segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

HBIM (Heritage Building Information Modelling)

Já foi há quase um mês que estive na Irlanda na formação em HBIM (Heritage Building Information Modelling), por isso, vai mais que a tempo a minha perspetiva sobre o assunto aqui na Engenharia e Construção (já tinha feito uma sistematização no meu blog). O assunto apresenta muita atualidade, relevância e necessidade, porquê? Passo a explicar.

O Património é usualmente edifícios, instalações, monumentos com um valor incalculável, tanto financeiro como cultural, histórico para o pais… quanto será que custaria um Mosteiro dos Jerónimos, ou a Torre de Belém? Não tem valor.

Só sabemos que são Património que referencia Portugal e os Portugueses, é de todos nós! E o que nós temos de Património por este País fora...

Por isso a pertinência do HBIM. Conseguirmos ter toda a informação deste património, no formato editável, possibilitando ter informação do construído ao longo dos anos e monitorizar e verificar a sua compatibilidade.

Sim, porque sendo edifícios com visitantes, têm instalações sanitárias, sistemas de climatização, de ventilação, rede elétricas, que não existiam inicialmente. E deve-se compatibilizar estruturas iniciais com as novas, por isso temos que saber o que existe para as concordâncias serem o melhor possível.

Considero mesmo que este pode ser um novo desafio para a área da construção/reabilitação/ manutenção. No meu ponto de vista, tem mais lógica investir no BIM em edifícios históricos do que na nova construção (que não seja património).

E quando se efetuar uma intervenção significativa num palácio, num castelo, num mosteiro, termos a informação necessária para optar pelas melhores soluções na intervenção, tanto em termos estruturais como de compatibilização de materiais.

Será este um dos “novos” caminhos da Engenharia e Construção?

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Artigo escrito por Susana Lucas do SEIbySusana.










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