quinta-feira, 30 de agosto de 2012

As empresas insolventes podem concorrer às obras públicas?

Esta é uma questão polémica e que dificilmente a sua resposta gera consensos sobre a sua adequabilidade, como se verá mais à frente neste artigo. Com o elevado número de empresas de construção que se encontram em insolvência, uma dúvida que surge a muita gente é se as empresas que se encontram nesse estado podem concorrer às obras públicas. A resposta é clara, as empresas insolventes podem concorrer às obras públicas, desde que estejam abrangidas por um plano de insolvência.

O Decreto-Lei n.º 278/2009, de 2 de Outubro, diploma que procedeu à alteração e republicação do Código dos Contratos Públicos, entre outras situações, apresentou uma alteração à alínea a) do artigo 55º. Essa alínea refere-se às entidades que não podem ser candidatos, concorrentes ou integrar qualquer agrupamento, como se pode ver na transcrição da mesma:

Artigo 55.º
Impedimentos
Não podem ser candidatos, concorrentes ou integrar qualquer agrupamento, as entidades que:
a) Se encontrem em estado de insolvência, declarada por sentença judicial, em fase de liquidação, dissolução ou cessação de actividade, sujeitas a qualquer meio preventivo de liquidação de patrimónios ou em qualquer situação análoga, ou tenham o respectivo processo pendente, salvo quando se encontrarem abrangidas por um plano de insolvência, ao abrigo da legislação em vigor;


A parte sublinhada foi o acréscimo que o Decreto-Lei nº 278/2009, de 2 de Outubro trouxe à referida alínea, e deixou assim a porta aberta para as empresas insolventes, desde que abrangidas por um plano de insolvência possam concorrer às obras públicas.

Esta situação surgiu após alguma discussão sobre o assunto, onde havia quem defendesse que o próprio estado estava a fechar a porta à possível recuperação das empresas insolventes ao deixa-las de parte da possibilidade de obter novos contratos.

Se por um lado essa argumentação colhe na forma teórica, na prática é discutível pois dificilmente se encontram subempreiteiros a quererem trabalhar para empresas insolventes, e se uma empresa insolvente conseguir o contrato de uma obra pública, o mais provável é deixa-la a meio… ou mesmo no início. Assim acontecendo, lesa-se o estado e o próprio mercado pois a empresa insolvente ficou com um contrato que não levou até ao fim e que podia ter sido concretizado por outra empresa com condições económicas para executar a empreitada por inteiro.

Qual a sua opinião sobre este assunto?

Ler o resto do artigo >>

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Queda da ponte Yangmingtan na China

A ponte Yangmingtan, em Harbin na China, desmoronou-se numa extensão de 100 metros provocando a queda de quatro camiões, e tendo como principal consequência a morte de três pessoas e cinco feridos. A ponte é muito recente, foi inaugurada em Novembro e custou 228,4 milhões de euros. A ponte atravessa o rio Songhua e tem 15,4 Km de extensão.

Segundo relatos de pessoas que presenciaram a queda da ponte, o tabuleiro começou a inclinar-se para o lado e depois desmoronou-se. Os camiões que caíram transportavam comida e pedras. As autoridades vão investigar se os camiões tinham peso excessivo e se isso terá provocado a queda da ponte. Outra hipótese já colocada é que a ponte tenha sido mal construída, e como consequência disso nem um ano tenha aguentado em funcionamento.
Esta situação preocupa as autoridades chinesas pois esta é já a sexta ponte que cai no país desde Julho de 2011.

Veja de seguida um vídeo com imagens recolhidas após a queda da ponte Yangmingtan.

Ler o resto do artigo >>

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Perú vai modernizar 1400 pontes com investimento de 690 milhões de euros

Foi anunciado pela agência nacional de rodovias do Perú, Provias, um plano para investir mais de 690 milhões de euros na modernização de 1400 (de um total de 2227) pontes até 2020. "Estamos a trocar pontes velhas por novas, a instalar pontes novas e substituindo estruturas provisórias por pontes definitivas", disse Raúl Torres, director executivo da Provias. Este plano será executado em duas fases, sendo que a primeira contempla trabalhos em 1000 pontes, a serem executados até 2016. Na segunda fase serão executados os trabalhos nas restantes 400 pontes, no período que vai de 2016 a 2020.

No que diz respeito ao investimento, para a primeira fase estão previstos cerca de 460 milhões de euros e para a segunda fase cerca de 230 milhões de euros. Para as 150 novas pontes, a Provias adjudicará contratos de concessão a 25 anos. Para as restantes pontes, os contratos serão de 5 anos de conservação por níveis de serviço.
Ponte Bolivar em Arequipa no Perú, projectada por Gustav Eiffel. Fotografia de John Meckley

Para as empresas portuguesas este é um reforço de oportunidades na América do Sul, continente onde algumas das grandes empresas portuguesas têm apostado fortemente.

Ler o resto do artigo >>

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Bastonário da Ordem dos Engenheiros considera uma vitória o acordo com o Brasil

A notícia do acordo celebrado entre as universidades portuguesas e brasileiras, que numa primeira fase privilegiará engenheiros e arquitectos, foi comentada da seguinte forma pelo Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Ramos: "Foi um passo de gigante, dado no sentido de reduzir as peias que estavam a dificultar o exercício da atividade de profissionais portugueses de elevada competência".

Carlos Matias Ramos acrescentou ainda que "é uma vitória porque permitirá libertar-nos desta peia que era o reconhecimento de profissionais que fizeram a sua formação em escolas de engenharia portuguesas de referência e que estavam a ter dificuldade de reconhecimento de diplomas por parte de escolas superiores de engenharia no Brasil" e que "como isso era uma das exigências para registo no sistema, criava uma dificuldade acrescida para esses profissionais poderem ter um exercício pleno da profissão no Brasil".

Mas nem tudo são rosas e o Bastonário da Ordem dos Engenheiros alerta também para uma possível saída em larga escala de técnicos portugueses qualificados: "Esperemos que não. A larga escala significaria um desastre para a economia portuguesa. Não há nenhum país no mundo que se desenvolva sem uma engenharia de qualidade. Não se pode pensar que se resolvem os problemas de um país apenas do ponto de vista orçamental, tem que haver crescimento e crescimento implica produção".

Haverá o risco de invasão do mercado nacional por parte de engenheiros brasileiros? Segundo Carlos Matias Ramos não: "Neste momento a economia brasileira está pujante. Existem planos de crescimento económico assentes em infraestruturas, portanto eles não vêm para cá. O que pode acontecer, e está a acontecer, é que, em resultado do crescimento de países como Angola e Moçambique, as empresas brasileiras, reconhecendo a qualidade e competência dos engenheiros portugueses, pretendam contratá-los para exercer nesses países".

Ler o resto do artigo >>

Martifer vai realizar projecto fotovoltaico no Chile

A Martifer Solar, empresa do grupo Martifer, assinou com a Ingenostrum um acordo para a construção de um projecto fotovoltaico no Chile. Este projecto será executado em Sierra Gorda, na região de Antofagasta, cobrindo uma área de 531 hectares. A Martifer esclarece que vai assegurar o fornecimento do equipamento, trabalhos de construção, manutenção e monitorização, cabendo à Ingenostrum a responsabilidade pela gestão de projecto, engenharia e controlo de qualidade.

"Com este acordo, a Martifer Solar reafirma o seu compromisso no sector fotovoltaico no Chile e na América Latina em geral. Actuamos como um parceiro estratégico para o desenvolvimento, construção e manutenção de projectos fotovoltaicos e destacamo-nos cada vez mais como um player global no sector solar", afirmou Alberto Rabanal, manager para a América Latina da Martifer Solar.

A Martifer continua assim a reforçar a actividade do seu grupo na América do Sul, onde por exemplo participa na construção de dois estádios para o mundial de futebol de 2014.

Ler o resto do artigo >>

Empreiteiros passam a reaver cauções das obras públicas em metade do tempo

Como medida para atenuar os efeitos da crise, o governo publicou hoje no Diário da Republica um decreto-lei que preconiza que os empreiteiros recebam as cauções de garantia à execução dos contratos de obras públicas em cinco anos após a conclusão da empreitada, metade do prazo actualmente em vigor. O decreto-lei refere "este regime excepcional e temporário é aplicável apenas aos contratos de empreitada de obras públicas já celebrados ou a celebrar até 1 de Julho de 2016 e apresenta-se como uma medida importante no propósito de atenuação dos efeitos negativos da crise económica e financeira actual".

Segundo este regime o dono de obra poderá autorizar a liberação das cauções que tenham sido prestadas no âmbito dos contratos de empreitada de obras públicas celebrados até 01 de julho de 2016, decorrido um ano contado da data de recepção provisória da obra.

Muitos empreiteiros reclamavam que esta medida fosse mais corajosa e arrojada, mas não deixará já de dar uma pequena ajuda nestes tempos que a luta de muitas empresas é para se manterem com as portas abertas. Será suficiente?

Ler o resto do artigo >>

Sotecnisol é a primeira empresa qualificada para o Programa Eco.AP

A Sotecnisol, empresa que opera nos sectores da construção, ambiente e energia, é a primeira empresa portuguesa a obter a qualificação para o Eco.AP – Programa de Eficiência Energética da Administração Pública.

O Programa Eco.AP foi lançado pelo actual executivo governamental, tem por objectivo criar condições para o desenvolvimento de uma política de eficiência energética na administração pública, designadamente nos seus serviços, edifícios e equipamentos, de forma a alcançar um aumento da eficiência energética de 20% até 2020.

Ao ser a primeira empresa de serviços energéticos (ESSE) qualificada para este programa, a Sotecnisol coloca-se na liderança de um dos seus setores de eleição, a energia, podendo a partir de agora concorrer aos concursos lançados pelo estado no âmbito deste programa.

Para Filipe Bello Morais, Director Geral da Sotecnisol Energia: «O Programa Eco.AP representa um importante passo para a melhoria dos serviços, organismos e equipamentos do estado, a Sotecnisol orgulha-se por isso de ser a primeira empresa portuguesa a estar apta para contribuir com a sua experiência e know-how para a melhoria da eficiência energética do estado».

Sobre a Sotecnisol
A Sotecnisol é uma empresa portuguesa que opera nos sectores construção, ambiente e energia. Está presente no mercado ibérico, italiano, brasileiro, angolano e argelino. Actualmente a empresa está organizada por centros de competência e especialização, nomeadamente Sotecnisol Materiais, Sotecnisol Coberturas & Fachadas, Sotecnisol Energia, Sotecnisol Ambiente, Sotecnisol Engenharia e Sotecnisol Revestimentos.

A finalizar relembramos que a Sotecnisol faz parte da lista das 100 melhores empresas para se trabalhar em Portugal em 2012.

Ler o resto do artigo >>

Engenheiros e Arquitectos com via aberta para trabalhar no Brasil

Universidades portuguesas e brasileiras assinaram um memorando que visa uma maior facilidade no reconhecimento dos graus académicos, contribuindo assim para uma integração profissional mais acessível. O acordo foi consumado em Brasília entre o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, a maior associação de universidades do Brasil, e numa fase inicial abrangerá engenheiros e arquitectos.

"Já estamos neste momento a fazer o levantamento dos procedimentos nos dois países, vamos comparados, vai haver um grupo de trabalho que já está formalizado. Espero que até final do ano, as universidades brasileiras e portuguesas tenham normas que permitam que haja critérios homogéneos quando se trata da aplicação de equivalências, sobretudo no caso das licenciaturas, para poderem depois ter a sua actividade profissional", disse António Rendas, presidente do Conselho dos Reitores Portugueses.

A prioridade que vai ser dada a arquitectos e engenheiros partiu de uma sugestão dos brasileiros. "A proposta foi deles e da nossa parte isso foi acolhido muito favoravelmente. Faz sentido porque é em relação a essas áreas que se verifica um maior afluxo, neste momento, de licenciados portugueses, muitos deles já seniores do ponto de vista da sua actividade profissional", afirmou o presidente do Conselho dos Reitores Portugueses.

Convém lembrar que este não é o primeiro sinal de esperança, nomeadamente para os engenheiros portugueses, que no final do ano passado viram ser anunciado que tinham o caminho aberto para trabalhar no Brasil. Mais tarde veio a saber-se que esta situação tinha sofrido um revés, e que afinal teria que se esperar mais um bocado até ser uma realidade. Portanto, espera-se que este memorando seja algo mais real.

Ler o resto do artigo >>

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A piscina mais assustadora do mundo?

Aquela que poderá muito bem ser a piscina mais assustadora do mundo está instalada no Hotel Holiday Inn Shanghai. A piscina está instalada no 24º andar do hotel e parte da sua estrutura sai fora do corpo do edifício, sendo nessa zona o fundo da piscina em vidro temperado. Assim, enquanto os utilizadores da piscina nadam, se olharem para baixo vêem as pessoas a andar na rua, 70 metros abaixo do ponto onde se encontram. Esta é a primeira piscina do género na China.

A piscina tem 30 metros de comprimento (contabilizando a parte interior e a exterior), 6 metros de largura e cerca de 1,5 metros de profundidade. A piscina foi desenhada pela Chan Sau Yan Associates, empresa sediada na Singapura.

"Nós queríamos providenciar aos nossos convidados uma experiência única de nado, e deixa-los sentir que estão de férias mesmo que seja no centro de uma cidade", disse um responsável do InterContinental Hotels Group.

Veja de seguida imagens daquela que é provavelmente a piscina mais assustadora do mundo...

Ler o resto do artigo >>

Tecnovia vai colocar 500 trabalhadores em lay-off

Já no início de Setembro serão colocados os primeiros trabalhadores em lay-off, mas o processo acabará por abranger cerca de 500 trabalhadores. A denúncia surgiu pelo presidente do Sindicato da Construção e na origem desta decisão estará a paragem nas obras das concessões rodoviárias do Alentejo e Algarve. Trata-se da Concessão Rodoviária Baixo Alentejo e da subconcessão Algarve Litoral, ambas assinadas em 2009 no Governo de José Sócrates.

"É uma empresa que se dedica a betuminosas, a estradas, e como estão a mandar parar as obras, as empresas recorrem ao lay-off ou à falência, atirando muitos trabalhadores para o desemprego", explicou Albano Ribeiro, presidente do Sindicato da Construção.

Para o presidente do Sindicato da Construção "Se o ministro da Economia persistir nesta direcção e não apostar em obras de requalificação de estradas e pontes será o coveiro do sector".
A Tecnovia - Sociedade de Empreitadas, S.A. faz parte do universo da Tecnovia SGPS, uma das maiores do sector da construção em Portugal e que tem mais de 700 trabalhadores, sendo que, como já referido no artigo, cerca de 500 serão abrangidos pelo lay-off.

Recorde-se que a Tecnovia foi notícia há pouco tempo no nosso site por pertencer ao consórcio que assumiu uma obra que estava a cargo da Sá Machado.

Ler o resto do artigo >>

domingo, 19 de agosto de 2012

A segurança a saldo?

A Associação Portuguesa de Coordenadores e Gestores de Segurança (APCGS) e o Sindicato da Construção emitiram um comunicado sobre o estado do sector da segurança na construção em Portugal. Leia de seguida o comunicado na íntegra.

"Temos consciência que o Sector da Construção, na vertente pública, privada e público-privada, não apresenta tendências de evolução positivas, facto que leva a que as empresas autoimponham cada vez mais o estabelecimento de restrições financeiras. O volume de trabalho aproxima-se perigosamente do inexistente e a concorrência apresenta-se feroz e cada vez mais agressiva, o que provoca ações comerciais que rondam o mercantilizar e canibalizar do mercado da segurança na construção.

A contenção salarial e os cortes nas despesas não podem servir para validar um decréscimo de disponibilidade para a gestão da prevenção nem para desvalorizar gradualmente - e para além do moralmente admissível - as condições contratuais dos intervenientes.

Torna-se importante a resolução urgente de alguns problemas que afetam o sector, de modo a permitir o correto enquadramento e a justa remuneração dos Coordenadores e Gestores de Segurança.

Verifica-se frequentemente que os critérios de adjudicação / contratação se baseiam única e exclusivamente em fatores económicos, minimizando a importância da componente técnica / curricular da proposta apresentada. Cada vez mais, o factor económico assume preponderância, levando a que se pratiquem, em alguns casos, valores abaixo do estipulado em contrato coletivo de trabalho, e que chegam a roçar o humilhante para os profissionais.

Citam-se abaixo dois exemplos - que a APCGS e o Sinditacto repudiam veementemente, uma vez que os valores em questão parecem querer votar ao ridículo o trabalho daqueles que, dia após dia, lutam para que os trabalhadores sobrevivam nos estaleiro e que os índices de sinistralidade no trabalho não se agravem:

1) O primeiro exemplo que queremos referir passou-se numa empreitada de águas e saneamento. Analisando o preço unitário para o lugar de Cordenador de Segurança em fase de Obra apresentado pela empresa a quem foi adjudicada a prestação de serviços de fiscalização e coordenação de segurança, verificamos que este foi de 2000 euros mensais. Considerando que os gastos relacionados com encargos para Segurança Social e impostos totalizam 70% do valor liquido a pagar ao colaborador, e retirando o valor simbólico de 800€ para alojamento, deslocações, comunicações e margem de lucro, chegamos à triste conclusão que esta proposta significa, no fundo, um valor final mensal disponivel para pagamento ao técnico, com Formação universitária, com especialização na area, com alguns anos de experiencia (que vai prestar o serviço propriamente dito) de 700 € liquidos.

2) O segundo exemplo que queremos abordar é referente a propostas de emprego que consideramos quase insultuosas, pois o valor base proposto como remuneração do técnico ronda os 700 euros. Infelizmente, entre estas, incluem-se algumas propostas feitas por entidades públicas e, inclusivamente, por algumas entidades sob alçada do programa governamental ESTIMULOS 2012 (que é considerada pelo Governo como medida ativa de emprego).

Os técnicos que foram contratados à luz do acima referido tem grande probabilidade de vir a encontrar em obra projetos indefinidos ou mal definidos, equipas sub-dimensionadas e com lacunas de capacidade de planeamento, facto que provoca uma maior quantidade de informação a processar em menor quantidade de tempo por elemento, levando à necessidade de realização de horas extraordinárias, remuneradas inadequadamente. Tudo isto tem sido acompanhado de diversas pressões por parte de Dono de Obra e da própria entidade empregadora.

Coloca-se também um problema de enquadramento: Os Gestores e Coordenadores de Segurança são desvalorizados ou lateralizados na análise de projectos complementares, não sendo, muitas vezes, convocados para a discussão de métodos construtivos ou outras tomadas de decisão de maior relevância para o seu objetivo.

CONCLUSÕES
- Torna-se premente a necessidade de mentalização dos Donos de Obra / contratantes para a importância do ato de adjudicação, considerando as componentes de métodos construtivos e integração da segurança, de modo a evitar a ocorrência de acidentes e os respetivos custos diretos e indiretos;
- Não é moralmente admissível, independentemente da envolvente económica e empresarial, que um técnico com formação superior, especialização na área e com estágio realizado, com responsabilidades criminais de grande monta, aufira uma remuneração de 4€ liquidos/h, remuneração esta com um efeito nefasto na sua motivação e disponibilidade mental;
- É urgente que os contratantes se mentalizem da premência de a Prevenção ser encarada como um fator imprescindivel no desenvolvimento dos trabalhos."

Ler o resto do artigo >>

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O que se passa com a cidade dos empreiteiros?

Braga, conhecida como a cidade dos empreiteiros, dificilmente justificará esse nome nos próximos tempos. Não é que faltem empreiteiros na cidade, mas dos principais, alguns já caíram, outros estão a cair, e em breve o grupo dos que eram mas já não são deverá aumentar. Hoje o Jornal de Notícias deu destaque à insolvência da CCR (7 milhões de euros de dívida), relembrando que esta insolvência vem na sequência recente das insolvências da FDO, JFS (34 milhões de euros de dívida) e ACF. Deve-se ainda relembrar as dificuldades extremas que a Sá Machado e a Europa Ar-Lindo atravessam, já para não dar especial valor aos rumores que envolvem outros empreiteiros de nomeada da cidade de Braga.

Mesmo com a provável queda destas empresas, a cidade de Braga mantém nomes grandes da construção em Portugal como a Casais, Eusébios, DST, JGomes, ABB e Britalar. É certo que algumas destas últimas empresas também se vêem envolvidas em rumores que atravessam o mercado, mas até ver vão-se mantendo.

No fundo o que se passa em Braga, é a imagem do que se passa no país. É que se por um lado é certo que os tempos estão a ser penalizadores demais para o sector da construção em Portugal, por outro não deixa de ser verdade que talvez não tenha sido prudente deixar um sector apenas ter um peso tão grande no país (atente-se à percentagem de mão-de-obra que até há uns anos estava empregada directa ou indirectamente no sector da construção).
Em Braga grande parte da população esteve a vida inteira ligada ao mundo da construção, e nesta altura não vislumbra saída dado que muitos perderam o emprego, e muito dificilmente o conseguirão noutros lados, porque os tempos para as empresas são de contenção, quando não são mesmo de retracção.

E, como se sabe, nem sempre a internacionalização é a solução.

Ler o resto do artigo >>

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Toyota vai construir fábrica de 500 milhões de euros no Brasil

A Toyota prepara-se para investir cerca de 500 milhões de euros (mil milhões de reais) na construção de uma fábrica de automóveis no Brasil, mais concretamente na cidade de Porto Feliz em São Paulo. Dilma Rousseff reuniu-se com Akio Toyoda e no final, este último, presidente da Toyota, anunciou o investimento. Esta fábrica, a inaugurar em 2015, terá como função o fabrico dos modelos Corolla e Etios, e a decisão da construção da fábrica no Brasil teve em conto o evidente crescimento económico do país. A fábrica irá garantir 700 postos de emprego directo.

O Brasil apresenta nesta altura vários investimentos de muito grande dimensão que confirmam a tendência de crescimento económico do país. Recorde-se, por exemplo, que em 2014 será o país anfitrião do mundial de futebol e em 2016 dos Jogos Olímpicos.

Ler o resto do artigo >>

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Somague vai rescindir contrato do Túnel do Marão

Mais um episódio na novela que se tornou a construção do Túnel do Marão, desta feita é a intenção da Somague em rescindir o contrato com o estado por não conseguirem chegar a acordo. Como se sabe, a obra está parada há 20 meses e ainda sem solução à vista. Se esta intenção da Somague for para a frente, é previsível que pelo menos numa primeira fase sejam os bancos a tomar conta do Túnel do Marão.

Os bancos financiadores estão a estudar a hipótese de assumir o capital da concessionária, para numa fase posterior negociar com o estado uma possível solução para este imbróglio. Após alienarem a outra empresa, os bancos sairão da estrutura accionista.

Consta que o estado é favorável a esta solução, numa altura que parece irreversível a rotura entre a concessionária, o estado e a banca.

Ler o resto do artigo >>

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pagamentos ilegais em obras da Parque Escolar

A Parque Escolar continua a dar que falar e vê-se envolvida em mais uma polémica. Desta feita o Tribunal de Contas considerou ilegais as obras de modernização da Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas, incluindo o Conservatório de Música do Porto, da Escola Básica e Secundária do Cerco e do Liceu Sá de Miranda. As conclusões que o Tribunal de Contas retira das auditorias que realizou às já referidas obras foi que "nenhum dos contratos celebrados foi submetido" ao tribunal "para efeitos de fiscalização prévia".

As obras de modernização da Escola Rodrigues de Freitas registaram uma derrapagem de 13,9%, mais 2,5 milhões de euros do que o previsto, acendendo o custo total a 21,1 milhões de euros. No que diz respeito à do Cerco a derrapagem foi de 14,1%, o que representa um acréscimo de 1,3 milhões relativamente aos 9,2 inicialmente indicados, fazendo um total de 10,5 milhões de euros. Relativamente ao Sá de Miranda, em Braga, as obras custaram mais 1,2 milhões de euros, ou seja, mais 9,4% do que o previsto, sendo o total de 14,4 milhões de euros.

O relatório do Tribunal de Contas vai mais longe nas suas conclusões e acusa mesmo a Parque Escolar de agir "de forma deliberada e intencional" procedendo à desagregação dos trabalhos de uma mesma intervenção, na Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas, com "o propósito de subtrair ao regime legal de unidade da despesa e de proibição do seu fraccionamento, uma vez que atento ao seu valor global de 17 314 164 euros, era obrigatória a abertura de procedimento de concurso público ou limitado internacional, resultando em despesas e pagamentos ilegais naquele montante".

Os ministros de Estado e das Finanças e da Educação e Ciência são mesmo alvo de uma recomendação directa do Tribunal de Contas, no sentido de procederem a "um efectivo acompanhamento e monitorização da actividade desenvolvida pela Parque Escolar".

Recorde-se que há uns meses atrás a administração da Parque Escolar demitiu-se na sequência de uma sucessão de polémicas. Antes disso já o Tribunal de Contas tinha chumbado um ajuste directo efectuado pela Parque Escolar à Mota-Engil.

A título de curiosidade fique ainda a conhecer os ateliês de arquitectura e os empreiteiros que mais ganharam com a Parque Escolar.

Ler o resto do artigo >>

Casas pré-fabricadas - Como se fazem?

A construção de casas pré-fabricadas é uma temática cada vez mais actual dado que a procura por esse tipo de casas tem aumentado exponencialmente, assim como o número de empresas que fabricam e constroem/montam as referidas casas pré-fabricadas. No passado abordamos este tema falando das vantagens e desvantagens das casas modulares, assim como os aspectos a ter em conta quando se estudam os preços das casas modulares. neste artigo apresentamos um vídeo da série How do they do it? sobre a construção de casas pré-fabricadas.

Neste vídeo onde se explica o processo de montagem das casas pré-fabricadas são abordadas situações como o tempo de construção (muito rápido), o preço da construção, o processo de fabrico, a construção por módulos, a personalização de cada casa, o processo construtivo, entre outras.

Ler o resto do artigo >>

Trabalho no Canadá usado como falsa promessa por rede mafiosa

A situação é simples, aproveitando uma campanha de recrutamento real, a rede mafiosa está a recrutar trabalhadores portugueses para trabalhar no Canadá. “A empresa que vai contratar pessoas para o Canadá está a ser utilizada, o nome dela e do Sindicato, por redes mafiosas com ligação ao Canadá e a Portugal, que estão a contactar trabalhadores nos Centros de Emprego de Vila Nova de Gaia, Amarante, Penafiel e Vila Real”, diz Albano Ribeiro, presidente do Sindicato de Trabalhadores da Construção Civil.

A rede mafiosa pede aos trabalhadores entre 300 a 500 euros, dependendo da sua qualificação, prometendo o tal trabalho no Canadá. Uma vez chegados ao Canadá os trabalhadores não têm acesso a trabalho algum, consumando-se assim a burla.

Esta burla surge na sequência do anúncio que o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil fez, em Julho, que uma empresa canadiana estava interessada em contratar 400 trabalhadores portugueses.

O sindicato vai colaborar na promoção de sessões de esclarecimento sobre as ofertas de emprego, que vão decorrer entre 30 de Agosto e 14 de Setembro em seis regiões do país.

Assim, quem se cruzar com estas oportunidades de emprego deve ter o máximo cuidado e verificar se são as oportunidades que realmente existem, se são as falsas que só têm como objectivo a burla.

Ler o resto do artigo >>

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Lucios investe em Moçambique

A Lucios, de Vila do Conde, vai entrar no mercado moçambicano em Setembro, segundo comunicado da construtora, sendo este o primeiro contacto efectivo que a empresa tem com o referido mercado. Para os próximos cinco anos a Lucios prevê investir 3,3 milhões de euros, sendo que a facturação que prevê para esse mesmo período temporal é de 100 milhões de euros.

Tiago Faria, "International Business Manager" da Lucios, disse que “o forte investimento das mineiras na exploração do carvão e o crescimento do PIB real traduz, por si só, um mercado próspero e duradouro no sector da construção”. Esta foi uma das razões que levou a Lucios a apostar no mercado moçambicano.

É mais um passo no crescimento da empresa vilacondense, que só em Portugal factura mais de 50 milhões de euros por ano.

Ler o resto do artigo >>

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

José Coutinho pede protecção contra credores

A Sociedade de Construções José Coutinho pediu um Processo Especial de Revitalização, um novo instrumento legislativo que alterou o Código de Insolvência e da Recuperação de Empresas, tendo agora dois meses para tentar chegar a acordo com os credores e salvar a empresa da falência. A empresa tem dívidas a fornecedores e outras entidades, mas tem também dinheiro a receber por obras que executou, sendo no caso o maior devedor o estado.

Com este processo a José Coutinho protege-se dos credores, ganhando algum "fôlego" para tentar obter algum do dinheiro que lhe devem, e assim mostrar que a empresa é viável. Contudo, basta que alguns credores não acreditem nessa viabilidade para que a empresa passe para a insolvência.

É assim evidente que a José Coutinho está numa autêntica luta contra o tempo para se manter em funcionamento, luta essa que poucas vezes dá frutos. A José Coutinho tem mais de 150 empregados e factura mais de 40 milhões de euros por ano.

Ler o resto do artigo >>

  ©Template by Dicas Blogger

TOPO