domingo, 29 de maio de 2011

Estádio flutuante

É o fim dos elefantes brancos. Pode ser montado e desmontado para grandes eventos desportivos nomeadamente junto a cidades costeiras. Os custos fixos não existem.

É uma proposta arrojada e futurista dos arquitetos alemães da Stadiumconcept . Para já estão a pensar no mundial de futebol de 2022, mas se houver manifestações de interesse imediatas, o processo pode ser acelarado.

A ideia de base deste estádio é que, em vez de ser construído num local para ali ficar por décadas, com encargos financeiros brutais - veja-se o caso do Estádio do Algarve -, é uma mega-estrutura flutuante que pode ser transportada de país para país, de acordo com a calendarização dos eventos desportivos.

É montada para estar a funcionar durante a competição, e o país organizador paga uma renda por isso e, findo o evento, é desmontado e levado por navio para outro local onde possa vir a ser preciso.

Pode levar até 65 mil pessoas e oferece todas as condições de conforto e segurança que qualquer outro estádio convencional. além de que ele próprio, pelas suas características, se tornaria numa atração turística.

Ideal para os orçamentos das entidades organizadoras dos eventos, pois não teriam que ficar com mais um elefante branco em mãos, depois da prova ter terminado, mas uma dor de cabeça para as construtoras, que vêm nesta hipótese uma ameaça ao seu volume de encomendas, tendo em conta o facto de haver eventos desportivos de grande dimensões a nível mundial praticamente de dois em dois anos.

Como se a originalidade da ideia, só por si, não fosse já suficientemente surpreendente, há ainda a acrescentar o facto de estarmos perante estádios eco-eficientes, ou seja, amigos do ambiente.

Seriam quase auto-suficientes em energia e água, pois produziriam eletricidade a partir do vento e do sol e utilizariam a água do mar para vários fins, nomeadamente através da dessalinização.

Fonte: Expresso









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