terça-feira, 12 de novembro de 2013

Larus leva à bienal projetos internacionais e de investigação

Até 22 de dezembro, a Larus expõe cinco projetos de mobiliário urbano internacionais e de investigação em Design na Bienal da Experimenta Design (EXD), iniciativa de referência na área do design, arquitetura e criatividade, no Jardim Botânico Tropical, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. A marca portuguesa de mobiliário urbano com o maior número de prémios mundiais de Design apresenta ao público os equipamentos desenvolvidos, em exclusivo, para a Holanda e Bélgica, Marrocos, Angola e Emirados Árabes. Em comum estes projetos resultam de um trabalho de pesquisa e de desenvolvimento em torno do território, da cultura local e da herança histórica e incorporam o tema “No Borders/Sem fronteiras” da 8ª edição da bienal.

Na Holanda e Bélgica, a Larus mobilou recentemente com bancos, abrigos, escadas panorâmicas e estacionamento de bicicletas o “Fortress Belt”, um projeto de reabilitação de uma linha de fortificações espanholas que se estende de Antuérpia, Bélgica, às províncias da Zelândia e Brabante, Holanda, construída entre os séculos XVI e XVIII para proteção das esquadras francesas.
A Medina de Casablanca, Marrocos, recebeu este verão a linha de mobiliário urbano “Medina”, inspirada nos padrões geométricos, na silhueta das portas de entrada da Antiga Medina de Casablanca, na Mesquita Hassan II e nos potes marroquinos em cerâmica de argila. Uma gama que integra bancos - com e sem costas -, papeleiras, sinalética direcional e tótemes de sinalização turístico-cultural.
Para Angola, a Larus desenvolveu, em 2012, a coluna solar “Orion” e a linha de mobiliário urbano “Embondeiro”. A “Orion” utiliza a tecnologia LED que permite uma elevada qualidade de iluminação e a proteção contra choques elétricos. Adaptada às caraterísticas das chuvas barrentas, o topo da coluna rebate, facilitando a limpeza dos painéis fotovoltaicos e da luminária. A linha de mobiliário “Embondeiro” tem como referência a árvore que marca a paisagem angolana – o embondeiro – e contempla bancos de jardim, papeleiras e dissuasores.
Para os Emirados Árabes, a Larus encontra-se atualmente a concluir um projeto de sinalética direcional e tótemes de sinalização turístico-cultural.

O fundador da Larus, Pedro Martins Pereira, afirma que “quando projetamos para os diversos países do mundo, interpretamos a história, a arquitetura, a arte, o artesanato, a rusticidade e os hábitos. São estes valores que influenciam o desenvolvimento dos equipamentos que pretendem resolver necessidades presentes, respeitando e valorizando a identidade local”.

“Ao longo de vários séculos, os portugueses abriram-se a outras identidades, outras culturas, interiorizando-as. Como consequência, estes povos mostraram a mesma permeabilidade para aceitar e integrar elementos da cultura portuguesa na sua própria cultura. É uma característica diferenciadora da identidade nacional e da capacidade para estabelecer relações, criando afinidades, eliminado barreiras”, sublinha Pedro Martins Pereira.









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