segunda-feira, 21 de maio de 2012

Londres 2012 - Resíduos e Jogos Olímpicos (II)

Seguindo com o Programa de Gestão dos Resíduos nos Jogos Olímpicos, temos seis níveis de hierarquia desde o melhor para o meio ambiente até o pior:

- Redução do consumo, o que significa que se você tem 20 pares de sapatos não é uma pessoa sustentável.
- Reutilização das coisas, por exemplo, essas campanhas de doação de roupa de abrigo no inverno.
- Reciclagem e compostos... é o adubo orgânico, como vemos na imagem.
- Uso de novas tecnologias para poupar energia.
- Queima de lixo para produzir energia.
- O lixo vai para o aterro sanitário: vade retro, satanás!
Enterrar lixo no aterro sanitário não é de jeito nenhum uma opção sustentável no longo prazo, pois é criado ali gás metano, o mais potente gás de efeito estufa, mais ainda que o CO². E temos os resíduos perigosos como o lixo-electrónico e as lâmpadas de baixo consumo que tem mercúrio! Mas também há emissões de CO² com o transporte do lixo até o aterro. Sem falar que quando enterramos resíduos, também enterramos a energia embutida neles; é a energia usada na fabricação dos produtos. Enterrar energia é enterrar dinheiro, e você não vai fazer isso, não é?
Os resíduos -e não o lixo- são um nobre negócio, por isso o desenvolvimento deste Mega-Evento mundial providencia a oportunidade de criar a micro-economia do resíduo eficiente, instalando a infra-estrutura e os processos para minimizá-los, e maximizar seu o reuso e a sua reciclagem. Neste caminho o Londres 2012 almeja atingir novos padrões de redução de resíduos e aproveitamento dos recursos.
As áreas prioritárias para a acção incluem o desenho das edificações olímpicas, e a da herança das instalações para operar com eficiência, tanto como possível. Também a redução dos resíduos durante a construção, operação, demolição, ou reconversão (esta última é a melhor) de ambas instalações: as permanentes e as temporárias. Nas fundações do Acquatic Centre, Handball Arena e Olympic Stadium foi usado betão com 30% de materiais reciclados.
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Artigo escrito por Roberto Steneri, Arquitecto e Urbanista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-Brasil. Por convite escreveu um book review para o Journal of Latin American Geography da Universidade do Texas.









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