quarta-feira, 25 de maio de 2011

Construção do Coliseu de Viana do Castelo será retomada em breve

A construção do Coliseu de Viana do Castelo, suspensa há três meses, poderá ser retomada em Julho, anunciou hoje o presidente da Câmara, tendo em conta a abertura do concurso para candidatar a obra a fundos comunitários.

A garantia de José Maria Costa surgiu no dia seguinte ao do lançamento do aviso de candidaturas, pelo Programa Operacional Regional do Norte (ON2), num concurso que poderá financiar em 85 por cento, com fundos comunitários, a construção daquele equipamento desenhado por Eduardo Souto Moura.

Por falta de dinheiro, a Câmara decidiu suspender, em fevereiro, a construção, avaliada em 12 milhões de euros, e numa altura em que tinha investido já mais de metade dessa verba, através de recursos próprios.

“Depende do consórcio [construtor] e da capacidade de afetar recursos no imediato, mas provavelmente teremos alguns trabalhos preparatórios já durante o mês de julho, mas não a obra em pleno”, apontou o autarca.

A construção do Coliseu de Viana - que já foi “Pavilhão Multiusos” e agora passa a “Centro Cultural” -, é uma das quatro obras que a Comunidade Intermunicipal do Alto-Minho candidatou à bolsa de mérito de 200 milhões de euros, disponibilizada pelo ON2 para as entidades que atinjam os patamares mais elevados de contratualização de investimento.

Com o financiamento comunitário praticamente garantido - para equipamentos de coesão local -, o autarca admite reunir com a empresa encarregue da construção até ao final do mês, para definir uma reprogramação dos trabalhos e a nova data para a conclusão de uma obra que já foi iniciada em 2007.

“Temos entre oito a nove meses de obra para executar. Vamos ver se ainda é possível encurtar este prazo, mas tudo depende do consórcio”, admitiu ainda.

Até final do mês a Câmara conta formalizar a candidatura junto do ON2 a estes fundos do QREN, decorrendo depois um prazo máximo de trinta dias até que a mesma seja admitida e a empreitada possa ser retomada com garantia de financiamento comunitário.

O equipamento está a ser construído a 7,5 metros da marginal do rio Lima, com um recinto para a prática desportiva e outras atividades 3,44 metros abaixo do nível do solo. Isto obrigou à colocação de bombas de extração de água para impedir infiltrações.

Terá capacidade para todo o tipo de modalidades desportivas e espetáculos mas também feiras e festivais de gastronomia e uma lotação máxima de 4.000 pessoas.

Fonte: Correio do Minho









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