terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O que aconteceu na bancada do estádio do Estoril?

Esta é a pergunta que muita gente tem feito nas últimas horas e aparentemente ainda não há resposta para a mesma. O mais surpreendente é que a bancada norte do Estádio António Coimbra da Mota, o estádio do Estoril, foi inaugurada em Setembro de 2014, ou seja, há pouco mais de 3 anos.

O que se sabe, segundo o Observador, é que a bancada norte do António Coimbra da Mota foi uma obra da Farcimar, Soluções em Pré-Fabricados de Betão S.A., com sede na Zona Industrial de Farrapa, em Arouca, sendo inaugurada em setembro de 2014 com o objetivo de cumprir os requisitos obrigatórios para a realização de encontros europeus. Ou seja, e apesar de já ter indícios de algum desgaste, como alguns espetadores testemunharam, é muito recente, pelo que se estranhou as visíveis fissuras nas paredes e no chão.

Veja de seguida as diversas imagens do problema estrutural no Estádio António Coimbra da Mota e deixe-nos a sua opinião sobre o que terá acontecido.

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Eclusa na Barragem das Três Gargantas

“Eclusa” é uma obra de engenharia hidráulica que permite que as embarcações subam ou desçam os rios ou os mares onde há desníveis, tais como, barragens, quedas de água, etc.

Não sendo uma Eclusa no sentido tradicional, a China construiu o maior elevador do mundo, na também maior hidroelétrica do mundo, a Barragem das Três Gargantas, para vencer a diferença de altura nas águas da barragem, entre montante e jusante, permitindo a navegação.

O percurso, que demoraria 3 horas, por uma eclusa tradicional, agora é feito em 40 minutos. O elevador suporta o peso de 3 milhões de toneladas!

São obras de Engenharia, em especial as de hidráulica, que ainda nos continua a surpreender, e demonstrar que a tecnologia por de ser aliada no desenvolvimento e ultrapassar obstáculos naturais.
Existiram tantas obras que foram construídas sem as tecnologias que existem hoje, desde as pirâmides no Egipto ao Taj Mahal e ao Convento de Mafra, que até parece que agora que temos a possibilidades tecnologias fantásticas já não existe tanto uma perspetiva de grandeza e longevidade que existia…


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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Grupo DST constrói Centro de Logística Bolama Supermercado nas antigas instalações da fábrica Josim

O grupo dst está a construir, em Guimarães, o Centro de Logística Bolama Supermercados, um entreposto que servirá de base de controlo e distribuição para toda a cadeia de supermercados Bolama. A empreitada, avaliada em mais de dois milhões de euros, envolve várias insígnias do grupo dst, nomeadamente a construtora dst, sa, a dte - instalações especiais, a tconcrete e a tmodular.

A obra nasce nas antigas instalações da fábrica Josim, em Ronfe, pelo que os trabalhos englobam a conservação da fachada existente que será a fachada principal da zona administrativa, onde existirá uma área social, escritórios e salas de apoio. A restante intervenção implica a construção de um edifício em estrutura de betão armado pré-fabricado, com fachadas em painel e cobertura em "deck".

À área de construção de cerca de 6000 m2 soma-se ainda a área de 9926 m2 de arranjos exteriores, onde serão realizados trabalhos de pavimentação e respetivos passeios.
A dst é responsável pela execução dos trabalhos de construção civil, cabendo à dte - instalações especiais, a execução da especialidade de ITED e eletricidade. O betão pronto será fabricado e fornecido pela tconcrete e o fabrico e instalação das carpintarias estará a cargo da tmodular.

Esta parceria resulta “da confiança que a Supermercados Bolama deposita na capacidade técnica e financeira do grupo dst e na nossa vasta experiência na implementação de projetos chave-na-mão na área da logística, da distribuição e do retalho”, sublinha José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do grupo dst. “O recurso às diferentes competências das várias empresas do grupo, num processo in-house tem sido um fator de diferenciação e um critério francamente valorizado no momento da tomada de decisão por parte dos nossos parceiros”, destaca o responsável.
José Teixeira defende ainda que “a consolidação do portfólio se deve à qualidade técnica das soluções apresentadas, mas também às sólidas relações comerciais de confiança que o grupo estabelece com os clientes, a maioria dos quais volta com novos projetos para serem executados sob a batuta, o conhecimento e a inovação das equipas do grupo dst.”

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Reduzir o consumo de água para salvar o planeta

O novo ano convida a criação de hábitos diários sustentáveis, particularmente de redução de consumo de água para a preservação do planeta e a salvaguarda da humanidade.

A Oli, empresa portuguesa líder da Europa do sul na produção de autoclismos eficientes, alerta para a urgência de se alterar o padrão de consumo de água no WC, responsável por 33% do consumo diário total de água.

A empresa, que há 23 anos, foi responsável pela massificação da produção da dupla descarga do autoclismo - uma inovação, hoje presente em todo o mundo, que contribuiu para a redução do consumo de água na ordem dos 50% -, quer dar mais um passo decisivo para a eficiência hídrica.

Nesse sentido, a Oli recomenda a adoção de duas soluções simples, que podem ser integradas em qualquer autoclismo, amigas do ambiente e com benefícios económicos.
A “Azor Plus”, uma torneira de bóia com um sistema retardador que apenas abre após o fecho da válvula de descarga, assegurando a poupança até 9 litros de água por dia e reduz a fatura mensal em 2%.

A “Atlas”, uma válvula de dupla descarga com possibilidade de regulação do volume de água a descarregar - residual e meia descarga, podendo o seu botão de acionamento universal ser aplicado na posição frontal, topo ou lateral.

Há simples gestos diários que podem mudar o mundo. Um deles é a descarga de água do autoclismo, determinante para a preservação da água, um recurso natural da qual depende o futuro das próximas gerações e do planeta.

A Oli acredita que a mudança do padrão de consumo no WC “é um pequeno passo para o homem e um salto gigante para a humanidade”.

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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Worx divulga quais serão as estrelas do imobiliário em 2018

O ano de 2017 foi um ano de superação e crescimento para o Mercado Imobiliário Português. Os números alcançados deixaram claro o excelente período que Portugal atravessa, não só ao nível da sua recuperação económica, mas também pela expansão de atividade observada em diversos segmentos imobiliários. Do boom do turismo com repercussões em várias vertentes, ao setor residencial e à reabilitação urbana, o mercado português confirmou uma vez mais o seu lugar no cenário europeu e o Mercado de Investimento assim o comprova. Atingida a fasquia dos 1.9 mil milhões de euros, o mercado observou um aumento de aproximadamente 40% comparativamente ao ano 2016, quando se registaram transações no montante global de 1.4 mil milhões de euros.

Com os Fundos de Investimento a manterem o seu nível de atividade em terreno elevado, representando cerca de 62% do montante global de investimento, observámos igualmente que a maior fatia de investimento foi levada a cabo por investidores estrangeiros, que reuniram uma quota de 88%.

Uma das grandes tendências de 2017 foi, sem dúvida, o alargamento das nacionalidades, além-fronteiras europeias. Aos tradicionais peso-pesados vindos de Espanha, Reino Unido e Alemanha, juntaram-se este ano investidores oriundos da China e dos Estados Unidos.

Os bons resultados estenderam-se igualmente ao mercado de ocupação, com um volume de absorção superior a 150.000 m2, valor que supera os números observados nos últimos 8 anos. Apesar do Mercado de Escritórios de Lisboa estar atualmente a acusar uma falta de oferta nova, tal não foi determinante para o nível de dinâmica sentida e que culminou num fecho de ano muito positivo para a generalidade das zonas de mercado.

O corredor Oeste com 36 000 m2 ocupados até ao final de Novembro de 2017, registou a melhor performance dos últimos 7 anos, revelando ter sido o destino de eleição para empresas com requisitos de áreas médias maiores e bons acessos à capital.

A verdade é que os segmentos de escritórios e retalho contabilizaram entre si mais de 70% do total de mercado e contaram com importantes operações, como foi, para o caso do segmento de escritórios, a venda do Portfolio Silcoge no valor de 130 milhões de euros, da venda do Edifício Entreposto por 65.5 milhões de euros e da venda do Edifício Guitarras ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social por 50 milhões de euros. Já no segmento de retalho, as maiores operações foram concluídas pela venda dos Centros Comerciais Fórum Coimbra e Fórum Viseu num total de 220 milhões de euros, ao consórcio GreenBay e Resilient, marcando a entrada de investidores oriundos da África do Sul no mercado de investimento português e pela venda do Vila do Conde Style Outlet por 130 milhões de euros à holandesa Via Outlet.
Mas foi o mercado Industrial&Logístico que arrecadou a maior operação do ano 2017, correspondente à venda de 16 ativos da Logicor no valor de 260 milhões de euros à China Investment Corporation e exercendo influência no aumento de quota deste segmento (16%).

Adianta Pedro Rutkowski, CEO da Worx – Real Estate Consultant que “2017 encerra com chave-de-ouro e deixa antever para 2018 um ano igualmente forte, com muitas operações de montantes significativos a aguardarem o seu fecho no decorrer dos próximos meses. Os segmentos de retalho e escritórios continuarão a ser as grandes estrelas em 2018, com os valores de yield a entrarem em terreno mais estável. Também o segmento de Development será uma das maiores tendências apontadas para 2018, muito virado para os segmentos residencial e de escritórios.”

Com volumes de liquidez que deverão permanecer elevados, o mercado português de investimento continuará a estar na rota dos principais fundos de investimento internacionais, continuando a competir em terreno vantajoso perante as suas congéneres europeias.

Ainda que com algumas ressalvas fruto de incertezas políticas e económicas de algumas potencias europeias, Portugal deverá continuar a confirmar o interesse dos players internacionais.

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APREN e ZERO reclamam uma mais forte expansão das renováveis para 2018

A APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis e a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável fazem um balanço do setor em 2017 e apelam à aposta consistente nas energias endógenas e renováveis como forma de aumentar a autonomia energética do país, em linha com os objetivos de descarbonização do Acordo de Paris, que passam por limitar o aumento da temperatura no planeta a 2,0 ºC.

2017 foi um ano cheio de desafios para o setor eletroprodutor, pois a condição de seca extrema que se fez sentir na grande maioria do ano, veio demonstrar a importância e a necessidade de um mix energético diversificado, no qual as interligações com o exterior e a bombagem hidroelétrica tiveram um papel fundamental de regularização de preços e de segurança de abastecimento.

A produção de eletricidade a partir de fontes renováveis em Portugal Continental representou apenas 44 % do consumo de eletricidade, tendo, porém, acrescentado importantes ganhos para a economia do setor, dos quais sobressaem:

- A redução do preço médio da eletricidade transacionada no mercado grossista da ordem dos 18,3 €/MWh, o que representa um benefício para o consumidor em 2017 de 727 M€[1];
- Poupanças na importação de 770 M€ de combustíveis fósseis, e consequentemente aumento da autossuficiência energética;
- O evitar da emissão de 8,5 milhões de toneladas de CO2, 82,5 mil toneladas de CH4 e 8,25 toneladas de N2O, entre outros componentes gasosos.

A eólica foi a tecnologia renovável que gerou mais eletricidade - 11,9 TWh, seguida da eletricidade de origem hídrica (7,3 TWh), da bioenergia (2,8 TWh) e da solar fotovoltaica (0,8 TWh).
António Sá da Costa, Presidente da APREN, afirma que: “Os benefícios das renováveis superaram largamente, mais uma vez, os seus custos colocando-as como a solução mais custo-eficaz para o sistema elétrico nacional. Contudo, em 2017, os acréscimos de nova potência foram residuais, especialmente no caso da solar, que só cresceu 3%”.

“Assinalo o ano histórico da bombagem hidroelétrica resultante da plena exploração dos novos aproveitamentos de V. Nova III e de Foz Tua, o que permitiu nivelar preços de mercado e evitar situações de eventual rutura de abastecimento”, conclui António Sá da Costa.

Por seu lado, Francisco Ferreira, Presidente da ZERO, considera que: “Portugal tem de investir muito mais na eficiência energética e nas energias renováveis para ser neutro em carbono em 2050 e esse investimento tem de ser fortemente acelerado. O aproveitamento da energia solar é crucial e é preciso informar, simplificar e ultrapassar os obstáculos que impedem termos muito mais edifícios com telhados preenchidos com painéis fotovoltaicos ou no caso de grandes parques solares dando preferência a áreas sem outra utilização significativa”.

“É fundamental assegurar que os investimentos sejam feitos de forma sustentável do ponto de vista ambiental, não explorando a biomassa com qualidade para outras utilizações industriais mais relevantes no contexto da economia circular ou destruindo floresta importante na retenção do carbono”, reforça Francisco Ferreira.

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Conceitos (e desafios) para aplicar em 2018

Na primeira semana de 2018 tive alguns desafios que gostava de partilhar ou mesmo de ter contribuições…
O primeiro foi da Ordem dos Engenheiros que definiu que 2018 será o ano das alterações climáticas. Considero uma ótima iniciativa, bem como considero que os engenheiros podem contribuir, e muito. É um tema que abrange qualquer colégio ou especialidade, ou seja, pode definir-se grupos de trabalho multidisciplinares de engenharia para o efeito.

O segundo foi o conceito de regeneração. O que se começa a considerar é que ser sustentável já não é suficiente, temos que contribuir para a reposição de recursos no planeta. Também deve ser tido em conta, na minha perspetiva, deve ser iniciado a nível local. Cada vez mais existe pouca ligação entre as pessoas, nas aldeias, vilas ou bairros. Tem que se regenerar o conceito de comunidade e criar valor. Para mim as pessoas são o recurso mais relevante podendo o mesmo ser regenerado.

Por fim um desafio que vos coloco, talvez com base nos dois anteriores. Gostava que em 2018 aqui no site Engenharia e Construção existisse uma mobilização para refletirmos sobre os processos construtivos tradicionais e a sua pertinência para os dias de hoje. Vou dar uns exemplos.

Podemos ter as habitações, por exemplo na zona da Serra da Estrela, em que a zona habitacional é usualmente no primeiro piso e a zona da loja, era para os animais. Será que quando se começou a efetuar tiveram em atenção o rádon?
Ou então existiam aldeias que se mobilizavam para efetuar a nova casa para uma família.

Temos as casas tradicionais do Algarve com diversas zonas de sombreamento e de drenagem para poços de água pluvial. Porque se deixou de considerar?

São exemplos destes que gostava que partilhássemos de forma a refletirmos se a nossa construção tradicional não teria um contributo para as Alterações Climáticas, bem como podia ser uma forma de Regeneração da nossa forma de construir habitações.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Emprego para engenheiro civil pelo salário mínimo nacional

A situação não é uma novidade, mas provoca sempre indignação em quem a encontra. Fomos alertados por um visitante do nosso site para uma oferta de emprego no site Net-Empregos onde se oferece o salário mínimo nacional para contratar um engenheiro civil. Na oferta ainda referem "outras regalias"... Talvez considerem que pagar o salário mínimo nacional a um engenheiro civil já é uma boa regalia. Recorde-se que há uns meses demos conta de uma oferta de estágio para engenheiro civil por 557 euros.

Veja de seguida a imagem com a oferta de emprego para engenheiro civil pelo salário mínimo nacional.

Numa altura em que ainda há propostas miseráveis destas, não se percebe como há pessoas (com responsabilidades na representação da classe profissional dos engenheiros civis) que tentam passar a ideia de que Portugal precisa importar engenheiros civis. Algumas tentam alarmar ainda mais dizendo que o país pode parar por falta de engenheiros civis. Como é possível?

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Novo máximo histórico de energia eólica na União Europeia

De acordo com dados da WindEurope (Associação Europeia de Energia Eólica), a eletricidade eólica produzida de 23 a 26 de Dezembro foi suficiente para abastecer 21 % do consumo médio diário da UE (cerca de 2150 GWh), o que equivale a cerca de 17 vezes o consumo de Portugal. Esta produção permitiu alimentar o equivalente a 218 milhões de habitações, ou 77 % das necessidades da indústria europeia.

Estes dados reforçam o papel da energia eólica no abastecimento fiável e seguro das necessidades elétricas dos vários estados europeus. Estima-se que, em 2017, a potência eólica instalada na UE tenha aumentado perto de 9 % (14 GW), em relação a 2016, atingindo atualmente 165 GW.

Até 2020 prevê-se que, a nível europeu, as centrais eólicas onshore e offshore, sejam a tecnologia renovável com o maior acréscimo de potência (50 GW), seguido das centrais fotovoltaicas, (35 GW).

Em Portugal, as centrais eólicas produzem anualmente perto de 1/4 das necessidades elétricas nacionais, o que permite reduzir as importações de combustíveis fósseis em mais de 350 M€ por ano.
Adicionalmente, é importante destacar que o setor eólico nacional permitiu criar um cluster industrial responsável por mais de 22 mil empregos (diretos e indiretos) e por uma exportação de equipamentos que ascende a quase 400 M€ por ano.

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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Construção do Corredor de Nacala

Localizado no Malawi, o maior e mais complexo troço ferroviário do corredor de Nacala representa a maior obra ferroviária no continente africano nos últimos 50 anos e a maior obra de sempre da Mota-Engil em quase 70 anos de história. O Corredor de Nacala destina-se a permitir o transporte ferroviário entre a mina de carvão em Moatize, província moçambicana de Tete, até ao Porto de Nacala, na costa marítima de Moçambique. Dos 900 km de distância entre Moatize e Nacala, cerca de 250 km localizam-se no Malawi, correspondendo às Secções 3 e 5 construídas pela Mota-Engil Engenharia. Esta obra histórica representou um investimento de 706 milhões de dólares (aproximadamente 568 milhões de euros). Recorde-se que foi devido a esta obra que a Mota-Engil ganhou um dos maiores prémios de engenharia do mundo.

Segundo informações veiculadas pela empresa, em pico de obra a Mota-Engil assegurou níveis de produção elevadíssimos, colocando uma pressão muito significativa sobre a logística de suporte à operação que tinha que garantir, entre outros bens, o abastecimento semanal da obra com 1 milhão de litros de gasóleo, mais de 1.000 toneladas de cimento, 7 toneladas de carne – para suportar a elaboração de quase 8.000 refeições diárias -, a produção semanal de 4.000 m3 de betão, 200.000 m3 de movimento de terras, 25.000 toneladas de agregados, ou ainda o assentamento de mais de 1.000 metros de caminho-de-ferro por dia.
Trabalharam em pico cerca de 5.000 pessoas, mais de 500 máquinas pesadas e quase 300 veículos ligeiros. No total da empreitada foram ultrapassados os 22.000.000 de horas/homem trabalhadas.

Foram construídas 22 pontes (com uma extensão de 2,4 Km), 227 Km de linha ferroviária, 21 Km de caixas de betão de menor dimensão e 7,5 Km de maior dimensão (Box Culvert), estimando-se cerca de 14 milhões de m3 de terraplenagem, 170.000 m3 de betão, 17.000 toneladas de cimento, 380.000 travessas ferroviárias e 400.000 m3 de balastro, entre outros indicadores impressionantes e reveladores da dimensão do projeto.
A equipa que realizou esta obra histórica foi liderada por Gilberto Rodrigues, CEO da Mota-Engil África e o Contract Manager do Projeto foi João Neto.

Detalhes da obra
A secção 3, que contemplou a construção de uma nova linha ferroviária de cerca de 140 km de Mwanza (fronteira com Moçambique) a Nkaya, atravessa um terreno de orografia muito exigente e difícil, decorrendo em perfil misto e com escavações e aterros de grande dimensão. Das 22 pontes da obra, metade estão concentradas em 30 km da extensão e dos cerca de 7 milhões de movimentos de terras, 1 milhão está concentrado em apenas 5 km onde foi necessário ainda aplicar quase 100% dos 200 quilómetros de pregagens previstos no projeto para instalar nos taludes de escavação.

A secção 5 consistiu na reabilitação de uma linha de via única existente com 100 km de extensão entre Nkaya e Nayuci. Os trabalhos de superestrutura de via incluíram o fornecimento de balastro e travessas, tendo sido construídas seis linhas de estações de cruzamento que acrescem à linha principal totalizando 111 km de linha férrea. A reabilitação foi realizada com interdições de via diárias de 12 horas permitindo a operacionalidade da linha pelo dono de obra. Os trabalhos consistiram especificamente no levantamento de via em secções de 9, 12 e 18m, regularização e compactação da plataforma, montagem de via, balastragem e ataque. Executaram-se soldaduras aluminotérmicas e elétricas, procedeu-se à regularização de barras e todo o traçado foi rectificado. Utilizou-se equipamento pesado de via, tal como, atacadeiras, regularizadoras de balastro, vagões balastreiros, estabilizadora dinâmica, soldadoras elétricas e equipamento para auscultação do carril e soldaduras, por ultra-sons.

Para finalizar veja o vídeo publicado pela Mota-Engil sobre esta obra.

Fonte: Mota-Engil

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