quinta-feira, 21 de abril de 2011

Construção: o cenário negro dos últimos anos e o futuro

Dados da Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços revelam que o sector continua em queda, seguindo uma tendência que se verifica desde 2002. De então para cá, verificou-se uma quebra de 36 por cento. Desde 2008, perderam-se 72 mil postos de trabalho. Encerraram mais de 1300 empresas entre abril de 2010 e o mesmo mês de 2011.

São números esclarecedores, de um dos setores mais afetados pela crise económica e que mais repercutem os sinais dessa mesma crise: a construção continua em queda, há nove aos consecutivos, num processo onde não se prevê uma retoma.

A Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços (AECOPS) revela que as empresas de construção despedem mais do que contratam, fruto da redução do investimento. No final do ano passado, o setor empregava 482,5 trabalhadores, o que contrasta com os 555 mil que se verificavam em 2008. Em pouco mais de dois anos, houve uma perda real de 72 mil postos de trabalho.

Outro dado que ajuda a perceber o comportamento do mercado da construção no último ano (segundo o de Construção e do Imobiliário) é a diminuição do número de empresas. Em cada dois dias que passam, sete fecham as portas, em média, totalizando 1300 desde abril de 2011.

Estes indicadores ajudam a compreender o fenómeno de contração do setor, que se verifica há nove anos consecutivos e que atinge uma quebra de 36 por cento, comparativamente com o anos de 2002. Só em 2010, a descida atingiu os 5,8 pontos percentuais.

Se é certo que poucas áreas de atividade conseguirão inverter os números negros, nos próximos anos, não deixa de ser verdade que as medidas propostas pelo FMI para o setor da construção deverão agravar um cenário já negro.

Nos planos da intervenção de resgate a Portugal, o Fundo Monetário Internacional pretende incentivar ao arrendamento, para reduzir o excesso de endividamento dos portugueses. Esta medida deverá abrandar ainda mais um sector que produziu mais do que a procura.

Fonte: Ciberjunta










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