quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Um hotel 100% acessível a pessoas com mobilidade reduzida

O futuro Hotel do Peso, do Grupo Pinto da Costa & Carriço, será edificado no local onde hoje estão as ruínas do ‘Grande Hotel do Pezo’, emblemático hotel construído na segunda metade do séc. XIX. A recuperação do Hotel em Melgaço, adjacente ao Parque e Complexo Termal das Termas de Melgaço, deverá estar concluída dentro de dois anos, e representa um investimento na ordem dos 2,5 milhões de euros.

O projeto de reabilitação, assinado pelo arquiteto José António Lopes, da ad quadratum arquitectos, abrange uma área de propriedade aproximada de 11.900 m2 e uma área de construção estimada em 4.500 m2 de ampliação e 1.800 m2 de reabilitação de estruturas existentes. Sob o conceito de Hotel-Boutique, será uma unidade hoteleira de 4 estrelas, com cerca de 44 quartos. “Um alojamento de características diferenciadoras, numa filosofia de sustentabilidade ambiental”, conta José António Lopes.

O Grupo Pinto da Costa & Carriço, detentor do Hotel, apresentou o projeto no passado domingo, numa cerimónia na Fonte das Termas de Melgaço, que contou com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.
ARQUITETURA INCLUSIVA GARANTE UM HOTEL PARA TODOS
A acessibilidade, um dos elementos diferenciadores do hotel, começa na própria arquitetura, da autoria do gabinete Ad quadratum Arquitectos, que projetou uma unidade hoteleira adaptado a pessoas com limitações de mobilidade.

A acessibilidade das obras que assina é há muito uma preocupação para o arquiteto José António Lopes, que tem vindo a alertar para a falta de conscientização da sociedade para esta questão. "A crescente urbanização dos nossos territórios não tem implicado consequentemente a sua maior urbanidade. Entenda-se aqui urbanidade não como uma questão de quantidade de infraestruras construídas, prédios e ruas, mas como a qualidade da interação da vida urbana com a envolvente física", explica.

"É preciso que se opere uma verdadeira mudança cultural na forma como são entendidas e reivindicadas as questões da acessibilidade, colocando-as como tema central da equidade e democracia", acrescenta José António Lopes.










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