quarta-feira, 6 de abril de 2011

Insolvências na construção aumentaram 21,6 %

No último trimestre de 2010 o número de insolvências registadas no sector da construção pela empresa Credito y Caución, que monitoriza a dinâmica empresarial de vários sectores de actividade aumentou 21,6 por cento. Um trimestre negro, que agravou os resultados anuais de um sector que tem estado a braços com sucessivas quebras de produção, sobretudo no segmento residencial. E, segundo as estimativas da consultora, a tendência para 2011 não é para melhorar.

Segundo o último Market Monitor, o observatório sectorial que traça as previsões sobre o grau de insolvência e incumprimento nas empresas da consultora, os investimentos no sector da produção caíram 11,2 por cento em 2010, e o número de encomendas registou uma quebra de 21,7 por cento, a maior que já teve lugar desde 2000.

O segmento mais prejudicado foi o da construção de edifícios, que caiu em 2010 mais de 15 por cento. O número de casas licenciadas e o número de novas casas concluídas caíram, nesse período, 9,2 por cento e 13,5 por cento, respectivamente. Por sua vez, a actividade do subsector não residencial decresceu 4,9 por cento.

Segundo o mesmo relatório, 2010 foi um ano negativo para o sector da Construção em Portugal, com "uma diminuição de 6,5 por cento nos níveis de produção e um decréscimo de 1,8 por cento no número de empresas a operar". Também o número de desempregados assistiu a um agravamento de 4 por cento. Tudo isto, lê-se no relatório, "explica o forte declínio do índice de confiança no sector: - 49.8 por cento em Janeiro de 2011 contra -37 por cento em 2010".

Os analistas da Crédito y Caución prevêem para 2011 uma queda de 5 por cento na actividade do sector "Esta evolução negativa deverá manifestar-se no subsector residencial, não-residencial e da construção civil com quebras de 8 por cento, 5 por cento e 3 por cento respectivamente". "Nesta conjuntura, prevê-se que as construtoras portuguesas continuem em 2011 a reduzir os seus preços de forma a ganhar novos contratos e que o sector, no seu conjunto, continue, tendencialmente, a voltar-se para a manutenção e renovação de edifícios. No seio dos grandes grupos de construção, será privilegiada a entrada em mercados estrangeiros, maioritariamente em economias emergentes, com o objectivo de compensar a queda na actividade doméstica", lê-se no relatório.

Fonte: Público









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