segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Mota-Engil ganha obra de 120 milhões de euros na Polónia

A Mota-Engil informou sobre a adjudicação de um contrato para a construção de um troço de cerca de 14 km da autoestrada S7 - autoestrada Varsóvia - Cracóvia na Polónia. Recorde-se que recentemente a Mota-Engil ganhou um dos maiores prémios de engenharia do Mundo e foi também a vencedora do Prémio Internacionalização atribuído pelo Jornal Construir.

O contrato inclui o projeto e construção, tem um valor de € 120 milhões, uma duração de 34 meses e será executado pela Mota-Engil Central Europe, S.A.

Com este aumento da carteira de encomendas da região de Europa, a Mota-Engil mantém a sua estratégia de equilíbrio da dinâmica comercial e operacional nas três regiões onde opera.

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Porque deixou de ser comum construir em terra?

A construção em terra era uma realidade no nosso pais à cerca de 100 anos, ou mesmo menos tempo. Em termos regional onde se utilizava mais era no Algarve, Alentejo, Ribatejo, zona de Castelo Branco e na zona aluvionar do baixo Douro (Aveiro).

Em termos de tecnologias mais utilizadas, encontramos, tanto a taipa, adobe, tabique e por vezes o BTC (alvenaria com blocos de terra).

A tipologia de edifícios em que era utilizada, era diversa. Desde castelos e muralhas defensivas, na zona abaixo do rio Tejo, Palácios (por exemplo o de Vila Viçosa), Igrejas, pavilhões industriais e agrícolas, monumentos, até às comuns habitações.
Em termos ambientais apresentam diversas vantagens:
- Não existe consumo de energias não renováveis;
- Usualmente o material é local, por isso o transporte não existe;
- Não existem subprodutos do processo de construção;
- É inteiramente reciclável, pela própria natureza.

Se analisarmos em termos económicos podemos considerar:
- O investimento não é elevado, sendo a estrutura de produção ligeira, em termos de meios a afetar;
- Reduzido consumo de matéria-prima que não seja a terra;
- Existe uma economia energética, tanto na produção como no transporte.

Em relação aos aspetos técnicos, temos:
- Elevada inércia térmica;
- Funcionamento bioclimático de conforto dos espaços;
- Elevada massa;
- Equipamentos simples para a construção;
- Longevidade elevada com uma manutenção simples e reduzida.
Por fim em termos culturais e humanos, podemos verificar:
- Utilização de materiais locais;
- Possibilidade de intervenção direta da população;
- Ausência de efeitos nefastos à saúde na utilização e ocupação.

Contudo nos últimos 50 anos a sua utilização com forma de construção foi sendo reduzida ou talvez apenas por interesse de poucos donos de obra? Porquê? O que levou esta situação?
- Talvez a necessidade de utilização de grande quantidade de mão-de-obra;
- Não existência de compatibilização da regulamentação atual com esta realidade (em especial de eficiência energética);
- Ter existido um aumento logarítmico da construção que levou à utilização de processos construtivos mais céleres (fast construction).

Estando agora Portugal numa fase de abrandamento da indústria de construção (nova), não se perspetivando nenhuma alteração súbita da realidade, considero que podia ser uma fase para (re)pensarmos a construção, os processos construtivos… Podemos ter uma realidade de construção tradicional com aplicação de algumas técnicas inovadoras, será este o caminho?

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Obra de requalificação da marginal de Monte Gordo

O município de Vila Real de Santo António deu início à obra de requalificação da marginal da praia de Monte Gordo. A intervenção está avaliada em 1,8 milhões de euros e visa a requalificação paisagística das zonas de lazer da principal estância balnear do concelho.

Desenvolvida a par da construção do Passadiço de Monte Gordo - que caminha agora para a II fase, com a edificação dos novos apoios de praia - estas duas obras irão permitir a revitalização de toda a Frente Marítima de Monte Gordo. O objetivo: dinamizar esta zona turística e qualificar e ordenar o espaço público.
O projeto irá incidir sobre quatro áreas específicas da marginal: jardim (grupo nascente), praça do casino (grupo central), parque infantil (grupo poente) e calçadão, ao longo das quais serão colocados quiosques, esplanadas e estruturas de sombreamento.

Em paralelo, está prevista a repavimentação de algumas artérias, a criação de pontos de estadia e circulação com condições de conforto, bem como a instalação de estabelecimentos de restauração e bebidas ou espaços comerciais associados à economia de praia.
Este conjunto de trabalhos permitirá dotar Monte Gordo com novas oportunidades de investimento numa área até agora desaproveitada, permitindo, em simultâneo, o cumprimento dos regulamentos e planos em vigor.

Para Conceição Cabrita, presidente da Câmara Municipal de VRSA, «estas medidas visam uma requalificação geral e cuidada do espaço público na frente mar de Monte Gordo, trazendo novos equipamentos capazes de dinamizar esta área durante o horário diurno e noturno e criando novas zonas de lazer, restauração e comércio».
«Trata-se de uma operação sem precedentes que irá apostar em equipamentos de qualidade, com baixa densidade urbanística, proporcionando a Monte Gordo a manutenção das mais elevadas taxas de ocupação hoteleira do Algarve», prossegue a autarca.

O conjunto de trabalhos deverá estar concluído até ao final de maio de 2018, prevendo-se um investimento global de cerca de 12 milhões de euros (investimento público e privado).
Recorde-se que a construção dos 18 novos apoios de praia, cujas estruturas serão constituídas por materiais uniformizados que ficarão ao mesmo nível do passadiço, terá início já em janeiro de 2018.

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Melom e Querido Mudei a Casa Obras fazem parceria com a Cetelem

Precisar de fazer obras em casa e não conseguir suportar o orçamento é uma realidade frequente. Por isso, a pensar nos clientes que não conseguem suportar o orçamento de uma obra que é necessária, ou simplesmente desejada, a Melom e o Querido Mudei a Casa Obras disponibilizam aos seus clientes uma solução de financiamento com a garantia de crédito Cetelem, para possibilitar a concretização de orçamentos que, à partida, parecem ser impossíveis.

Através do simulador de crédito disponível nos sites da Melom e Querido Mudei a Casa Obras, o processo é rápido, simples e transparente, sem necessidade de fiadores ou garantias, garantindo o financiamento de obras dos 2.500€ até aos 50.000€ e planos de pagamento mensais desde 12 até 120 meses. Com base no orçamento da obra, o utilizador fica facilmente a conhecer as condições de financiamento disponíveis e ajustáveis ao seu bolso.

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Mota-Engil ganhou um dos maiores prémios de engenharia do mundo

A Mota-Engil, representada pelo seu presidente, António Mota, ganhou um dos maiores prémios internacionais de engenharia do Mundo. O prémio foi atribuído devido ao empreendimento do corredor ferroviário de Nacala, em Moçambique, que a empresa portuguesa desenvolveu nos últimos anos. Este prémio foi atribuído pela Federação Mundial de Organizações de Engenharia (WFEO), que reúne organizações nacionais de engenharia de mais de 90 países e representa cerca de 20 milhões de engenheiros.

“Este importante prémio bienal tem como objetivo principal destacar a importância do papel da engenharia no desenvolvimento sustentável”, refere o comunicado da Mota-Engil. Acrescenta que “António Mota, em conjunto com Ismael Gaspar e João Neto, são os vencedores do Prémio H. J. Sabbagh Award for Engineering Construction Excellence, atribuído pela World Federation of Engineering Organizations (WFEO), a maior federação de associações de engenheiros do mundo”.
A Mota-Engil detalha ainda distinção referindo que "o WFEO Awards Committee decidiu distinguir o presidente do conselho de administração da Mota-Engil, António Mota, pela realização de notáveis projetos de infraestruturas em África, nomeadamente pela construção do ‘Corredor de Nacala’, tendo, ainda, dentro das respetivas regras, distinguido Ismael Gaspar e João Neto, pelos seus relevantes contributos nesta obra".

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Declarações ambientais aplicadas aos produtos da construção

Os produtos da construção já tem a possibilidade de ter uma rotulagem ecológica há já alguns anos, a nível nacional existe a Declaração Ambiental de Produto da Construção – DAP Habitat. Contudo não sei se o sistema da DAP Habitat tem tido muita adesão.

São definidas as seguintes vantagens:
- Sustentabilidade como valor e elemento de diferenciação no mercado;
- Valorização dos produtos com base em critérios objetivos e harmonizados a nível europeu (em oposição ao Greenwashing);
- Ferramenta útil aos produtores para melhoria dos aspetos ambientais dos seus produtos;
- Eliminação de eventuais barreiras à exportação em mercados exigentes;
- Integração na rede internacional = reconhecimento mútuo entre os diferentes programas de registo europeus (está inlerligada à Ecoplatform).

O principal enfoque duma DAP é a Avaliação de Ciclo de Vida - ACV. Um estudo de ACV providencia uma compreensiva, equilibrada e quantificada informação de desempenho ambiental do produto.

Os resultados obtidos através dum estudo de ACV vai permitir demonstrar os impactes ambientais segundo algumas categorias: alterações climáticas, depleção da camada de ozono estratosférica, acidificação do solo e fontes de água, eutrofização, formação de oxidantes fotoquímicos, depleção de recursos minerais.

Ainda se pode quantificar o consumo de recursos, incluindo energia, água e recursos renováveis, tal como emissões para o ar, água e solo, bem como a quantidade de resíduos produzidos (perigosos e não perigosos).
Parece-me que tem que ser o futuro para a diferenciação dos produtos. Cada vez mais o consumidor final tem interesse e quer soluções ambientalmente corretas. Existe mesmo um forte empenho para a Ecoinovação nos produtos da construção.

Por tudo isto, temos que ter cada vez mais DAP Habitat para um mercado da construção mais sustentável.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Trinta mil pessoas visitaram a Concreta

Perto de trinta mil visitantes marcaram presença na edição deste ano da Concreta, feira de construção, arquitetura e design, que decorreu na Exponor, entre 23 e 26 de novembro. Trata-se de uma subida considerável relativamente à última edição da feira, na ordem dos seis mil visitantes, consolidando assim o posicionamento da Concreta como evento de referência para profissionais e público em geral que lida de perto com este setores.

A satisfação da organização é extensível aos expositores, este ano também em maior número, augurando já uma edição de 2019 na senda do crescimento das últimas edições. A vertente de internacionalização da feira, patente na presença de compradores estrangeiros vindos de mercados como Espanha, França, Alemanha, Lituânia e Bielorrússia, foi um dos motivos que contribuíram para os índices de satisfação das empresas presentes. A Concreta 2017 teve como foco a promoção de novas tendências e impulsionar o setor no contexto nacional e internacional. Desta forma, a Concreta assumiu-se como uma montra privilegiada de numerosos players que têm vindo a demonstrar um grande dinamismo, apresentando novidades técnicas e tecnológicas das empresas.

Para Carla Maia, diretora da Concreta, este aumento no número de visitantes está diretamente relacionado “com a qualidade da feira que este ano apresentámos, designadamente com as diferentes praças que permitiram um olhar abrangente sobre múltiplos aspetos relacionados com o setor”, frisando ainda que “foi também a confirmação de que se trata de um momento de crescimento deste setor no país, com a oferta a multiplicar-se e muita soluções inovadoras que também vão contribuir para a desejada internacionalização das empresas, que apresentam inovações que criam valor”.
Ao longo de quatro dias, a Concreta 2017 apresentou, ainda, diferentes espaços artísticos e tecnológicos, muitos deles dinamizados pelas ordens dos Arquitetos e dos Engenheiros, que constituíram pólos de atração para os milhares de visitantes. Várias conferências e palestras promoveram o debate sobre os caminhos de futuro.

Como incentivo aos jovens profissionais da arquitetura foi empreendido o Prémio Under40/CIN, que distinguiu o trabalho do gabinete de arquitetura DepA e da arquiteta Margarida Leitão, com um trabalho de reabilitação da Casa do Rosário, no Porto.

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Gabriel Couto constrói Hotel Torel Avantgarde no Porto

O Hotel Torel Avantgarde tem uma localização privilegiada, no número 336 da Rua da Restauração, a apenas 500 metros da Torre dos Clérigos, e surge agora como mais uma opção hoteleira na cidade do Porto. Este novo boutique hotel com classificação cinco estrelas que tem como foco a arte, e a particularidade de possuir uma vista impressionante para o rio Douro e Vila Nova de Gaia, resultou de mais um projeto de recuperação e reabilitação levado a cabo pela Gabriel Couto.

O grupo Torel Boutiques, que detém o Torel Palace Lisboa e o Torel Cliff Surf & Golf, inspirou-se nos artistas de vanguarda para criar um lugar onde a arte não é apenas um complemento, é a base de tudo. Com um total de 47 quartos, 37 com vista para o rio Douro e para V.N. Gaia, é de homenagens que se fala lá dentro, sendo todos os quartos inspirados em artistas. Desde o quarto clássico, até à suite royal, o design e a decoração refletem a personalidade de artistas ligados à arte, literatura e ciência, tais como Francis Bacon, Charles e Ray Eames, Amadeu de Souza-Cardoso ou Ignazio Jacometti.
Da autoria do gabinete de arquitetura NNArquitectura, este novo boutique hotel tem também um restaurante chamado Digby, inspirado na cozinha portuguesa com um toque contemporâneo, um spa com ginásio, banho turco, duas salas de massagens, e ainda uma piscina exterior com uma vista deslumbrante. Tal como em todos os quartos, também aqui se fala de arte, tendo o projeto de decoração sido desenvolvido por quatro artistas portugueses: Jorge Curval, Frederico Draw, Daniel Eime e Paulo Neves.
Ao longo da obra de reabilitação, procedeu-se ao alargamento do corpo central do edifício e à elevação da cobertura do corpo virado para a rua, estendendo assim o piso superior. A necessidade de permanente compatibilização dos trabalhos em simultâneo nas diversas infraestruturas foi o maior desafio da obra, facto que exigiu acurados cuidados de preparação, assim como uma atenção redobrada na execução das novas edificações.
A particularidade de se tratar de um hotel de cinco estrelas, exigente no que respeita ao mais ínfimo pormenor ao nível dos acabamentos, e onde cada quarto tem uma temática e decoração diferente, obrigou a um detalhe perfecionista em todas as fases da obra por parte do construtor Gabriel Couto.
«Todo o processo de planeamento de obra, com análise detalhada das diversas subempreitadas, bem como a gestão eficiente das diversas equipas foram determinantes para o êxito alcançado pela Gabriel Couto na conclusão do projeto», conclui Carlos Couto, CEO da empresa.

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O FELIZ investe 14 milhões de euros na criação de nova empresa

O FELIZ investiu na criação de uma nova empresa, que vem complementar a gama de produtos e soluções da marca, com particular destaque para a fabricação de painel dirigido ao mercado do frio industrial. Essa nova empresa, O FELIZ Painel, surge na sequência de um investimento global de 14 milhões de euros, entre a aquisição de uma linha de fabricação de painel sandwich totalmente automática e a construção das novas instalações em Braga.

A empresa conta com 40 colaboradores e deverá já este ano atingir os 6 milhões de euros de faturação. No momento as exportações já representam 15% do volume de negócios desta nova empresa.
O FELIZ Painel dedica-se à produção e comercialização de painel sandwich – um produto para isolamento e revestimento, com as mais diversas aplicações na construção civil – no revestimento de coberturas e fachadas de edifícios industriais, comerciais ou habitacionais – sendo também uma opção valorizada na indústria da construção modular e a solução de excelência no mercado do frio industrial.

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Diviminho em Plano Especial de Revitalização

A Diviminho apresentou-se ao Plano Especial de Revitalização, tendo sido nomeado no passado dia 24 de novembro o Administrador Judicial Provisório. A dívida da empresa ascende a milhões de euros e os credores podem reclamar créditos no âmbito do referido processo judicial.

A Diviminho deverá negociar a dívida com todos os credores, mas fica dependente da aprovação ou não do plano de recuperação por parte dos mesmos. Se o plano de recuperação não for aprovado, a Diviminho avança para o processo de insolvência.
Segundo o Semanário V, o Ministério Público, em abril de 2016, acusou os gestores da Diviminho de fraude fiscal na ordem dos 600 mil euros, tendo estes negado a situação.

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