quinta-feira, 30 de abril de 2020

O teletrabalho mantém-se obrigatório em maio

Uma das dúvidas que se colocava com o fim do estado de emergência era se os trabalhadores cujas funções podem ser desempenhadas em teletrabalho já poderiam regressar aos escritórios. A resposta é que não podem, o teletrabalho continua a ser obrigatório em maio. Assim, e apesar do levantamento de algumas restrições, mantém-se o teletrabalho obrigatório como até agora.

Quanto a este assunto o primeiro-ministro António Costa foi muito claro e avisou hoje que o teletrabalho “continuará a ser obrigatório” em maio para todas as funções que possam ser realizadas nesse regime. Essa obrigatoriedade mantém-se pelo menos para todo o mês de maio. Isto significa que em maio quem não cumprir a lei que obriga ao teletrabalho, responderá pelo crime de desobediência para o qual estão previstas penas até um ano de prisão. Este crime de desobediência aplica-se aos funcionários que vão de livre vontade e aos superiores que obrigam direta ou indiretamente os funcionários a ir trabalhar para o escritório quando podem desempenhar a função em teletrabalho.

Recorde-se que as funções de natureza técnica, administrativa e comercial que são desempenhadas em escritório enquadram-se na definição de funções que podem ser realizadas em regime de teletrabalho. As excepções são muito pontuais.

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Reciclagem a cargo da EGF em Portugal cresceu 13% em 2019

A EGF, empresa do Grupo Mota-Engil/Urbaser responsável pelo tratamento e valorização de resíduos urbanos em 174 municípios de Portugal, registou em 2019 um aumento na recolha seletiva de 13% face a 2018, acima do aumento nacional de 10%. Destaca-se o excelente desempenho das empresas Amarsul, Ersuc, Suldouro, Resinorte e Valorlis com crescimentos superiores a 16% em comparação ao período homólogo. Salienta-se, ainda pela performance positiva, que quase todas as empresas EGF cresceram mais de 10%.

Estes crescimentos extraordinários resultam de um programa de elevado investimento realizado, integrado numa candidatura cofinanciada pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR), e à prioridade dada à atividade de recolha seletiva de resíduos de embalagens, remodelação e modernização de infraestruturas e em campanhas de sensibilização junto da população, que se traduziram numa participação efetiva e crescente dos cidadãos aos hábitos de reciclar.

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quarta-feira, 29 de abril de 2020

VIC Properties inicia construção de mais três edifícios do Prata Riverside Village

A VIC Properties S.A., promotora responsável por alguns dos maiores projetos residenciais em Lisboa, iniciou a construção de mais três edifícios do Prata Riverside Village, projeto desenhado pelo aclamado arquiteto italiano Renzo Piano. Localizado na primeira linha de rio, a escassos metros da margem do Tejo, e ligado diretamente ao Parque das Nações, o Prata Riverside Village, considerado o Melhor Empreendimento Imobiliário na categoria de Habitação em Portugal (Prémio SIL 2019), continua a desenvolver-se a um excelente ritmo de construção, mantendo uma elevada procura por parte daqueles que lá procuram viver.

“Estamos determinados em desenvolver rapidamente a totalidade do projeto”, afirma Luís Gamboa, Chief Operating Officer da promotora, recordando que a empresa mantém a intenção de “terminar as obras em todo o empreendimento até ao final de 2023”.

No decorrer do mês de abril, a promotora iniciou a construção de um novo edifício do Prata Riverside Village, e já em maio vai começar os trabalhos de outro edifício, que em conjunto oferecem um total de 172 apartamentos. A estes, acrescem mais 107 apartamentos de outro lote, já em construção, prevendo-se a conclusão destas três obras durante 2021.

Ainda este ano será concluído o segundo edifício do projeto, composto por 40 apartamentos, que se junta à primeira obra terminada, cujos 28 apartamentos se encontram já totalmente comercializados e habitados.

O Prata Riverside Village oferece a combinação perfeita entre localização, arquitetura e urbanismo, com apartamentos de diferentes tipologias - do T0 ao T4, e perfis de utilização -, e ainda vários espaços comerciais, os primeiros dos quais com abertura prevista já para 2020.

As restantes obras do empreendimento então também em desenvolvimento, com especial destaque para o edifício que será o coração de todo o projeto, um espaço totalmente dedicado à atividade comercial, concentrando uma vasta oferta na área alimentar, assim como um edifício dedicado a uma componente de fitness, incluindo piscina e/ou SPA, para o condomínio e comunidade visitante.

Mais do que nunca, o Prata Riverside Village distingue-se como sendo uma vila urbana no coração de Lisboa, com um verdadeiro ambiente de bairro, tranquilo, mas cheio de vida. O Prata inspira a “uma nova forma de viver”, aliando modernidade e a funcionalidade às tecnologias de materiais sustentáveis e duradouros, e estará equipado com lojas, restaurantes, galerias, pistas de bicicleta e parques infantis capazes de servir não só a comunidade de residentes, mas também de atrair, só por si, visitantes de outros bairros lisboetas. Tudo isto, coroado pelo Jardim Ribeirinho Oriente e pela ligação ao Tejo.

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terça-feira, 28 de abril de 2020

Obras Públicas e Infraestruturas é um dos setores que mais ganharia com a generalização das Compras Públicas de Inovação

A construção de estradas e outras infraestruturas envolve uma grande variedade de projetos e, portanto, um leque diversificado de entidades. No entanto, os dados que essas entidades produzem não são compartilhados, o que prejudica a eficiência na construção e na gestão dessas infraestruturas. Por exemplo, essas informações seriam relevantes para o desenvolvimento de um sistema de gestão do trânsito com um controlo de semáforos mais eficiente ou para a construção de uma ponte. Conscientes desta lacuna no setor, o Ministério de Infraestruturas e Meio Ambiente da Holanda e a Autoridade de Gestão dos Transportes da Suécia lançaram um concurso de Compras Públicas de Inovação (CPI) , com o objetivo de identificar um fornecedor de software de construção virtual (V-Con), que melhorasse a eficiência e a eficácia da construção e da gestão de estradas, mediante o intercâmbio e a padronização de dados usando a abordagem BIM (Building Information Modeling). Este é um exemplo de como funcionam as CPI e de como estas podem ser um importante catalisador de desenvolvimento.

A contratação pública de Inovação tem ainda uma reduzida expressão em Portugal. Mas na Suécia, por exemplo, representou 17% do PIB em 2018, tendo sido lançados nesse ano mais de 18,5 mil procedimentos.

Um cenário que a Agência Nacional de Inovação (ANI) pretende contrariar, tendo como compromisso contribuir para impulsionar a contratação pública de inovação em setores de interesse estratégico, no âmbito da Estratégia de Inovação Tecnológica e Empresarial 2018-2030. Nesse sentido, a Agência formalizou, em 2018, um protocolo de colaboração com o IMPIC - Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção. A alicerçar o trabalho conjunto das duas entidades estão as atividades desenvolvidas no âmbito do Interreg Europe iBuy e do Procure2Innovate (Horizonte 2020), dois projetos internacionais em curso coordenados a nível nacional pela ANI, com o acompanhamento próximo do IMPIC. A contratação pública de inovação pretende centrar a procura e a oferta, mas, simultaneamente, ser um instrumento importante de indução de inovação e atividades de I&D, quer nas empresas quer nas entidades públicas compradoras de produtos e serviços.
PORTUGAL TERÁ CENTRO DE COMPETÊNCIAS DE COMPRAS PÚBLICAS
Atualmente, existem cinco Centros de Competências em Compras Públicas de Inovação (CPI) na Europa, um dos quais na vizinha Espanha. Tendo em conta a importância deste instrumento para, por um lado, trazer às pessoas os serviços públicos mais inovadores, e, por outro, incentivar o desenvolvimento tecnológico nos países, mais cinco membros da União Europeia receberão outros tantos centros nos próximos anos. Em fase de implementação está a estrutura portuguesa, a qual estará disponível até 2021, e cujo desenvolvimento está entregue à ANI, que conta com o IMPICno estudo e implementação deste projeto. Além de Portugal, os outros países que estão prestes a ter centros de competências em CPI são Estónia, Grécia, Irlanda e Itália.

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segunda-feira, 27 de abril de 2020

dstgroup executa obra para a Iberdrola em Ribeira de Pena

A dst, sa, empresa do dstgroup, está a construir, em Ribeira de Pena, o Edifício de Controlo do Sistema Electroprodutor do Tâmega, uma estrutura de escritórios e serviços que permitirá apoiar aquele que é um dos maiores projetos hidroelétricos levados a cabo na Europa nos últimos 25 anos. A empreitada da Iberdrola, tem assinatura da consultora portuguesa TPF - Consultores de Engenharia e Arquitetura, S.A. e representa um investimento de cerca de 2,4 milhões euros.

O projeto de construção inclui trabalhos de terraplanagem, execução de fundações, estruturas, arquitetura, redes, instalações, e ainda a urbanização da plataforma do Edifício de Controlo do Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET) e Auxiliar. A dte - instalações especiais, também do dstgroup, será responsável pela implementação do projeto de especialidade, nomeadamente instalações elétricas, telecomunicações, deteção de incêndios, extinção portátil, sinalética de emergência, extinção fixa, sistema solar e AVAC.

“É para nós particularmente entusiasmante poder fazer parte da história da construção de um projeto desta envergadura, não só porque promove a transição energética em Portugal, baseado num modelo de utilização de energia limpa, que é também uma das nossas frentes de trabalho, mas também porque vai permitir a criação de riqueza e bem-estar para as populações da região e dos portugueses, em geral”, refere José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do dstgroup.

A par da dimensão económica, ambiental e social e do encaixe financeiro que esta obra representa, José Teixeira destaca as medidas adotadas nesta e noutras empreitadas, no contexto de COVID-19. “Temos um plano de contingência extremamente rigoroso, quer na sede da empresa quer nas empreitadas atualmente em execução. A sua implementação passa, entre outras medidas, pela distribuição de kits de EPI, obrigatoriedade de medição da temperatura corporal duas vezes por dia (manhã e tarde), desinfeção de todo o estaleiro de obra e frentes de trabalho e o distanciamento social”.

O Sistema Eletroprodutor do Tâmega é um dos maiores projetos hidroelétricos realizados na Europa nos últimos 25 anos, prevendo 1.500 milhões de euros de investimento e a criação de 13.500 empregos diretos e indireto durante o período de maior volume dos trabalhos (2018-2020). É formado por três centrais hidroelétricas e três barragens, duas situadas no rio Tâmega (Daivões e Alto Tâmega) e a terceira no rio Torno (Gouvães). O complexo contará com uma potência instalada de 1.200 megawatts (MW), alcançando uma produção anual de 1.800 gigawatts hora (GWh), ou seja, 4% do consumo elétrico do país.

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MIA e Quercus exigem encerramento das centrais nucleares espanholas em funcionamento

Passaram-se 34 anos desde o acidente nuclear de Chernobyl, que provocou a morte de 31 pessoas e a evacuação urgente de 116 000. Atualmente permanece uma área de isolamento de 30 quilómetros em torno da Central Nuclear. No aniversário desta tragédia que mantém a área inabitável, o Movimento Ibérico Antinuclear (MIA), parceiro da Quercus, expressa a sua rejeição à extensão da operação das centrais nucleares existentes em Espanha, algumas delas próximas de Portugal, como é o caso da Central Nuclear de Almaraz.

A 26 de abril de 1986, várias explosões e um grande incêndio afetaram o reator número quatro da Central Nuclear de Chernobyl. Assim começou uma tragédia de dimensões gigantescas em que milhões de partículas radioativas foram lançadas na atmosfera, numa quantidade 500 vezes superior à libertada pela bomba atómica de Hiroshima. Com isso, a vida de milhares de pessoas e o ambiente foram dolorosamente afetados: uma enorme nuvem radioativa viajou milhões de quilómetros, ameaçando a saúde e a segurança em vários países europeus. No primeiro momento, 31 pessoas morreram e 116 000 foram evacuadas com urgência. Até hoje, cerca de seis milhões de pessoas tiveram a sua saúde afetada pela radiação e os 30 quilómetros de isolamento em redor da Central Nuclear ainda estão em vigor.

Para isolar a emissão de radiação do reator nuclear, um primeiro sarcófago de emergência foi construído para cobrir o reator danificado e o isolar externamente. Os outros reatores da Central continuaram em operação até 15 de dezembro de 2000, tendo a radiação corroído novamente a estrutura, o que deixou o perigo à vista. Por esse motivo, em 2010, a empresa francesa Novarka iniciou a construção do segundo sarcófago a um custo de aproximadamente 1500 milhões de euros, para impedir a libertação de contaminantes radioativos, proteger o reator contra influências externas, facilitar a desmontagem e o desmantelamento do reator e evitar a entrada de água, operação que terminou em 2019, e que, juntamente com a construção de um armazém radioativo, representa um investimento total de 2150 milhões de euros para obter um selamento que pode durar apenas cerca de 100 anos.

As últimas notícias sobre a Central de Chernobyl são preocupantes, uma vez que ocorreu um grande incêndio em torno da Central e esteve muito perto de atingi-la, libertando a radioatividade fixada pelas árvores e pelo solo e potencialmente podendo expandir os efeitos da tragédia de 26 de abril de 1986. Segundo dados divulgados pelas autoridades oficiais, mais de 100 hectares de terra perto da cidade de Vladímirovka, nas proximidades da Central Nuclear foram destruídos e de acordo com estimativas, 34 000 hectares de área foram afetados e um segundo incêndio ocupou uma área de cerca de 12 000 hectares. Para combater estes incêndios, além das tropas mobilizadas pelo governo, que tentaram impedir o avanço do fogo com hidroaviões e helicópteros, já foram despejadas 500 toneladas de água nas chamas.

Os níveis de radioatividade existente multiplicaram-se com o fogo e informações oficiais reconhecem que a radiação já existente foi multiplicada por 16, uma vez que o calor removeu as cinzas radioativas. O apoio de voluntários permitiu cavar trincheiras para servir como corta-fogos em redor do sarcófago que cobre o reator danificado e, assim, impedir que o fogo atinja a Central Nuclear. Como aconteceu em 1986, foi necessário que os voluntários fossem expostos à radioatividade libertada pela remoção do solo.

Apesar de toda a tragédia de Chernobyl, outro grande acidente nuclear ocorreu em Fukushima em 2011 e ainda está pendente o encerramento ordenado das centrais que operavam em 1986, cancelando a construção e o uso de mais centrais nucleares, bem como os testes com este tipo de armamento. Nunca é de mais lembrar que nenhuma partícula radioativa é inofensiva, em nenhuma das suas formas. Felizmente, após o acidente nuclear de Chernobyl, os planos de construção de milhares de reatores que existiam à época não seguiram em frente, e foi interrompido o início da construção de várias centrais previstas, bem como alguns planos de nuclearização. Desde 1989, apenas 22 reatores operacionais foram construídos, com um aumento significativo apenas na China nos últimos dez anos, mas sem exceder em grande número os encerramentos que já estão a ocorrer. Agora, estamos no momento de intensificar o declínio desta indústria perigosa, interrompendo as poucas construções ainda existentes e não prolongando as licenças das centrais em funcionamento. O próprio setor do Nuclear já assumiu o triunfo da energia renovável, não apenas pelo seu papel diante da emergência climática, mas também pelo seu baixo custo e menor risco.
O Movimento Ibérico Antinuclear (MIA) continua a questionar: era mesmo necessário construir centrais nucleares para nos fornecerem energia suficiente ou continuar agora a manter essas estruturas quando elas já atingem a obsolescência? Para as organizações que compõem o Movimento Ibérico Antinuclear, a resposta torna-se mais óbvia a cada dia que passa: absolutamente não! Existe uma enorme capacidade de geração de energia a partir de fontes renováveis, além de soluções de engenharia para aumentar a eficiência energética e adaptar o consumo à produção.

Um facto nunca mencionado, à semelhança do facto do selamento de Chernobyl ter sido pago com dinheiro público: os resíduos radioativos. Muitos deles vão durar até 300 000 anos e a sua gestão é paga pela sociedade como um todo. Uma gestão que as futuras gerações terão de enfrentar, sem ter desfrutado da energia criada, se quiserem evitar a emissão contínua de milhões de partículas, não apenas para a atmosfera, mas também para rios, lagos, mares e aquíferos do planeta, bem como a contaminação de solos, flora e fauna e ecossistemas cada vez mais ameaçados e sem os quais a sobrevivência da vida humana é impossível.

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Mota-Engil ganha maior contrato de sempre na América Latina. O valor é de 636 milhões de euros

A Mota-Engil venceu o concurso publico internacional para o troço 1 do Megaprojeto ferroviário, designado por “Tren Maya”, no México, sendo o novo contrato no valor de 13.394 mil milhões de pesos mexicanos, o equivalente a 636 milhões de Euros. Para o desenvolvimento da proposta e futura construção do troço ferroviário, a Mota-Engil México associou-se em parceria com a China Communications Construction Company Ltd. (CCCC), num consórcio que será liderado pela Mota-Engil com 58%, sendo o primeiro projeto de construção em consórcio com a CCCC, uma das quatro maiores construtoras mundiais.

O contrato corresponde ao primeiro lanço, com 228 km, da importante infraestrutura ferroviária que dinamizará a atividade económica de 5 estados no sul do país (Tabasco, Campeche, Yucatán, Quintan Roo e Chiapas), tendo sido o primeiro e maior projeto de infraestruturas anunciado pelo atual Presidente mexicano, Alfredo Lopes Obrador, aquando do início do seu mandato.

Com a assinatura de mais um contrato no México (outros contratos recentes no México: [1], [2], [3]), o maior mercado do Grupo na região da América Latina, a Mota-Engil reforça o equilíbrio da sua atividade entre as três regiões onde atua e confirma a sustentabilidade do seu negócio e a dinâmica comercial em tempos de pandemia.

O contrato envolve a elaboração do projeto de execução, fornecimento de materiais e respetiva execução da plataforma e ferrovia.

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sábado, 25 de abril de 2020

Gabriel Couto constrói projetos imobiliários para o Taga-Urbanic no Porto

Apostado em alargar o seu mercado imobiliário, o grupo israelita Taga-Urbanic pretende investir em Portugal cerca de 100 milhões de euros até 2023. Este grupo tem vindo a desenvolver com sucesso projetos imobiliários e hoteleiros em outras cidades, nomeadamente em Londres, Berlim e Nova Iorque, estando também a avaliar outros mercados, contudo, Portugal é, neste momento, a sua maior aposta a curto e médio prazo. De realçar que, desde que chegou a Portugal, o grupo Taga-Urbanic já efetivou mais de uma dezena de aquisições imobiliárias, entre terrenos e imoveis para construir e/ou reabilitar, sendo que esta foi apenas a primeira ronda de investimentos do grupo em Portugal. O grupo israelita tem como objetivo criar, nos próximos cinco anos, um portefólio de cerca de 700 apartamentos reabilitados, tanto no Porto como em Lisboa.

Apostada cada vez mais na construção de empreendimentos imobiliários e hoteleiros para os principais promotores privados do País, a construtora Gabriel Couto foi a empresa selecionada pelo grupo Taga-Urbanic para a construção de dois novos projetos imobiliários localizados no concelho do Porto: “João das Regras” e “Paraíso 49”.

O primeiro empreendimento imobiliário, localizado na Rua João das Regras, será composto por dois volumes, sendo um dos volumes em altura o e outro alongado, os quais darão lugar a 44 unidades habitacionais de tipologia T0 e duas de tipologia T1, numa organização de espaços residenciais de pequenas dimensões, apoiados e complementados por uma grande sala de estar de condomínio, espaço de lavandaria, um amplo espaço no exterior comum e um espaço técnico de arrecadação.

Entre os 44 estúdios (T0) constituintes deste projeto imobiliário, as áreas oscilam entre os 26 e os 30 metros quadrados, compostos por kitchenette, sala-quarto e wc, enquanto os T1 terão dimensões superiores que oscilam entre os 33 e os 55 metros quadrados.
Estruturalmente, a fachada e a parede do lado poente do edifício existente na Rua João das Regras serão mantidas, sendo necessário particular atenção relativamente à sua preservação e consolidação, enquanto a nova estrutura não estiver funcional. Este empreendimento imobiliário irá manter a traça caraterística desta zona residencial, conjugando os dois volumes puros, reutilizando e recuperando os materiais existentes.

Este novo empreendimento, além de beneficiar de uma excelente localização na cidade do Porto, apresenta habitações de tipologias T0 e T1 concebidas para estudantes, empresários e/ou famílias que valorizam sofisticação, segurança e conforto.

Quanto ao segundo empreendimento imobiliário, trata-se de um edifício de habitação multifamiliar e encontra-se localizado na Rua do Paraíso, que será constituído por oito pisos, três subterrâneos, um rés-do-chão, três pisos superiores e ainda um recuado, que albergará um total de 18 apartamentos (um T0+1, nove T1, três T1+1, três T2 e dois T3).
Este novo empreendimento imobiliário encontra-se inserido numa zona residencial de excelência da cidade do Porto e será o resultado de um projeto de arquitetura arrojado e contemporâneo. Ao nível dos diversos acabamentos, foram selecionados materiais nobres de alta qualidade que asseguram grande durabilidade e constância.

Mantendo também a traça característica desta zona residencial, será preservada a fachada existente do edifício original, sendo a mesma integrada na nova arquitetura.

Este novo edifício de habitação multifamiliar enquadra-se no tipo de empreendimento para residência permanente, e não para o mercado de aluguer de curta duração. Assim e para que o conforto e qualidade de vida esteja assegurada, os moradores terão todas as condições indispensáveis ao seu bem-estar, sendo garantido, por exemplo, lugares de estacionamento privados para todas as frações criadas e oferecendo todo o conforto e comodidade, bem como uma exposição solar que a construção oferece.

Pelas suas caraterísticas arquitetónicas e excelente localização, este empreendimento habitacional é um duplo convite quer ao mercado nacional, como internacional.
Para Daniel Costa, Diretor Comercial do grupo Gabriel Couto, «a adjudicação destes dois novos empreendimentos imobiliários é um sinal inequívoco da confiança que os grupos investidores, nacionais e estrangeiros, têm vindo a depositar na competência e capacidade técnicas e na qualidade do trabalho desenvolvido pela Gabriel Couto. Será com enorme empenho e determinação que trabalharemos em prol do sucesso das empreitadas, cumprimento dos objetivos propostos e dos padrões de qualidade expectáveis, esperando que estas duas novas empreitadas sejam as primeiras de muitos outros futuros projetos a executar pela Gabriel Couto para o grupo Taga-Urbanic».

De realçar que o grupo Gabriel Couto apresenta no seu portfólio destes últimos anos, vários projetos privados, sendo a sua maioria empreendimentos hoteleiros e imobiliários.
Para Asaf Baumer, Chief Operating Officer do grupo Taga-Urbanic em Portugal, “como profissionais, o grupo está constantemente há procura da criação de parcerias prósperas e duradouras e estamos entusiasmados com a oportunidade de desenvolver estes projetos com uma empresa de construção com 70 anos. A reputação e o profissionalismo do grupo Gabriel Couto foram mais que provados na última década, assegurando-nos que fizemos a escolha certa de forma a fornecer aos nossos clientes a melhor qualidade existente, hoje, no mercado português”.

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sexta-feira, 24 de abril de 2020

DST constrói EPIC SANA Marquês, uma unidade de cinco estrelas

O EPIC SANA Marquês é a nova unidade cinco estrelas que está a nascer da reconversão do antigo SANA Lisboa, cujas obras de remodelação e ampliação estão a cargo de três empresas do dstgroup. A dst sa, - contrutora, a dte - instalações especiais - e a bysteel fs, empresa especializada na conceção, engenharia e execução de fachadas e envelopes arquitetónicos para edifícios, assumem assim a execução da empreitada, que representa um volume de negócios de 10 milhões de euros, e que permitirá aumentar a capacidade de alojamento e a diversificação de serviços prestados.

Assinado pelo NLA nuno leonidas arquitecto, o projeto insere-se na estratégia de expansão do grupo SANA Hotels para os próximos anos, cujo investimento de mais de 400 milhões de euros em 10 projetos hoteleiros contempla novas aberturas e remodelações.

A intervenção da dst,s.a na ampliação do atual Sana Lisboa Hotel estende-se a 19 pisos da unidade e inclui demolições, acabamentos e instalações especiais. A Bysteel FS, especializada na execução de soluções construtivas em projetos arrojados e inovadores, será responsável pelo projeto de caixilharia de alumínio e vidros. A dte – instalações especiais tem a seu cargo as empreitadas de instalações eléctricas, telecomunicações, segurança, GTC e AVAC.
Após as obras de beneficiação, o futuro hotel, que adotará o conceito “EPIC”, ficará dotado com quase 400 quartos, mais 140 do que possuía anteriormente, dois pisos de salas de conferências e eventos, zonas de lazer, SPA, duas piscinas e dois restaurantes temáticos, um italiano e outro de gastronomia japonesa, elevando assim os níveis de qualidade pelos quais a cadeia é já amplamente reconhecida

A obra de grande dimensão, localizada na Avenida Fontes Pereira de Melo, uma das principais artérias de Lisboa, representa uma obra importante que complementa e reforça o já sólido e reconhecido portfólio de obras do dstgroup no setor da hotelaria.
José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do dstgroup, destaca as medidas adotadas nesta e noutras empreitadas, no contexto de COVID-19. “Temos um plano de contingência extremamente rigoroso, quer na sede da empresa quer nas empreitadas atualmente em execução. A sua implementação passa, entre outras medidas, pela distribuição de kits de EPI, obrigatoriedade de medição da temperatura corporal duas vezes por dia (manhã e tarde), desinfeção de todo o estaleiro de obra e frentes de trabalho e o distanciamento social”.

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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Schindler selecionada para fazer parte do projeto histórico do Metro de Melbourne

A multinacional suíça Schindler foi selecionada para um projeto de grande dimensão no Metro de Melbourne, na Austrália. A empresa, referência mundial no setor, vai instalar 103 escadas rolantes e 73 elevadores no âmbito do “Metro Tunnel Project”. Uma vez em funcionamento, estes equipamentos vão contribuir para transportar mais de meio milhão de pessoas diariamente.

O “Metro Tunnel Project” é o maior projeto ao nível de infraestrutura de transportes públicos alguma vez desenvolvido no estado australiano de Victória. Fornecerá nove quilómetros de túneis ferroviários duplos e cinco novas estações de metro, transformando a forma como as pessoas se deslocam em Melbourne, melhorando o acesso a pontos de referência e permitindo que mais passageiros viajem na rede de metro.

A rentabilização do espaço é um desafio chave deste projeto, sendo essencial a utilização de escadas rolantes e elevadores compactos, equipados com a mais recente tecnologia. A instalação incluirá um imponente ascensor de 7.000 kg sem casa de máquinas, com portas de 4 metros de altura concebidas especificamente para este projeto. A sua conclusão está prevista para 2025.
«A mobilidade vertical proporcionada pelos nossos elevadores e escadas rolantes vai ser crucial para ajudar a criar uma rede de metro mais fidedigna» refere Thomas Oetterli, CEO da Schindler. «Estamos orgulhosos de contribuir para este projeto icónico que irá servir a população de Melbourne».

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segunda-feira, 20 de abril de 2020

A Arte nas cidades que queremos (re)abrir, por Helena Mendes Pereira, diretora da zet gallery

Em tempo de confinamento e de isolamento social, em que temos o privilégio de observarmos o espaço público sem a azáfama dos dias normais de que temos saudades, cria-se a oportunidade de um tempo de pensar as cidades e de que formas estas podem ser, cada vez mais, palco da criação artística e bandeiras da democratização do acesso à Arte. Há largos anos que o dst group (agora com a zet gallery como pivot nesta matéria) recorre ao seu know-how na engenharia e construção, colocando-o ao serviço de projetos de criação e implementação de obras de arte em espaço público, numa articulação plena com os artistas e com os organismos de gestão dos territórios. Esta consciência da urgência do contacto quotidiano com a obra de Arte como promotor da literacia, do conhecimento e, consequentemente, da construção de consciência crítica e de cidadania. A presença da Arte em espaço público é, assim, muito mais do que dotar o território do belo. É um ato político e simbólico que foram sendo sempre, ao longo da História, as transformações urbanas.

A história urbana mostra que às transformações de ordem económica e social se segue a adequação das estruturas, das formas e das imagens das cidades. Neste novo tempo que vivemos, é perentório que o espaço público seja cada vez mais um convite, não à profusão dos eventos, mas ao convívio moderado e seguro. A Arte pode ajudar, pode ter essa mensagem. Para a economia da cidade industrial, importava a proximidade a fontes de matérias-primas e de energia, a disponibilidade de capital, a força do trabalho de qualificação baixa ou média e um grande mercado local. Mas as exigências da cidade são radicalmente diferentes para a nova economia, que, segundo Peter Hall , deixou de ser uma “economia de informação” e se tornou numa “economia da cultura”, na qual a cultura se tornou na peça central da máquina reprodutiva do capitalismo, a sua nova mola propulsora . As transformações espaciais não são consideradas apenas na sua dimensão física, territorial, mas envolvem ponderações de ordem simbólica e muitos dos fenómenos sociais, cuja difusão já está desligada do espaço físico da cidade, são influenciados por fatores que têm uma origem urbana, sob o perfil material ou simbólico . O lugar, a imagem e a identidade tornam-se fundamentais. No mundo global, onde a modernização gerou a estandardização e a homogeneidade, muitas cidades industriais assistiram à diluição da sua identidade. A identidade está fortemente ancorada à imagem e à cultura local. Neste sentido, considera-se que é principalmente através da cultura que as cidades se podem individualizar, acentuando as suas identidades, marcando um lugar no panorama mundial. Por isso, as atuais políticas de intervenção urbana privilegiam planos e projetos que reforcem ou recriem a imagem e a identidade de cada cidade.
Helena Mendes Pereira

Para Huyssen, empreendedores e políticos procuram vender a cidade como imagem, procurando aumentar a receita com turismo de massa, convenções e aluguer de espaços comerciais. O ponto central, deste novo tipo de política urbana, são os espaços estéticos para o consumo cultural e é neste contexto que os investimentos em equipamentos e eventos culturais e na requalificação da imagem dos territórios a partir da Arte Pública se equaliza a investimentos em bens e serviços da dita primeira necessidade. Os processos de transformação e desenvolvimento dos territórios através da democratização do acesso ao belo por via da cultura e, em particular, da Arte Pública, proliferam-se por todo mundo, sendo que interessa destacar Pina Bausch (1940-2009) que criou em Wuppertal, em 1973, a Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, uma companhia de dança e teatro que havia de colocar a pequena cidade alemã no mapa do que melhor se fez no mundo ao nível das artes performativas; San Sperate que é um pequeno lugar no enquadramento rural da região da Sardenha (Itália) com pouco mais do que 8000 habitantes e é o maior museu de pintura mural ao ar livre do mundo com mais de 400 murais pintados e mais de uma centena de esculturas; Inhotim, situada no Brumadinho, uma cidade com 38 mil habitantes, a 60 quilómetros de Belo Horizonte, cidade capital do estado brasileiro de Minas Gerais, começou a ser idealizada pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz a partir de meados da década de 1980 e constituiu-se hoje como uma dos maiores acervos de arte contemporânea do Brasil; a 100 km de Bilbao (Espanha), Chillida Leku, gerida pela fundação com o nome de Eduardo Chillida (1924-2002) ocupa o lugar de pequena Babilónia dos nossos dias. Localizado em Hernani, Guipúscoa, lugar distante dos centros mais cosmopolitas do País Basco e construído a partir de um dos maiores desejos do escultor e gravador Eduardo Chillida (criar um espaço museológico especial onde pudesse partilhar a sua obra e expor alguns dos seus melhores trabalhos) a sua peculiaridade é suficiente para ter inscrito esta pequena localidade no mapa da Arte contemporânea, acolhendo mais de duas centenas de milhar de visitantes por ano.

Mais de cem anos depois de Filippo Marinetti ter defendido no Manifesto Futurista (1909) a destruição dos museus, reduzindo-os a meros dormitórios públicos e a espaços para o carcinoma de professores, arqueólogos, guias e antiquários , assistimos a uma transformação radical no paradigma desta instituição. Dada a sua importância atual enquanto centro de urbanidade e civilização, o museu é considerado como a nova catedral do século XX . Entendido como polo de atração turística e protagonista da economia da cultura , é hoje um fator determinante na requalificação e reanimação urbana, conquistando um lugar de destaque nas nossas cidades. Não obstante, os museus de arte contemporânea, os seus edificados e por vezes os seus discursos herméticos promovem o afastamento dos públicos da criação artística contemporânea e potenciam a ideia de uma exclusividade de acesso e compreensão apenas para as elites. A obra de Arte pública, não só organiza o espaço público, condicionando positivamente o seu usufruto, como está disponível à contemplação e interação de todos, sendo desprovida de muros e bilheteiras. Nos últimos anos temos assistido, enquanto estratégia de comunicação para as massas, à aposta de vários museus (Rainha Sofia, em Madrid, por exemplo) com a implementação de obras de Arte públicas de grande envergadura, por períodos balizados, associadas a autores que, depois, podemos encontrar dentro do museu.

A arte pública tem sido uma área controversa por natureza. Não obstante, vários governos têm apoiado a sua realização, através da criação de programas de apoio às artes. A “política do 1%” foi um desses programas aplicados internacionalmente – Inglaterra, França e Estados Unidos – para promover a construção de obras de arte pública, utilizando para esse efeito 1% dos custos da totalidade de um empreendimento. Durante a década de 1980, o poder político norte americano, inglês, francês e espanhol compreendeu que o investimento em Arte pública, associado às políticas de restruturação urbana, poderia trazer benefícios económicos e sociais para as cidades. A renovação da imagem da cidade iria proporcionar um aumento do investimento privado, gerando novos postos de trabalho e, por conseguinte, dando um contributo determinante para crescimento da economia. À medida que a política de regeneração urbana progredia, tornava-se claro que a arte podia contribuir para a economia, para a criação de emprego e também para o turismo. Por toda a Europa temos vários exemplos desta realidade. No caso de Broadgate (Inglaterra), realizou-se uma reestruturação de grandes dimensões, que envolvia a criação de novas ruas, a remodelação de espaços públicos e a instalação de Arte pública. Planeado a várias fases, o projeto contou com a instalação de 24 obras de arte públicas de artistas locais e outros reconhecidos internacionalmente, tais como Barry Flanagan (1941-2009), Richard Serra (n.1939), Fernando Botero (n.1932) ou George Segal (1924-2000). A seleção de participantes foi criteriosa e envolvia a apresentação de maquetes e a definição clara de objetivos, que estabeleciam que os trabalhos tinham que “desafiar as atitudes das pessoas perante a arte” , sem apresentar, contudo, conteúdo ofensivo. O programa de Arte pública de Broadgate não só criou uma nova imagem do lugar, como contribuiu para uma melhoria do ambiente urbano, o que valeu ao projeto vários prémios e ser considerado o melhor espaço público dos arredores de Londres.
Intervenção artística ambiental octo_ _ _ _ de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais na marginal de Esposende

A obra de Arte pública interpela-nos e faz-nos pensar, perturba-nos e faz-nos duvidar mas, sobretudo, é global e não restrita e ainda que não exista em toda a História da Arte nenhuma obra de Arte pública geradora de consensos, as estórias de apropriação identitária por parte dos locais multiplicam-se. Recentemente, no âmbito do projeto Esposende SmartCity, este município minhoto associou, tendo como parceiros o dst group, através da MOSAIC e da zet gallery, a Arte a esta transformação e, entre 2019 e 2020, o espaço público conta com uma instalação artística de Pedro Tudela (n.1962) e Miguel Carvalhais (n.1974), uma escultura de Volker Schnüttgen (n.1961) e uma intervenção de Alexandre Farto AKA VHILS (n.1987). Nenhuma destas obras de Arte públicas carecem da condição material do tal elevador social para serem vistas, além de serem uma afirmação do poder dos territórios, da sua ousadia e da sua soberania, já que o investimento em Arte e em grandes obras públicas no patamar do belo, foi e será sempre o caminho mais fácil para a eternidade e aquele que mais evangeliza as massas a uma ideia de sociedade e de futuro.


Helena Mendes Pereira, diretora da zet gallery

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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Como poupar energia em casa

Com o recolhimento domiciliário o consumo de eletricidade das famílias aumentou, o que significa que a despesa com as faturas de energia será maior. Neste período a rotina diária de toda a família inclui, quase exclusivamente, atividades de trabalho, refeições, limpeza e lazer em casa, com recurso a equipamentos elétricos e eletrónicos, nem sempre utilizados da forma energeticamente mais eficiente.

Aproveite esta ocasião para incutir na sua família novos comportamentos, cujos benefícios se irão repercutir na sua carteira e no ambiente, mesmo quando esta situação de emergência estiver concluída. Para tal, a Quercus selecionou alguns conselhos que a sua família pode começar a pôr em prática.

CONSERVAÇÃO E PREPARAÇÃO DOS ALIMENTOS

- Regule e mantenha constantes as temperaturas do termostato do frigorífico (a +5°C) e do congelador (a -18°C)

Reduzir as temperaturas destes compartimentos faz aumentar os consumos em cerca de 10% e estraga alguns alimentos

- Arrume adequadamente os alimentos no frigorífico e congelador

Tenha em atenção as capacidades dos compartimentos e evite o contacto direto com as paredes do aparelho para manter a ventilação

- Evite abrir muito tempo e muitas vezes as portas do frigorífico/congelador

Estas são as causas principais do aumento da temperatura interna do aparelho (cerca de 20%) e do consumo elétrico

- Retire do frigorífico, uma hora antes, as refeições que tiver que aquecer

- Quando usar o forno, opte pela função circulação forçada (ventilação)


Pode diminuir em 10°C a temperatura do forno, acelera o processo de cozedura e pode inclusive cozinhar em vários tabuleiros simultaneamente

- Desligue o forno 10 a 15 minutos antes do tempo

Aproveitando o calor residual para terminar a cozedura

- Abra a porta do forno apenas quando necessário

Numa cozedura de 20 minutos a 250°C, abrir a porta durante 10 segundos implica consumir mais 8% em energia


INFORMÁTICA E ENTRETENIMENTO

- Reduza o tempo de entrada em hibernação e desligar do monitor e computador

Defina tempos reduzidos de 5 minutos e 15 minutos, respetivamente. E desligue também a ligação wireless se não estiver a usar a internet

- Ajuste a luminosidade do ecrã do computador e televisor

Adequar a luminosidade à luz ambiente é também mais saudável para os seus olhos

- Anule os consumos de standby e off-mode dos aparelhos eletrónicos

Desligar no comando pode não ser suficiente e, por isso, use tomadas com corte de corrente ou tomadas inteligentes, para evitar consumos extra


CLIMATIZAÇÃO DA HABITAÇÃO

- Aproveite ou proteja a sua casa do aquecimento natural dos raios solares

No inverno, de dia abra os estores e feche as janelas, à noite feche-os; no verão, se houver radiação direta, baixe os estores e abra as janelas (se a temperatura exterior o permitir). Não se esqueça de ventilar as divisões 10-15 minutos por dia

- Adeque a temperatura da habitação às temperaturas exteriores e à estação do ano

No inverno a 19-20°C e no verão a 25°C e use vestuário adequado às condições

- Climatize apenas as divisões que usa e evite deixar portas ou janelas abertas

Aproveite o temporizador do aparelho para ligar e desligar em alturas específicas

- Lembre-se que ao subir 1°C, no ar condicionado, consome mais 7% em energia


Alguns destes conselhos foram produzidos no âmbito do projeto HACKS, que se apoia na plataforma topten.pt. O seu objetivo é promover a substituição, nas habitações, de equipamentos de aquecimento e arrefecimento ambiente e de água, que tenham ultrapassado o seu tempo de vida ou estejam obsoletos e fazer a divulgação de soluções alternativas, a baixo custo.

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terça-feira, 7 de abril de 2020

Mercado de Escritórios no Porto com elevados níveis de procura no início do ano

O ano de 2020 iniciou com o mercado de escritórios a registar um momento de forte dinamismo na cidade do Porto, com um crescendo de procura por parte de empresas multinacionais, que encontram na cidade recursos humanos com o know-how adequado, custos de trabalho competitivos, aliados a uma boa qualidade de vida e ainda valores atrativos para investimento na região. De acordo com os dados do OnOffice, novo relatório publicado mensalmente pela consultora imobiliária Predibisa, que analisa o mercado de escritórios do Grande Porto, a atividade no primeiro trimestre do ano, registou uma ocupação total de 15.297 m² na região do Porto, um valor três vezes superior à procura registada no período homólogo de 2019 (crescimento acima dos 300%).

Para a Predibisa, o primeiro trimestre de 2020 foi sinónimo de crescimento, com o departamento Corporate a garantir a colocação de 10.969 m² de escritórios, cerca de 72% da área total absorvida desde início do ano, o que corresponde a um aumento da quota de mercado, que era de 64% em igual período do ano passado e correspondia a 2.882 m².

O total de operações desenvolvidas no Porto e Grande Porto foram cerca de treze, correspondendo ao mesmo número de transações registadas em igual período do ano anterior. Contudo, a superfície média contratada por transação (levando em consideração o acumulado do trimestre) disparou, passando de 347 m² (2019) para 1.117 m² (2020). Esta variação, decorre da realização de três operações com áreas contratadas acima dos 3.000 m², duas delas mediadas pela Predibisa.

O maior número de operações verificou-se no Central Business District da Boavista, com metade das transações registadas e 44% da área colocada. Em sentido inverso, a Baixa registou apenas uma transação e 2% da área colocada. Analisando o período homólogo, a zona da Boavista mantêm a pole position em termos de transações registadas e absorção de área.

Em termos de absorção por intervalo de área contratada, sete das treze transações registadas são operações com áreas brutas locáveis superiores a 200 m², o que corresponde a 54% do total, e destas sete, três são transações de grande dimensão com áreas superiores a 3.000 m². Apenas quatro operações apresentam áreas contratadas inferiores a 150 m², o que corresponde a 31% do total de transações.

A procura concentrou-se particularmente em empresas ligadas ao setor das TMT’s & Utilities, sendo estas as mais ativas do primeiro trimestre de 2020, celebrando um total de quatro transações (31%), seguindo-se a procura dos Serviços Empresas com um total de 23%.

Em termos de área de escritório foi o setor Serviços Empresas o responsável pela maior percentagem de ocupação (40%), seguindo-se o setor das TMT’s & Utilities com 30% e Outros Seviços com uma quota de 23%.

No início do novo ano, o principal fator de motivação das empresas para a procura de novos espaços de escritórios no Porto prendeu-se sobretudo com o motivo de expansão de área, correspondendo a 46% do take-up. Seguiu-se a instalação de novas marcas na região do Porto com 28% e a mudança de instalações com 26%, invertendo a tendência verificada no período homólogo onde mais de metade das operações tinha como principal motivação a mudança de instalações.

Graça Ribeiro da Cunha, responsável da Predibisa para a área dos Escritórios, refere: “Tendo como referência os dois últimos anos onde se registou níveis de colocação de escritórios extraordinários para o Porto, o primeiro trimestre de 2020 revelou-se com a semelhante continuidade tendo em conta tudo o que o Porto tem de bom para oferecer às empresas. Agora deparamo-nos com uma incerteza para os restantes meses do ano que só o tempo nos dirá, embora já com a certeza que as multinacionais continuam com os seus projetos de expansão anteriormente decididos e a avançar com os mesmos, embora a um ritmo mais lento e cauteloso.”

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domingo, 5 de abril de 2020

Bysteel ganha empreitada na Universidade de Cambridge

A Bouygues UK e a Universidade de Cambridge assinaram um contrato no valor de 250 milhões de libras (aproximadamente 281 milhões de euros) para a construção do laboratório de física Cavendish III (Ray Dolby Center), da Universidade de Cambridge, e de um centro vizinho de instalações compartilhadas, ambos projetados pelo arquiteto Jestico + Whiles. A obra tem prazo de execução de aproximadamente três anos.

Na sequência daquele contrato, a bysteel, empresa do dstgroup, foi selecionada pela Bouygues UK para desenvolver e implementar o projeto, fabrico e montagem da estrutura metálica do novo Departamento de Física da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, estimado em cerca 4,5 milhões de euros.

A Universidade de Cambridge é a terceira instituição de ensino superior inglesa onde a bysteel intervém, depois dos projetos desenvolvidos para a Queen Mary University, em Londres, e para a Universidade de Reading, durante 2015 e 2016.

O edifício principal, com uma área total de 33.000 m², irá substituir as atuais instalações do laboratório Cavendish da Universidade de Cambridge, e o segundo edifício, com 4700 m², acolherá espaços para refeições, áreas de ensino, estudo e biblioteca.

De acordo com declarações de Diogo Teles, responsável do dstgroup no mercado do Reino Unido, “este que é o sétimo contrato da bysteel nesta geografia, para além dos aspetos técnicos, teve uma atenção muito especial ao meio ambiente, tendo sido projetado para atingir uma classificação BREEAM Excellent.”

O fabrico de toda a estrutura metálica será realizado nas instalações da bysteel, no complexo sede do dstgroup, em Braga, de onde partirá para Cambridge, para ser instalada por uma equipa especializada da bysteel UK. Estarão envolvidos cerca de 20 trabalhadores (entre engenheiros e soldadores) e 1100 toneladas de aço.

Para José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do dstgroup, esta nova empreitada no Reino Unido “é a confirmação de que a aposta no know how e na inovação é o caminho certo na consolidação da estratégia de internacionalização que encetámos recentemente naquele mercado”, adiantando ainda que “o focus na expansão está mais ativo do que nunca e a nossa prioridade é, neste momento, crescer, em negócio, em especialização e em soluções inovadoras, e superar o desafio de conquistar um mercado exigente, com grande potencial de crescimento”.

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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Greenyard Logistics Portugal reforça presença a norte. Garcia Garcia foi a responsável pela construção do novo centro logístico

Com o objetivo de potenciar a operação na zona norte do país, a Greenyard Logistics Portugal, um dos principais operadores logísticos em temperatura controlada, que presta serviços especializados de armazenagem, transporte e operações de valor acrescentado, em especial na área dos produtos alimentares perecíveis, entregou à Garcia Garcia a construção do seu novo centro logístico, em Modivas, Vila de Conde. A construtora especializada em design and build de edifícios industriais e logísticos interveio em todo o processo, tendo sido responsável pela seleção e localização, pelos projetos de arquitetura e engenharia, assim como pela execução da obra, agora concluída.

Com uma localização privilegiada, o novo edifício logístico beneficia de excelentes acessibilidades e vias rodoviárias para um acesso fluido e rápido aos principais centros urbanos da região, bem como às principais infraestruturas aeroportuárias. Todo o processo logístico da Greenyard Logistics Portugal será assim potenciado, através de uma resposta mais rápida e eficaz, permitindo uma otimização na eficiência da operação, por forma alavancar crescimento no negócio.

“O nosso reconhecido know-how na área industrial e logística justificou a confiança da Greenyard Logistics Portugal, à qual procurámos responder com um projeto que, acreditamos, está alinhado com a sua inovação e capacidade técnica e que garante as melhores soluções para que a empresa se mantenha na linha da frente da sua área de negócio”, explica Carlos Garcia, administrador da construtora.

Já Vítor Figueiredo, CEO da Greenyard Logistics Portugal, refere que “A nova instalação de Modivas vai alargar significativamente a presença da Greenyard Logistics Portugal na zona Norte do país e permitir maior flexibilidade, quer em termos de serviços de armazém, quer em termos de serviços de transporte. Trata-se de uma instalação moderna, com elevadas preocupações de eficiência e sustentabilidade e em linha com as tendências mais atuais de desenvolvimento do mercado dos produtos alimentares perecíveis. A plataforma apresenta ainda uma capacidade significativa de expansão. O layout fluído irá permitir dar resposta à procura de serviços de logística em fluxos tensos, tendo sempre em mente o compromisso com um nível de serviço irrepreensível. Especialmente nos tempos incertos que atravessamos, este reforço de capacidade será fundamental para melhor responder às necessidades do mercado.”

Aposta na inovação para ganhos de eficiência e poupança energética
Projetado de raiz, o novo centro logístico beneficia de instalações concebidas e desenvolvidas à medida das necessidades do tipo de negócio e que incorporam soluções de última geração. Acresce ainda o facto de as novas instalações irem de encontro aos exigentes normativos de qualidade e segurança aplicáveis.

Dividido funcionalmente em três áreas principais, armazém de frio negativo; armazém de frio positivo e áreas administrativas e sociais, o edifício foi concebido em função da sua utilização final, que se centra na logística de frio para produtos alimentares.

O edifício encontra-se equipado com dez cais de carga exteriores ao edifício, por forma a minimizar as perdas de temperatura e maximizar a eficiência energética do edifício. Ainda para impulsionar a poupança de energia, foram definidas soluções avançadas de isolamento, quer ao nível da cobertura e revestimentos, quer ao nível de todas as entradas e saídas do edifício, assim como um sistema avançado de climatização e refrigeração, controlado por um eficiente sistema de Gestão Técnica Centralizada.

A Greenyard Logistics Portugal opera com duas plataformas logísticas multi-temperatura, em Riachos, na região centro, e no norte do país, onde aposta agora na expansão da sua capacidade. É especialista na prestação de serviços logísticos para a indústria e retalho alimentar, com especial enfoque na área dos produtos alimentares perecíveis (Frescos, Congelados e Preparados). Assegura o transporte desses produtos, disponibilizando serviços de armazém, preparação de encomendas e serviços de valor acrescentado, como a pesagem, etiquetagem e co-packing.

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Ceetrus e Merlata Sviluppo investem 3 M€ para construir em 60 dias a nova unidade de cuidados intensivos do Hospital Sacco em Milão

Uma inovadora unidade de cuidados intensivos com tecnologia de ponta e novos critérios de construção para edifícios na área da saúde: a Ceetrus Itália com a ImmobiliarEuropea e Sal Service - através da joint venture Merlata Development – unem-se na luta contra o coronavírus e doam três milhões de euros para renovar totalmente o antigo pavilhão do Hospital Sacco em Milão. Os trabalhos de construção já arrancaram.

O acordo, assinado entre Marco Balducci, Diretor Geral da Ceetrus Itália e Alessandro Visconti, Diretor Geral da ASST Fatebenefratelli Sacco, prevê uma duração de 60 dias para a conclusão dos trabalhos, de modo a assegurar o acesso à nova unidade de cuidados intensivos em tempo recorde. Esta unidade está a ser construída de acordo com os padrões de arquitetura mais atuais, de modo a lidar com a emergência ditada pela pandemia que se vive. Este projeto vem responder à atual crise da falta de camas disponíveis e visa equipar o Hospital de Sacco com uma ala dotada de recursos de última geração, capaz de responder hoje e nos próximos anos a todas as emergências sanitárias em Milão.

Graças à intervenção da Ceetrus e de um grupo de empresas do setor imobiliário, a unidade de cuidados intensivos do ASST Fatebenefratelli Sacco - Hospital Luigi Sacco, estrutura especializada no tratamento de doenças infeciosas e local de referência para o atendimento dos pacientes mais críticos do COVID-19, será completamente reestruturada e equipada com as mais inovadoras tecnologias médicas.

A Ceetrus Itália e os parceiros neste projeto disponibilizarão não apenas os recursos económicos, mas, sobretudo, a sua força de trabalho com a intervenção de especialistas qualificados do setor da gestão hospitalar. A nova unidade de cuidados intensivos será uma referência nacional e internacional graças à sua tecnologia de ponta.

O projeto como um todo prevê a renovação de mais de 1.000 m² no Pavilhão 51 do Hospital Sacco, em Milão. Existirá uma reestruturação interna parcial, com o objetivo de criar uma área para 10 camas de cuidados intensivos projetados para o tratamento de pacientes com doenças infeciosas muito virais e perigosas e/ou imunocomprometidas. Seis salas hospitalares, isoladas, vão garantir o nível máximo de bio contenção graças a um sofisticado sistema de renovação do ar para manter constantemente o ambiente a uma pressão negativa ou positiva de acordo com as necessidades de saúde, protegendo pacientes e profissionais de saúde. Existirão outras camas instaladas em áreas equipadas com um teto de fluxo laminar para renovação do ar e instalados em espaço aberto, de acordo com os conceitos de construção mais avançados.

Dentro da unidade de cuidados intensivos, será criada uma sala de urgência, devidamente protegida, para permitir o uso do intensificador de imagem, onde será possível realizar manobras invasivas, intervenções de rotina e procedimentos de diagnóstico, sem ter de transferir um paciente infetado para fora da unidade de cuidados intensivos e, assim, evitar contaminar outras áreas do hospital.

Será uma unidade de excelência em cuidados intensivos, construída com os mais altos padrões internacionais, capaz de responder às situações mais graves, agora e no futuro. Os quartos serão equipados com todos os instrumentos e equipamentos tecnológicos necessários, nas versões mais avançadas disponíveis no mercado.

Ao lado desta área protegida, todas as instalações adicionais (vestiários e casas de banho) serão também redefinidas para permitir a presença de mais de 80 profissionais entre médicos, enfermeiros e profissionais em formação.

"Decidimos enfrentar este importante desafio numa emergência tão dramática para os cidadãos da Lombardia - explica Marco Balducci - Diretor Geral da Ceetrus Itália. Quisemos dar um sinal e uma contribuição importante para a cidade onde temos a nossa sede, pois é um momento único para dar um significado concreto à nossa missão, que é construir locais que atendam às necessidades e exigências dos cidadãos. É precisamente graças à nossa experiência e competências internas, que conseguiremos concluir uma unidade de cuidados intensivos em tempo recorde, uma contribuição permanente para Milão, mesmo que de acordo com as previsões mais otimistas, como esperamos, o Coronavírus seja derrotado antes da conclusão do projeto”.

“Estamos muito gratos à Ceetrus por nos oferecer a possibilidade de melhorar e otimizar, em tão pouco tempo, a estrutura e o equipamento dos serviços hospitalares atualmente mais expostos - declara Alessandro Visconti, Diretor Geral da ASST Fatebenefratelli Sacco. Este projeto de extraordinária importância permitirá expandir a nossa unidade de cuidados intensivos e lidar com a emergência atual, graças a um pavilhão na vanguarda da tecnologia, capaz de enfrentar hoje e nos próximos anos todas as situações mais graves e, assim, promover o cuidado com a saúde de nossos concidadãos, graças a uma excelência única no panorama italiano”.

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