terça-feira, 16 de agosto de 2016

Irmãos Cavaco pede insolvência

A construtora Irmãos Cavaco vai entrar em processo de insolvência, após uma decisão do Tribunal da Relação do Porto ter revogado o plano de recuperação iniciado em 2015. Esta empresa de Santa Maria da Feira emprega 112 pessoas, e este era já o seu segundo Plano Especial de Revitalização (PER). O primeiro PER tinha sido aprovado em 2012 mas, segundo responsáveis da Irmãos Cavaco, a conjuntura económica não permitiu a empresa cumprir com os valores de facturação previstos o que levou a que em 2015 fosse solicitado outro PER, tal como outras empresas fizeram.

De acordo com o administrador judicial provisório, Francisco Duarte, 78,5% dos credores votaram neste segundo PER, e, destes, 77,4% “foram favoráveis ao plano de recuperação apresentado pela devedora”.

No entanto, esta foi uma decisão em primeira instância, que acabou por ser alvo de recurso por parte de um credor, logo em Novembro. Três meses depois, em Fevereiro deste ano, o Tribunal da Relação do Porto veio dar-lhe razão, revogando a decisão de homologar o novo PER.

Tanto a Irmãos Cavaco com o administrador judicial provisório dão a mesma explicação: o tribunal considerou que, falhado o primeiro PER, por incumprimento, não podia percorrer o mesmo caminho pela segunda vez.
O valor das dívidas, ligadas a 1367 créditos (a lista de credores é composta por 49 páginas), ascende a 87 milhões de euros, dos quais, diz a construtora, 55 milhões correspondem a dívida de capital, a que acrescem depois valores de garantias, encargos e juros.

No rol de credores estão, além do próprio António Cavaco e da holding António Cavaco Investimentos, pelo menos 17 bancos e instituições de crédito de Portugal e Angola, desde a CGD ao Finibanco Angola (detido pelo Montepio). Depois, há ainda entidades oficiais como a Segurança Social, Marinha, Ministério da Economia e Parvalorem.









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