domingo, 24 de janeiro de 2016

NVE reabilita edifício do Século XIX na Baixa Pombalina

A NVE deu início a mais uma obra integrada no conjunto histórico da Baixa Pombalina, o imóvel está localizado na Rua dos Bacalhoeiros, trata-se de um edifício com a área bruta total de construção aproximada de 3.211m2 e está distribuída por 6 pisos: rés-do-chão, 4 andares destinados à habitação e um piso de águas furtadas também de uso residencial.

O rés-do-chão encontra-se integralmente ocupado por estabelecimentos comerciais, concretamente quatro espaços de restauração. Um desses restaurantes desenvolve-se em dois pisos, ocupando assim parte da área do primeiro andar.

O edifício em questão é um imóvel de gaveto que constitui o cunhal da Rua dos Bacalhoeiros com a Rua dos Arameiros, integrado no conjunto histórico da Baixa Pombalina. Foi construído em meados do século XIX, durante o período construtivo que sucedeu ao sistema Pombalino, denominado por Gaioleiro.

A Rua dos Bacalhoeiros, das mais antigas e tradicionais ruas ribeirinhas da Baixa Pombalina, a Nascente do Terreiro do Paço, assumiu no passado diferentes designações, tais como Rua dos Confeiteiros, Rua da Porta do Mar ou Rua Direita da Ribeira.

O projecto de arquitetura do atelier ARX de José e Nuno Mateus, preserva o valor histórico e memória do edifício, conservando a fachada e os azulejos originais, tendo como estratégia preconizada o pressuposto da reabilitação e conservação do maior número possível de elementos arquitetónicos existentes, propondo apenas as alterações necessárias às exigências contemporâneas de habitabilidade e do redimensionamento dos fogos.
Deste modo, será levada a cabo a conservação minuciosa das fachadas, ao nível dos azulejos, das cantarias, dos caixilhos de madeira originais e respectivas portadas interiores, do redesenho das caixilharias dos espaços comerciais no piso térreo, que foram sendo modificadas ao longo dos anos, em concordância com o resto do edifício.

No interior propõe-se a manutenção de todos os pisos existentes e a introdução de um novo nível superior de mezaninos que aproveita o oco das coberturas, agora inacessível e que virá permitir a articulação de tipologias duplex com o quinto piso de águas furtadas.

Para este efeito é proposta a reconstrução integral da cobertura, respeitando a geometria, forma e materialidade existentes, bem como as cotas atuais de cumeeira e de beiral. A intenção de reconstrução advém da necessidade de corrigir o estado de degradação existente e de melhorar as condições de habitabilidade, conforto térmico e iluminação natural do piso das águas-furtadas.

As obras têm um prazo previsto de 15 meses e dão continuidade à estratégia da NVE, de consolidação da atividade na área de requalificação de edifícios na centralidade das principais zonas históricas das cidades.







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