terça-feira, 8 de julho de 2014

Garcia, Garcia assina reabilitação de edifício industrial devoluto para a Grandvision

A Garcia, Garcia é a responsável pela requalificação e adaptação de uma fábrica devoluta, anteriormente ocupada pela Sardinha & Leite, em Gaia, que, ainda este mês, se tornará na primeira unidade fabril do Grupo Grandvision, que representa as marcas Multiópticas, GrandOptical e Solaris, em Portugal. Com um investimento global de cerca de 7,3 milhões de euros, que irão criar aproximadamente 90 postos de trabalho, a multinacional começará a produzir um milhão e meio de óculos graduados, 80 por cento dos quais para exportação para diversos países europeus.

A Garcia, Garcia que, nos últimos três anos, cresceu 100 por cento e está a construir dois projetos de Potencial Interesse Nacional (PIN) – a Casfil, no Parque Industrial da Ermida, em Santo Tirso – criado e explorado pela própria construtora –, e a BorgWarner, em Lanheses, Viana do Castelo, tem investido no desenvolvimento de competências e de técnicas de reabilitação que proporcionem uma intervenção sustentada a este nível, integrando as melhores práticas construtivas e as novas exigências funcionais e regulamentares.

Foi, por isso, “com entusiasmo e convicção que a empresa se associou à multinacional Grandvision para desenvolver o projeto da nova unidade para o grupo, a implantar numa instalação fabril desativada”, como partilha Carlos Garcia, um dos três irmãos da família Garcia que, há três gerações lidera a empresa de Guimarães.

Exigências do projeto
A nova unidade fabril, que integra uma forte componente tecnológica e de inovação, permitirá à Grandvision aumentar significativamente a sua capacidade de produção. O projeto de adaptação e reabilitação do edifício de 8000 m2, focou-se na requalificação do espaço, adaptando-o às especificidades de produção da Grandvision, líder no retalho de ótica na Europa, com uma rede mundial de mais de 5.000 lojas em 41 países, 173 das quais (próprias) em Portugal.

Mantendo as características e a arquitetura da fachada do edifício, o projeto contempla o desenvolvimento das estruturas interiores, assim como de todos os sistemas e instalações de suporte à produção e áreas administrativas e sociais. A este nível, a definição de soluções técnicas que garantissem o compromisso entre qualidade e custo foram a principal preocupação, destacando-se a construção de um bloco social (balneários e vestiários) integrado na nave industrial, o reforço do isolamento das paredes, a reabilitação das zonas administrativas e os trabalhos de acabamentos interiores.

As exigências da nova instalação fabril determinaram a substituição integral do piso da nave, a instalação de novos sistemas elétricos, de telecomunicações e de AVAC, bem como a instalação de uma rede de ar comprimido. Ao nível da prevenção e combate e incêndios, o edifício foi equipado com claraboias de desenfumagem.









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