segunda-feira, 16 de abril de 2012

Dívidas do estado às empresas de construção

A estagnação do sector da construção tem merecido a atenção do país ainda que não se vejam medidas para evitar o colapso deste sector que representa uma grande fatia da actividade profissional de Portugal. Os políticos continuam a assobiar para o lado, deixando as coisas andar sem qualquer rumo. Talvez eles não percebam a enormidade do que está em causa e pensem que tudo se resolve com a internacionalização, mas é bom que se desenganem depressa pois essa não será a tábua de salvação para o sector da construção, apenas para parte do mesmo. A agravar a situação há ainda a dívida do estado às empresas de construção que neste momento está nos 1,4 mil milhões de euros. Só a administração local deve mais de 60% do valor total da dívida do estado.

Comparando Fevereiro de 2011 a Fevereiro de 2012 a produção no sector da construção teve uma quebra de 12,6%, segundo dados do INE. Maior ainda foi a quebra no emprego na construção que verificou uma quebra de 13,5%. Segundo o IEFP em Março deste ano existiam 87.908 profissionais desempregados no sector da construção. Estes dados assustam, mas não se ficam por aí. Nos dois primeiros meses do ano o governo lançou 290 concursos, menos 20,5% relativamente aos mesmos meses do ano anterior. Adjudicações em Janeiro e Fevereiro deste ano foram 287, menos 17,3% que no mesmo período do ano passado.

O presidente da AECOPS, Ricardo Gomes, alerta para a necessidade da aposta na reabilitação urbana como forma de dinamizar novamente o sector da construção, garantir emprego no sector da construção, e fazer o país progredir. Para Ricardo Gomes há duas premissas importantes a cumprir de forma a conseguir este objectivo:

1 - Tornar a lei do arrendamento mais flexível;
2 - Aproveitar de forma mais inteligente os fundos do QREN.

O presidente da AECOPS destaca ainda que esta situação acaba por prejudicar também o sector do turismo uma vez que a principal queixa dos turistas que vêm a Portugal é a degradação dos centros urbanos. Seria então a oportunidade para o governo matar dois coelhos com uma cajadada.









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