domingo, 17 de setembro de 2017

Ciclo Urbano da Água

O ciclo urbano da água é usualmente abordado numa perspetiva da ligação do ciclo natural da água com uma componente que está relacionada com o nosso consumo, conforme é apresentado na figura mais abaixo.

Assim relativamente ao nosso consumo temos a referida captação, tratamento, distribuição e depois a utilização. Após a utilização o tratamento para devolução ao meio natural. Contudo parece-me um pouco redutor ou simplificado. Em termos urbanos, e no interior das habitações, temos que ter a noção que, existem diversas necessidades de qualidade de água. Para a rega ou lavagem de vias, não necessitamos a mesma qualidade do que para beber.

Num território existem, salvo raras exceções, diversos tipos de fontes de água, com diversas qualidades, claro. Mas genericamente podemos considerar 3: água existente em aquífero (subterrâneo ou superficial) com potencial para se tornar potável (tanto de características de qualidade como de quantidade), água também em aquífero sem potencial para se tornar água potável, por questões de qualidade e/ou quantidade e a água da chuva.

Assim podemos desde o início do ciclo da água considerar estas 3 possibilidades. Como foi referido anteriormente, existindo diversos níveis de necessidade de água que podemos desde logo potenciar os seus diferentes usos a nível urbano.
A utilização urbana da água deve assim ser otimizada tendo em conta as características da água e as necessidades existentes. Se tivermos necessidade de uma água de qualidade da água da chuva não será necessário o tratamento de água até ser potável e assim vamos ter mais Sustentabilidade no ciclo, dado que se diminui a necessidade de tratamento e de distribuição de água potável.

Aliás considero que em termos urbanos devia-se ter mais preocupação e potenciar o uso da água da chuva. Se tivermos formas de a armazenar em reservatórios ou lagos (que praticamente deixaram de existir de uma forma natural), podemos ter capacidade de a ter disponível, capacidade de reter cheias e capacidade de garantir a drenagem progressiva.

Em termos de otimização do consumo ai existe muito que pode ser feito a nível urbano. Tanto na rega ou lavagem dos espaços públicos, como no consumo das instalações públicas. Deve ser efetuada uma avaliação e definição do que pode ser feito, em quanto tempo e qual o investimento necessário.

Por fim a drenagem e tratamento. Se otimizarmos as etapas a montante estas também serão reduzidas. Ainda é muito frequente existir tratamento de água pluvial conjuntamente com a água residual. Mesmo sendo difícil separar completamente deve ser efetuada uma avaliação do território e evitar que os maiores caudais de água pluvial sejam encaminhados para sistemas unitários.

A água é um recurso que temos que ter uma maior sustentabilidade no seu uso para garantirmos que contínua disponível.

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.









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