segunda-feira, 26 de junho de 2017

Transporte de água gravítico - Aquedutos

Sempre gostei de aquedutos. São obras de engenharia singulares com uma funcionalidade específica de transporte de água apenas por gravidade. Sei que a sua construção é anterior à industrialização, com produção de equipamentos mais propriamente bombas.

Mas será que era assim tão mau para ter sido abandonado? Além de termos processo construtivos com elevada durabilidade, todos acima de muito mais de 100 anos, será que o investimento que tinha que ser efetuado para a sua construção não compensava os custos de operação e manutenção de sistemas de bombagem?

Quando os vejo parece-me sempre que foi uma questão de “moda” a sua substituição. Tinha que ser tudo mecanizado para ser eficiente, mas será mesmo?
Realmente o transporte de água é fundamental para ser possível efetuar abastecimento de comunidades, mas porquê que passamos do transporte gravítico para o transporte em pressão?

Parece-me que devia existir um entendimento melhor da funcionalidade destas estruturas e talvez pensar em poder utilizar novamente a gravidade! Julgo que teria que ter outra medida em consideração: a redução do consumo desenfreado do recurso água. Passamos da raridade à abundância, sem pensar na sua possível escassez.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Cidades Sustentáveis 2020 – Territorialização e Governança

Finalizando o desafio com a análise agora do último eixo definido na resolução de Conselho de Ministros N.º 61/2015: Territorialização & Governança, sendo que os anteriores que não se encontrem aqui estão apresentados no meu blog.

Para a Informação e conhecimento, foram assim desenvolvidos 4 indicadores na ferramenta que pode ser utilizada gratuitamente no site:
  • Plano de diagnóstico de necessidades para avaliação das dinâmicas urbanas, com definição de estratégias para respostas inovadoras e partilhadas;
  • Programa de monitorização com sistemas de indicadores assentes nas estratégias comuns para as cidades sustentáveis, desenvolvendo matrizes de inteligência, sustentabilidade e inclusão dos subsistemas urbanos;
  • Sistemas de informação geográfica, de base urbana, públicos e partilhados;
  • Programa de Parcerias com universidades e centros de investigação para potenciar a articulação com o “Programa Horizonte 2020”, para o desenvolvimento urbano sustentável.
E o Networking e capacitação institucional, com 3 indicadores:
  • Promoção de Sessões de participação no processo de desenvolvimento urbano sustentável;
  • Programa de parcerias para trabalhar em rede e capacitar os agentes urbanos no processo de governança estratégica;
  • Programa de parcerias entre cidades do sistema urbano e em plataformas nacionais e internacionais.
Espero que de alguma forma possa contribuir para uma maior sistematização do definido para as Cidades Sustentáveis 2020. Aliás, espero que muitas cidades já tenham estas estratégias definidas e implementadas.
Se pretenderem uma avaliação gratuita da situação dos vossos territórios e comunidades é só solicitarem no site.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Cidades Sustentáveis 2020 – Sustentabilidade e Eficiência

Continuando com o desafio de análise agora do segundo eixo definido na resolução de Conselho de Ministros N.º 61/2015: Sustentabilidade & Eficiência, tendo o primeiro sido apresentado ontem no meu blog.

Para a regeneração e reabilitação urbana, foram assim desenvolvidos 3 indicadores na ferramenta que pode ser utilizada gratuitamente no site:
  • Medidas para a coesão territorial para proteção das identidades locais, com a requalificação e proteção das condições existentes.
  • Plano Estratégico para a regeneração urbana nos centros históricos e recuperação de zonas industriais em espaços úteis, como garantia de uma melhor qualidade de vida.
  • Plano Estratégico para a revitalização económica, social, cultural e ambiental, através da regeneração urbana como pilar para a valorização do território.
Em relação à habitação existem 2 indicadores:
  • Programa de dinamização do mercado de arrendamento.
  • Programa de apoio de habitação social a famílias carenciadas e sem-abrigo.
Para o ambiente urbano foram definidos 5 indicadores:
  • Programa de dinamização de soluções para a sustentabilidade dos subsistemas de infraestruturas urbanas.
  • Programa estratégico para potenciar os ecossistemas nos espaços urbanos, contribuindo para a criação de corredores verdes.
  • Programa para reduzir pressões nos recursos hídricos.
  • Plano Municipal de Resíduos.
  • Mapa de Ruído do Município.
 
Em termos de Baixo Carbono são 4 indicadores:
  • Projetos para a Economia Circular e de gestão sustentável dos recursos endógenos.
  • Programa de apoio ao consumo de energias renováveis, e adoção de medidas para o consumo eficiente.
  • Plano de Mobilidade Sustentável e medidas alternativas ao uso de veículos que consomem combustíveis fósseis.
  • Programa com a definição alternativas sustentáveis aos transportes coletivos, tendo em conta a todo o tipo de utilizadores.
As alterações climáticas apresentam 3 indicadores:
  • Programa para adaptação ao risco, no sentido da sua prevenção e redução.
  • Plano Municipal de Risco com foco no planeamento territorial.
  • Projetos nacionais e internacionais para as alterações climáticas.
Por fim a integração urbano-rural, foram definidos 5 indicadores:
  • Plano de articulação e interface urbano-rural.
  • Programa de condicionamento da proliferação de edificações em solos rústicos.
  • Plano Municipal das Florestas.
  • Programa promoção de investimento de Áreas Protegidas de âmbito local.
  • Programa de valorização económica e social de Áreas Protegidas de âmbito local.
São estas estratégias sistematizadas em Planos, Programas, Mapas e afins que podem contribuir para uma maior Sustentabilidade e Eficiência dos Territórios e comunidades.

Amanhã no meu blog irei abordar o eixo Inclusão & Capital Humano.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã é uma das obras emblemáticas da cidade do Rio de Janeiro que surgiu a propósito da realização dos Jogos Olímpicos. O edifício, considerado um dos ícones culturais deste evento, foi criado pela mão do arquiteto Santiago Calatrava e é o elemento chave da revitalização da zona portuária situada em Porto Maravilha, na baía do Rio de Janeiro.

A sua forma longilínea em dois pisos foi projetada de forma a respeitar e permitir contemplar o conjunto arquitetónico envolvente, em especial o Mosteiro de São Benito, uma das mais importantes construções barrocas do país. O conjunto, de que o Museu do Amanhã faz parte, inclui o edifício A Noite (o primeiro arranha-céus da América Latina), a Pedra do Sal, o bairro da Gamboa, um dos berços do samba, a histórica fortaleza da Conceição e o Museu de Arte do Rio (MAR). Todos eles formam um arco cultural que abraça uma nova praça requalificada. A área de cinco milhões de metros quadrados de Porto Maravilha é, agora, um exemplo de reabilitação e integração urbanística.
O Museu do Amanhã pretende refletir o futuro a partir de um ponto de vista científico e tecnológico. Para o seu autor, Santiago Calatrava, a sua forma “é o resultado de um diálogo muito consistente, cujo processo artístico implicou a criação de mais de 600 aguarelas, de forma a que se converta num lugar onde se instala um museu para o futuro como uma unidade educativa”.

Um desenho audaz e envolvente
O Museu do Amanhã foi desenhado em harmonia com a sua envolvente. Com a inconfundível assinatura de Santiago Calatrava, o desenho é audaz mas respeitoso, forte mas elegante. Foi pensado para criar no visitante uma experiência única e despertar emoções através das formas do edifício, os materiais, a luz e o espaço que complementam as exposições do museu.

Alguns dos elementos distintivos do edifício, como envolvente ligeira, têm como cunho o uso do vidro. Um deles é a espetacular concha de vidro que se abre como uma janela sobre a fachada do museu; outra, a sucessão vítrea de janelas triangulares constituídas por vidro de alto rendimento ‘made in Spain’ da Guardian Glass.

Através da arquitetura, o museu procura explorar, pensar e projetar as possibilidades de construção do futuro. Deste modo, o Museu do Amanhã examina o passado, apresenta as tendências do presente e explora cenários futuros, baseando-se em diretrizes de sustentabilidade e convivência.

O Museu do Amanhã ocupa 15.000m2 e está rodeado de espelhos de água, jardins, uma ciclovia e uma área de lazer, numa superfície total de 34.600m2. “A ideia é que o edifício fosse o mais étereo possível, quase flutuando sobre o mar, como um barco, um pássaro ou uma planta”, explica Santiago Calatrava.

Para isso, de forma engenhosa, foram utilizados os materiais que configuram a arquitetura do século XXI: o betão, o metal e o vidro. “A nossa intenção com este museu era criar algo que levasse o visitante a entender a época em que vivemos”, afirmou a diretora geral do Património e Cultura da Fundação Roberto Marinho, Lucia Basto.
Com 338 metros de comprimento, desenho ousado e cobertura metálica de 3.810 toneladas, o museu exigiu equipas de vanguarda no Brasil e a importação da maquinaria necessária para dar formas fluidas ao principal material da construção, o betão. A cobertura metálica, por seu lado, materializa-se com recurso a grandes balanços: 70 metros de comprimento em direcão à praça e 65 metros sobre o espelho de água orientado para a baía. Existem 48 conjuntos móveis em forma de asas metálicas, onde estão instaladas as placas fotovoltaicas, que contribuem, conjuntamente com outros elementos como a utilização da água, para dotar o edifício da máxima eficiência energética.

O vidro como elemento chave do projeto

Por último, mas não menos significativo, o projeto privilegia a entrada de luz natural, com vidro nas fachadas e nas estruturas triangulares das laterais. Em consonância, o vidro é um elemento chave nos acabamentos do Museu do Amanhã. O desejo do arquiteto era obter a maior luminosidade possível e procurar uma sensação de amplitude nos espaços interiores.

Para isso, elegeu o vidro da gama SunGuard da Guardian Glass, a única marca que, para este projeto, foi transformada e fornecida pela Tvitec. Especificamente, o SunGuard Solar Neutral 67, o vidro mais transparente da gama SunGuard Solar, que contém vidros de diferentes estéticas e controlo solar perfeitos para climas quentes. O vidro foi temperado e laminado com combinações que alcançam os 24mm de espessura. Além disso, as peças incorporam um pequeno serigrafado de cor escura na face interior de cada unidade contribuindo assim para os requisitos estéticos do edifício. No total, Tvitec processou mais de 750 peças de vidro de formas irregulares e tamanhos que alcançam os 3x4 metros.
No total, foram instalados na obra mais de 3.000m2 de vidro de alto rendimento. Para além do mencionado vidro de controlo solar, e seguindo o desenho de Santiago Calatrava, instalaram-se na cobertura painéis fotovoltaicos. Materiais que, juntamente com outros selecionados segundo critérios ambientais, permitiram obter por parte do museu a certificação LEED (Leadership in Energy and Enviromental Design), referência mundial de certificação para práticas sustentáveis. Uma das preocupações da Fundação Roberto Marinho é difundir as práticas de construção verde, baseada em critérios de sustentabilidade ambiental, económica e social e o museu cumpre plenamente estas diretrizes.

Para concluir deixamos algumas palavras de intervenientes diretos neste projeto emblemático.

Santiago Calatrava, arquiteto: “a ideia é que o edifício seja algo etéreo, flutuando no mar, como um barco, um pássaro ou uma planta. Devido à natureza cambiante das exposições, introduzimos uma estrutura arquétipa dentro dele. Esta simplicidade permite a sua versatilidade, com capacidade para conferências ou para atuar como espaço de investigação”.

Lucia Basto, diretora geral do Património e Cultura da Fundação Roberto Marinho: “sempre procuramos algo que acrescente valor e realce a preocupação pelo meio ambiente e pelo ser humano. A nossa ideia, com este museu, era criar algo que levasse o visitante a entender a época em que vivemos”.

Eva Muñoz, gestora de Marketing da Guardian Espanha: “o Museu do Amanhã é um ícone cultural e um edifício emblemático do Rio de Janeiro. O vidro contribui para a ideia do arquiteto de criar uma forma etérea, capaz de ligar as gerações atuais com as futuras na ideia de um amanhã marcado pela tecnologia, pelo meio ambiente e pelo progresso”.

Isaac Prado e Pedro Rodriguez, gestores de projeto da Tvitec: “a Tvitec processou em geral grandes peças de vidro, de 3x4 metros, atendendo às pretensões do arquiteto de obter a maior luminosidade possível e procurar uma sensação de amplitude nos espaços interiores. O vidro da Guardian usado no projeto contribui para isso através da sua transparência, mas ao mesmo tempo regula a temperatura através da sua superfície de controlo solar”.

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Grupo dst e Universidade do Minho com novo projeto no setor da construção

No próximo dia 21 de junho, às 17h30, realiza-se, na Reitoria da Universidade do Minho, a assinatura de protocolo entre o grupo dst e a Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade (IB-S), para o lançamento da “Cátedra dst/IB-S em construção do Futuro: Automação e Modularização”. A nova cátedra fica sediada no IB-S, nos campi de Gualtar (Braga) e Azurém (Guimarães), e conta com o apoio da Ordem dos Engenheiros. A iniciativa entre as duas instituições tem como objetivo viabilizar projetos associados ao futuro da construção, em temas como Building Information Modelling (BIM), Integração Projeto-Produção, Materiais e Sistemas Inovadores ou Reabilitação da Construção na Economia Circular. A inscrição no evento de inauguração é gratuita mas obrigatória.

Na cerimónia protocolar estarão presentes António Cunha, Reitor da Universidade do Minho, José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do grupo dst, Paulo Lourenço, codiretor do Instituto para a Bio-Sustentabilidade, e Vítor Cunha, Titular da Cátedra dst/IB-S.

Após a assinatura da parceria, segue-se, às 18 horas, o debate “Reinventar a indústria para a competitividade. Repensar a construção”, que contará com as intervenções de Francisco Almada Lobo, CEO da empresa Critical Manufacturing, e de Tomo Cerovsek, vice diretor do Departamento de Engenharia Civil e titular da Cátedra em Informática da Construção na Universidade de Liubliana, na Eslovénia. O painel de discussão dedicado à reinvenção da indústria para a competitividade será moderado por Xavier Martin, administrador da dstelecom, e contará com a presença de vários convidados, entre os quais António Pita de Abreu, diretor geral da Universidade EDP, Cláudia Guerreiro, responsável de Projetos e Inovação da Aquapor, Gisela Pires, coordenadora da Área de Sustentabilidade da Corticeira Amorim, Jean Pierre Porcher, da Topos Atelier, e Joaquim Sérvulo Rodrigues, CEO da Armilar Venture Partners.
Sobre o IBS e o grupo dst
O IB-S, projeto bandeira da Universidade do Minho, foi criado para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que compatibilizem o ambiente natural com o ambiente construído, através de uma abordagem multidisciplinar, e junta-se agora ao grupo dst, um dos mais importantes grupos nacionais do setor da construção e do imobiliário, com sede em Braga, para modernizar e desenvolver o futuro da construção-civil. O grupo dst atua em seis áreas de negócio distintas – Engenharia e Construção, Ambiente, Energias Renováveis, Telecomunicações, Real Estate e Ventures – e possui um sólido compromisso com a inovação, desenvolvimento tecnológico e políticas empresariais sustentáveis e responsáveis, de forma a se adaptar às mudanças e crescente competitividade do setor da construção.

Sobre o debate “Reinventar a indústria para a competitividade. Repensar a construção”
O desenvolvimento da indústria, desde a 1ª revolução industrial do século XVII, passando pela introdução das linhas de montagem e pela introdução da eletrónica na automação e controlo, resultou hoje na 4ª revolução industrial. A reinvenção da indústria para a competitividade vai-se traduzir em sistemas ligados em tempo real e com capacidade autónoma de otimização. Os desafios são impressionantes e multidisciplinares, incluindo a introdução de equipamentos inteligentes, sensores ciber-físicos embebidos, tecnologias colaborativas e processos em rede. Este desafio é fundamental para a criação de valor e competitividade da Europa, com desafios societais no emprego e nas qualificações necessárias dos recursos humanos. A transformação digital é irrevogável, encontrando-se muito mais desenvolvida nos bens de consumo do que na indústria. Por esta razão, o presente seminário é atual e uma oportunidade única para discutir as implicações desta transformação.

Oradores
Francisco Almada Lobo é licenciado em Engenharia Electrotécnica pela Universidade do Porto. Iniciou a sua carreira no Instituto CIM R&D, seguindo-se a Siemens Semicondutores, em 1997. Ao longo da sua passagem pela Siemens, Infineon e Qimonda, ganhou experiência em diversas áreas de produção tendo, em 2004, liderado a primeira migração de um sistema gestão da produção (MES) numa instalação de elevado volume e sem paragem de fábrica. Entre 2005 e 2009, geriu o Porto Development Center de Infineon e Qimonda, com a implementação de projetos de automação nas fábricas do grupo em todo o mundo. MBA pela Porto Business School (à data Escola de Gestão do Porto), atuou como Chief Operating Officer (COO) da Critical Manufacturing, onde, entre outras áreas, foi o responsável pela unidade de negócios de Produtos. Desde 2010 é o CEO da empresa Critical Manufacturing.

Tomo Cerovsek é Vice Diretor do Departamento de Engenharia Civil e Titular da Cátedra em Informática da Construção na Universidade de Liubliana, Eslovénia. Trabalha como Professor em Comunicação da Engenharia, Projeto Digital, Modelação de Processos, Desenvolvimento Integrado de Produtos, Sustentabilidade e Building Information Modelling (BIM). É Professor Convidado no Instituto de Tecnologia de Dublin, Irlanda, onde leciona o módulo de execução, planeamento e protocolo BIM e tutor no curso de Problem Based Learning na Universidade de Stanford, EUA. Como autor publicou vários artigos na temática do BIM. Lidera também a transferência de tecnologia BIM para Sistemas Fiáveis para Engenharia Integrada e Gestão de Instalações, com especial ênfase nas aplicações BIM. Trabalha como consultor nas metodologias da modelação BIM nas áreas da construção e projetos tecnológicos.

Programa
17:30 Assinatura do protocolo Cátedra dst/IB-S
António M. Cunha | Reitor da Universidade do Minho
José Teixeira | PCA do grupo dst
Paulo B. Lourenço | Codiretor do Instituto para a Bio-Sustentabilidade
Vítor Cunha | Titular da Cátedra dst/IB-S

18:00 A revolução 4.0 na indústria
Francisco Almada Lobo | CEO Critical Manufacturing

18:20 Digital construction for advanced information management in the built environment
Tomo Cerovsek | Cátedra em Informática da Construção na Universidade de Liubliana, Eslovénia

18:40 Painel de discussão
Moderador | Xavier Martin | Administrador dstelecom

António Pita de Abreu | Diretor Geral da Universidade EDP
Cláudia Guerreiro | Responsável Projetos e Inovação Aquapor
Francisco Almada Lobo | CEO Critical Manufacturing
Gisela Pires | Coordenadora da Área de Sustentabilidade Corticeira Amorim
Jean Pierre Porcher | Topos Atelier
Joaquim Sérvulo Rodrigues | CEO Armilar Venture Partners
José Teixeira | PCA do grupo dst
Nuno Pinheiro | Diretor da Casais Engenharia e Construção, S.A.
Tomo Cerovsek | Universidade de Liubliana

20:00 Verde de Honra

Inscrições: Paula Nunes | Tel: 253 601 580 | e-mail: pnunes@ib-s.uminho.pt

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Cidades Sustentáveis 2020

Esta semana vou efetuar uma reflexão alargada, no site Engenharia e Construção e no meu blog sobre a resolução de Conselho de Ministros N.º 61/2015 onde se define a estratégia das Cidades Sustentáveis 2020 e são apresentados diversos eixos estratégicos para a sua implementação.

Sistematizados os 4 eixos estratégicos temos:

Inteligência & Competitividade, com:
- Conectividade e internacionalização
- Emprego e valorização empresarial e institucional
- Inovação Urbana
- Identidade e atratividade
- Tecnologias de informação e comunicação

Sustentabilidade & Eficiência, tem:
- Regeneração e reabilitação urbana
- Habitação
- Ambiente urbano
- Baixo Carbono

Inclusão & Capital Humano, apresenta:
- Inclusão social
- Capacitação e iniciativa
- Cultura, cidadania e responsabilidade
- Comunidades urbanas

Territorialização & Governança, define:
- Informação e conhecimento
- Networking e capacitação institucional

Sendo um tema de meu interesse criei em conjunto com um colega um sistema de avaliação da Sustentabilidade dos Territórios e Comunidades, com base no que se encontra nesta resolução definido. Dado considerar que poderá ser uma ferramenta fundamental para os municípios conseguirem aferir o que estão a desenvolver, esta ferramenta pode ser utilizada gratuitamente no site, em http://www.seibysusana.com/territorios-comunidades/.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Governo pretende obrigar a verificação e reforço sísmico na reabilitação

No passado dia 8 de Junho realizou-se um seminário organizado pela Ordem dos Arquitetos sobre o tema “A Realidade da Reabilitação Sísmica do Parque Edificado”. Neste evento esteve presente o Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, que afirmou, segundo a revista Vida Imobiliária, que o Governo quer elaborar uma nova legislação sobre segurança sísmica até ao final do ano.

Este tema tem vindo a ser debatido em vários seminários e congressos, nomeadamente no II Seminário sobre Revitalização Urbana com o tema “Reforço Sísmico nos Edifícios” e que se realizou no dia 23 de Maio, e uma semana depois, no IV Congresso da Ordem dos Engenheiros Técnicos. Uma das maiores preocupações demonstradas é a falta de legislação existente sobre o assunto, existindo apenas o Decreto-Lei nº 53/2014, de 08 de Abril conhecido como Regime Excecional para a Reabilitação Urbana, no qual o Artigo 9º gera bastante indignação pela maior parte dos engenheiros, pois não obriga a qualquer verificação estrutural numa reabilitação, deixando ao critério de cada um proceder como bem entender. O Artigo diz: “As intervenções em edifícios existentes não podem diminuir as condições de segurança e de salubridade da edificação nem a segurança estrutural e sísmica do edifício.”

O Secretário de Estado refere que, durante “um boom da reabilitação” acredita que “é mais do que oportuno, é necessário, é obrigatório” a clarificação destas regras e que “estamos a trabalhar para que consigamos, até ao final do ano, ter o decreto-lei aprovado”.
Mário Lopes, professor do Instituto Superior Técnico, esteve presente nas 3 sessões aqui mencionadas, tem vindo a desenvolver grandes esforços desde há mais de 18 anos para a sensibilização dos governantes e população para a possível ocorrência de sismos em Portugal e para o facto do património edificado não estar a ser reabilitado da melhor forma.

Tem-se assistido a reabilitações do tipo “Pilling”, onde se estabelece beleza e conforto, mas esquece-se da segurança estrutural. Para além disso, muitas intervenções degradam ainda mais a estrutura existente. Caso disso são, por exemplo, os edifícios pombalinos em que se retiram os pilares dos pisos do Rés-do-Chão para colocação de montras, acrescentam-se pisos, e por vezes destroem a estrutura da gaiola pombalina, retirando-lhe elementos ou cortando parte destes. O professor Mário Lopes refere que “é intolerável que se façam coisas deste tipo com a conivência das autoridades”.
Mário Lopes defende ainda que se deve sensibilizar as pessoas para a necessidade da segurança estrutural e do reforço sísmico para que estas sintam a obrigação de proceder a ela aquando de uma intervenção nas suas próprias habitações e para que não seja uma surpresa quando a legislação o obrigar. Refere-se ainda que o custo associado a este tipo de intervenção representa cerca de 12 a 33% do valor total da obra.

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Artigo escrito por Vânia Baptista.

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Novas instalações da Biosurfit na Azambuja construídas pelo Grupo DST

A dst, sa, subsidiária do grupo dst, foi a empresa selecionada para construir as novas instalações da Biosurfit, na Azambuja, um edifício industrial inteiramente dedicada à biotecnologia, que representa um volume de negócios superior a 2,5 milhões de euros. Com uma área de implantação superior a 50 mil metros quadrados e uma área de construção de cerca de 4450 metros quadrados, as novas instalações de Biosurfit permitirão aumentar a capacidade de produção do “spinit”, um sistema inovador de análise ao sangue, desenvolvido por aquela empresa, através do qual é possível obter resultados em apenas seis minutos, sem necessidade de recorrer a laboratórios.

Assinado pela José Romano Arquitetos, Lda, e pelo Focus Group, a empreitada prevê, para além da estrutura em betão, cerca de 150 toneladas de estrutura metálica, a que se junta um pavimento térreo em resina “epoxy”, um fator diferenciador para o uso pretendido pelo laboratório. A obra tem um prazo de execução de apenas seis meses, critério que, a par da capacidade de inovação e know, traduziu a adjudicação do projeto ao grupo dst. A fiscalização da obra é da responsabilidade da empresa VHM.
Para José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do grupo dst, esta obra é “mais um desafio que vamos superar no que concerne à nossa capacidade de inovação e de busca de soluções tecnologicamente avançadas e que vão ao encontro dos anseios do nosso cliente”. O fato de contribuir para este ambicioso e inovador projeto na área da saúde é também motivo de orgulho para a dst, já que, sublinha, “as novas instalações permitirão uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes, a par da fixação de diversos postos de trabalho na Azambuja, o que dinamizará a economia local”.

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Soares da Costa e Mota-Engil ganham obras de destaque

A nuvem negra que permanecia há algum tempo sobre a construtora Soares da Costa afastou-se e deixou uma empreitada de 9,3 milhões de euros para a requalificação da ponte internacional sobre o Rio Guadiana, que faz a ligação de Castro Marim a Ayamonte. Esta empreitada, adjudicada pela IP – Infraestruturas de Portugal, terá 525 dias de prazo de execução máximo. Em comunicado, a IP explica que “ a concretização desta obra irá assegurar melhores condições de circulação e conforto aos milhares de automobilistas que diariamente cruzam a fronteira, seja em direção a Espanha, seja todos os que nos visitam para usufruir da região do Algarve”.

 
Já a construtora Mota–Engil aliou-se à empresa construtora chinesa China Machinery Engineering para realizar a construção da linha ferroviária de 484 km entre Moatize e Macuse, em Moçambique, cujo projecto contempla também a execução de um porto de águas profundas. Esta obra terá um custo de 2,40 mil milhões de doláres (cerca de 2,1 mil milhões de euros) e deverá estar concluída no início do ano de 2021.
Pires Fonseca, presidente executivo desta concessão, denominada TML – Thai Moçambique Logistica, informa que “numa primeira fase o porto de Macuse deve escoar cerca de 30 milhões de toneladas de carvão, aumentando até aos 100 milhões de toneladas na quarta fase. Os clientes industriais que vão comprar este carvão de Moatize são siderurgias da Índia, do Japão e da China, e os restantes, que são empresas que gerem centrais térmicas, estão na Índia, na Tailândia e na China”.

Contudo, esta linha de caminho-de-ferro permitirá também transporte de passageiros entre a zona costeira da Quelimane, capital da província da Zambézia, e a província interior de Tete.

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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Revisão de Projeto nas vertentes Durabilidade e Manutenção

A revisão de projeto na construção devia ser uma etapa que devia ser garantida, o que normalmente não acontece. Quem já fez projeto sabe que o tempo e recursos que são disponibilizados para as diferentes fases deste são sempre escassos. Devia existir uma entidade independente, do projetista, dono de obra, fiscalização de obra ou empreiteiro a efetuar essa revisão.

Em 2012 o Renato Carneiro na sua dissertação para obtenção do grau de mestre na FEUP fez uma proposta interessante, em meu ver, de definição do nível de revisão tendo em conta os níveis de complexidade do projeto definidos na Portaria n.º 701-H/2008.

Assim começando pelos níveis de complexidade do projeto temos 4 categorias. Resumindo o definido podemos ter:

- Categoria I: elevado grau de repetição, utilização de tecnologias uso corrente, fácil conceção e execução;
- Categoria II: reduzido grau de repetição, diversas especialidades, sem complexidade, sem condicionantes especiais de conceção e execução;
- Categoria III: Já soluções que não são correntes, com soluções construtivas não convencionais, tendo que por vezes inovar tendo em conta limitações orçamentais;
- Categoria IV: empreitadas especiais, tanto pela sua dimensão como pelas características ambientais em que se inserem, por exemplo com vão acima de 60 metros ou extensão acima dos 400 metros, no caso de pontes ou viadutos.

Assim como base nestas categorias de complexidade das empreitadas a necessidade de revisão também deve ser distinta. Em termos de Revisão de Projeto definiu:

- Nível I (para a Categoria I): onde é efetuada uma avaliação da conformidade mínima, existência de todas peças necessárias e sua coerência;
- Nível II (para a Categoria II): já existe uma verificação da qualidade do projeto, podendo ser validada a solução técnica da proposta, verificação de materiais e localização e implantação da obra (por acaso já me aconteceu numa obra pública quando se estava a implantar a obra não existiam as cotas definidas em projeto num raio de mais de 10km do possível local de implantação…);
- Nível III (para as duas últimas Categorias): deve existir um acompanhamento e validação de todas as fases do projeto, com uma análise exaustiva do projeto podendo ir mesmo à verificação de cálculos.
Da minha experiência estive em duas situações diferentes. Quando estava na fiscalização de obra de conceção-construção, ai a equipa de fiscalização tinha a sua própria equipa de revisão de projeto, em outra empreitada, só de construção, ai o Dono de Obra solicitou uma revisão de projeto por parte de uma entidade externa.

As empreitadas que referi anteriormente eram obras novas com alguma dimensão (custo acima de 10 Milhões Euros), contudo considero até que nas obras de reabilitação que atualmente são mais recorrentes, mesmo que os custos inerentes não sejam tão significativos, a sua complexidade devia impor essa situação. Fica a reflexão.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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terça-feira, 6 de junho de 2017

IV Congresso OET – “A Engenharia como pilar fundamental da economia produtiva”.

No dia 1 e 2 de Junho decorreu no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) o 4º Congresso da Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET) que teve como tema “ A Engenharia como pilar fundamental da economia produtiva”. A OET facultou informação acerca das conclusões retiradas e que são enumeradas seguidamente.

1) A Ordem defende a Engenharia, com verdade, com pensamento coerente, com opinião fundamentada, com propostas concretas e exequíveis;

2) Cada engenheiro técnico deve assumir um papel ativo na sua prática profissional diária apoiando estudantes e recém-diplomados na sua integração no mercado de trabalho, apresentando as propostas, o espírito jovem e ousado, o dinamismo, a postura não-corporativa, a evolução e adequação tecnológica das plataformas e soluções que definem a Ordem, para que a classe dos Engenheiros Técnicos seja a mais dinâmica representante dos profissionais de engenharia em Portugal;

3) A Ordem preocupa-se com o facto consagrado que está o princípio de que a arquitetura é um ato exclusivo dos arquitetos e não de Engenheiros Técnicos e Engenheiros, e defende a postura de que é imperioso que a mesma linha de pensamento seja formada na legislação no sentido de que aos arquitetos não seja permitida a prática dos atos de engenharia (de que são exemplo a Direção de Obra, Fiscalização, Certificação Energética, Segurança contra incêndios, entre tantos outros). Propõe-se a desencadear os mecanismos para que essa lei seja alterada e a procurar trazer para esta ação todas as organizações congéneres como forma de consolidar melhor esta posição junto do poder político;

4) Na sequência da reorganização do Ensino Superior em Portugal, decorrente da implementação em Portugal do Espaço Europeu de Ensino Superior (processo de Bolonha), existem vários problemas relativamente à equivalência profissional do grau de bacharel. A Ordem aponta que é de primordial importância que:

a. Seja publicada uma lei que estabeleça a equiparação ou correspondência para fins profissionais entre os graus académicos de bacharel e de licenciado (1.º ciclo);
b. Na função pública, os diplomados com um bacharelato sejam enquadrados no mesmo nível salarial que os licenciados pós-Bolonha (3 anos de formação académica), no respeito pelo princípio basilar previsto na Constituição da República Portuguesa: trabalho igual, salário igual;

5) A Ordem defende a regulação da atividade de perito, constatando-se que continuam a ser elaborados e/ou subscritos orçamentos, peritagens, auditorias e inspeções na área da Engenharia por pessoas que não estão habilitadas com o necessário titulo profissional na área, nomeadamente o título de Engenheiro Técnico. A Ordem está consciente do valor indigno com que são, frequentemente, remunerados os atos de peritagem, e pretende corrigir esta situação;
6) A Ordem, conhecedora das ofertas de emprego consideradas vexatórias na área da Engenharia, em que as empresas colocam ofertas de emprego pelo salário mínimo nacional, propõe que o valor mínimo oferecido a um Engenheiro Técnico deve corresponder ao valor da tabela salarial em vigor na carreira de técnico superior na função pública a que corresponde a 2.ª posição remuneratória, nível 15;

7) Ciente da vulnerabilidade sísmica do edificado, propõe, numa primeira fase, a aplicação de um método do tipo RVS (Rastreio Visual Rápido) como forma expedita que permita avaliar essa vulnerabilidade, em tempo útil. Desse trabalho resultará a hierarquização da urgência de intervenção sobre cada edifício, dando origem a um documento em que conste o “índice de resistência ao colapso”, propondo igualmente que esse documento seja de apresentação obrigatória em todas as escrituras de compra e venda de imóveis;

8) As incongruências na legislação atualmente em vigor levam a OET a propor o seguinte:

a. Eliminar o termo de responsabilidade de direção de fiscalização de obra e termo de responsabilidade de direção de obra, nos processos de legislação de obras clandestinas, pois uma obra que foi realizada clandestinamente e sem qualquer controlo técnico, ao serem exigidos os referidos termos de responsabilidade está a exigir-se que alguém assuma a responsabilidade por algo que não realizou;
b. Alterar a legislação em matéria de Segurança em Obra de forma a retirar à ACT – Autoridade para as Condições do Trabalho as competências de fiscalização das obras, passando-as para o IMPIC, I.P. Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção (mantendo a ACT as restantes competências), como forma de reduzir drasticamente os acidentes em obra;
c. Tornar obrigatória a comunicação por via eletrónica à ACT e ao IMPIC de todas as obras com riscos especiais;

9) A OET destaca a necessidade de alterar as leis nº 40/2009, de 1 de junho, e a Lei n.º 41/2015, de 3 de junho, uma vez que atualmente ambas as ordens OET e OE admitem diplomados do 1º e 2º ciclos de ensino superior em engenharia não havendo justificação para a existência de diferenciação legislativa entre os profissionais destas associações profissionais.

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Leica confia terceiro projeto em Portugal à construtora Garcia, Garcia

A Garcia, Garcia, construtora nacional especializada no design and build de edifícios industriais e logísticos, acaba de concluir o terceiro projeto em Portugal para a Leica. Cinco anos após ter sido responsável pela concepção e construção da fábrica da marca alemã em Famalicão e, de no ano passado, ter reabilitado o edifício, em pleno Centro Histórico do Porto, que serve agora de morada à primeira Leica Store na Península Ibérica, a Garcia, Garcia volta a ser a parceira escolhida pela icónica marca para a ampliação da sua unidade industrial em Portugal.

A construção arrancou em novembro do ano passado, com um prazo de execução de sete meses, e consistiu na ampliação da área administrativa e na construção de um novo edifício dedicado a armazenagem.

Intervenção potencia I&D
A ampliação teve como objetivo criar dois novos espaços – um para acolher a área de I&D e outro para receber serviços técnicos de pós-venda. A multinacional alemã aproxima, assim, a produção das suas áreas de I&D e serviço pós-venda, anteriormente localizadas em outras unidades do grupo. Potenciar as sinergias decorrentes da concentração destas atividades num único espaço, foi o principal propósito da ampliação. Por outro lado, a construção de um novo armazém visa aumentar a capacidade logística da fábrica.

A ampliação da área administrativa, contígua ao edifício existente, assume a mesma linguagem arquitetónica, na qual se destacam os volumes verticais intercalados que recortam a fachada e abrem espaço para os vãos. Também na concepção do armazém, a arquitectura observou a mesma preocupação de continuidade e coerência, de modo a que o novo espaço ficasse naturalmente inserido no complexo industrial.

De salientar a instalação das infraestruturas técnicas, como redes de ar comprimido limpo, vácuo ou azoto, que dão suporte às novas áreas laboratoriais. À semelhança do que já acontecia no restante complexo, os novos espaços foram equipados com os mais modernos equipamentos de climatização, iluminação, controlo de acessos, sistema de CCTV, controlo de intrusão, entre outros.

Todos os trabalhos foram planeados e executados de modo a não provocarem constrangimentos à atividade operacional da Leica, assegurando a manutenção das instalações em total funcionamento e a gestão de todas as condições de segurança para os que trabalham no complexo.
Após ter sido selecionada para a conceção e construção da fábrica da Leica em Famalicão – obra de elevada exigência técnica, na qual se destacam as clean rooms, ambientes controlados de produção que asseguram o cumprimento das rigorosas normas de qualidade associadas à marca alemã –, a Garcia, Garcia voltou a merecer a confiança da multinacional para a reabilitação do edifício histórico que acolhe a Leica Store no Porto e para a ampliação da fábrica que concebeu há cinco anos.

Recorde-se que, em 2012, a Leica transferiu-se da antiga unidade em que esteve instalada 40 anos para uma outra, construída de raiz, a apenas três quilómetros da antiga fábrica. Em março do ano seguinte, o Presidente da República à data, Aníbal Cavaco Silva, inaugurava o investimento de 22,5 milhões de euros.

“Para a Garcia, é extremamente gratificante continuar a merecer a confiança de uma marca tão icónica e reconhecida pela sua qualidade como é a Leica”, congratula-se Carlos Garcia, administrador da Garcia, Garcia.

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Guia Ibérico de Investimento Imobiliário

A Cushman & Wakefield e a Uria Menendez lançaram esta semana o primeiro guia ibérico de investimento imobiliário. O guia foi apresentado a cerca de 200 investidores na sede de Madrid da Uria Menendez na terça-feira, e na sede europeia da Cushman & Wakefield em Londres ontem. O guia fornece informação sobre os mercados imobiliários de Portugal e Espanha, assim como as suas respetivas estruturas legais e fiscais, sendo uma ferramenta fundamental para apoiar as decisões estratégicas dos investidores.

Alguns dos destaques da publicação são:

- As economias Portuguesa e espanhola têm vindo a registar uma evolução acima da média europeia, impulsionadas pela combinação de um crescimento sustentado do consumo privado, do turismo e das exportações, bem como por uma correção em baixa do desemprego. Estes indicadores contribuem muito positivamente para os níveis de confiança das empresas, reforçando o desempenho dos mercados ocupacionais de retalho, escritórios e logística

- O ambiente de baixas taxas de juro tem favorecido o interesse dos investidores, sendo cada vez mais variadas as origens e perfis de risco dos players interessados em investir no mercado imobiliário ibérico – a procura no mercado de investimento ibérico é hoje gerada não só por capital Europeu, mas também Norte-americano e Asiático.

- Sendo certo que os dois mercados se encontram em fases diferentes do ciclo, ambos oferecem excelentes oportunidades de crescimento de rendas e de valorização de capital. De acordo com o índice MSCI 2016, Espanha e Portugal encontram-se no Top 4 dos países europeus em termos de desempenho do imobiliário, registando respetivamente uma rentabilidade global de 13% e 12%.

- No que se refere ao ambiente politico, os governos de ambos os países reconhecem cada vez mais o impacto positivo do sector imobiliário na economia em geral e têm vindo a estabelecer medidas de incentivo ao sector. Todas estas medidas irão contribuir para uma maior liquidez no mercado ibérico.

Para aceder ao Guia Ibérico de Investimento Imobiliário, clique aqui.

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Larus leva abrigos de Daciano da Costa para a Madeira

A Larus equipou a cidade de Câmara de Lobos, na Madeira, com abrigos da autoria do arquiteto Daciano da Costa (1930-2005) e do designer Jorge Trindade.

O abrigo “Daciano” desenhado por Daciano da Costa, um dos pioneiros do design industrial, apresenta uma estrutura em pórtico, constituída por aço, vidro temperado, contraplacado marítimo e fibra de vidro. Este abrigo encontra-se em várias cidades portuguesas, nomeadamente em Lisboa, junto ao Terreiro do Paço.
O abrigo “Arqui” de Jorge Trindade caracteriza-se por um desenho muito depurado, permitindo uma fácil integração em áreas urbanas, rurais, históricas ou contemporâneas. É composto por vidro temperado, aço e madeira Tali.
A Larus “mobila” hoje cidades como Lisboa (Parque das Nações, Ribeira das Naus, Alta de Lisboa), Porto (Serralves, Avenida dos Aliados), Madrid (junto à Praça de Cibeles), Casablanca (Medina de Casablanca), Santiago de Compostela (Cidade da Cultura), Luanda (Baía de Luanda e Ilha do Cabo), Génova, Antuérpia, Londres, Dubai, entre outras.

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Dia Mundial do Ambiente e o Ambiente Construído

Sendo hoje o Dia Mundial do Ambiente e tendo interesse na Construção Sustentável, gostaria de efetuar algumas reflexões sobre o Ambiente mais propriamente do Ambiente Construído.

Mesmo considerando a passagem Humana pelo planeta ainda com pouca duração, comparativamente à previsível idade do planeta, considero que o nosso Ambiente construído pode de alguma forma ser uma parte do Ambiente global.

Tendo o nosso Ambiente Construído uma parcela significativa de utilização de recursos, devemos ter uma atenção especial nesse sentido. Existindo igualmente uma redução da nova construção (e ainda bem!) devemos efetuar uma melhor gestão da vida útil do nosso Ambiente Construído.

Assim, tendo como base as diferentes fases da vida útil:

- Planeamento e Projeto:
Minimizar a implantação em espaços ainda não impermeabilizados e garantir um projeto que maximize a reutilização de materiais e o uso eficiente dos recursos.
Existir medidas de promoção da eficiência de usos de recursos. Considero que por vezes as medidas têm um valor tão residual (por exemplo os redutores de caudal das torneiras podem ter um custo associado inferior a 1,00€) que a sua não utilização se deve mesmo a ausência de informação.

- Utilização:
Garantir a otimização da utilização de recursos, em especial água e energia, bem como efetivar a manutenção do Ambiente Construído, para as condições de utilização serem maximizadas na sua operação.
Existir apoio público para garantir (por exemplo em financiamento) para a manutenção do Ambiente Construído, minimizando a necessidade de chegar a intervenções de Reabilitação, tanto a nível de edifícios públicos como no parque habitacional, em especial, multifamiliar.

- Demolição:
É uma fase de criação de recursos que podem ser reutilizados, devendo a sua separação e armazenamento ser garantidas para uso posterior.
Existir um “banco” de materiais de demolição, por exemplo a nível municipal, que tivesse definida a necessidade de contribuição para a nova construção, para não ser necessário estar sempre a utilizar novos materiais.

A abordagem efetuada foi muito simplificada, contudo pode ser um princípio base a ser estabelecido tanto a nível municipal como nacional. Um contributo por mais pequeno que seja pode fazer a diferença no nosso Ambiente, construído ou não. Fica o desafio para todos nós!

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.

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