segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Mercado Industrial em Portugal na mira de investidores internacionais

A análise do ano de 2017 feita pela Worx revela que se tem verificado um aumento no interesse de investidores internacionais, no mercado industrial português. Em 2017, o aumento de desempenho do setor das exportações resultou numa melhoria da atividade económica nacional, com impacto na atividade dos operadores logísticos.

Mais de 250 000 m2 de plataformas e armazéns logísticos (em regime de arrendamento e construção para ocupação própria) foram ocupados, fruto de necessidades de otimização de eficiência operacional e reavaliação das estratégias de localização dos operadores face aos seus principais mercados e clientes.
Segundo o departamento de Research da Worx, em 2017, destaca-se a ocupação de uma Plataforma Logística por parte do Grupo Jerónimo Martins, num total de 70 000 m2, a aquisição e ocupação de um armazém logístico em Palmela com 19 000 m2 pela Luso Alimentos, a ocupação de um armazém logístico pelo Grupo Sonae com 14 000 m2 e diversas ocupações protagonizadas pela empresa nacional de transportes Luís Simões.

TENDÊNCIAS
- Existiu, no ano de 2017, uma crescente procura por ativos no centro de Lisboa e Porto. O interesse por parte de inquilinos e investidores internacionais revelou-se elevado face a períodos homólogos.
- Os grandes centros urbanos serão alvo de procura por parte dos operadores logísticos que pretendem proximidade ao cliente e tornar o seu processo de distribuição mais célere.
- A confirmar-se a entrada na Amazon no mercado português em 2018 através de um investimento numa plataforma logística de dimensão considerável, podemos antever o interesse de outros operadores internacionais no nosso mercado.
- Portugal apresenta uma margem significativa de crescimento no e-commerce, estando ainda muito aquém de números alcançados por outros países europeus. A tendência será de aumento com repercussões diretas na entrada de novos players no mercado, nacionais e internacionais.










5 Comentários:

Diana Abrunhosa disse...

Engenharia será talvez dos cursos onde a integracao profissional no estrangeiro seja mais fácil. Engenharia é por si só uma disciplina que se aprende em todo o mundo e onde a parte técnica é universal. As leis da física nao mudam, apenas as do país e mesmo essas nao sao difíceis de seguir. Saí de Portugal após terminar o curso, por escolha própria, depois de ter realizado erasmus por duas vezes e por já ter em vista uma carreira internacional. As oportunidades pelo mundo fora sao infinitas e, porque trabalho com várias pessoas de vários países, o ensino de engenharia e a preparacao dos engenheiros portugueses é muito, muito boa. Normalmente destacam-se. Aprende-se muitas coisas novas, aprendemos connosco e com os outros. Aprendemos a lidar com situacoes complicadas onde por vezes nos é dificil expressao devido ao idioma do país mas tudo se resolve. Recomendo vivamente, e a quem tiver oportunidade, para ter experiencia internacional. Cresce o cv, crescemos nós e, essencialmente, abrem-se os horizontes. Engenharia Civil em Portugal, neste momento, nao tem progressao de carreira enquanto que em alguns países é relativamente fácil, rápido e reconhecido!

Carla Martins disse...

Sai de Portugal depois de trabalhar 4 anos para uma camara municipal.
Cheguei a uma empresa como graduate, recem licenciada e num ano passei a posição de Engineer. 2 anos depois de começar subi a project manager. Ao fim de 3 anos de twr comecado subi a directora e responsavel pelo sistema de qualidade da empresa. Rapido? Sim!! Melhor impossivel. Foi possivel porque abracei um projecto de uma empresa com poucos trabalhadores e por isso menos degraus pra subir que seria mt mais dificil numa empresa de grande dimensão. Acho que os portugueses estao melhor preparados da universidade do que os outros e eu vim de um politectico. Somos mais desenrascados sem duvida mas as leis e as soluções sao diferentes aki no Uk e em PT mesmo assim, mas felizmente a física essa é igual a todo lado!!

Antonio Camarao disse...

Antes de mais quero felicitar pelo repto lançado e desde já manifesto a minha adesão ao seu desafio. Como as perguntas são abertas, vou somente abordar as duas primeiras questões de forma sintética.
Contexto: sou Engenheiro Civil com duas décadas de experiência no setor de Retail Oil&Gas (Downstream), atualmente a colaborar no Benelux com uma empresa multinacional, dando suporte na implementação de Projeto com uma grande empresa Petrolífera .
Relativamente à área técnica, a minha experiência diz-me que estamos muitos bem preparados, e que e Engenharia Portuguesa é reconhecida nos países por onde tenho passado. A observação e interacção com os jovens engenheiros portugueses que encontro a trabalhar no estrangeiro permitem-me fazer eata apreciação.
Por outro lado posso afirmar que a Engenharia nesses países e na área de atuação referida é muito baseada em processos e implementação de checklists para uniformizar procedimentos e entregáveis. A Segurança e Ambiente é outra área fundamental, um fator decisivo para contratar, renovar ou terminar abruptamente contratos existentes, onde as práticas têm que corresponder em absoluto ás expectativas.

Susana Lucas disse...

Mais uma resposta muito interessante... a forma de reconhecimento fora ser mais rápida! Obrigada Carla, tudo a correr pelo melhor! Susana

Susana Lucas disse...

Viva António! Obrigada pelas dicas para quem possa estar começar a internacionalização. Tudo de bom, Susana

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