terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Projeto da Garcia, Garcia visa duplicar capacidade de produção da SISMA

A SISMA, marca através da qual a empresa Sá Couto & Monteiro está presente no mercado e cujo know-how é a maquinação CNC (Computer Numeric Control) de precisão em série direcionada para a indústria, está a construir uma nova unidade industrial, ao lado das atuais instalações, na Maia. A Garcia, Garcia foi a escolhida para o projeto, que resultará num novo e moderno edifício de produção e de escritórios, ficando as atuais instalações da empresa destinadas a armazenagem e atividades de suporte à produção.

Com conclusão prevista para maio, o projeto resulta da estratégia de crescimento da SISMA, que pretende duplicar a sua capacidade de produção, atualmente na ordem de um milhão de peças por mês. Este incremento visa fomentar a capacidade de resposta da empresa face à procura existente no mercado pelos seus produtos, que vão desde componentes para equipamentos elétricos e eletrónicos, a peças para trens de aterragem de aviões, passando por dispositivos médicos e ortodônticos, peças para o setor ótico, entre outros.

ARQUITETURA ARROJADA E POUPANÇA ENERGÉTICA
Contígua às atuais instalações da empresa na Maia, a nova unidade industrial da SISMA nascerá no final da autoestrada A3, perto da praça de portagens, uma localização privilegiada e pautada por excelentes acessibilidades e vias rodoviárias. Um dos aspetos diferenciadores deste projeto é a sua componente arquitetónica arrojada, que marcará a paisagem envolvente e contribuirá para renovar a linha urbana da entrada no Grande Porto.
O novo edifício industrial, projetado de raiz, será constituído por três áreas funcionais distintas, fisicamente separadas, mas ligadas entre si: um bloco administrativo e social, uma área técnica e uma área de produção.

A área de produção e o bloco administrativo e social, projetados em alinhamento, foram desenhados com formas semelhantes, garantindo uma continuidade de linhas, bem como uma imagem uniforme e singular. Para tal, contribuem elementos como a cobertura em shed industrial, linhas retas, recortes pronunciados e cores fortes e quentes dos revestimentos. A grande fachada da área administrativa, desenvolvida em dois pisos, irá complementar este conjunto, adotando um término reto integralmente em vidro estrutural, imprimindo uma forte marca em quem chega ao edifício.

Ao nível estrutural, o edifício será constituído por uma estrutura metálica, com revestimento em parede de bloco até 2,2 metros e painel a cobrir toda a fachada. A cobertura tipo shed, com chapas de luz em todas as suas áreas verticais, irá favorecer a iluminação natural, aumentando o conforto de quem trabalha no edifício e, inclusivamente, contribuir para diminuir a fatura energética.

Na conceção do novo edifício industrial da SISMA foi dada particular atenção à sustentabilidade, para a qual irá contribuir a utilização de soluções que potenciam a eficiência energética e a minimização da pegada ambiental, tais como, a já referida iluminação natural, o sistema de produção de energia eléctrica através de painéis fotovoltaicos e o tratamento e reaproveitamento de águas pluviais para consumo industrial e sanitário.
Em relação à componente de engenharia, o destaque vai para as redes de infraestruturas destinadas a suportar a produção da empresa, como é exemplo a rede de ar comprimido, a rede de aspiração de vapores, o sistema de alimentação produtiva por canalis, entre outros.

Resultante de uma especialização, traduzida em know-how acumulado na conceção e execução de edifícios industriais e logísticos, a Garcia, Garcia integra no seu currículo vários outros projetos. Nos últimos anos, ganham destaque a construção de unidades industriais de empresas como a Brasmar, Eurocast, WEG, Leica, Borgwarner, Elis, entre muitos outros. Recorde-se também que a Garcia, Garcia foi eleita a construtora do ano em 2016.

DADOS DO PROJETO:
Localização: Maia
Arquitetura, Engenharia e Construção: Garcia, Garcia
Implantação: 3.675 m2
Área de Construção: 4.088 m2
Área de Produção: 3.035 m2
Área Administrativa e Social: 826 m2
Área Técnica: 227 m2
Prazo de Obra: 9 meses
Data de Conclusão: maio 2018

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Ordem dos Arquitectos opõe-se às obras de ampliação do Lar da Criança em Portimão

A Câmara Municipal de Portimão autorizou obras de ampliação do edifício do Lar da Criança que, segundo a Ordem dos Arquitectos, vão “destruir, subverter e adulterar” o projecto original da autoria do arquitecto António Vicente de Castro. A Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos (OASRS) esteve presente na Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Portimão no passado dia 6 de Fevereiro para apelar à não legalização de obras existentes e do projecto de ampliação do edifício do Centro de Assistência Polivalente, Lar da Criança. Contrariando as recomendações da OASRS e os apelos de outras instituições na área da preservação do património, a autarquia licenciou as obras clandestinas, realizadas e denunciadas desde 1999.

A OASRS pretende “impedir a destruição, subversão e adulteração” do edifício, construído entre 1959 e 1962 e considerado, pelo Docomomo, como “uma obra de referência da arquitectura portuguesa no mundo”, “de valor inestimável” e “um exemplar da obra excepcional do arquitecto António Vicente de Castro”. Com o objectivo de “defender a sua preservação para a posteridade”, o Docomomo enviou à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) o pedido de abertura de classificação do edifício, que está, ao que a OASRS apurou, “em processo de decisão” na Direcção Regional de Cultura do Algarve.
Em carta enviada em Setembro transacto à presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, à Comissão de Coordenação da Região do Algarve e à DGPC, a OASRS expressou “sérias e graves preocupações relativamente às intervenções clandestinas anteriormente realizadas, bem como ao projecto de ampliação solicitado pela actual Direcção do “Lar da Criança”.

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Renováveis representaram 47,7% da produção de eletricidade nacional em janeiro

A APREN revela que no primeiro mês de 2018, as centrais renováveis representaram 47,7 % do total da produção de eletricidade de Portugal Continental e destaca a eólica (27,6%) como a tecnologia renovável que mais eletricidade gerou neste período. O pico de produção renovável ocorreu no dia 28 de janeiro, às 20:15, quando as centrais renováveis de Portugal Continental produziram 6.566 MW (94 % do consumo elétrico de Portugal Continental).

Em janeiro é ainda de destacar um ligeiro aumento, em termos homólogos, do consumo elétrico de Portugal Continental de 0,3 % (1,2 % com a correção da temperatura e de dias úteis). Em relação às trocas de eletricidade com Espanha o saldo do mês foi exportador de 25 GWh, resultante da exportação de 365 GWh e da importação de 340 GWh, um dado que revela a existência de vários períodos de exportação elétrica, o que demonstra que as ofertas das centrais nacionais, em mercado, foram mais competitivas que as congéneres espanholas. O pico de exportação ocorreu no dia 8 de janeiro pelas 6:15, e atingiu o valor de 3.384 MW.

No período analisado, verificou-se ainda que o valor médio do mercado da eletricidade foi de 51,63 €/MWh, para uma representação de 47,7 % de renováveis no total da produção de Portugal Continental. Por oposição, em janeiro de 2016, tinha-se verificado um valor médio do mercado da eletricidade de 36,39 €/MWh, para uma maior quota de renováveis que atingiu 70,2 % no total da produção de janeiro de 2017.

Os números agora revelados pela Associação que representa o setor da eletricidade renovável colocam em evidência a correlação entre o preço da eletricidade e a produção elétrica de origem renovável. Isto é, quanto maior for o peso da produção renovável, menor será o preço da eletricidade em mercado.

Em janeiro, continuou a verificar-se a predominância das fontes fósseis, no abastecimento das necessidades elétricas nacionais, à semelhança do que se passou em grande parte de 2017. Porém, é de destacar pela positiva a elevada taxa de produção elétrica das centrais eólicas, que atingiram um fator de carga que ronda os 35 %. É ainda relevante mencionar que neste mês as centrais eólicas de Portugal Continental geraram, por si só, mais eletricidade do que o global das centrais a gás natural.

REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES
Na região autónoma dos Açores, o mix elétrico de 2017 foi marcado por uma predominância das fontes fósseis (63,4 % da produção, equivalente a 509 GWh). A eletricidade de origem renovável correspondeu a 36,6 % ( 281 GWh) da produção, sendo que a tecnologia dominante foi a geotermia, gerando 24 % do total do mix açoriano, o que representa um acréscimo de 41 GWh em relação a 2016.

Tal acréscimo da produção elétrica gerada nas centrais geotérmicas deveu-se, principalmente, à entrada em funcionamento da central geotérmica do Pico Alto, em agosto, localizada na ilha Terceira. Esta central tem uma potência de 4,5 MW e prevê-se que venha a suprir, só por si, 10 % das necessidades elétricas da ilha Terceira em 2018.

Em 2017, no sistema electroprodutor açoriano, ainda se destaca a continuação da fase de testes do projeto Younicos, que ambiciona reduzir a produção elétrica de origem fóssil da ilha Graciosa. Este projeto envolve uma gestão otimizada da energia elétrica gerada por uma central eólica de 4,5 MW e uma central fotovoltaica com 1 MW por via de um sistema de baterias ião-lítio de 4 MW. Atualmente o consumo elétrico da ilha Graciosa é abastecido na sua totalidade por uma central térmica a gasóleo de 4,7 MW.

REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA
No mix de produção elétrico da Região Autónoma da Madeira, de 2017, as tecnologias fósseis contribuíram com 71% (624 GWh) e as renováveis 29 % (254 GWh), destacando-se nesta última a eólica que representou 10,1%, seguida da hídrica. A tecnologia solar fotovoltaica e os resíduos sólidos urbanos tiveram um peso de 5,4 % e 3,8 %, respetivamente, na produção de eletricidade da região.

Os dados revelados pela APREN traduzem uma ligeira redução do recurso renovável, perto de 2%, em relação a 2016, tendo a maior redução ocorrido na tecnologia hídrica, cerca de 19%, entre 2016 e 2017. Em 2016 as centrais hídricas do arquipélago geraram 105 GWh, enquanto em 2017 a hídrica gerou apenas 85 GWh.

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Reabilitar: da excepção à regra

Muitas são as situações em que os edifícios antigos são sujeitos a exceções e isenções, um verdadeiro negócio para quem pode investir, um auxílio às cidades para que se revelem cidades atrativas, mas estaremos assim a proceder da melhor forma, adaptando os edifícios atualmente inadequados às necessidades dos tempos modernos?

Neste intuito nasceu o projecto “Reabilitar como Regra” - RcR, já aprovado pelo Conselho de Ministros, e que tem como objetivo elaborar propostas para adequar as normas técnicas da construção às exigências e especificidades da reabilitação de edifícios, conciliando a adequação dos padrões de segurança, habitabilidade, conforto e simplificação do processo de reabilitação com os princípios da sustentabilidade ambiental e da proteção do património edificado.

O projeto implica efetuar um diagnóstico da situação atual, identificando os constrangimentos da aplicação da regulamentação vigente a obras em edifícios existentes. Depois, deverá ser proposto um modelo global para a adequação das normas técnicas da construção à reabilitação de edifícios, incluindo linhas orientadoras para revisão de regulamentos específicos, e a correspondente estratégia de implementação. Com base nesse modelo, serão elaboradas propostas de alteração normativa e linhas orientadoras.

Este projeto será apoiado pelo Fundo Ambiental, mediante protocolo a celebrar entre este fundo e entidades de reconhecida competência técnica nos domínios da construção e reabilitação e contará com o apoio logístico do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana.
É ainda acompanhado por uma rede de pontos focais, à qual compete pronunciar-se sobre os resultados da execução do projeto, bem como transmitir informações, observações ou sugestões relativas às matérias das suas competências. Esta rede é formada por um coordenador, que é o membro do Governo responsável pela área da habitação, representantes dos Governos das Regiões Autónomas e do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, um representante do LNEC, um representante do Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção, um representante do Instituto Nacional para a Reabilitação, um representante do Turismo de Portugal, do Instituto da Segurança Social, das Direções Gerais do Território, Energia e Geologia, do Património Cultural, das Autarquias Locais, da Segurança Social e das Atividades Económicas. Integram ainda esta rede representantes do Conselho Nacional do Consumo, da ADENE, da ANACOM, da ANPC, da Associação nacional de Municípios, da Ordem dos Engenheiros, da Ordem dos Engenheiros Técnicos, da Ordem dos Arquitetos e da Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário.

O Projecto RcR deverá ser concluído no prazo de um ano após celebração do protocolo com o Fundo ambiental.

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Artigo escrito por Catarina Vicente.

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Apartamentos do Aliados 107 colocados a 100%

Em regime de co-exclusividade, a Predibisa e a JLL concluíram a comercialização das habitações do Edifício Aliados 107, localizadas no coração do Centro Histórico do Porto. As obras de reabilitação deste imóvel histórico, antiga morada do edifício do jornal "O Comércio do Porto", arrancaram em 2016 e têm data prevista de conclusão para breve. Destinado ao mercado de gama alta, o projeto é composto por 23 habitações de T1 a T4, totalmente vendidas, tendo-se registado maior procura por parte de compradores portugueses.

Com valores de mercado a variar entre 215 mil e 1.45 milhões de euros, as habitações agregam áreas de 53 m2 a 243 m2, tendo atraído essencialmente clientes nacionais e alguns internacionais, originários de várias geografias.

“A comercialização decorreu num excelente ritmo, não só devido a este ser um projeto exclusivo no coração do Porto e que trará os moradores de volta à Avenida dos Aliados, como também devido às caraterísticas distintivas do edifício, a par de uma localização prime.”, refere João Magalhães, diretor-geral da Predibisa.

“O Aliados 107 recupera com excelência um edifício emblemático do Porto, permitindo trazer ao centro histórico um projeto residencial na sua mais importante avenida, refletindo a atual renovação da cidade. É uma proposta irresistível e isso revelou-se quer na dinâmica do ritmo das vendas quer no próprio perfil de comprador”, acrescenta Patrícia Barão, Head of Residential da JLL.
Construído em 1930, com assinatura dos arquitetos Rogério de Azevedo e Baltazar de Castro, o nº 107 da Avenida dos Aliados é um dos edifícios mais emblemáticos da cidade do Porto, caraterizado por uma fachada imponente e uma escala marcante. O novo projeto, com autoria do arquiteto Arnaldo Brito, foi pensado para conservar os aspetos arquitetónicos originais, mas adapta o imóvel a condições únicas de conforto e de modernidade, conferindo-lhe um caráter cosmopolita.

”A procura residencial na Baixa do Porto tem sido constante e crescente, designadamente em edifícios com memória histórica e alvo de reabilitação, como o Aliados 107. Este processo é idêntico ao que ocorreu em outras cidades europeias com património histórico de grande qualidade arquitetónica, o que revela que atualmente são essas as zonas mais valorizadas. O Porto está cada vez mais a seguir essa tendência.”, sublinham João Nuno Magalhães e Patrícia Barão.

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Engenheiros portugueses pelo mundo - MovMe

Tive a satisfação de ontem ter tido mais um contacto de um colega, o Joaquim Almeida, que se encontra fora, mais concretamente na Argélia (aproveite para recordar o artigo Engenheiros Portugueses pelo Mundo - Chile). Trocamos várias ideias via Skype.

O Joaquim pertence ao um grupo de Engenheiros que criou o website do MovME, que pretende ser um local de troca de experiências e de ligação entre engenheiros. Os seus criadores consideram que podemos nos ajudar uns aos outros com a partilha de experiências, nomeadamente das diferentes realidades internacionais.

Mesmo sendo a fórmula de cálculo (por exemplo de estruturas) as mesmas, podemos ter desafios distintos em cada país. Essas dificuldades podem ir desde a dificuldade de aquisição de materiais até questões legais.
Fiquei logo curiosa e, depois de ver, entusiasmada com este interesse de poder existir um espaço de ligação entre engenheiros, estando disponível para ajudar e colaborar.

Assim gostava que dessem uma espreitadela a esta fantástica iniciativa, bem como que colaborem e participem. Considero que podemos ser melhores e chegar mais longe se trabalharmos juntos para o bem de todos.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Engenheiros civis portugueses pelo mundo - Chile

Do desafio que coloquei a semana passada apareceu o primeiro contacto vindo do Chile. O Mário Ferreira, mesmo não sendo engenheiro de formação, tem tanta experiência na área da Engenharia, que internacionalmente o não título não influencia a sua contratação para obras de grande dimensão. Assim o Mário é oriundo da zona do Porto tendo uma formação técnica na área da Orçamentação, Controlo e Gestão de Obra. Apresenta mais de 30 anos na Industria da Engenharia e Construção, dos quais já lá vão 12 anos internacionalmente.

Enquanto esteve por Portugal colaborou com diversas empresas de grande dimensão, tendo sido a sua “grande” escola de Engenharia a empresa Motaengil. Quando começou o seu percurso internacional foi desde logo para empresas que se encontram no ranking mundial das 100 maiores. Assim passou já por 4 continentes, num total de 7 países, Portugal, Angola, Argélia, Gabão, Qatar, Kuwait, Chile.

Atualmente encontra-se a colaborar num mega projeto na área mineira, localizado no norte do Chile, Mina de Chuquicamata, onde é responsável pelo controle do projeto, estando ao serviço de uma empresa europeia que se encontra implantada há muitos anos no Chile.

Para enquadrar o projeto em que o Mário se encontra, a mina de Chuiquicamata, (a mina maior do mundo de cobre, a céu aberto, tem forma elíptica 4,5km x 2km), está situada no norte do Chile , no deserto de Atacama ( considerado o deserto mais árido do mundo). Começou a ser explorada no ano 1915 pelos Espanhóis, então colonos do Chile. Devido aos altos custos de transporte da matéria, a exploração da mina deixou de ser rentável nos próximos anos. Mais de 160 mil metros de sondagens e 15 mil metros de tuneis foram realizados, os quais revelaram existir 4200 milhões de toneladas de mineral, com elevado potencial de ser explorado através de mina subterrânea, nos próximos 40 anos.
O desafio que atualmente está a construir (mina subterrânea) é constituído por unidades independentes, denominadas “Macrobloques”, em quatro níveis, a 800 metros abaixo do nível atual do rasgo da mina. Atualmente, este é considerado o projeto mineiro mais arrojado e de complexidade a nível de execução e de segurança no Chile.

Por fim o Mário fez uma sistematização em relação à Internacionalização. Como principais obstáculos considera:
• Concorrer a nível mundial a uma oferta de emprego;
• Empresas grandes em Portugal aos “olhos” internacionais, são consideradas pequenas empresas, igualmente se aplica as Obras e Projetos;
• Pensar em desistir, desmotivação devida a insucesso nos resultados da procura.

Contudo o Mário deixa igualmente as seguintes dicas para quem pensa na internacionalização:
• Internacionalize-se se tiver mesmo a certeza que o quer fazer;
• Internacionalizar não é igual a imigrar, é partilhar conhecimento e experiencia que já obteve no seu país de origem;
• Seja persistente e tenha uma atitude internacional;
• Crie, altere, e melhore o seu CV sempre que o achar necessário;
• Crie uma rede de contactos online, por exemplo em Linkedin (eles vão lhe ligar sem que se espere);
• Deposite o seu CV nas melhores empresas de recrutamento internacional, tudo acontece em UK, especialmente em Londres;
• Igualmente deposite e contacte diretamente as empresas que lhe interessam trabalhar;
• Tenha canais diretos disponíveis para entrevistas internacionais (Skype, Telemóvel, etc.);
• Nem tudo é um “mar de rosas” prepare-se para dificuldades físicas e emocionais;
• Não desista, pode ter que enviar mil ou dois mil Currículos até conseguir o que deseja.

Por fim gostaria de deixar aqui o desafio do Mário, para outros colegas que tenham estado com ele em obra e que a vida os levou para outra parte que comuniquem, apresentem os projetos em que estão para todos podermos ficar orgulhosos.

Obrigada Mário pelo contacto, partilha e desafio, espero continuar a ter notícia do fantástico pais do Chile, que só lá tive uma vez e adorei! Estes contactos torna todos mais próximos e orgulhosos do que a Engenharia Portuguesa anda a fazer pelo mundo.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Gabriel Couto contrói em Alvor o Longevity Health & Wellness Hotel

A construtora Gabriel Couto é a responsável pela construção de mais um hotel de luxo no Algarve. Após o êxito alcançado com a construção do Mar Shopping Algarve, o segundo centro comercial da IKEA Centres em Portugal recentemente inaugurado, a Gabriel Couto foi convidada pelo Grupo HPA, através da sua participada Hotel Salus SA, para construir o “Longevity Health & Wellness Hotel”, uma nova unidade de luxo em Alvor, reforçando assim a sua posição como empresa construtora de referência no mercado algarvio.

Com a assinatura do atelier “Vitor Vilhena Arquitectura”, a nova unidade hoteleira, uma aposta inovadora do Grupo HPA Saúde em parceria com a Longevity Wellness Worldwide, será o primeiro projeto do promotor em hotelaria de saúde e bem-estar, único e diferenciado, através da marca “Longevity Health & Wellness Hotel”.
Localizado na região de Portimão, este novo hotel vai ser edificado na aldeia turística de Alvor, que apresenta uma simbiose perfeita entre a tranquilidade da praia e a tradição da pesca. Usufruindo de uma localização privilegiada, o “Longevity Health & Wellness Hotel" constitui um novo e arrojado empreendimento turístico de quatro pisos acima do solo, uma cave e uma sub-cave, cuja área de construção total é de 7500m2.
Este hotel será constituído por 70 unidades de alojamento. Este projeto que aposta no turismo ligado à saúde e ao bem-estar, um segmento mundial crescente de pessoas que procuram conjugar as suas férias com soluções de relaxamento, revitalização e regeneração da saúde, reequilíbrio do corpo e da mente e no geral na prevenção da doença e manutenção do capital de saúde. A infraestrutura inclui, entre outros equipamentos, um SPA / Welness de aproximadamente 1500 m2 de área, incluindo área médica, uma sala multiusos com capacidade audiovisual, restaurantes, sala de chá, uma piscina localizada no último piso com vista para a baía de Alvor e um conjunto de espaços verdes que proporcionarão aos seus clientes agradáveis momentos de lazer.
A Gabriel Couto tem sido, de resto, responsável pela execução de diversos projetos hoteleiros construídos no nosso país (por exemplo o Rio Douro Hotel & SPA), o que “demonstra bem a confiança que os promotores hoteleiros têm vindo a depositar na competência apresentada e qualidade do trabalho desenvolvido”, salienta Carlos Couto, o CEO desta construtora minhota, sediada em V.N de Famalicão, e que ocupa um lugar de destaque no ranking nacional.

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NVE conclui obra no centro histórico de Guimarães

A NVE concluiu a obra de Reabilitação de um edifício na Rua de Camões em pleno Centro Histórico de Guimarães, Património da Humanidade desde 2001, com um conjunto arquitetónico de valor excecional, um testemunho do desenvolvimento urbano da cidade, contendo uma enorme diversidade de expressões formais e construtivas que devem ser preservadas e valorizadas.

A requalificação urbana e posterior classificação de Património da Humanidade observadas no centro histórico de Guimarães valorizaram de forma significativa a área da cidade que permanecia mais degradada, fruto de um abandono que gradualmente deixou “esquecido” um conjunto notável de edifícios de habitação, ruas, praças e monumentos cujo valor reside acima de tudo na autenticidade, integridade e unidade da linguagem construtiva do seu tecido urbano de origem.

A rua em que se insere este edifício tem características medievais, com os prédios coloridos e varandas de madeira, do edifício existente restou apenas a parede de pedra do piso inferior, a nova estrutura cresceu atrás dessa parede e foi executada em elementos de betão armado.
A cobertura foi executada com o tradicional acabamento em telha, vigas de madeiras a descarregar em paredes de alvenaria que descarregam em vigas de betão.

O edifício tem uma área de construção aproximada de 1.465m2 distribuídos por rés-do-chão e três pisos, o edifício terá um espaço comercial no piso 0 e um total de 17 apartamentos, tipologias T0, T1 e T2 distribuídos pelos restantes pisos.
Segundo um responsável da NVE "esta obra representou mais uma excelente oportunidade para a NVE aplicar todo o seu currículo e know how na área de requalificação de edifícios históricos, sendo um orgulho trabalhar mais uma vez na requalificação urbana da Cidade Berço".

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Preço médio de arrendamento em Portugal aumentou 26% no último ano

O Imovirtual acaba de revelar os seus dados globais de 2017, que confirmam que o mercado imobiliário português continua em crescimento. Lisboa, Porto, Sintra e Cascais foram os concelhos que registaram uma maior procura de casa no portal, tanto para arrendar como para comprar. No geral, o preço dos apartamentos para venda teve um aumento de 12% e o preço dos apartamentos para arrendar um aumento de 26%, relativamente a 2016.

No preço médio por metro quadrado de apartamentos para venda, Cascais registou-se como o concelho mais caro (2.410€/m2), seguido de Lisboa (1.895€), Espinho (1.850€), Albufeira (1.747€) e Loures (1.650€). Já no preço médio por metro quadrado de apartamentos para arrendar, Lisboa ocupou o primeiro lugar (14€/m2), seguida de Cascais (12,90€/m2), Oeiras (10,40€), Porto (9,73€/m2) e Loures (8,81€/m2). No geral, o preço do arrendamento no distrito de Lisboa aumentou 28%, no distrito do Porto 10% e no distrito de Setúbal 8%, face a 2016.
Relativamente às casas de férias para arrendar, Vila Real de Santo António foi o concelho mais procurado, seguido do Porto, Loulé, Alcobaça e Tavira.

No total, o portal recebeu 581.530 novos anúncios em 2017, sendo que Lisboa, Porto, Coimbra, Cascais e Vila Nova de Gaia foram as cidades com maior oferta de anúncios de casas para arrendar. Já no top 5 de cidades com maior oferta de anúncios de casas para vender, situou-se Vila Nova de Gaia, Lisboa, Porto, Sintra e Gondomar, respetivamente.

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