o seu portfólio de obras internacionais reforçado nesta área de projetos de infraestruturas, afirmando-se hoje como uma das maiores empresas portuguesas do sector da Construção Civil a nível Nacional e Internacional, e constando do ranking mundial das maiores empresas de construção, refletindo o desempenho e a avaliação contínua nos últimos 12 meses, segundo os conceituados analistas internacionais dos britânicos da Plimsoll World.

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A importância da fotossíntese artificial na produção de energia

Uma equipa de pesquisadores liderada pelo professor de química da University of Central Florida, Fernando Uribe-Romo, encontrou uma maneira eficiente de desencadear o processo de fotossíntese em um material sintético chamado estruturas metal-orgânicas (MOF), que possui a função de quebrar o dióxido de carbono em materiais orgânicos inofensivos, ou seja, transforma gases do efeito estufa em ar limpo e energia.

O processo de fotossíntese artificial é semelhante ao das plantas, mas invés de produzir o alimento necessário produz combustível solar através do método Uribe-Romo. Há anos os cientistas de todo o mundo vem tentando encontrar uma maneira de a luz visível desencadear a transformação química. Raios ultravioletas têm energia suficiente para permitir a reação em materiais comuns como é o caso do dióxido de titânio, porém os UVs representam apenas cerca de 4% da luz que a Terra recebe do sol, enquanto que a faixa visível representa a maioria dos raios solares.

Pesquisadores têm testado uma série de materiais a fim de descobrir quais possuem a capacidade de absorver a luz visível, uma vez que, a maioria deles são raros e onerosos, tais como a platina, o rênio e o irídio. O processo Uribe-Romo utilizou o titânio, que é um material comum e não tóxico e adicionou moléculas orgânicas que agem como antenas na coleta da luz. As moléculas que colhem a luz são chamadas de N-alquil-aminotereftalatos e são projetas para absorver cores específicas de luz quando incorporadas ao MOF, que no caso desta pesquisa coletou a cor azul.
A equipa de Fernando Uribe-Romo montou um fotoreator LED de cor azul para testar o processo, onde quantidades medidas de dióxido de carbono foram lentamente alimentadas pelo fotoreator, um cilindro azul de incandescência para saber qual seria a reação. A luz azul brilhante veio por meio das tiras de luzes LED dentro da câmara do cilindro e imitaram o comprimento de onda azul do sol, ou seja, o experimento funcionou fazendo com que a reação química transformasse o CO2 em dois tipos de combustível solar, o formiato e a formanidas, que ajudam na limpeza do ar.

Segundo Fernando Uribe-Romo, o objetivo é continuar aperfeiçoando este processo para criar maiores quantidades de carbono reduzido, a fim de ser mais eficiente, e verificar se os outros comprimentos de onda da luz visível podem desencadear a reação com ajustes no material sintético. Caso funcione, o processo poderá ajudar a reduzir os gases de efeito estufa de maneira mais significativa.

Esta nova tecnologia no futuro próximo poderá ser acoplada as telhas residenciais, onde ajudará a limpar o ar enquanto produz energia. Outra possibilidade seria a montagem de estações próximas as usinas de energia, onde capturariam grandes quantidades de CO2 que passariam pelo processo, reciclando os gases do efeito estufa ao mesmo tempo em que estiverem produzindo energia limpa em grande quantidade.

Que o futuro esteja mais perto do que imaginamos, pois há uma necessidade infinita de novas formas de produção de energia limpa, melhor ainda quando o processo auxilia na limpeza do ar, que anda saturado por gases tóxicos. Na construção civil a aplicação deste processo será ideal, pois colaborará muito na infra-estrutura das cidades.

Sua equipa montou um fotorreactor LED azul para testar a hipótese. As quantidades medidas de dióxido de carbono foram alimentadas lentamente no photoreactor - um cilindro azul de incandescência que olhe como uma cama tanning - para ver se a reação ocorreria. A luz azul brilhante veio de tiras de luzes LED dentro da câmara do cilindro e imitar o comprimento de onda azul do sol.

Funcionou e a reação química transformou o CO2 em duas formas reduzidas de carbono, formiato e formamidas (dois tipos de combustível solar) e no processo de limpeza do ar.

"O objetivo é continuar a aperfeiçoar a abordagem para que possamos criar maiores quantidades de carbono reduzido para que seja mais eficiente", disse Uribe-Romo.

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Artigo escrito por Marisa Fonseca Diniz.

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

"Trabalha-se muito em Portugal mas trabalha-se mal por culpa da gestão, não dos trabalhadores"

"Trabalha-se muito em Portugal mas trabalha-se mal por culpa da gestão, não dos trabalhadores", afirmou António Costa, representante do Instituto Kaisen, no Jornal 2 da RTP, em comentário ao Barómetro Kaizen de Recursos Humanos. No que diz respeito à necessidade de horas extra 42% das mesmas acontecem por falta de organização das empresas, o que remete para a questão da culpa ser da gestão, tal como afirmado por António Costa. 24% das horas extras acontecem por as empresas terem uma dimensão inadequada às suas necessidades e apenas 6% acontecem por excesso de encomendas de última hora.

Na entrevista ao Jornal 2 António Costa vai mais longe e afirma-se crítico da organização do trabalho e da qualidade da gestão na maioria das empresas portuguesas, situações que "levam a que no nosso país a produtividade seja efectivamente baixa".

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Grupo dst constrói edifício em Loulé para a Leroy Merlin

O grupo dst está a construir o edifício comercial da insígnia Leroy Merlin, uma empreitada inserida no complexo comercial que está a ser construído em Loulé, o maior da região algarvia. A obra deverá estar concluída em outubro do corrente ano, assumindo-se como mais uma importante alavanca para a economia local.

Com uma área de implantação de 9.830 metros quadrados, o edifício comercial que vai albergar a Leroy Merlin é constituído por dois níveis de parque de estacionamento, armazém e área de vendas, sendo que no interior serão ainda construídos dois mezaninos para áreas técnicas e sociais. Uma das complexidades técnicas desta obra prende-se com o facto de ser necessário um volume de escavação superior a 50 mil metros cúbicos em terreno rochoso. No exterior serão efetuados trabalhos de enquadramento paisagístico e viários, para ligação às infraestruturas existentes. Esta obra apresenta um valor de negócio superior a 6,8 milhões de euros.
Para José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do grupo dst, esta empreitada “vem confirmar a confiança que as grandes insígnias depositam no trabalho que efetuamos, mesmo em obras de grande complexidade técnica”, frisando ainda que “é para nós motivo de orgulho estarmos a participar num projeto essencial para a economia local, designadamente no que concerne à criação de emprego”.
A loja Leroy Merlin de Loulé representa para a marca uma continuidade da sua estratégia de expansão, oferecendo uma gama alargada de produtos e serviços que pretendem trazer inúmeras soluções para a casa dos habitantes, reforçando a sua oferta na região do Algarve. Desde o grande projeto, passando pela renovação e manutenção, até às pequenas melhorias da casa, desde as soluções mais técnicas às mais decorativas. Em Portugal a Marca conta, atualmente, com 11 lojas de norte a sul do país, a que se irá agora juntar o espaço em construção na cidade de Loulé.

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A água e a construção

Sabemos que a água e a construção coexistem. A construção é realizada para ter um período de vida útil de, pelo menos 50 anos (nomeadamente as estruturas em betão). E que a água sempre passa, onde encontrar qualquer abertura, por mínima que seja, passa.

Além de não nos podermos esquecer que a construção também tem água na sua constituição.

Por isso dado que a nossa construção tem sempre contacto com a água, se existir qualquer anomalia, esta vai aumentar e deixar a água passar. Além de que grande parte dos problemas que existem nas construções, estão relacionados com a água. Seja por infiltração, percolação, condensação, esta manifesta-se de diversas formas.

Um grande número das anomalias que tenho visto na construção está relacionado com a água. E quanto mais tempo passa mais a degradação aumenta, mais os efeitos da sua passagem são maiores e mais difícil é a reparação. Mas o problema será mesmo a água ou do projeto e/ou execução não ter sido feita tendo em conta que ela existe?
Existem tantas obras em que o contacto com a água é direto e não aparecem problemas… Por isso será importante a impermeabilização e garantir condições de escoamento adequadas para a água. Mas pode ser feito ainda mais.

Podemos e devemos efetuar construções “amigas” da água. Como?

Além de deixar passar nas condições adequadas podemos mesmo potenciar a sua utilização. Sim, porque se estivermos a falar de água da chuva, que em Portugal ainda não se paga (ao contrário do que acontece noutros países da Europa), podemos aproveitá-la para diversos usos.

Se ainda for em projeto, considerar por exemplo a sua utilização nas sanitas, ou em máquinas de lavar a roupa. Se já estiver construído podemos prever a sua acumulação para usos não potáveis, como por exemplo, rega e lavagens. Mas existem muitas outras opções, o importante é usar!

Por isso vejamos a água como um “aliado” da construção e não como um problema.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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II Seminário sobre Revitalização Urbana – Reforço Sísmico nos Edifícios

A Ordem dos Engenheiros Técnicos, em parceria com o Instituto Politécnico de Tomar e a Direção do Convento de Cristo realizam a 2ª edição de Seminários sobre Revitalização Urbana com o tema “ Reforço sísmico nos edifícios”. Este seminário terá lugar em Tomar, nas instalações do Instituto Politécnico de Tomar e no Convento de Cristo, no próximo dia 23 de maio e tem como objetivo criar um sistema interativo, eficaz e sustentado, envolvendo diversas entidades e personalidades de relevância nas áreas em discussão. O programa tem como subtemas “O risco sísmico em Portugal”, “A importância e os métodos da reabilitação sísmica”, “Os edifícios públicos e a vulnerabilidade aos sismos” e em Mesa Redonda será debatido “O risco sísmico e a situação atual em Portugal”.

Numa entrevista à RTP, o professor doutor Mário Lopes, investigador no Instituto Superior Técnico (IST), especialista em engenharia sísmica e um dos oradores esperados neste seminário, afirma que passou 14 anos confrontando os políticos com a necessidade de se implementar novas medidas ao nível da construção sísmica e alterar a legislação a esse nível mas foi um esforço infrutuoso, a maior parte das vezes os projetos nem sequer chegavam às entidades superiores ou não chegavam a ser aplicados.

A lei 32/2012 diz que numa obra de reabilitação urbana não é preciso respeitar a legislação posterior à construção original, ou seja, para qualquer edifício cuja construção original seja anterior a 1958, como a legislação tinha grau zero de exigência de proteção sísmica, pode continuar a ser zero. Em 1988, a Comissão Europeia desenvolveu regulamentos a aplicar na Europa, entre os quais, o regulamento da atividade sísmica adotado em Portugal. Até hoje, o regulamento continua em vigor, contrariamente à Grécia e à Itália que procederam a sua atualização.
Sem regulamentos atualizados, sem fiscalização da construção “faz com que só trabalhe bem quem tem consciência e competência para o fazer. Se não tem pode aldrabar o projeto que não há consequências nenhumas até vir o sismo. A consequência é que nós temos de tudo: construções boas de primeiro mundo e, ao lado, pode ter um edifício igual, mas que é um baralho de cartas que se desfaz com o primeiro abanão.”

Não havendo grandes desenvolvimentos na luta do Dr. Mário Lopes, este optou por tomar uma atitude passiva, partilhando o seu conhecimento aos seus alunos, em palestras e em projetos de investigação com o intuito de que haja uma mudança no futuro.

Desta atitude nasceu o projeto Knowrisk que se trata de um programa financiado pela União Europeia e que tem como objetivo principal difundir informação para os cidadãos sobre as matérias relacionadas com os sismos. Será criado um portefólio e um guia de procedimentos com um conjunto de instruções para ajudar as pessoas a identificar os riscos e algumas medidas simples e baratas para reduzir esses riscos, pois basta um sismo mediano para que, mesmo numa boa construção, os perigos relacionados com o recheio dos edifícios, possam causar não só danos económicos como também danos humanos.

O professor do IST, deixa o alerta dizendo que “As últimas grandes catástrofes têm estado afastadas daqui. Mas temos a certeza absoluta que a sorte não dura para sempre.”

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Artigo escrito por Catarina Vicente.

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Garcia, Garcia cresceu 95% em 2016

Mais de 43,8 milhões de euros (M€) de volume de negócios em 2016 garantiram à Garcia, Garcia o melhor ano de sempre em termos de faturação. A construtora nacional, especializada no design and build de edifícios industriais e logísticos, considerada a melhor do ano pelos Prémios Construir 2016, registou um crescimento de 95% face a 2015. Uma tendência que a empresa, gerida pela quarta geração da família Garcia, tem conhecido desde 2010, em contraciclo com um setor que, na última década, sofreu quebras sucessivas.

Com o aumento na carteira de encomendas, sobretudo de projetos internacionais em Portugal como a Eurocast, Eurostyle Systems, WEG, Uchyiama ou Wieland Thermal Solutions, a construtora fechou o ano com resultados extraordinários.

“2015 foi um ano de consolidação e de preparação para o futuro. Trabalhamos projectos para os anos seguintes, potenciámos a nossa eficiência operacional e reforçamos a nossa capacidade de resposta. Como resultado desse processo, 2016 arrancou de forma extraordinária e acabou por ser o melhor ano de sempre para a Garcia, Garcia”, afirma Carlos Garcia, administrador da empresa.


Para além do crescimento evidenciado, “a empresa foi mais uma vez capaz de apresentar resultados operacionais sustentados, mantendo o forte investimento no seu capital humano, práticas e modelos de trabalho.”, acrescenta.

A comprovada especialização na área industrial e logística garantiu à Garcia, Garcia o reconhecimento como parceiro seguro por parte de empresas nacionais e internacionais que investem em Portugal. “Desenvolvemos importantes projetos, captámos novos clientes, nacionais e internacionais e reforçámos parcerias com clientes de longa data”, recorda o administrador da empresa.

Apesar do setor da construção industrial e logística continuar a ser o mais representativo, o que se encontra alinhado com o Core Business da Garcia, destaca-se em 2016 a reabilitação do edifício que, em pleno Centro Histórico do Porto (rua Sá da Bandeira), acolhe a primeira loja da icónica Leica na Península Ibérica, assim como alguns importantes projetos imobiliários.

“O nosso Core Business vai continuar a ser o nosso motor, não obstante, ser nossa convicção que podemos reforçar o peso de outras áreas, como a reabilitação urbana e a construção residencial, nas quais acreditamos existir um forte potencial para explorar.”, refere Carlos Garcia.

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Financiamento à manutenção em edifícios públicos

Nos últimos anos tenho tido a oportunidade de visitar ou conhecer responsáveis de diversas edifícios (e instalações) públicos. São numa grande maioria instalações que foram construídas nos últimos 20 anos. E o que aconteceu daí para cá em termos de manutenção? Muito pouco… Se falarmos de edifícios que tenham no seu funcionamento equipamentos, os mesmos ainda são mantidos, mas o resto… Não.

Aliás, o que tenho verificado é que nem existem Plano de Manutenção Preventiva (ou mesmo geral). As instalações são mantidas apenas com as garantias funcionais para os equipamentos.

Atualmente em termos de financiamento, o enquadramento geral que existe é para a Reabilitação. De uma pesquisa rápida à presente data no site das candidaturas abertas, neste âmbito, no Portugal 2020 temos:

- Investimentos no património cultural;
- Reabilitação nos bairros sociais (eficiência energética);
- Reabilitação urbana.

Sendo o primeiro muito especifico o tipo de edifício que pode concorrer, fica condicionado. No segundo, tenho curiosidade de saber o volume de candidaturas que vão ser efetuadas. Normalmente neste tipo de candidatura para a eficiência energética existe logo a necessidade de ter certificado energético. A questão que coloco é a capacidade de efetuar este investimento inicial em Bairros Sociais. Por fim a reabilitação urbana.

No meu ponto de vista, tenho muita pena termos que chegar a uma intervenção com vista à reabilitação. Se for um edifício que não se encontra ocupado, ótimo, mas deve existir um número significativo de edifícios que não tiveram manutenção nos últimos anos e estando a ser utilizados, a sua degradação já é considerável, e por isso se enquadram no âmbito da reabilitação.
Fotografias tiradas pela autora em edifícios em funcionamento

Será que para o país (e para a Europa que financia) se existisse um apoio para os edifícios púbicos terem possibilidade de efetuar a sua manutenção, os custos não seriam menores? Não seria melhor termos edifícios públicos que durante a sua vida útil mantivessem as suas características para as funcionalidades previstas? E sim, se existisse a necessidade de melhorar as suas características, como o caso da eficiência energética, pudesse existir também financiamento.

Assim gostava de efetuar um desafio, para existir um financiamento específico para este tipo de intervenção. Será que poderá existir um reajuste das áreas de financiamento e possibilitar que os edifícios públicos tenham capacidade para se manter? Pelos menos que seja efetuado um levantamento das necessidades de manutenção de edifícios (e instalações) públicas para se potenciar um financiamento num próximo quadro comunitário de apoio.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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