segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O país vai parar por falta de engenheiros civis?

A Ordem dos Engenheiros voltou a alertar para o perigo iminente que o país enfrenta. E que perigo é esse? A falta de engenheiros civis. Diz a Ordem, na pessoa de Bento Aires, em declarações ao Negócios, que "o problema que se enfrenta neste momento é a ausência de mão-de-obra qualificada para a construção civil, incluindo de profissionais de engenharia civil". Recorde-se que recentemente o Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Mineiro Alves, também tinha alertado para o risco do país ter que importar engenheiros civis. E que uns meses antes tinha alertado para o défice de engenheiros civis em Portugal.

"Em breve vamos estar a importar mão-de-obra e a abrir o mercado da construção civil a empresas estrangeiras", avisa Bento Aires, lembrando que "Portugal, para continuar a crescer, precisa de mais habitação, mais mobilidade, mais serviços, mais oferta turística, mas de forma sustentada".

Devido à " falta de valorização do trabalho dos engenheiros, com remuneração por hora", Bento Aires alerta que a situação "está a encaminhar-se para que, a breve trecho, os engenheiros vão deixar de trabalhar ao preço que o mercado está habituado e o país vai parar porque deixa de haver produção de construção civil".
A Ordem insiste nesta tecla de que em breve haverá falta de engenheiros civis no país. A realidade insiste em mostrar que há muitos desempregados, muitos que mudaram de área e muitos que emigraram "forçados". Na sua opinião a realidade desmente a Ordem, ou uma coisa não invalida a outra?










6 Comentários:

Tridente 21 disse...

Na minha opinião, a realidade desmente a ordem dos engenheiros. Se houvesse falta de engenheiros civis como a ordem sugere, os ordenados e os preços dos projectos não seriam tão "miseráveis". Saberão os senhores engenheiros da "ordem" que, por exemplo, todos os projectos das diversas especialidades para uma moradia tipo, (cave com muros de suporte, mais dois pisos elevados, piscina etc) valem menos de 2000€?

Engenharia e Construção disse...

A Ordem não se refere apenas a isso. Pelo menos é a conclusão a que se pode chegar as diversas vezes que foram proferidas declarações no mesmo sentido: http://www.engenhariaeconstrucao.com/2017/10/importar-engenheiros.html

Helena Santos E Silva disse...

Creio que a OE está a referir-se à intervenção dos engenheiros na fase da execução das obras. De qualquer modo, o que refere, considerando a responsabilidade - matéria a que presto especial atenção - que assumem os engenheiros/projetistas das especialidades, parece que tem razão.

Helena Santos E Silva disse...

Já recebeu? Convém sempre saber da eficácia destas "formas fáceis de cobrança de dívidas difíceis"!

Manuel Lima disse...

Em boa verdade, em 2005, o meu último ano de trabalho em engenharia, os gabinetes e firmas de engenharia civil defrontavam-se com uma considerável falta de trabalho. Muitos recém-licenciados tinham actividade profissional fora da área da engenharia porque existia um número de licenciados desproporcionado com o volume de trabalho. Em Portugal existiam demasiados engenheiros para a dimensão do país, conforme informação da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu. Creio que o que se passa no país é a existência de um número desproporcionado de licenciados em todos os ramos da área científica da engenharia, nomeadamente "civil", relativamente à dimensão do país, situação que se tem vindo a agravar com a continuidade anual de licenciamentos concluídos.

lloyd costa disse...

Falta de engenheiros em Portugal? talvez daqui a 10 anos, visto que poucos se candidatam ao curso de Eng.Civil (que é normal, trabalha-se muito, muita responsabilidade e ordenados são os mínimos possíveis) por enquanto uma oferta de trabalho em portugal continua a receber centenas de currículos.

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