terça-feira, 29 de março de 2011

Ordem dos Engenheiros aprovou admissão de licenciados pós-Bolonha

A Ordem dos Engenheiros (OE) aprovou a admissão de licenciados em cursos de Engenharia pós Bolonha, com formação de três anos, em Assembleia de Representantes, com 78 por cento dos seus membros favoráveis à proposta.
“Houve uma clarificação nas exigências para admissão na Ordem dos Engenheiros dos licenciados pós Bolonha”, afirmou hoje à Lusa o bastonário da OE, considerando que “havia que clarificar [o acesso à OE] face ao novo paradigma que é a existência de licenciados que têm uma formação de três e não aquilo que acontecia anteriormente, em que um licenciado tinha que ter cinco anos”.

Em declarações à Lusa, Carlos Matias Ramos realçou que “a Ordem tem que se adaptar para desempenhar o seu papel de regulador do exercício de uma atividade profissional”, acrescentando que “nada é estático no mundo”.

O bastonário da OE sustentou que “antes quem se licenciada em Engenharia Civil, estava cinco anos a estudar Engenharia Civil e agora pode vir das formações mais díspares. Portanto, hoje não há um caminho verticalizado e bem definido do que é o engenheiro atual face ao engenheiro anterior”.

Face a esta nova realidade, declarou, “a Ordem tem que se adaptar a um novo paradigma” quando “há uma nova abordagem na Europa em que a mobilidade e outros fatores de colocação no mercado fazem com que este problema seja discutido no sentido de considerar que a engenharia é única”.

Na votação que ocorreu na assembleia dos representantes da OE, que se realizou Coimbra, 78 por cento dos representantes votaram favoravelmente à inscrição na OE dos licenciados em cursos de Engenharia após a implementação do Processo de Bolonha, 11 por cento abstiveram-se e 11 por cento votaram contra.

“Como bastonário, tenho obrigação de olhar para o futuro, porque a Engenharia está em evolução contínua e o futuro será diferente do que foi o passado”, afirmou Carlos Matias Ramos.

Depois de aprovada a admissão terá ainda que ser aprovado, em assembleia de representantes extraordinária, um regulamento interno que clarifique e determine a admissão dos licenciados pós Bolonha em iguais circunstâncias aos restantes licenciados.

Fonte: i online









1 Comentário:

Pedro Faria disse...

Nada no mundo é estático mas, no mundo profissional, tudo começa com um grau académico, baseado num determinado plano de formação que contempla vários conteúdos, e passa curricular quando se entra no mercado de trabalho.
É certo que os cursos são diferentes, em termos de conteúdo e na sua quantidade pelo que este facto deve ficar esclarecido e salvaguardado para que não decorram injustiças para aqueles que se vêem equiparados por outros que obtiveram a equivalência com menos trabalho e formação.

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