terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Suspeita de "negócio viciado" no leilão da Opway

A venda da Opway em leilão continua a dar que falar depois das licitações terem tido um desfecho surpreendente. Os 4 concorrentes admitidos eram o Fundo Vallis, a Prebuild, a Nadhari e a Management Buy Out (MBO). O Fundo Vallis desistiu à partida do leilão pelo que ficaram apenas os outros 3 concorrentes, tendo cada um apresentado uma proposta em carta fechada, servindo o valor mais elevado apresentado como base de licitação ao leilão, podendo depois os licitadores oferecer aumentos sucessivos mínimos de 50 mil euros.

O despique no leilão surgiu entre a MBO (empresa de Almerindo Marques, que se havia dimitido da administração da Opway), e a Prebuild. As licitações começaram em 1 milhão de euros e quando a MBO liderava com 1,25 milhões de euros a Nadhari ofereceu 5 milhões de euros. No momento de elaborar a ata, o representante a Prebuild disse que subirá a proposta para 1,3 milhões no caso do vencedor falhar o pagamento. Mas a MBO garantiu também que então subirá para 1,35 milhões. Foi esta situação e o fato de as propostas da Nadhari e do MBO usarem o mesmo papel que fez a Prebuild concluir que as duas propostas estarão concertadas.

A Nadhari tem agora até o dia 9 de fevereiro para apresentar a garantia bancária do pagamento, caso contrário é excluída, ficando a MBO como vencedora do leilão.

A Nadhari é uma empresa moçambicana com sede em Maputo, mas curiosamente pouco conhecida no seu próprio país. No passado existiram parcerias em Moçambique entre a Nadhari e a Opway após a sucursal local ter ficado sem alvará por alegadas irregularidades detetadas pelas autoridades moçambicanas.
Espera-se agora pelas cenas dos próximos capítulos...







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