segunda-feira, 4 de abril de 2011

Concessionária do troço de TGV Poceirão-Caia já investiu mais de 100 milhões no projecto

O investimento do consórcio liderado pela Soares da Costa e pela Brisa para a construção do troço de alta velocidade entre Poceirão e Caia ultrapassava no final do ano passado os 100 milhões de euros e poderá já rondar os 150 milhões de euros, avançou hoje o presidente executivo da construtora, Pedro Gonçalves.

Os valores dizem respeito a projectos e estudos realizados até ao momento pelo consórcio Elos, co-liderado pelas duas empresas, para a construção daquele troço de alta velocidade, que aguarda visto prévio do Tribunal Constitucional e está ser reavaliado pelo grupo de trabalho das parcerias público privadas (PPP).

Se nada houver em contrário, a concessionária poderá iniciar obras no terreno dentro de três meses, explicou Pedro Gonçalves, em conferência de imprensa de apresentação dos resultados da Soares da Costa de 2010.

“Será bom não menosprezarmos a quantidade de trabalho que está hoje realizado”, sublinhou.

Questionado sobre se os 100 e 150 milhões de euros por si referidos como investimento já realizado poderiam indiciar o valor que a construtora possa pedir de indemnização ao Estado, no caso de o projecto do TGV entre Poceirão e Caia não avançar, Pedro Gonçalves frisou que os números “são factos, não são alertas nenhuns”.

“O valor das indemnizações [no caso de uma decisão que suspenda o projecto] só pode existir no momento” em que for anunciado o seu fim.

Até agora, foram realizados levantamentos topográficos e investigações arqueológicas, mantendo-se os prazos para os trabalhos de execução da obra, justificou, sem querer adiantar mais cenários.

Pedro Gonçalves deu ainda garantias de que está “plenamente operacional” o mecanismo de cobrança de portagens na A23, que liga Torres Novas à Guarda, se o Governo decidir avançar com a cobrança naquela SCUT (via Sem Custos Para o Utilizador), a partir de 15 de Abril.

Do ponto de vista dos passos que foram dados, disse, a Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, detida pela Soares da Costa, concessionária A23, “tem estado a cumprir o acordo” que celebrou com o Estado.

Fonte: Público









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