quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Nova Iorque mantém-se como a cidade que atrai maior volume de investimento imobiliário

De acordo com o mais recente estudo “Winning in Growth Cities” publicado pela Cushman & Wakefield, a cidade de Nova Iorque foi a que atraiu mais investimento comercial imobiliário no último ano. Enquanto um grupo de cidades continua a dominar o mercado de investimento a nível global, assiste-se a um aumento considerável da atividade em mercados secundários, o que resulta de uma maior abertura ao risco por parte dos investidores.

Até ao segundo trimestre de 2014 e em comparação com o período homólogo do ano passado, foram investidos 55,4 mil milhões de dólares na cidade de Nova Iorque, o que representa 7% do total dos volumes de investimento a nível global. Londres, por sua vez, encurtou a distância para a cidade americana, registando um aumento de 40,5% nos volumes de investimento, atingindo a marca de 47,3 mil milhões de dólares. A capital inglesa assume-se também como o maior mercado mundial para investimentos por parte de estrangeiros. A cidade de Tóquio (35,5 mil milhões de dólares) ultrapassou Los Angeles (33,1 mil milhões de dólares), garantindo dessa forma a terceira posição do ranking. O top 5 é completo pela cidade de São Francisco, que registou investimentos na ordem dos 23,8 mil milhões dólares.

Carlo Barel di Sant’Albano, CEO Internacional da Cushman & Wakefield afirmou, “Enquanto as grandes metrópoles continuam a ser o principal foco dos investidores internacionais, o interesse por mercados secundários é cada vez maior devido ao aumento da confiança, disponibilidade de acesso ao crédito e escassez de soluções nas cidades tidas como mais importantes. Olhando para o ano de 2015, antecipa-se que a economia a nível global seja mais sólida embora continue vulnerável, com as tendências a alterarem-se de país para país. Um dos indicadores que reflete bem esta tendência é a polarização nas politicas monetárias internacionais, que nalguns casos vão sofrer uma contração enquanto noutros continuarão a ser mais alargadas.”

A lista das 10 cidades globais com maior peso no panorama internacional de investimento imobiliário pouco se alterou no último ano, com a exceção de Dallas que atingiu a nona posição do ranking, enquanto Houston caiu para o 10o lugar. Xangai, Pequim, Miami e Estocolmo juntaram-se ao top 20, enquanto Toronto, Singapura, Moscovo e Seul saíram desta lista. Dubai e Dublin assistiram a uma subida acentuada: enquanto as duas cidades ocupavam os lugares 186o e 82o no ano passado respetivamente, passaram a fazer parte do top 50.
As cidades core continuam a registar bons resultados em múltiplos segmentos de mercado, com a cidade de Nova Iorque a dominar os segmentos do retalho, hotelaria e residencial. Londres, por sua vez, é a primeira escolha no segmento de escritórios, Los Angeles domina o segmento industrial e Tóquio assegura a sua posição no top 5 dos segmentos de retalho, escritórios e industrial.

Os fluxos provenientes de investidores estrangeiros cresceram 38,8% no último ano, comparando com um crescimento de 11,3% proveniente de investidores domésticos, o que indica que os investidores internacionais aumentaram mais uma vez a sua quota de mercado a nível global.

Enquanto a Europa continua a ser o maior mercado para investimentos estrangeiros, com um aumento de 35% nos fluxos de capitais, o crescimento foi no último ano mais acentuado no continente americano (46%) e asiático (43%).

A maior fonte de capital estrangeiro é proveniente do continente americano, que investiu 75,3 mil milhões de dólares fora de portas. Os investidores europeus ocupam a segunda posição desta lista, embora uma parte significativa desses investimentos sejam canalizados para o próprio continente.

Os investidores americanos assumiram-se como os mais fortes a nível de investimentos realizados fora do próprio continente, com um total de 58,7 mil milhões de dólares investidos, o que representa 48% do total global.







3 Comentários:

Castrol disse...

Uma salganhada de milhões!
A vender malas feitas pelos Chineses a 3.000,00€, têm de gastar o lucro em alguma coisa. Pena não ser a erradicar a fome em África...

Novarte Arquitectura disse...

Horrível. Com aquele exagero de dinheiro faziam-se 20 edifícios bem mais agradáveis à vista.

Jose Aloysio Affonso Aloysio A disse...

Fantástico maravilhoso,parabéns!🍷🍷

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