terça-feira, 23 de junho de 2015

Onda de otimismo no mercado imobiliário português

O Imovirtual Market Index (IMI), indicador que reflete a expectativa dos agentes imobiliários em Portugal, desenvolvido em parceria com a REVConsultants, apresentou uma curva de sinal positivo, registando o seu melhor resultado de sempre. Recorde-se que recentemente demos conta de o investimento imobiliário em Portugal ter atingido máximos históricos, assim como pela primeira vez em 13 anos a construção em Portugal ter apresentado crescimento e criado emprego.

Para tal terá contribuído o início do período estival, em que o país acolhe quer turistas, quer emigrantes, que podem potenciar futuras transações imobiliárias, dado que o investimento estrangeiro neste setor tem vindo a crescer consideravelmente nos últimos tempos.

Em maio, o tempo médio de imóveis residenciais para venda apresentou-se nos 11,7 meses (revelando uma diminuição significativa face aos 12,7 meses de morosidade no mês de abril) e o tempo médio para arrendamento rondou os 3,8 meses, registando também uma diminuição face ao mês anterior (4 meses).

No mês de maio, a REVConsultants com base na análise do IMI- Imovirtual Market Index destaca os seguintes indicadores:
  • 53% dos participantes no inquérito mencionaram o aumento do produto em carteira (registando um aumento face ao mês anterior, cuja representatividade foi de 40,3%) e 40% observaram a manutenção do mesmo;
  • 43% dos inquiridos observou um aumento de visitas de potenciais interessados (apenas 37% constataram este facto no mês de abril);
  • 50% dos inquiridos referiu que o número de negócios concretizados se manteve e 33% mencionou um aumento dos mesmos (registando um aumento face ao mês anterior cuja representatividade foi de 26%);
  • 48% dos inquiridos observou um comportamento estável no desenvolvimento da sua atividade, contrastando com 12% que mencionou uma decréscimo da mesma. 40% mencionou um desenvolvimento positivo.
De entre os principais obstáculos que intervêm no funcionamento do mercado, destacaram-se no mês de maio:
  • a desadequação do produto imobiliário existente em relação à procura (53%), que tem vindo a ganhar uma maior expressividade desde o início do ano;
  • a instabilidade no mercado de trabalho, com uma incidência de cerca de 47,5%;
  • avaliações bancárias desfasadas da realidade, de acordo com 37% das respostas dos profissionais que participaram no inquérito.
Para os próximos três meses, 65% dos inquiridos aponta para uma melhoria na evolução da atividade, 33% para a manutenção da mesma e apenas 2% estima uma diminuição.









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